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2013-07-23

 

Mário e Maria - uma epifania

 
É verdadeiramente emocionado que relato a epifania a que acabo de assistir na Sic Notícias: Mário Crespo empolgado com Maria João Avilez que se empolgava com Mário Crespo que se empolgavam com Passos Coelho, com Cavaco Silva e com aquele sangue novo no Governo.
Vai tudo correr bem agora? Interrogava Mário por fim, quase no fim, já mesmo no fim do programa, Maria João, com um exultante sorriso a que, rendida, Maria João correspondia jubilosa e cinquenta anos mais nova, que sim, que sim, que sim, ia tudo correr bem, com este sangue novo no governo não pode mesmo deixar de correr bem.  Caíram então, no fim, em êxtase, um nos braços de Maria e outra nos braços de Mário. Puxaram uma lágrima mas infelizmente não correu. E depois, só depois, já do outro lado da imagem, sem o escrutínio dos parvos que eles julgam ser quem os viu, abraçaram-se e riram e riram e riram tristemente sobre o seu belo trabalho de vender como lagosta fina o “governo dos mercados” que eles  acham ser peixe podre.

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2010-05-19

 

[1972] Mário Moura Guedes


Já foi há dias mas não perde pela demora. Afinal a cena repete-se dia a dia, Mário após Mário , Crespo após Crespo. O entrevistado era Mário Soares e o Crespo que desde as cenas que exibiu na Assembleia da República, numa das peças de teatro que lá corre ficou transtornado, queria orientar as respostas de Mário Soares, e então ele... Mas acha que há liberdade de imprensa em Portugal? Acha mesmo, Sr. Dr., que há liberdade de imprensa, no estado em que estamos?
Por favor... oh Mário Crespo! deixe de fazer figuras tristes com perguntas tolas que não há tolo que não perceba que é conversa tola  para  telespectadores que não são tolos. E você que até era um jornalista competente e tem todo um passado a defender está a ficar um jornalista à la moura guedes. Acha mesmo que ela, coitadinha, é mesmo um exemplo de "jornalismo" a seguir? Realmente... Sócrates inspira uns ódios a certa gente que as deixa possessas.

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2010-02-12

 

[1932] Pouco Pão muito Circo


O tempo é de vacas magras. O Governo distribui pouco pão. A oposição então oferece circo.
"Face oculta", escutas ao 1º ministro, conversas de café "escutadas" a Sócrates, Mário Crespo, Manuela Moura Guedes, Eduardo Moniz, Sol, muito Sol, primeira e segunda edição, sindicato dos juizes e também do MP, juiz daqui, procurador dali, gente que desde Barroso e Santana perdeu "direitos adquiridos" à "mesa do orçamento". Gente de "honra".
A táctica tem sido afinada. Vale tudo. Não dispersar esforços. Direcção única do ataque: Sócrates.
Pelos votos a coisa não foi? Então o PSD, acolitado lógica mas cautelosamente pelo CDS, sem lógica ou com lógica menos confessável pelo PCP e o BE, o PSD - dizia - socorre-se do que puder. Pode contar com Cavaco? Mas não com o Lima nem José Manuel Fernandes. Quantos magistrados poderá utilizar? Quantas escutas? E jornais, rádios e televisões? Se não for o Governo... a mentira, a difamação, a conjura não é crime nem desonra. É liberdade de informação! Pode-se até dizer, porque não? - para quem é bacalhau basta - que é luta pelo estado de direito!
A vida está muito difícil para grande parte dos portugueses, talvez  assim em ambiente depressivo a coisa pegue.
Partilhando o estado de carência (apenas em alguma medida porque já se senta no hemicírculo do Parlamento) Pacheco Pereira pede a António Costa [na Quadratura do Círculo, designação que no caso ganhou plena propriedade]  que o PS substitua Sócrates. António Costa lembrou-lhe que tem meios legais ao dispôr: moção de censura no Parlamento. Pois, pois... mas aí não... o preço arriscar-se-ia a ser demasiado alto, sabe-se lá se com vitimização não viria por aí de novo Sócrates com alguma maioria absoluta, além de que a bolsa cairia ainda mais e os apoios empresariais do PSD não aceitam. Era melhor ser o próprio PS a fazer o trabalhinho.

É este o Carnaval que temos
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Post Scriptum: vi agora ali, no telejornal, que o Senhor Conselheiro de Estado, António Capucho também. PP e ele.  

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2010-02-03

 

[1925] Isto está cada vez mais Crespo

Decorre o Conselho de Estado. Alberto João quer mais dinheiro. O Governo ameaça cair. Almunia diz que Portugal é uma segunda Grécia e a bolsa foi ao chão. Os bancos e os banqueiros cavalgam a crise e enriquecem ainda mais. Portugal continua firma na crescente concentração da riqueza e alastramento da pobreza. O desemprego lança o desespero no país.
Mas que interessa isso ao pé do drama do Mário Crespo?
Se Manuela Moura Guedes teve o seu momento de glória porque não o Mário Crespo. Por isso ele se esforça. A conversa foi escutada. E contaram-lhe. Temos de compreender, que raio. Tem direito a uma pensão.

Para quem queira saber mais sobre "calhandrisses" tem o director do JN a explicar-se aqui. E a testemunha invocada por MC a desmenti-lo ali
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Agora vi aqui uma amostra de Grande jornalismo: " Durante os dois anos e meio de colaboração com o "JN", Mário Crespo escreveu vários artigos críticos do Governo. Em Dezembro, o jornalista falou do "país do palhaço inimputável": "[...] Não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político."

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