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2013-07-01

 

LÁ SE FOI UM PESO PESADO deste governo

Não é que tenha mudado muito. Mas ficou o governo bem mais frágil por dentro e por fora.

Estranho é que um membro do governo, nesta caso Vítor Gaspar, tenha continuado no seu posto à espera de ser rendido, desde o dia 22 de Outubro de 2012 até hoje 1 de Julho. A carta de demissão começa dizendo que o minstro apresentou a sua 1ª carta de demissão a Passos Coelho exactamente a 22 de Outubro. A carta que não vou aqui reproduzir contém aspectos interessantes. Admite que não há no seio do governo "um entendimento estável" e que, ele, Vítor Gaspar, não teve "um mandato para concluir atempadamente o sétimo exame regular" e que isso o impede de "continuar a  liderar a equipa que conduz as negociações...".

À laia de balanço, Gaspar acaba por admitir uma série de fracassos da sua governação. E aqui transcrevemos na íntegra "O incumprimento dos limites originais do programa para o défice e a dívida, em 2012 e 2013, foi determinado por uma queda substancial da procura interna e por uma alteração na sua composição que provocaram uma forte quebra nas receitas tributárias. A repetição destes desvios minou a minha credibilidade enquanto Ministro das Finanças". 

Reconhece ainda na carta que a receita adoptada pelo governo tem agora de mudar, passando "por uma nova fase de ajustamento: a fase de investimento". Termina a carta de demissão com uma indirecta a Passos Coelho, em termos de liderança salvo melhor leitura, Pois afirma depois de dizer o que entende por liderança, que é sua convicção que "a minha saída contribuirá para reforçar a sua (de Passos Coelho) liderança e a coesão da equipa governativa".

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