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2009-09-11

 

De súbito... já se sabia (7)





Na última página do jornal PÚBLICO de hoje, Vasco Pulido Valente assina a sua habitual crónica. Desta vez, a propósito de uma passagem do debate que opôs Jerónimo de Sousa a Manuela Ferreira Leite. Jerónimo de Sousa terá feito uma daquelas perguntas que, pelo tom e pelo contexto, não necessitam de resposta.


- "Não me digam que não existem classes!?"


VPV, cheio de erudita e telegráfica paciência, achou que sim. Jeróniomo de Sousa estaria, de facto, a fazer uma pergunta angustiante.


Vai daí, VPV decide partir dessa exclamação de surpresa, e discorrer sobre várias coisas impressionantes, cuja conexão fica a depender da boa vontade e da caridade de cada um dos seus leitores.


Que Mário Soares, apesar de não ter lido "O Capital", se juntou ao coro contra o neo-liberalismo; que nem Marx, nem Engels, nem Lenine, nem "ninguém, até hoje", definiram o que é (era?) uma classe social; e que a prova implícita de que se trata de uma matéria nebulosa é que, mesmo actualmente, o "proletariado" carece de adjectivação, e se passa o tempo a falar de utentes, contribuintes, classe média...


Ora VPV deveria saber que Karl Marx, em matéria de classes sociais, era muito mais modesto do que VPV parece fazer crer.


Numa célebre carta datada do início da segunta metade do século XIX (conhecida por "Carta a J. Wedemeyer"), Marx explica que não foi ele o1º nem o 2º a constatar a existência de classes sociais, nem as lutas e conflitos entre elas. O negócio de Marx era de um cariz diferente, mais endoutrinador e teleológico, e foi essa parte substancial da teoria marxista que VPV deixou de fora na sua crónica.


Quanto às classes e outros grupos sociais, sabemos que são, mais ou menos, como as bruxas. Podemos não acreditar nelas, pero que las hay,las hay!




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