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2013-09-26

 

Podridões. Nem a propósito



"Quando em Julho foi para o Governo ... teve de deixar as funções que desempenhava, há vários anos, em 30 organismos, [Disseram 30!, 30!! organismos? ] onde se destacavam três grupos bancários, [concorrentes, mas amigos certamente...] mas também outras sociedades, fundações, comissões, para além do escritório de advocacia PLMJ, onde era consultor, conforme comunicou a semana passada ao Tribunal Constitucional (TC)."

Na declaração de rendimentos entregue ao TC, a 18 de Setembro, o ... ex-presidente da Fundação Luso-Americana indicou que, a 23 de Julho deste ano (quando entrou para o Governo), deixara de estar ligado a 17 sociedades onde exercia cargos sociais não-executivos. [Então agora, no governo, mantém 30-17=13 outros empregos outras funções. Hummm... Serão funções "faz de conta", como a de ministro?]  
[Entre as abandonadas funções:] "... três fundações, Millennium/BCP, Mário Soares e Oliveira Martins, assim como a atividade de docente em duas faculdades, Universidade Católica Portuguesa e Lusófona, e as comissões de revisão do Procedimento Administrativo e da Luta Contra a Sida e o Banco Alimentar Contra a Fome." [Assim aos... 73 anos.]
 
"Em 2008, por exemplo, ... sentou-se [ bem observado: sentou-se. De longe em longe, digo eu.] em órgãos sociais não-executivos da CGD, do BCP e do BPI, cargos que acumulava com a presidência do Conselho Superior da SLN ..., a holding que controlava o BPN, e a vice-presidência do conselho consultivo do BPP." [Link]
 
Este personagem mistério (já adivinharam quem é, aposto) é um político e cidadão da máxima respeitabilidade. Um "Senador"! É militante histórico do  PSD, foi seu presidente em 1985 e presidente da Mesa do Congresso de 2008 a 2010.
E agora foi convidado ("não havia necessedade") para MNE e aceitou ("não havia necessedade!")
Não foi por dinheiro que o Sr. caiu nesta tentação de ser ministro outra vez. O Correio dos Escândalos  da Manhã diz ter o Sr. declarado ao TC, ao tomar posse, como manda a lei, que entre ordenados, pensões e rendimentos de uns dinheiritos que tem no banco, auferiu um pouco mais de 80 mil euros por mês.
 
Ele devia saber que ao querer sem "necessedade" ser ministro outra vez, para mais de um governo de desqualificados, iria ter o seu passado escrutinado e postas a descoberto as suas "podridões". A imagem que do Sr. foi criada não rima com os factos. Ai os factos... são teimosos! "Les faits sont têtus" dizem os gauleses.
 
Diz que não mentiu ao Parlamento. Admite (vá lá, admite, porque podia muito bem não admitir) "admite "incorreção factual", mas sem intenção de ocultar ações da SLN ". É aceitável. Você está na esplanada do café, na conversa e distraído, a olhar para as miúdas que passam, agora com o verão umas descaradonas, e perguntam-lhe de rompante olha lá tiveste ações da SLN? Não, não tive nada. Não me distraiam. Só que o caso não foi bem assim. A AR tinha uma comissão a investigar o caso do BPN, a maior fraude dos 2 últimos séculos e pede, em 2008, ao Sr., respeitabilíssimo senador, se possuíra ações da SLN dona do BPN, e o Sr. que tinha tido dessas comprometedoras ações até 2007, respondeu por carta que não senhor, era o que faltava. Escreveu, deve ter revisto a prosa, e disse que não, nunca tinha possuído ações da SLN. Ora ele teve ações até 2007 (parece que foi um negócio esconso como o de Cavaco. O agora presidiário, ao que parece desaparecido, Oliveira e Costa, patrão do banco ter-lhas-á vendido a 1 euro e recomprado a 2 e tal euros algum tempo depois). É, nestas circunstâncias, uma  "incorreção factual, mas sem intenção de ocultar ações da SLN "? Mentiu, com dolo, em 2008 e mentiu agora com estas explicações naifs. "Não havia necessedade".
 
O Sr. teve a estultícia de responder aos jornalistas que o interrogavam sobre o caso, após tomar posse, em 2013, como MNE, que «Isso denota uma certa podridão dos hábitos políticos". A resposta estava certíssima se a si se referisse mas não, estava a criticar injustamente o jornalista que ao cumprir o seu dever punha a descoberto a sua "podridão".
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Inf complementar, só para aqui ficar registada. Está acessível no link acima que aponta para o Público. "Não havia necessedade"? O problema é que passado algum tempo os jornais mandam as notícias para o "lixo" e pronto, lá se vai o link.
 
"... Na informação enviada ao TC, o ministro não faz menção à ligação à FLAD, que liderou entre 1988 e 2010, por já lá não estar quando foi para o Governo.
Rui Machete reportou também que até Julho esteve ligado, sem funções executivas, mas em lugares de relevância em termos da governação, a várias empresas como a EDP Renováveis (presidente da mesa da assembleia geral), a Lusenerg (presidente do CA) e uma sua subsidiária, a Generg (presidente da mesa da assembleia geral e presidente da comissão de fixação de remunerações). O governante esteve ligado ainda ao Taguspark, onde presidiu ao conselho fiscal, e para onde entrou em 1992, e à Saer (Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco).
A sua actividade profissional na década passada ficou marcada pela presença em várias instituições da esfera financeira, como a Companhia Portuguesa de Rating, a Sociedade Gestora de Fundos de Pensões ou as seguradoras do grupo BCP (Seguros e Pensões Gere, Ocidental Vida e Não-Vida, BCP Fortis, Médis, BCP AGEAS Seguros). No caso da banca, Rui Machete exerceu cargos sociais na CGD (público), no BCP e no BPI. Num determinado período, o social-democrata acumulou mesmo funções em cinco bancos. Entre Abril de 2005 e Julho deste ano, presidiu à mesa da assembleia geral do BPI, em 2008, esteve à frente do conselho fiscal do BCPI e foi administrador do romeno Banca Millennium (grupo BCP). Nesse ano, na CGD Machete detinha a vice-presidência da assembleia geral. Mas no início de 2009 [dados que não constam do reporte ao TC por já lá não exercer funções] o ministro ocupava cargos em mais dois grupos bancários, a SLN (BPN) e o BPP, ambos alvo de intervenções estatais, após se terem detectado graves ilicitudes.
Inquirido sobre se é aceitável uma individualidade "desempenhar funções em simultâneo em órgãos sociais não executivos - mesa da assembleia geral, conselho fiscal, conselho de administração, administrador - em cinco instituições financeiras concorrentes", o Banco de Portugal respondeu: "Dos órgãos de administração e fiscalização de uma instituição de crédito apenas podem fazer parte pessoas cuja idoneidade e disponibilidade dêem garantia de uma gestão sã e prudente". E remeteu para o quadro legal que possibilita ao BdP opor-se "a que os membros dos órgãos de administração e do conselho geral e de supervisão [...] exerçam funções de administração noutras sociedades, se entender existir risco grave de conflito de interesses ou, tratando-se de pessoas a quem caiba a gestão corrente da instituição, por não se verificar disponibilidade suficiente para o exercício do cargo". A avaliação "é efectuada no momento inicial de registo para o exercício do cargo, bem como em momento posterior, sempre que ocorram factos supervenientes." O PÚBLICO tentou, em vão, obter um comentário do gabinete do ministro. 

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2013-06-12

 

Corrupção? Mas qual corrupção?

Lembram-se do escândalo da venda do edifício dos CTT de Coimbra? De manhã o administrador dos
CTT Carlos Horta e Costa vendeu o edifício à Demagre por 14,5 milhões de euros e esta, à tarde, vendeu-o à ESAF - Espírito Santo Fundos de Investimento por... 20 milhões.  Seguiram-se outros negócios com outro edifício dos CTT em Lisboa, com a mesma gente e as mesmas empresas.
Carlos Horta e Costa era acusado junto com os outros administradores de ter prejudicado o Estado em 13,5 milhões de euros.
 
Público 2009: "Os investigadores do caso CTT suspeitam que, na venda de um edifício dos Correios em Coimbra, foi entregue aos ex-administradores Carlos Horta e Costa e Manuel Baptista um milhão de euros, que terá passado pelo BPN rumo a paraísos fiscais."
 
Horta e Costa, (DN) "afirmou que nem conhecia os compradores e (Público) "que foi para bem da empresa."
Com estas respostas o que é que o Juiz Manuel Figueiredo, que preside ao coletivo, podia fazer? Nada. Ontem absolveu-os. Se ao menos tivessem dito que roubaram, que receberam o tal milhão através do BPN num offshore, que delapidaram o dinheiro que é do Estado (nosso, nosso, dinheiro que falta para as pensões, a saúde, etc) ou que se tratava de uma banal corrupção, o Juiz, estou certo, condenava. Agora assim. Paciência.
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DN: (notícia de 2012 anterior à sentença que ontem absolveu   Horta e Costa.) "O antigo gestor dos CTT está pronunciado por seis crimes de participação económica em negócio e um crime de administração danosa, num processo que, envolvendo dez outros arguidos, está relacionado com a transação de um imóvel em Coimbra, Avenida Fernão da Magalhães, e outro em Lisboa, na Avenida da República, tendo lesado a empresa segundo o Ministério Público em mais de 13 milhões de euros.
Interrogado pelo juiz Manuel Figueiredo, que preside ao coletivo, Carlos Horta e Costa afirmou não conhecer as empresas nem as pessoas envolvidas na compra dos dois edifícios.
"Não conheço as pessoas em causa, a que propósito iria beneficiar quem não conheço de lado nenhum [ vendeu mas não soube a quem!!!! ;) ] e prejudicar uma empresa que conheço bem", os CTT, e pela qual "lutei toda a vida", questionou Horta e Costa." 

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2012-05-20

 

Uma nova variante do polvo português

 Com a prisão de Michel Canals, na cidade do Porto, este banqueiro suíço que, segundo a comunicação social, “alegadamente liderava uma rede internacional de branqueamento de capitais”, mais uma variante do “polvo português” ameaça vir à superfície.

Parece que nas malhas desta rede estarão figuras ligadas ao caso BPN e muitas  outras graúdas da alta roda política.

Francamente estou curioso que a lista venha à luz do dia.

Gostava de ter uma grande surpresa. Daquelas de abrir a boca e quase não a conseguir fechar. Há por aí tanto boato.

O mundo cinzentão da alta política deve estar incomodado e a sentir-se apertado. Oxalá que resulte. Uns mesitos na PJ e depois pulseira electrónica ficava bem em mais uns Duarte's Lima que, segundo consta, andam por aí.

Este BPN guarda um manancial de novidades. Uma grande parte dos governantes de Cavaco Silva eram de facto muito imaginativos nestes caminhos tortuosos “do venha a nós”.

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2012-05-04

 

Ainda o Caso BPN

Sempre escrevi aqui no PUXA que era contra a nacionalização do BPN. Manifestei-me pela nacionalização do grupo na sua totalidade. Continuo convicto que teria sido a melhor solução, embora com a gestão posterior eventualmente a desgraça para o País não teria sido menor.

Agora do que estou convencido e a grande investigação levada a cabo pelo DN esta semana ainda mais enraizou essa minha convicção é de que houve  falhas gravíssimas de supervisão por parte do Banco de Portugal neste processo. Que a situação poderia ter sido estancada muito antes se o BP tivesse actuado em devido tempo. E, afinal, os responsáveis do BP pela falta de supervisão e parece segundo a grande investigação referida também influentes na nacionalização do banco não são chamados a este processo?

É gravíssima esta situação ninguém é responsável ou então são todos promovidos como referia o DN.

O povo português devia negar-se a pagar este montante que o BPN está a custar ao país, através da cobrança de impostos, porque resultou de burlas feitas por uns e consentidas por outras. Fomos roubados e burlados e sobre isso só mais um inquérito da AR que a nada conduz?

A democracia é isto? O PR, passando pela AR até ao Governo, existem para nos levar a pagar montantes com origem em roubos e burlas onde todos ou quase todos os burladores ou ladrões são conhecidos?

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2011-10-18

 

O caso BPN continua a escandalizar o País

Mais uns quantos milhões à custa do BPN apareceram, vindos não se sabe de onde.

E quem os vai pagar?

Os mesmos de sempre, os contribuintes portugueses.

Ninguém sabe ao certo quanto custou a falência fraudulenta do BPN: 3,4 mil milhões, 4 mil milhões, 5 mil milhões? Apenas sabemos que foram muitos milhões

Muito mais que o montante dos cortes do subsídio de Natal e de férias dos funcionários públicos e reformados. Quase a dívida da Madeira.

É uma vergonha nacional e internacional para um país onde tal acontece, tanto mais de gente próxima do actual PR e de onde mesmo o PR não sai limpo com as suas célebres acções e de sua filha.

É evidente que, para ninguém ainda estar preso, existe a desconfiança de influência de figuras gradas do Estado no caso.

Não há muito tempo um técnico estrangeiro ligado a estes temas, em serviço em Portugal, me "tocava" nessa tecla.

Seria "indigno" que este tema com esta dimensão constasse da análise do próximo Conselho de Estado?

Para quando o julgamento e para quando as indemnizações ao País?

Não seria um grande contributo paras as Finanças Públicas?

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2011-08-02

 

A Venda BPN

No mínimo deve haver uma informação pública, para o contribuinte perceber qualquer coisita do que se está a passar com a venda BPN.

Ninguém percebeu, pode é pensar coisas feias. O BIC compra o BPN por 40 milhões, o Governo compromete-se a ainda injectar 500 milhões e a indemnizar os trabalhadores que o BIC vai despedir.

É um puzzle indecifrável.

Longe de mim levantar qualquer suspeita.

Mas já parece a venda do Fábio Coentrão e a vinda do Garay. Eram 30 milhões, vinha o Garay e não podia haver encontro de contas.

Tudo pouco claro. Mas aí percebe-se. É Futebol. Pior agora o Roberto. Teoricamente o Benfica fez excelente negócio.

Não gostaria que o negócio do governo, fosse entendido como estilo Roberto. Se fosse outro o comprador, o problema era igual. O que se pretende é sair desta densa nuvem.

O Governo que se apregoa de transparente tem de explicar muito bem este negócio, em que se pagam muitos milhões a alguém para que fique com o património "comprado".

Não chega a Secretária do Tesouro ir ao Parlamento falar do assunto. Que haja um documento público do governo onde fique tudo bem claro.

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2011-07-19

 

BPN está à venda...

Depois do disparate de como foi feita a sua nacionalização, que só funcionou de sorvedouro de dinheiros públicos, que todos vamos pagar, o BPN vai ser vendido por imposição da Tróica. O seu valor de compra não passará de uns míseros tostões e, segundo algumas propostas de aquisição, o governo vai ter ainda de injectar mais uns bons milhares para então o levarem por um valor abaixo do montante injectado.

Tratou-se de um desastre nacional, quando era um caso puro de polícia, que até agora nada se viu. Como recuperará o Estado algum do dinheiro que injectou? Será que muitos dos responsáveis vão ter que indemnizar o Estado, ou antes vão acabar absolvidos?

A história contará um dia as razões que estiveram por trás desta intervenção. Quando e se a verdade vier ao de cima, muito peixe graúdo ficará com as orelhas a arder e certamente com muita razão.

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2011-01-15

 

"O Cavaquistão da Coelha"

Ao ler a reportagem da Visão que ontem veio a público sobre o "Cavaquistão da Coelha" fico a perceber melhor porque Cavaco Silva se recusa terminantemente a esclarecer o seu negócio das acções da SLN com Oliveira e Costa ("caso do BPN"). É que a explicação destrói a imagem que tão laboriosamente de si procura criar de honestidade e retidão tal que terá de nascer duas vezes o português que o suplante em tais qualidades. É que a explicação abriria um precedente. Teria que explicar outros negócios obscuros (reportagem da visão: clic nas imagens) que lhe deram, na companhia do pessoal do BPN, na "Aldeia da Coelha", em Albufeira, uma vivenda de três pisos, seis quartos (cinco duplos), 6 casas de banho, piscina e mais 1600 metros de área descoberta. Para um "mísero professor", como ele se chamou, não está mal. 
Ao não querer explicar estes casos, Cavaco Silva pretende risivelmente colocar-se acima do comum dos mortais e das regras democráticas e adensa as suspeitas sobre a sua conduta.
A reportagem informa que um destes seus amigos, seu apoiante e vizinho no seleto "Cavaquistão da Coelha", Fernando Fantasia, era o accionista de duas empresas do universo da SLN e que em sociedade com esta comprou terrenos da herdade de Rio Frio, Alcochete, poucos dias antes de ser conhecida a transferência da localização do novo aeroporto de Lisboa da Ota para Alcochete. Soube-se que a mudança da Ota para Alcochete se deve, em parte, às diligências de Cavaco Silva junto das Forças Armadas para a cedência da área militar de Alcochete para o aeroporto. Dada a proximidade de Cavaco Silva a esta gente não surpreende que a suspeita de informação privilegiada tenha surgido.
É chocante que Cavaco não tenha tido até hoje uma palavra de recriminação da
gentinha do BPN que, em negócios para enriquecimento próprio e dos amigos, lesou o país em mais de 2 mil milhões de euros que agora irão ser pagos por todos nós.
Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és, diz o ditado. 

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2011-01-14

 

É este o site de que Cavaco sempre fala?

Ak... Fiquei sem palavras.

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2010-12-15

 

Os boys do cavaquismo

Iniciou-se hoje o julgamento do maior roubo verificado em Portugal desde a instauração da República, em 1910.
O roubo e a delapidação de valores ascendem a quatro mil e setecentos milhões de euros (4.700.000.000 €) valor que o Estado português já desembolsou através da CGD e está a ser pago por todos nós. É mais do que o custo estimado para a construção do novo aeroporto de Lisboa.
Esta gente está acusada de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, infidelidade, fraude fiscal qualificada e compra ilícita de acções.
Na iminência de ser preso, Oliveira e Costa divorciou-se e deu todos os seus bens à mulher. Um truque que não colheu, nos EUA, com Madoff. Ali foram atrás da sua fortuna e confiscaram-na. Enquanto Madoff, em menos de seis meses, foi preso e condenado a prisão perpétua por cá os grandes ladrões andam por aí passeando e gozando o produto do roubo enquanto os processos, se arrastam anos e anos.
Oliveira e Costa era presidente de 25 empresas do grupo SLN, criadas para encobrir os roubos. Os filhos e genro presidiam a outras.
Arlindo de Carvalho, ex-ministro de Cavaco Silva, e Duarte Lima ex-lider parlamentar do PSD, beneficiaram de empréstimos do BPN, de 25 milhões de euros cada (Jornal de Notícias de 2010-12-15) Os arguidos são Oliveira e Costa antigo secretário de estado dos assuntos Fiscais de Cavaco Silva e mais 14 amigos: José Vaz Mascarenhas, que encabeçava o Banco Insular, o antigo administrador Luís Caprichoso, Francisco Sanches, Leonel Mateus, Luís Reis Almeida, Isabel Cardoso, Telmo Belino Reis, José Monteverde, Ricardo Oliveira, Luís Ferreira Alves, Filipe Baião do Nascimento, António Martins Franco, Rui Guimarães Dias Costa, Hernâni Ferreira e a Labicer – Laboratório Industrial Cerâmico.
Dias Loureiro, grande amigo de Cavaco Silva, ministro da Administração Interna no seu Governo e escolhido por ele para membro do Conselho de Estado, está envolvido directamente no “prejuízo” de 40 milhões de euros (negócio de Porto Rico) tem processo separado e vive dos “seus” rendimentos, em Cabo Verde onde dizem que possui um resort e grandes investimentos no turismo . Tal como Oliveira e Costa, Dias Loureiro não tem nada em seu nome.
O país "é muito suave". Talvez esta gente acabe condecorada.

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2010-10-29

 

O Público, a sucata e o PBN

[Na imagem brinquedos de arguido do BPN]
Para saber o que pensa o PSD há muito que desisti de dar uma olhadela ao Povo Livre. Troquei-o pelo Público que além disso é um diário de referência da direita.  Hoje dei logo com o grande título de página inteira: "Face Oculta: empresas ligadas ao Estado foram lesadas em milhões numa rede de corrupção" A notícia examina o despacho de acusação do Ministério Público (procurador de Aveiro), às negociatas do sucateiro de Ovar com empresas públicas e o envolvimento de figuras gradas do universo rosa.
Espero que se faça justiça e toda a corrupção seja exemplarmente punida.
Li atentamente a reportagem do Público e somei os valores, atribuidos pelo jornal à acusação, de 525 páginas, do MP. O procurador de Aveiro, segundo o Público, aponta um prejuizo de 390 mil € à Refer, outro de 490 mil € à Ren (a notícia é ambígua quanto a este valor) e 500 mil relacionados com a Central de Alto Mira. Tudo somado dá 1 milhão e 380 mil euros. Muito dinheiro. Há que apurar bem, combater a chaga da corrupção, exigir adequadas penas e a devolução destes valores ao Estado ou seja, em última instância, aos nossos bolsos.
Entretanto não tenho visto o Público tratar com igual militância as negociatas do BPN. Será porque aqui estão envolvidos colegas de Governo do ex-1º M Cavaco Silva? Oliveira e Costa e o distraído ex-ministro, amigo e até há pouco Conselheiro de Estado, Dias Loureiro além de um respeitável grupo de altas figuras e amigos do universo laranja?
A roubalheira desta "Máfia de colarinho branco", na terminologia do CM de ontem, [Não há link] parece  ainda estar longe de completamente desvendada.
Ontem o CM revelava mais um caso de "desaparecimento" de um empréstimo de 80 milhões de € (atenção não estamos na casa dos milhares de € dos negócios de sucata) emprestados com um aval "atestado" pelo vice-presidente da CM de Sintra e pelos "serviços municipais", de um terreno em Sintra que afinal só valia 1 milhão.
Outro efeito colateral dos "negócios" do BPN segundo o CM de ontem, é o risco de a Caixa Central  de Crédito Agrícola Mútuo (agrega 85 Caixas de Crédito Agrícola) se afundar.
O Público revela-se atento e bem à corrupção da sucata, que terá prejudicado o Estado em 1 milhão e 380 mil € mas revela-se distraído quando o país é prejudicado em valor 4.000 vezes maior. Será um problema da "cor do dinheiro" ou não atingem valores tão altos?
Nem tudo é bom no PS, nem tudo é mau no PSD, mas receio que os males que hoje a maior parte do país sofre com as más soluções actuais possam vir multiplicados (não digo por 4.000 hela! ) com as "boas" soluções de Passos Coelho.

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2010-01-25

 

[1917] A fina flor do cavaquismo

Dias Loureiro e o seu amigo libanês Abdul El -Assir montaram um negócio na República Dominicana. Empresa de "alta" tecnologia" assim como que para substituir as caixas multibanco do país por umas melhores.
O negócio era assim: O Assir metia 25% (metia?) o Loureiro metia 75% (do BPN). Metia aonde? Num fundo do Assir! Assim que caíu no "fundo" o dinheiro e a empresa de "alta tecnologia" evaporaram-se.

Mas quanto (do nosso) dinheiro meteu o Loureiro no "fundo" do Amir?

O procurador Rosário Teixeira que dirige a investigação diz que "o negócio terá implicado para o BPN/SLN... verbas superiores a 120 milhões de euros cujo retorno terá sido praticamente nulo." (Semanário Sol de 22 de Janeiro.) Retorno nulo... para o BPN. (Escândalo que o meu colega de blog JAF já aqui em baixo denunciara)

Negócio é negócio e se corre mal para uns é porque correu bem para outros.

Agora com a nacionalização do BPN pagamos nós os 120 milhões do bom mau negócio do Sr. Dias Loureiro e do Sr. Amir. E a CGD (forte do dinheiro dos contribuintes) já avalizou 4 mil milhões que um sindicato de bancos emprestou ao BPN para o salvar.
Mas... o antigo ministro de Aníbal Cavaco Silva, o então membro do Conselho de Estado escolhido pelo Presidente da República, o amigo íntimo de Cavaco Silva, andava por aí "naif" pelas televisões a protestar inocência e que não se lembrava de nada...

É uma pena o grupo SLN/BPN parecer uma associação mafiosa porque sendo dirigido pelo ex-secretário de Estado de Cavaco Silva Oliveira e Costa em parceria, por mero acaso, quero acreditar, com muita da fina flor do PSD cavaquista comprometer não apenas a imagem do PSD como a do próprio Presidente da República.
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Nota: A imagem foi roubada no We Have Kaos in the Garden onde o KAOS político nos é mostrado com requintado humor. Parabéns ao autor.

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2010-01-22

 

[1915] Direitos adquiridos

O Correio da Manhã informa-nos hoje, página 23 da edição em papel, que o genro de Oliveira e Costa deixou as funções que tinha no universo BPN (presidente de qualquer coisa), logo a seguir à saída do sogro. Recebeu uma indemnização de 578.148 euros. O CM não informou, pelo menos hoje, das restantes "indemnizações" prémios e outros justíssimas remunerações do propriamente dito OC nem por exemplo de Dias Loureiro e outros "bons rapazes" do PSD cavaquista.
Vai uma aposta em como os tribunais não obrigarão à devolução do produto do roubo? O recebido está recebido. Direitos adquiridos!

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2009-05-28

 

Dias Loureiro cai do pedestal. Demite-se

... É exímio em encontrar argumentos. Alega, não se ter demitido pelo que Oliveira Costa disse no Parlamento. Demite-se para que ninguém pense que usava o estatuto de ser Conselheiro de Estado para se proteger. Ninguém pensa. A nossa fé não tem limites. Acreditamos em Dias Loureiro e na protecção do seu protector, o Presidente, que continua a dizer que tem fontes privilegiadas de informação e que está nesse aspecto acima do cidadão comum, mas ainda nenhuma fonte o inspirou de forma a que Dias Loureiro não esteja ao nível dos outros Conselheiros.

Francamente, se fosse conselheiro, mesmo amigo do Presidente, ia dar uma curva perante esta comparação. Mas admito esta atitude só pode ser de um ser um tanto quanto esquisito.

Dias Loureiro demitiu-se, então presumo eu, pelos bons negócios não reconhecidos que levou a SLN/BPN a fazer, entre eles os negócios de Marrocos e de Porto Rico que tantas mais valias trouxeram ao grupo BPN. Negócios esses realizados através do seu amigo marroquino, o braço direito do anterior Rei de Marrocos, que o seu filho e actual rei, quando chega ao poder, uma das primeiras coisas que fez, foi mandá-lo prender exactamente pelas suas excelsas virtudes.

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2009-02-26

 

Mas novidade, novidade, é mesmo esta

Uma novidade. 35 milhõezitos dava jeito a muita gente.

Não é que, afinal, as empresas do BPN adquiridas em Porto Rico não deram assim tanto prejuízo!

Foram compradas e vendidas quase por igual valor. Só que quem as comprou anda desmemoriado e quem as vendeu também se desmemoriou e esqueceu-se de registar o produto da venda na contabilidade do grupo SLN.

E assim soube-se, acabo de ler, que a Biometrics foi vendida por 35 milhões de euros, mas como quem a vendeu se desmemoriou, mandou registar "um dólar" apenas. Enganos toda a gente tem, é um velho ditado, e entre 35 milhões e um dólar percebe-se perfeitamente o engano!

Palavras do antigo Administrador do Excellence Asset Fund, António Coutinho Rebelo: "que o fundo vendeu a empresa porto-riquenha Biometric por 35 milões de euros a 19 de março de 2003, quando nas contas do grupo Sociedade Lusa de Negócios, que detinha o fundo e o banco BPN, essa venda está registada por apenas "um dólar" DN de hoje, úlima página, última hora.

E é em Espanha que o EL Solitário leva uma pena de 47 anos de cadeia!!!

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2009-02-22

 

Uma central de roubos?

Caprichoso e José Oliveira e Costa
"O braço direito de Oliveira e Costa na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), Luís Carlos Oliveira Caprichoso, recebeu 687.500 euros em Agosto de 2007, a título de compensação pela cessação das funções de administrador que ocupava em 20 empresas do grupo, entre elas o Banco Português de Negócios (BPN), entretanto nacionalizado." (Público online) "Este antigo quadro do Fisco, que acompanha Oliveira e Costa desde Aveiro, distrito de que é natural, foi uma das peças-chave do antigo secretário de Estado na máquina fiscal de Lisboa nos anos 90" no Governo da Cavaco Silva (CM )
As declarações na AR do ex-director de Operações do BPN António Franco, tem vindo a pôr a descoberto "os negócios" do Banco Português de Negócios, e ficou-se a saber que a Caprichoso cabia muito do trabalho "sujo". Por isso o banco que mais parece ter sido uma central de roubos considerou muito justificado dar-lhe o prémio de 687.500 euros, líquidos de impostos e descontos para a segurança social.
Os 1.800 milhões de euros que constituem o "buraco" do BPN (até ver) não se esfumaram. Estão nos bolsos de alguns. Nomeadamente dos que fizeram os maus negócios pois estes em geral são maus para o banco mas óptimos para quem os faz.
Mais que os anos de cadeia o castigo deveria ser a devolução com juros de todo o produto do roubo.

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2009-02-14

 

Dias Loureiro e o "suficiente" do Professor Cavaco


O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje, após ter encerrado o seu “Roteiro para a Juventude”, na Fábrica da Pólvora (há coincidências terríveis), que mantém a confiança no seu conselheiro de Estado.
“Já falei uma vez e é suficiente», respondeu o Chefe de Estado.

Olhe que não…olhe que não!, Professor

"Suficiente” (mais ou menos, existia a variante), era aquilo que a malta levava para casa com um sorriso amarelo como avaliação de um ponto de Matemática. E havia muitas explicações para esse sentir desconfortável. Ou o Professor não sabia ensinar ou nós tínhamos copiado e o melhor era não responder a tudo, ou, ainda, a alegria da irresponsabilidade porque sabíamos que isso era suficientezinho bom para calar o encarregado de educação pouco exigente.
Por amor dos anjos. Não há suficientes. Nem em matemática, nem no respeito, nem na confiança. Nem no amor. Sente-se ou não se sente. Na matemática sabe-se ou não. Se se sabe, tem-se Bom, caso contrário… medíocre. Nas respostas também, sobretudo quando elas pecam pela "insuficiência".
Portanto, acho “medíocre” a resposta do Presidente da República. Antes tivesse repetido a cena do bolo-rei (a Páscoa está perto), imagem inesquecível de Cavaco Silva com a boca cheia de frutos secos e cristalizados, farinha e ovos....fiquei sem saber o que engoliu a fava ou o brinde.
Mas, agora, a história é muito mais séria.
De acordo com a edição de hoje do Expresso, “Dias Loureiro mentiu à comissão de inquérito” parlamentar sobre a nacionalização do BPN "quando negou conhecer a existência do fundo "Excellence Assets Fund", mas que, segundo o semanário, até terá assinado "dois contratos onde esse fundo é parte".
Dias Loureiro disse ao jornal que “não se lembrava da existência"(do fundo).
O João Abel já fez um post sobre a falta de memória do ex-ministro. Há dias assim….pode ser que um dia destes tudo se avive. Mas vamos lá teorizar.
Que faria o Professor, se Dias Loureiro fosse seu aluno e num exame dissesse que “não se lembrava” do principal capítulo da matéria?

Dava-lhe um suficiente e justificava a nota como o fez no dia 25 de Novembro de 2008?
Ou seja, “não tenho qualquer razão para duvidar" da palavra (do meu aluno) porque garantiu-me "solenemente que não cometeu qualquer irregularidade".

Em síntese, o "aluno" Dias Loureiro afinal até estudou, fez exercícios, não levou cábulas mas teve uma “branca”, acontece muito no teatro.
"Desculpe, Professor. Artista sofre!"
"Pronto, leva um suficiente para não baixar a média".

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2008-11-25

 

Dias Loureiro garantiu ao Presidente da República que não cometeu irregularidades

Conselheiro de Estado foi recebido ontem por Cavaco

25.11.2008 - 13h27 PÚBLICO, com Lusa

O Presidente da República avançou hoje que no encontro da noite passada com Dias Loureiro este lhe garantiu não ter cometido irregularidades nas funções empresariais que desempenhou em empresas ligadas ao grupo Banco Português de Negócios (BPN), considerando Cavaco Silva não ter qualquer razão para duvidar do conselheiro de Estado.

Cavaco Silva, que falava à margem da cerimónia de inauguração da nova sede da União das Misericórdias Portuguesas, disse aos jornalistas que Dias Loureiro lhe garantiu “solenemente não ter cometido qualquer irregularidade” e que, como tal, não tem “qualquer razão para duvidar da sua palavra”.

De acordo com o Presidente, Dias Loureiro assegurou no encontro, realizado a pedido do conselheiro de Estado, "que as suspeitas lançadas não têm qualquer fundamento, são mentira". Questionado se o caso lhe está a causar incómodo, Cavaco respondeu: "São 19 os conselheiros de Estado. Todos me merecem o maior respeito. O Presidente da República não faz julgamentos, nem faz investigações".

"Não é tarefa de um Presidente da República fazer julgamentos a qualquer pessoa, seja membro do Governo, das Forças Armadas ou membro do Conselho de Estado. Nem é tarefa de um Presidente da República fazer trabalhos de investigação", acrescentou.

Ontem, após o encontro com o Presidente, o antigo ministro da Administração Interna assegurou que não cometeu "qualquer ilegalidade" na gestão do grupo da Sociedade Lusa de Negócios (SLL) de que foi administrador executivo entre Dezembro de 2001 e Setembro 2002 e administrador não executivo até 2005, considerando não existir qualquer razão que justifique a sua renúncia ao cargo de conselheiro de Estado.

Esta manhã, em declarações à TSF, Dias Loureiro assegurou a sua disponibilidade para ser ouvido pelo Ministério Público sobre o caso BPN, numa reacção à notícia de hoje do “Jornal de Notícias”, segundo a qual deverá ser chamado, a curto prazo, pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, na qualidade de testemunha sobre as alegadas irregularidades no BPN.

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2008-11-24

 

Presidente Cavaco Silva irritado

Cavaco Silva em comunicado vem afirmar que nunca teve cargos no BPN. ler Presidente condena associação ao caso BPN

E não é isso, senhor Presidente que está em causa nesta situação, no mínimo, fraudulenta e confusa do BPN. Ninguém o associa à gestão do BPN, é verdade, pois nesse caso estaríamos a pedir a sua demissão.

O que diz o povo e basta ir a um café de bairro, onde fica gente a conversar sem entraves, quer de voz quer de conteúdos durante horas designadamente as pessoas idosas, é que são "os amigos do senhor Presidente que estão a levar o país à ruína". Sim, porque para muita gente "a falência" dum banco é vista como a falência do país.

Marcelo Rebelo de Sousa vem defender a demissão de Dias Loureiro, se fôr constituído arguido: Dias Loureiro sempre que tem palco procura baralhar, dizer-se amigo do Presidente da República de há muitos anos, homem da sua extrema confiança. É o seu escudo protector. Será que este comunicado é um sinal para Dias Loureiro, ele que exerceu cargos e de que Marcelo diz: "não percebo como é que um homem inteligente perante uma gestão ilegal (do BPN) e depois de ter chamdo a atenção de Oliveira e Costa (...) se manteve administrador executivo da SLN", ou mesmo, para Rui Machete?

Ora, Dias Loureiro se, de facto, fosse amigo, já deveria ter pedido, exactamente para poupar o bom nome do Presidente, a sua saída do Conselho de Estado porque nele participa por indicação de Cavaco Silva.

Discordo de Marcelo sobre a demissão de Dias Loureiro, que já deveria ter acontecido, exactamente porque o seu nome já está por demais enlameado e com a credibilidade em causa.

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