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2015-04-15

 

Fiquem agora a saber o que é uma LOIRA EM MOVIMENTO!

Desde Bertolt Brecht que tínhamos uma "Mãe Coragem" e agora temos também uma "Filha Coragem" ou uma "Miúda Coragem". Com um salto a preceito e um grito bem gritado "Parem a ditadura do BCE" derrubou Draghi e paralisou Constâncio.


“End the ECB dick-tatorship” (“Acabem com a ditadura do BCE”, em que a palavra dick remete também para "idiotas" ou "pénis") gritou várias vezes uma manifestante que lançou um monte de "confetti" para o ar durante uma conferência do BCE. Mario Draghi (presidente do BCE) e Vítor Constâncio (vice-presidente do BCE) não conseguiram esconder um ar assustado perante este protesto pacífico.www.publico.pt/n1692479
Posted by Público on Quarta-feira, 15 de Abril de 2015

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2011-11-21

 

Angústias de alma

Hoje almocei com um amigo com quem não falava há muito, de forma descontraída.

Não tem havido tempo, nem espaço. Por vezes estamos muitos e hoje casualmente estávamos sós, de maneira que deu para conversar calmamente.

E a política e as angústias políticas do momento vieram ao de cima.

A dada altura dizia-me. Oh pá esta Alemanha está a fazer economicamente aquilo que nunca conseguiu com as armas no século XX e acrescentava esta Alemanha está a ganhar muito com esta política no curto prazo.

Esquece, porém, que os seus principais mercados são europeus e que um dia destes a crise lhe toca em casa, apesar da sua competitividade, exactamente porque os mercados europeus estão em definhamento e vão reduzir substancialmente as importações de bens alemães. E assim vão de deixar de comprar carros, equipamentos (o forte das exportações alemães) e outros bens e serviços.

A Alemanha não quer mudar o BCE, mas a bem ou mal vai ter que o fazer, sob pena de ser ela a ter que deixar o euro.

Isto bate um pouco certo. Apenas duvido que isto esteja assim tão bem arrumado na cabeça da SrªMerkel.

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2011-11-14

 

Europa, Euro e BCE

A Europa, se se distrai mais um pouco, um dia destes acorda sem euro.

Os novos primeiros ministros da Itália e da Grécia são muito competentes. Têm boa imagem, são pessoas bem vistas e com traquejo internacional. Mas representam o quê? Quem?

Se a Bélgica e a Espanha entrarem em rota de colisão com os mercados também põem lá uns tecnocratas? A Bélgica não precisa muito vai funcionando sem governo.

E se for a França? Tudo indica, já esteve mais longe. Até uma Agência de Rating equivocou-se, anunciando uma baixa de notação. Depois, corrigiu é um facto. Mas isto é tudo muito pouco claro e até estranho. Pode haver um engano destes ou antes é o preparar de terreno para os ditos mercados. A Srª Merkel tende a ficar sozinha.

Imaginemos que o Sr. Monti chega à conclusão que a Itália necessita de um plano de resgate.

Onde irá buscar financiamento?

A UE não tem mecanismos para acudir. Só mesmo o FMI. E mesmo este rapidamente tem de pensar em se reorganizar, abrir o capital, dando mais poder aos países emergentes, que esses têm capacidade de financiamento, se tomarem uma posição no FMI de acordo com o que ambicionam. Esta negociação impõe-se de forma urgente.

A Europa está em perda. Sem mecanismos e sem projecto de futuro. Com um BCE que é apenas meio banco central, porque não pode provisionar as economias com liquidez suficiente para o seu funcionamento e crescimento, a não ser que muito rapidamente mude o estatuto e com um FEEF que é um nado morto.

A visão curta do PM português face à visão mais europeia do PR enquadra-se nesta problemática.

Sem uma mudança de objectivos do BCE o fim da Europa não vai tardar.

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2011-07-22

 

Stiglitz e Krugman acusam o BCE de agravar a crise

O BCE devia adoptar uma «posição mais activa» face à crise soberana na zona euro, diz esta sexta-feira o Nobel Joseph Stiglitz, com Paul Krugman a acusar a instituição de estar a piorar a situação.

Num artigo de opinião publicado no «Financial Times», o Nobel da Economia  Joseph Stiglitz escreve que «se o Banco Central Europeu (BCE) está preocupado que um evento de crédito vai levar a agitação nos mercados financeiros, deve tomar uma posição mais activa para abordar os problemas de base, eliminando a falta de transparência nas trocas de derivados, garantindo que os bancos estão adequadamente capitalizados e prevenindo os bancos de estarem excessivamente interligados».

Por seu lado, o também Nobel da Economia Paul Krugman escrevia no «New York Times», num artigo intitulado «A depressão menor» ... com sarcasmo: «Terei eu mencionado que o BCE - ainda que, felizmente, não a Reserva Federal - parece determinado em piorar as coisas ao aumentar as taxas de juro?»

Krugman refere que, mesmo que as negociações sobre as dívidas nos dois lados do Atlântico sejam bem sucedidas, pode-se estar a «repetir o grande erro de 1937: uma viragem prematura para a contração orçamental que descarrilou a recuperação económica e garantiu que a Depressão duraria até à Segunda Guerra Mundial... ».
Link
Que leva o presidente do BCE a não "perceber" o que estes dois nobilitados economistas percebem com tanta clareza? É porque é estúpido? Não. É que aqueles não estão ao serviço da alta finança e Jean-Claude Trichet é presidente do BCE para isso mesmo.

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2011-07-10

 

Tapando o sol com a peneira ...

Parece ter sido um grande acontecimento ou uma decisão revolucionária vir o BCE dizer que vai continuar a emprestar dinheiro aos bancos portugueses, aceitando como colateral os títulos da dívida pública.

Primeiro, não é novidade, já o fez antes com a Grécia e a Irlanda e, segundo, não podia deixar de o fazer, sob pena de criar uma situação crítica à banca nacional (total falta de liquidez) e ao financiamento da economia portuguesa.

Revolução seria o BCE incitar e agir no sentido de, no imediato, se suspenderem todas as avenças às três Ratings gémeas.

Mas aí pára o baile. Isto é tudo mais ou menos do mesmo. Esta atitude seria a única que aquelas santas almas levariam em conta. Era tocar-lhe no "seu mercado" oligopolista.

Se as instituições europeias decidissem cortar as avenças a estas empresas, elas passariam a ter uma dimensão banal e a sua opinião deixava de ter qualquer peso nos ditos mercados.

Mas sabem muito bem que isso não acontecerá, porque de facto estamos numa Europa não Europa, sem políticas económicas e financeiras que salvaguardem os interesses dos povos europeus, ou dito por palavras mais claras, numa Europa serventuária do grande capital.

Estamos numa Europa sem dirigentes à altura, sem visão estratégica para a construção de uma Europa próspera e desenvolvida e a lutar por uma posição condigna a nível mundial.

Cavaco Silva manda estudar. Perdeu uma oportunidade de estar calado. Seria menos uma contradição em que caia em tão pouco tempo. Mas a vontade de mando não o contém.

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2011-04-18

 

O BCE ao serviço dos países banqueiros da UE

- o BCE é o banco central da União Europeia
- E donde veio o dinheiro do BCE?
- O capital social, o dinheiro do BCE, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuiram com 30%.
- E é muito, esse dinheiro?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.
- Então se o BCE é o banco destes Estados pode emprestar dinheiro a Portugal, não?
- Não, não pode.
- ??
___________
Como funciona o BCE?  É ir aqui.

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2010-02-16

 

Constâncio no BCE por 8 anos

Que vá para o BCE nada contra. É um bom analista de economia e certamente vai fazer boa figura.

Que diga o que disse: saio com "alguma amargura", como cidadão português não gostei nem aceito.

Mas afinal o governo correu-o? O país correu-o? Ou S. Excia não pode ser criticado?

Vitor Constâncio "prima dona" reage. Mas reage a quê?

Ele de facto falhou e muito na regulação bancária e não teria ficado mal deixar os aspectos de prima dona em casa. Certamente no novo cargo não lhe vão promover essa faceta.
P.S. Peço desculpa mas cortei uma frase final que nada tinha a ver com este escrito

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