2010-01-25
[1917] A fina flor do cavaquismo
Mas quanto (do nosso) dinheiro meteu o Loureiro no "fundo" do Amir?
O procurador Rosário Teixeira que dirige a investigação diz que "o negócio terá implicado para o BPN/SLN... verbas superiores a 120 milhões de euros cujo retorno terá sido praticamente nulo." (Semanário Sol de 22 de Janeiro.) Retorno nulo... para o BPN. (Escândalo que o meu colega de blog JAF já aqui em baixo denunciara)
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Nota: A imagem foi roubada no We Have Kaos in the Garden onde o KAOS político nos é mostrado com requintado humor. Parabéns ao autor.
Etiquetas: BPN, Dias Loureiro, Oliveira e Costa
2009-02-15
Será que alguém acredita? ...
Num negócio de 38 milhões, nunca alguém se esquece que aí colocou a assinatura. Até consta que teve interlocutores amigos que vieram de Marrocos de jacto particular para tudo ser assinado, na santa paz. Não sei se houve brindes, a imprensa não diz, mas mostra o Expresso os documentos comprovativos com assinatura, preto no branco, do Dr. Dias Loureiro.
Etiquetas: caso BPN, Dias Loureiro
2009-02-14
Dias Loureiro e o "suficiente" do Professor Cavaco

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje, após ter encerrado o seu “Roteiro para a Juventude”, na Fábrica da Pólvora (há coincidências terríveis), que mantém a confiança no seu conselheiro de Estado.
“Já falei uma vez e é suficiente», respondeu o Chefe de Estado.
Olhe que não…olhe que não!, Professor
"Suficiente” (mais ou menos, existia a variante), era aquilo que a malta levava para casa com um sorriso amarelo como avaliação de um ponto de Matemática. E havia muitas explicações para esse sentir desconfortável. Ou o Professor não sabia ensinar ou nós tínhamos copiado e o melhor era não responder a tudo, ou, ainda, a alegria da irresponsabilidade porque sabíamos que isso era suficientezinho bom para calar o encarregado de educação pouco exigente.
Por amor dos anjos. Não há suficientes. Nem em matemática, nem no respeito, nem na confiança. Nem no amor. Sente-se ou não se sente. Na matemática sabe-se ou não. Se se sabe, tem-se Bom, caso contrário… medíocre. Nas respostas também, sobretudo quando elas pecam pela "insuficiência".
Portanto, acho “medíocre” a resposta do Presidente da República. Antes tivesse repetido a cena do bolo-rei (a Páscoa está perto), imagem inesquecível de Cavaco Silva com a boca cheia de frutos secos e cristalizados, farinha e ovos....fiquei sem saber o que engoliu a fava ou o brinde.
Mas, agora, a história é muito mais séria.
De acordo com a edição de hoje do Expresso, “Dias Loureiro mentiu à comissão de inquérito” parlamentar sobre a nacionalização do BPN "quando negou conhecer a existência do fundo "Excellence Assets Fund", mas que, segundo o semanário, até terá assinado "dois contratos onde esse fundo é parte".
Dias Loureiro disse ao jornal que “não se lembrava da existência"(do fundo).
O João Abel já fez um post sobre a falta de memória do ex-ministro. Há dias assim….pode ser que um dia destes tudo se avive. Mas vamos lá teorizar.
Que faria o Professor, se Dias Loureiro fosse seu aluno e num exame dissesse que “não se lembrava” do principal capítulo da matéria?
Dava-lhe um suficiente e justificava a nota como o fez no dia 25 de Novembro de 2008?
Ou seja, “não tenho qualquer razão para duvidar" da palavra (do meu aluno) porque garantiu-me "solenemente que não cometeu qualquer irregularidade".
Em síntese, o "aluno" Dias Loureiro afinal até estudou, fez exercícios, não levou cábulas mas teve uma “branca”, acontece muito no teatro.
"Desculpe, Professor. Artista sofre!"
"Pronto, leva um suficiente para não baixar a média".
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