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2009-09-10

 

Louçã a fazer figuras tristes

Louçã levou para o debate com Sócrates um petardo que lhe rebentou nas mãos. Acontece aos melhores quando o staf não prepara bem a artilharia.
Foi o caso da adjudicação da auto-estrada de Oliveira de Azemeis para Coimbra, um caso gritante de corrupção e compadrio que Louçã, ali na mesa de Judite de Sousa, exibia ao povo. Sócrates adjudicara a auto-estrada a quem? À Mota-Engil dirigida pelo seu camarada Jorge Coelho o qual segundo as fontes de Louçã mal teve a adjudicação de 535 milhões de euros no bolso logo aumentou o preço para o dobro.
O afã eleitoralista nem deu tempo a Louçã para pensar 1 minuto em tão extraordinário negócio. Sócrates negou que tivesse havido adjudicação. Hoje caíu o Carmo e a Trindade em cima de Louçã com os desmentidos. Até por azar havia um jornal de meados de Agosto que noticiou que as Estradas de Portugal "tinham notificado os concorrentes de que nenhuma das propostas satisfazia os requisitos".
Pouco inteligente é Louçã não ter feito como agora dizem todos os apanhados: "DESVALORIZO!!" E encerrava o assunto. Não. Anda por aí a cantar vitória. "Não adjudicaram? Ainda bem já ganhámos 500 milhões de euros. E mais, hoje vieram dizer, como eu exigi, que anularam o concurso a quem quer duplicar o preço".
Louçã exigiu a anulação do concurso em 8 de Setembro e as Estradas de Portugal, ou seja Sócrates, anulou em 12 de Agosto? Coisa tão extraordinária nem o outro Sócrates.
Recomendo ler Mário de Carvalho na sua "Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho" onde nos industria sobre a dramática mistura dos tempos.

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