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2009-04-14

 

As verbas para o ensino superior ...

Por muito dinheiro que se injecte no ensino superior, nunca teremos um ensino de qualidade com as estruturas de que o País dispõe, porque, na sua maioria, as escolas superiores não têm massa crítica apreciável.

Não sou especialista na matéria. Apenas, em termos profissionais, lidei durante muito tempo com "os produtos" saidos das universidades, os licenciados, com estudantes estagiários, ou mesmo com Professores em trabalhos de investigação. Salvo as boas excepções, que as há, em média, a situação que conheci era crítica, o que, por vezes, me deu alguns dissabores quando propus e mais que uma vez a rejeição de trabalhos por falta de qualidade.

Daí, muito, mesmo muito há para fazer. Diria. Sem uma "revolução" de pensamento e acção, de junção de novas ideias e métodos, o País não vai encontrar o caminho para sair do buraco em que entrou em que a política do ensino superior pouco ultrapassou a de mais "betão". No ensino superior, Portugal, segundo leio, bate o recorde europeu em betão e assim injecta dinheiro para ter de pé "tanto betão", tanta infraestrutura desnecesária e não rentável e muito pouco para ter ensino e investigação de qualidade. É este o resultado de uma visão enviesada e de uma política liberalista irresponsável, que tem marcado algumas das últimas décadas do ensino superior entre nós.

Com a política que houve, só nunca tive no meu quintal uma universidade ou um politécnico porque não me apeteceu!!

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