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2009-04-06

 

O DISCURSO

Baraka Obama (na Turquia na imagem)passou com nota alta na sua estreia internacional pela Europa. Ponto alto da sua capacidade de comunicação foi o discurso à Juventude em Estrasburgo. Viu-se ali a capacidade de criar empatia e estabelecer aquela "ligação magnética" com a assistência que lhe é tão peculiar. Um dos ingredientes é acreditar no que diz e nele tudo parecer genuino.
Os mais importantes discursos são vistos e revistos pelos seus conselheiros mas são redigidos por ele e conservam a forma que já lhe é característica e resultado da sua aprendizagem com as pregações de Jeremiah Wright e outros seguidores de Martin Luther King no seu trabalho de direcção do voluntariado nas comunidades negras dos guetos de Chicago.
Foi com um discurso que, este americano da classe média baixa, saiu quase instantaneamente do anonimato para a condição de estrela nacional. Foi em Julho de 2004, na arena do Fleet Center de Boston, na Convenção do Partido Democrático, em que Kerry era o candidato a presidente. Aliás os conselheiros deste convenceram Obama, e não foi fácil, a emprestar algumas das suas frases para o discurso daquele. Na altura ainda era só um senador estadual, do Estado do Illiois. O discurso não foi colocado no horário mais adequado às televisões nacionais mas arrebatou de tal modo a assistência e o batalhão de jornalistas presente que em breve os meios da política por todo o país ficaram de olho naquele rapaz negro do Illinois. Quem fala assim? Para uns nasceu a esperança para outros o receio.

A diferença para Bush é abissal. A reviravolta da imagem da América obriga às mais curiosas acrobacias alguns dos nossos anteriores grandes admiradores de W. Bush, como Durão Barroso. Agora venera Obama.
Muita coisa está a mudar e muita coisa mudará para melhor, tenhamos esperança. A situação do momento exige-a. Mas se um líder é muito importante, isso, como se sabe, não chega. Conseguirá ele, ou os que estão do lado dele, transformar os milhões de americanos envolvidos no "movimento Obama" numa força efectiva capaz de contrariar os poderosíssimos interesses que tudo farão para inviabilizar as mudanças profundas de que a América e o mundo tanto precisam?

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