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2011-12-06

 

A Europa num imbróglio sem saída à vista

Face à produção do encontro dos Merkozy's de ontem, destituído de ideias que possam fazer sair a Europa do buraco em que se encontra, é de temer que a Cimeira de 5ª e 6ª seja mais uma, sem resultados.

Não se percebe porque Merkel e Sarkozy nada propõem de jeito e para ser implementado. Será que não sabem? Será que pretendem destruir o euro?

Francamente, não vou nesta última ideia, embora pareça.

E não vou porque quer a França quer a Alemanha teriam muito a perder numa loucura dessas.

Estou mesmo em crer que os Merkozy's como lhes chamou Delors são muito incompetentes.

A questão central é que a Europa caminha para o suicídio e corre o risco mesmo de suicídio antes que os dois sejam corridos do poder.

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2011-11-24

 

os planos de resgate da Tróika não tratam do crescimento ...

... e sem crescimento não há recuperação económica.

Como muitos analistas têm demonstrado, "as medidas" de austeridade dos planos da Tróika enfermam dessa grande lacuna e, por conseguinte, aprofundam ainda mais a crise, apesar de tudo quanto os governos que aceitam e negoceiam aqueles planos nos querem impingir.

Um trabalho muito recente de Patrick ARTUS, do banco de financiamento e investimento, NATIXIS, vem exactamente nesse sentido.

Diz Patrick ARTUS "para que a situação de Grécia (ou de outros países periféricos como Portugal) seja sustentável é preciso:

  • que o excedente orçamental primário que estabiliza a taxa de endividamento público seja possível de realizar;
  • que o défice da balança corrente possa ser financiado sem alta anormal da taxa de endividamento externo."

Nos países periféricos que recorreram a apoio da Tróika como Portugal e a Grécia verifica-se uma situação complexa.

Por um lado, dispõem de fraco potencial de crescimento porque têm uma estrutura económica constituída por sectores pouco dinâmicos que não geram rapidamente ganhos de produtividade e, por outro, é fraca a sua capacidade de exportar. O fraco potencial de crescimento interfere com o excedente orçamental primário e a fraca capacidade de exportação com o défice exterior.

Desta conjugação nasce a necessidade dos países se endividarem de forma contínua, o que não é sustentável a prazo mesmo que a taxa de juro seja baixa.

Foi o caso português.

As saídas preconizadas pelo plano da Tróika não se encaminham, então, no sentido de reformatar esta deficiência estrutural da economia portuguesa e, por conseguinte, não promovem um "crescimento de qualidade", ou seja, um crescimento orientado para debelar estes problemas de fundo criando capacidade de exportação e investindo em sectores dinâmicos para que o país tenha apetência e reúna condições.

Em síntese, as medidas da Tróika só nos levam a um maior empobrecimento.

Essa medidas encaixam-se perfeitamente na ideologia neoliberal do actual governo Passos/Portas que pretendem, embora não o digam, um Estado mínimo ao serviço do grande capital global, conduzindo ao empobrecimento da população portuguesa e até a uma subalternização na economia do capital português que vai restando.

E, assim não vamos lá, ainda com este Europa sem rumo, onde reina a Srª Merkel.

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2011-11-21

 

Angústias de alma

Hoje almocei com um amigo com quem não falava há muito, de forma descontraída.

Não tem havido tempo, nem espaço. Por vezes estamos muitos e hoje casualmente estávamos sós, de maneira que deu para conversar calmamente.

E a política e as angústias políticas do momento vieram ao de cima.

A dada altura dizia-me. Oh pá esta Alemanha está a fazer economicamente aquilo que nunca conseguiu com as armas no século XX e acrescentava esta Alemanha está a ganhar muito com esta política no curto prazo.

Esquece, porém, que os seus principais mercados são europeus e que um dia destes a crise lhe toca em casa, apesar da sua competitividade, exactamente porque os mercados europeus estão em definhamento e vão reduzir substancialmente as importações de bens alemães. E assim vão de deixar de comprar carros, equipamentos (o forte das exportações alemães) e outros bens e serviços.

A Alemanha não quer mudar o BCE, mas a bem ou mal vai ter que o fazer, sob pena de ser ela a ter que deixar o euro.

Isto bate um pouco certo. Apenas duvido que isto esteja assim tão bem arrumado na cabeça da SrªMerkel.

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2011-08-18

 

Quem manda aqui sou eu, não é o Delors. Perceberam ?

"Angela Merkel reiterou que a emissão de títulos de dívida europeus não é a resposta certa para a Alemanha  para a crise, como defende Delors." Link

Eu diria mais: assim como nos velhos tempos "o que era bom para a General Motors era bom para a América" agora, por estas bandas, "o que é bom para a Alemanha é bom para a Europa". A menos que a tia Merkel não esteja bem bem à altura do velho Jacques.

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2011-07-18

 

Atenção à Srª Merkel

Parece estar ainda a dormitar. Mas a dormitar teve um grande rasgo. ...

Admitiu que a Europa pode vir a ter uma Agência de Rating lá mais para a frente. Certamente, a Roland Berger já lhe assoprou o ouvido... Alinhe, alinhe minha senhora!!. São mais uns bons milhares de milhões que a Alemanha vai caçar aos países membros da periferia e também aos nossos parceiros mais vizinhos, a Europa menos periférica, embora em relação a nós sejam todos periféricos, mesmo o sr. Sarkozy, que se tem por uma grande figura de tacão alto.

Mas muito engraçado foi o argumento da criação da Senhora. Se até os chineses já têm uma. ...

Destes políticos com tão largos rasgos é que a Europa precisa. Assim o fim da crise bate à porta. Mas é melhor pedir à Roland Berger que olhe mais para os chineses e inspire a Srª Merkel.

O Sr. Kohl, antigo chanceller e da mesma área política de Merkel, é que não me dá razão. Acha Merkel com muito pouca visão de estadista. Terá desabafado mesmo a um amigo. O que eu trabalhei para construir uma Alemanha e uma Europa fortes e o que Merkel está fazendo para destruir esse meu sonho!

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2011-06-05

 

Os pepinos da Srª Merkel e o Hospital do Funchal

Houve um problema na Alemanha incómodo, a bactéria E. Coli, ainda não dominada. Reconheço. É chato, desconfortante, a bactéria ter atacado a partir da Alemanha, aquele país que se considera no tecto do Mundo não dominar uma coisa destas. Por isso, não pode ter origem alemã, vem de fora. Donde? Nada melhor. Um país do Sul da Europa, neste caso a Espanha, aqueles desgraçadinhos que sobrevivem graças à Alemanha ser a locomotiva económica. da UE. E é, explorando os outros todos da UE.

Saiu-se mal, não provou a dita origem e agora os espanhóis que, de vez em quando, têm sangue na guelra vão encostar os alemães à parede, pedindo que se retratem da mentira, mas isso era o menos. Querem indemnizações.

O Hospital do Funchal também está nesta jogada. Uma jogada mais baixinha.

Houve um seu funcionário, um biólogo que esteve em formação na Alemanha. Regressa com sintomas de poder ter apanhado a dita cuja bactéria.

Segundo as últimas informações nada de bactéria E. Coli. Ainda bem para o referido biólogo.

Mas o Hospital tinha de fazer análises para verificação do caso e o Instituto Ricardo Jorge, a entidade apetrechada para as ditas análises e, segundo sei, até bastante eficiente e com equipas credenciadas de nível internacional, não recebeu os elementos adequados que deviam ter sido recolhidos no Hospital do Funchal.

Os resultados das análises tardam a chegar. O Hospital, numa de Merkel, desata a culpar o Instituto Ricardo Jorge com algumas insinuações até pouco recomendáveis.

Afinal, o mal não era dos "pepinos" do Ricardo Jorge, mas da recolha dos elementos no Hospital do Funchal. Em vez de feses ou sangue enviaram soro. "Um excesso de competência à Merkel" em que o Hospital do Funchal continua a insistir. Mal dos bons quadros que por lá existem. Só é pena que os responsáveis regionais não interfiram nesta situação que parece arrastar-se em demasia.

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2011-06-02

 

Agoniado com a campanha eleitoral


Com Hitler a culpa era dos Judeus, agora, com a tia Merkel, a culpa é dos pepinos... espanhóis!


Como qualquer bom europeu da parte melhor da Europa, a parte greco-latina (vou lá atrás a Péricles, Platão, Aristóteles, Alexandria, à Renascença das repúblicas italianas, à cultura francesa do séc XIX e XX, a todos os Cervante, Goya e Lorca de todas as Castelas ou Andaluzias de Hespanha  e, claro, sem esquecer os Fernão Lopes, os Camões, os Mendes Pinto, os Grão Vasco, os Fernando Pessoa, cá de casa. E esquecendo, de momento, porque não interessa às conclusões do post, o resto lá do centro e do norte, os Mozarts, os Beethovens, os Greegs, os Shakespear, os Erasmos, os Morus, os Man, os Marxs e os Einstein) mas, estava eu a dizer, como qualquer bom europeu da parte melhor da Europa, a parte greco-latina,  mais alegre, mais ensolarada (e daqui olho para o Algarve e saúdo a Costa Vicentina), mais feliz (lembrem-se da tristeza e depressões que grassam na parte escura, sem sol, lá para o norte da Europa), mas ia eu dizendo, no actual momento político, de inane desagregação da UE, como qualquer bom europeu que se preze, vou dizer mal da Alemanha e em particular da Merkel. E o que vou dizer, é isto:

com Hitler a culpa era dos Judeus, agora, com a tia Merkel, a culpa é dos pepinos... espanhóis!!!!

É uma boutade? Pois é, mas de raiva, porque a comparação talvez seja um pouco exagerada. Com Hitler a Alemanha matou umas dezenas de milhões de pessoas e com Merkel "matou"... umas dezenas de milhões de pepinos. Se fossem pepinos alemães era lá com ela e os alemães mas espanhóis (e por contágio pepinos portugueses) !? merece castigo. Pelos pepinos mas mais, muito mais, pela forma como está a conduzir a crise do euro. Claro que também temos uma grande parte de culpa no que cá em casa se passa mas agora não estou para falar de política. Senão tinha de falar na canalha (são pessoas) que dirige o grande roubo através da manipulação financeira global. A campanha eleitoral, bem, a campanha eleitoral... está uma agonia.

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2011-05-19

 

D. Merkel e os seus conselhos

A D. Merkel veio dar conselhos sobre a uniformização do número de dias de férias e horas de trabalho aos "subdesenvolvidos" do sul da Europa.

António Chora que preside à Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa deu-lhe uma excelente resposta.

António Chora diz. "A senhora Merkel não deve conhecer bem o seu país. Onde a lei estabelece 48 horas de trabalho semanais e 20 dias de férias por ano, mas onde, pela contratação colectiva e pelos acordos de empresa, ninguém trabalha mais de 35 horas por semana ou tem menos de 30 dias de férias. Se é esta a uniformização que a senhora chanceler quer fazer, pois não nos importamos nada".

Os patrões portugueses que embandeiraram em arco com a D. Merkel será que conhecem a realidade alemã?

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2011-03-01

 

José Sócrates e Merkel

O encontro previsto para amanhã poderá ser um dia positivo para a política portuguesa.

Poderá ser...

Para isso, exige-se firmeza da parte de José Sócrates, ou seja, demonstração de que as medidas tomadas vão levar aos objectivos programados e não uma posição de cedência em alinhar em mais medidas restritivas para a sociedade portuguesa.

Da parte de Merkel, aguarda-se que a sua visão da Europa esteja a evoluir um pouco, ou seja, de olhar para a Europa no seu todo e pensar em medidas que beneficiem os países e não apenas a Alemanha.

A minha questão, de fundo, é se haverá argumentos convincentes da parte de Portugal que demonstrem que por si consegue atingir os objectivos programados. Argumentos são exemplos de que se está a ir no bom caminho.

2011 é o ano da prova. Mas há quem argumente que ou se cumpre o programado na despesa ou então ficará demonstrada a incapacidade do País, na gestão das contas públicas, porque 2009 e 2010 não funcionam como boas práticas.

O mês de Janeiro ainda nada demonstrou, apesar dos bons resultados, mas deixa índicios complexos. Parece não haver arrependimento do pecado original da despesa pública. E por aí não se caminhará longe.


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2011-01-17

 

Merkel manda calar Durão Barroso. Cavaco manda que nos conformemos com os predadores da agiotagem"

Há dias Durão Barroso, disse que “a capacidade de financiamento do Fundo de estabilidade financeira do euro deve ser reforçada e o âmbito das suas atividades alargado.” E que o assunto deveria ser decidido na reunião dos ministros das finanças do eurogrupo que hoje decorre em Bruxelas.


Merkel “irritou-se” e mandou de imediato o seu gabinete rejeitar a proposta.
Da reunião, hoje, em Bruxelas, já chegaram notícias de que, por pressão da Alemanha, a voz do presidente da Comissão Europeia ficou à porta e o assunto não será tratado.

O caminho da resolução da dívida de países, como Portugal, onde ela é muito grande terá de passar pelo crescimento da economia, pelo aumento da produção, pelo aumento das exportações e estas, pelo aumento da produtividade. Além de rigoroso controlo do desperdício público. O aumento da produtividade é um fenómeno lento e o crescimento da economia é dificultado pela diminuição do poder de compra interno. Diminuindo o crescimento da economia diminuem as receitas fiscais e a capacidade de pagar a dívida. Como ajudar a resolver o problema? Podia ser com a diminuição dos juros da dívida. Mas os juros, de acordo com a sacrossanta lei do mercado – lucro máximo e risco mínimo - aumentam precisamente e para valores letais para quem, no momento, menos os pode suportar.

Por isso ou as regras na UE mudam para neutralizar os excessos da rapina dos predadores financeiros, ou Portugal, provavelmente a Espanha, e talvez outros países a seguir e por fim a própria UE terão um destino incerto.

A solução é conhecida, mais coesão política, para maior coesão económica e financeira. Mas então o que impede que se caminha para tais soluções? De uma forma muito esquemática, mas indo ao cerne da questão: para além de algum nacionalismo, no essencial a recusa de maior coesão social. Por quem? Ora por aqueles nossos concidadãos que enriquecem com os juros altos, com a rapina financeira, por aqueles nossos concidadãos que amealham grandes fortunas e usufruem de principescos privilégios, nos negócios e nas grandes empresas que funcionam em rede com a especulação financeira. Como o dinheiro, a riqueza, não nasce do nada, para se poder acumular muito nalguns tem que se diminuir muito nos outros.

Em suma é necessário combater firmemente o capitalismo selvagem em vez de nos conformarmos com ele, como recomenda Cavaco Silva.
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A imagem não condiz? São flores do meu jardim para o post não ficar demasiado lúgubre.

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2010-11-15

 

Axel Weber (Pres.Bundesbank) e Angela Merkel (a nossa Chanceler)

A grande crise financeira deu lugar à grande crise económica e agora alastra a grande crise social. Como se comporta a União Europeia? Às ordens do Bundsbank e de Angela Merkel, (por esta ordem), o Banco Central Europeu e a União Europeia comportam-se como grandes predadores que vêem nos países da UE em dificuldade presas fáceis para a rapina e não como membros de uma união política solidária que deveriam ser ajudados.

No plano interno há que arrumar a casa e distribuir melhor os sacrifícios mas é no âmbito da UE que é preciso travar a "mãe de todas as batalhas" porque é aí que o essencial se decide.. É necessário organizar uma frente política dos países em dificuldades. Uma frente dos Governos e dos cidadãos, através das centrais sindicais, dos movimentos cívicos e dos partidos de esquerda. É necessário fazer o contrário do que Cavaco advoga: respeitinho às agências de rating e aos especuladores financeiros.

Até  o Presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, que julgo não ser propriamente um "esquerdista" nem dos mais atingidos pela crise, defende que:

«Os países do sul da Europa deviam ter aqui uma estratégia concertada em termos de alguma ofensiva diplomática para que as regras europeias não nos compliquem a vida mas facilitem».
Silva Peneda considerou ainda «estranho» que a «evolução do euro não leve à criação de uma única entidade emitente de dívida pública» a fim de existir «um mesmo rating» para a própria.
«Com certeza que isso podia levar para soluções mais federais, mas era para mim a solução lógica da solução da dívida pública». [link]

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