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2008-11-03

 

Impunidade Latente

Em Portugal, o grande crime financeiro, sobretudo na Banca, compensa.

Estou de acordo com a medida de nacionalização do BPN, única forma de, neste contexto, defender os interesses dos seus depositantes e credores.

Esta nacionalização nada tem a ver com as de 1975 porque os fins são estruturalmente outros. Em 1975, o objectivo era o de retirar o poder económico e político aos grupos monopolistas e, agora, o de proteger vários interesses económicos inclusive os do capital.

Ligado a esta questão coloca-se a necessidade de apuramento de actos criminais, por que se bem entendi, quer o Ministro das Finanças quer o Governador do Banco de Portugal, já estão detectados e provados fortes indícios de criminalidade na gestão passada do BPN, pelo menos sob a forma de operações não registadas. Operações "Clandestinas" foi o termo usado na conferência de imprensa.

Ora, sendo o BPN, um banco que, na Praça Pública, gozava, desde há muito, de fraca reputação, sobre o qual se falava de várias artimanhas, onde o branqueamento de dinheiro era uma delas e que, em várias operações, actuava quase como uma D. Branca de punhos de renda, há que apurar as responsabilidades criminais destes actos das Administrações anteriores, porque a justiça e as prisões existem para quem prevarica contra os interesses, neste caso, da economia do País.

Sem o apuramento de responsabilidades, que é da mais elementar justiça e que até pode "chamuscar" o regulador Banco de Portugal que não tem sido nada ágil nem neste nem em outros casos, fica sempre a dúvida de se a intervenção não pendeu mais para beneficiar o lado do capital.


Comments:
Ou impunidade absoluta?

Com esta ou outra designação, esta gente fez parte de um "gang". Sabe utilizar instrumentos bem sofisticados a que o BP, por inépcia, acaba por dar cobertura. Alguma coisa aconteceu depois de tanto tempo aconteceu ao banqueiro Jardim Gonçalves? Impune e sereno. Tudo passará e M.Soares ainda há de conseguir com que seja condecorado.
 
Louçã foi o único que falou claro.
Apenas meteu o pé na argola ao meter os trabalhadores no mesmo saco. Os trabalhadores para obterem melhores salários a que têm direito, outra postura lhes é exigida no trabalho e na reivindicação.
 
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