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2009-04-07

 

Promoção política a general

A ideia da promoção do coronel reformado Jaime Neves é demasiado bizarra para se vir a concretizar.
Não se trata de um caso do lote de oficiais para os quais uma comissão estuda a reconstituição de carreira prejudicada pelo processo político da revolução. É apenas um caso político e insólito como se estivéssemos a viver um PREC da direita.

Não é público como nasceu a ideia de promoção de um militar que tomou a iniciativa de passagem à reserva e se encontra afastado do serviço há 28 anos. Mas pelo menos sabemos a quem agrada pela aprovação do PSD, pelos aplausos do CDS e de outros sectores da direita portuguesa. Aliás explicitam sem rubor que as razões "militares" para tal prodígio são apenas políticas: a sua prestação no 25 de Novembro e a vontade de, na passada, acabar com o partido comunista e outros partidos de esquerda.

É público que a proposta veio da única instância de onde podia vir, do conselho dos chefes de estado-maior por proposta do CEME. E também é público e um tanto pueril, diga-se de passagem, a afirmação, atribuída ao ministro da Defesa, de que a proposta dos chefes militares vinha com fundamentação exclusivamente militar. Não consigo deixar de esboçar um sorriso ao pensar como teria sido mais saborosa e verdadeira uma fundamentação do estilo:

"Apesar de o sr. coronel actualmente na reforma ter-se recusado a frequentar o curso para general quando na altura própria, em 1981, lhe foi proposto, argumentando: " disse [ao general que o propunha] para me poupar. Ia para a reserva. Para o curso não ia. Porque a primeira vez que deixasse de lidar com tropas eu morria" apesar disso merece, por razões políticas e para comemorar o próximo 25 de Abril, ser promovido a general do 25 de Novembro."

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