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2013-03-06

 

BPN e tal. Ai aguenta, aguenta! Hum... aguenta?


O CM é, como se sabe, um jornal de escândalos. Um dos cafés que me oferece a bica (por 0,65 €, é claro) tem ali o jornal mais popular do país (isto diz muito do país, pois) que folheio com um ar agoniado para não me tomarem por leitor habitual. Leio o artigo de opinião da 3ª página desde que seja do Paulo Morais, do Medeiros Ferreira, do Rui Pereira ou outro assim, deixo sossegado aquele exército de rabos espetados dos anúncios do sexo, finjo que não reparo nas maminhas e rabos à solta, nas últimas páginas, de jovens artistas em luta pela vida e tomo nota de uma que outra notícia como esta de que a Parvalorem está a cuidar de recuperar dinheiro daqueles senhores que pediram dinheiro aos seus amigos do BPN e que os seus amigos do BPN lhes deram sem a deselegância de perguntar se tinham a mínima intenção de o pagar.

Há 13 mil empréstimos em contencioso (contencioso? Sim é uma coisa em tribunal que se disser respeito a menos que o seu milhão pode chegar a julgamento). Mas empréstimos, empréstimos mesmo, foram aos amigos e são umas dezenas. Por exemplo, segundo o popular CM:

Duarte Lima, 50 milhões (Fundo Homeland. Com nomes assim, em "estrangeiro" e a amigos, o BPN emprestava com gosto), Emídio Catum, 135 milhões (Soc imobiliária Pluripar, também um bom nome). Fernando Fantasia, 69 milhões, outro amigo do peito do nosso estimado PR, que o escolheu para a comissão de honra da sua candidatura, que maçada. José Neto e Arlindo de Carvalho, 60 milhões, que foi ministro do Presidente Aníbal, grupo Pousa Flores (quem não emprestaria dinheiro a uma sociedade com este nome?!). Aprígio Santos 154 milhões (sociedade imobiliária da Figueira da Foz), esta e as anteriores são todas, por acaso, sociedades imobiliárias. Compra-se um terreno em reserva agrícola ou natural por 1 milhão e depois com argumentos válidos prova-se ao presidente da Câmara e ao vereador e ao arquitecto que a classificação está errada e eles não têm outro remédio senão passar o terreno para reserva de imobiliário, tijolo e cimento. Estes senhores das soc. imob do BPN, que são gestores e administradores de alta competência que sabem como fazer as coisas, vendem depois o terreno por 10, 20, ou 30 milhões, sempre de acordo com o mercado, claro).
 
Vá lá que o CM não falou, por pudicícia, certamente, do amigo, ex-ministro e ex-conselheiro do nosso Presidente, o Sr Dias Loureiro, uma referência nacional e grande amigo do licenciado Miguel Relvas. Lembram-se? Era dele que carinhosamente se dizia ter telefonado: "pai já sou ministro!". Quem resistiria a emprestar milhões a um extremado filho assim?
4 mil, 5 mil ou 7 mil milhões que desapareceram do BPN. Temos de os pagar com as nossas pensões, os nossos salários. Os nossos impostos. Tem de ser. Custe o que custar, diz e bem o nosso 1ºM Passos Coelho. Não podemos deixar mal senhores tão importantes. Para mais todos amigos do nosso Presidente. Seria uma vergonha. E a gente aguenta, aguenta.

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