2011-07-22
Stiglitz e Krugman acusam o BCE de agravar a crise
O BCE devia adoptar uma «posição mais activa» face à crise soberana na zona euro, diz esta sexta-feira o Nobel Joseph Stiglitz, com Paul Krugman a acusar a instituição de estar a piorar a situação.
Num artigo de opinião publicado no «Financial Times», o Nobel da Economia Joseph Stiglitz escreve que «se o Banco Central Europeu (BCE) está preocupado que um evento de crédito vai levar a agitação nos mercados financeiros, deve tomar uma posição mais activa para abordar os problemas de base, eliminando a falta de transparência nas trocas de derivados, garantindo que os bancos estão adequadamente capitalizados e prevenindo os bancos de estarem excessivamente interligados».
Por seu lado, o também Nobel da Economia Paul Krugman escrevia no «New York Times», num artigo intitulado «A depressão menor» ... com sarcasmo: «Terei eu mencionado que o BCE - ainda que, felizmente, não a Reserva Federal - parece determinado em piorar as coisas ao aumentar as taxas de juro?»
Krugman refere que, mesmo que as negociações sobre as dívidas nos dois lados do Atlântico sejam bem sucedidas, pode-se estar a «repetir o grande erro de 1937: uma viragem prematura para a contração orçamental que descarrilou a recuperação económica e garantiu que a Depressão duraria até à Segunda Guerra Mundial... ».
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Que leva o presidente do BCE a não "perceber" o que estes dois nobilitados economistas percebem com tanta clareza? É porque é estúpido? Não. É que aqueles não estão ao serviço da alta finança e Jean-Claude Trichet é presidente do BCE para isso mesmo.
Num artigo de opinião publicado no «Financial Times», o Nobel da Economia Joseph Stiglitz escreve que «se o Banco Central Europeu (BCE) está preocupado que um evento de crédito vai levar a agitação nos mercados financeiros, deve tomar uma posição mais activa para abordar os problemas de base, eliminando a falta de transparência nas trocas de derivados, garantindo que os bancos estão adequadamente capitalizados e prevenindo os bancos de estarem excessivamente interligados».
Por seu lado, o também Nobel da Economia Paul Krugman escrevia no «New York Times», num artigo intitulado «A depressão menor» ... com sarcasmo: «Terei eu mencionado que o BCE - ainda que, felizmente, não a Reserva Federal - parece determinado em piorar as coisas ao aumentar as taxas de juro?»
Krugman refere que, mesmo que as negociações sobre as dívidas nos dois lados do Atlântico sejam bem sucedidas, pode-se estar a «repetir o grande erro de 1937: uma viragem prematura para a contração orçamental que descarrilou a recuperação económica e garantiu que a Depressão duraria até à Segunda Guerra Mundial... ».
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Que leva o presidente do BCE a não "perceber" o que estes dois nobilitados economistas percebem com tanta clareza? É porque é estúpido? Não. É que aqueles não estão ao serviço da alta finança e Jean-Claude Trichet é presidente do BCE para isso mesmo.
Etiquetas: a crise, BCE, Joseph, Paul Krugman, Stiglitz
2011-05-24
Paul Krugman no NYT: é inevitável a reestruturação das dívidas
"Está agora claro que a Grécia, a Irlanda e Portugal não poderão – e não irão – reembolsar as suas dívidas na totalidade, se bem que Espanha talvez possa consegui-lo"
É Paul Krugman que o afirma, no passado domingo, no NYT, reproduzido no El País e resumido no Jornal de Negócios. Krugman não podia ser mais contundente para com as políticas erradas e os "programas de austeridade selvajem" que a UE (leia-se Alemanha) para proteger os créditos dos bancos alemães está a impor à Grécia, à Irlanda e a Portugal. Em sua opinião estes programas das troicas vão agravar a crise nestes países e arriscam tornar a Europa no epicentro de nova crise financeira. Considera ainda inevitável a reestruturação das dívidas com o não pagamento de parte delas.
Krugman (via Jornal de Negócios ou El País): " Por un lado, Alemania está adoptando una posición dura contra nada que se parezca a una ayuda a sus vecinos con problemas, a pesar de que una motivación importante para el actual programa de rescate fue el intento de proteger a los bancos alemanes de las pérdidas." ...
"Por desgracia, el hada [a fada] de la confianza [dos mercados] sigue negándose a hacer acto de presencia. Y la disputa sobre cómo manejar la incómoda realidad amenaza con convertir a Europa en el epicentro de una nueva crisis financiera."
..."A isto juntou-se a declaração de que se a Grécia procurar um alívio da dívida, o BCE desligará a ficha do sistema bancário grego, que é crucialmente dependente desses empréstimos”,
...
“Se os bancos gregos forem à falência, isso poderá muito bem obrigar a Grécia a sair da Zona Euro – e é muito fácil de ver como é que isso poderia dar início a um efeito dominó em grande parte da Europa.Assim sendo, no que anda o BCE a pensar?” Intuio que simplemente não está disposto a afrontar o fracasso das sus fantasías." "Y si esto suena muy estúpido, bueno, ¿quién dijo que la sabiduría gobierna el mundo?"
Paul Krugman es profesor de economía en Princeton y premio Nobel de 2008. © The New York Times, 2011.
É Paul Krugman que o afirma, no passado domingo, no NYT, reproduzido no El País e resumido no Jornal de Negócios. Krugman não podia ser mais contundente para com as políticas erradas e os "programas de austeridade selvajem" que a UE (leia-se Alemanha) para proteger os créditos dos bancos alemães está a impor à Grécia, à Irlanda e a Portugal. Em sua opinião estes programas das troicas vão agravar a crise nestes países e arriscam tornar a Europa no epicentro de nova crise financeira. Considera ainda inevitável a reestruturação das dívidas com o não pagamento de parte delas.
Krugman (via Jornal de Negócios ou El País): " Por un lado, Alemania está adoptando una posición dura contra nada que se parezca a una ayuda a sus vecinos con problemas, a pesar de que una motivación importante para el actual programa de rescate fue el intento de proteger a los bancos alemanes de las pérdidas." ...
"Por desgracia, el hada [a fada] de la confianza [dos mercados] sigue negándose a hacer acto de presencia. Y la disputa sobre cómo manejar la incómoda realidad amenaza con convertir a Europa en el epicentro de una nueva crisis financiera."
..."A isto juntou-se a declaração de que se a Grécia procurar um alívio da dívida, o BCE desligará a ficha do sistema bancário grego, que é crucialmente dependente desses empréstimos”,
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“Se os bancos gregos forem à falência, isso poderá muito bem obrigar a Grécia a sair da Zona Euro – e é muito fácil de ver como é que isso poderia dar início a um efeito dominó em grande parte da Europa.Assim sendo, no que anda o BCE a pensar?” Intuio que simplemente não está disposto a afrontar o fracasso das sus fantasías." "Y si esto suena muy estúpido, bueno, ¿quién dijo que la sabiduría gobierna el mundo?"
Paul Krugman es profesor de economía en Princeton y premio Nobel de 2008. © The New York Times, 2011.
Etiquetas: Paul Krugman, reestruturação das dívidas.
2011-02-18
A difícil gestão da democracia
Paul Krugman, no jornal I de hoje, analisa os prementes problemas da realidade norte-americana e dá o sugestivo título à sua análise: Comer o futuro: a resposta republicana ao défice americano.
Vale a pena ler, diria que vale sempre a pena ler PK mesmo aos que estão distantes das suas concepções sobre a Economia e a sociedade.
Que problemas trata? De um problema essencial, do funcionamento da democracia em geral, por detrás da análise dos problemas da conjuntura política dos EUA.
Como dar a melhor solução (melhor para as grandes massas da população, não para os hiper-privilegiados) aos problemas económicos de um país no médio e longo prazo.
Cito:
...
"Os líderes republicanos proclamam aos sete ventos que as eleições intercalares lhes concederam um mandato para fazer cortes profundos nos gastos governamentais.
...
"O importante é perceber que, embora muitos eleitores afirmem querer uma redução dos gastos, quando se insiste um pouco percebe-se que tudo o que querem é cortar os gastos feitos com os outros.
"É esta a principal lição a retirar da última sondagem do Pew Research Center, em que se pergunta aos americanos se preferem gastos mais ou menos elevados numa série de áreas. Acontece que querem mais, e não menos, na maior parte das coisas, incluindo a educação e a saúde..."
...
"Ora o que andamos a ouvir desde Ronald Reagan é que o dinheiro que tanto lhes custa a ganhar está a ir pelo cano a baixo, que só serve para pagar hordas de burocratas inúteis ... Como podemos estar à espera que os eleitores compreendam a questão fiscal quando os políticos descrevem insistentemente a realidade de forma distorcida?"
_____________
A direita mais radical do Partido Republicano, a do Tea Party, investe milhões e milhões na desinformação e na propaganda de medidas que lhes darão um retorno multiplicado mas que apresentam ao eleitor como da maior vantagem para os que, na verdade, querem espoliar. E frequentemente podem parecer boas a quem não tenha a informação e formação suficiente para entender o alcance de medidas em geral complexas.
Barak Obama ou, em geral, quem queira vencer a direita e defender os interesses dos menos favorecidos tem, com frequência, de executar as políticas que lhes dêem satisfação imediata mas lhes comprometem o futuro.
Etiquetas: Obama, Paul Krugman, Tea Party
2011-01-17
Paul Krugman: "Tiene salvación Europa?"
A direita detesta Paul Krugman. A norte-americana ou a portuguesa. É justo. Mas a direita portuguesa que a semana passada (2011-01-12) , fez um aproveitamento de um post de PK sobre Portugal, bem analisado por Correia Pinto (aqui) já não se interessou pelas lições do recente e interessante artigo no El País (que encontrei no CC ) do Nobel da Economia em que ele compara a Irlanda com o Estado do Nevada e o leva a interrogar-se: "Tiene salvación Europa?"
Etiquetas: Crise UE. Nevada, Irlanda, Paul Krugman
2010-11-11
Contrariar a receita de Cavaco Silva, contrariar a lógica dos mercados
É necessário fazer o contrário do que advoga Cavaco Silva. É necessário contraria a lógica dos mercados e não prostrarmo-nos perante eles.
A grande crise foi provocada pelos todo poderoso sistema financeiro globalizado. Ela afecta quase todos. De fora fica a oligarquia financeira e em primeiro lugar os causadores da crise.
As grandes crises saldam-se sempre por uma brutal transferência de riqueza da generalidade da população que empobrece para uma pequena minoria que enrique ainda mais.
A transferência de riqueza verifica-se dentro de cada país e de uns países para outros. No caso da União Europeia de forma flagrante dos países em maiores dificuldades, e/ou com economias menos competitivas, como Portugal, para os mais ricos e competitivos, em primeiro lugar e descaradamente para a Alemanha.
De momento é esta a "solidariedade" e "coesão nacional" na UE. O saque dos países mais pobres e/ou em maiores dificuldades pelos países mais ricos e competitivos.
A solução da grande crise foi entregue aos seus causadores e aproveitadores.
Porquê?
Ora porque têm tal poder e influência em muitos destes governos que praticamente estes são os seus governos. Nos casos em que a situação é diferente os governos ou não têm condições políticas para se lhes oporem ou, por razões ideológicas e receio dos riscos, não se dispôem a impulsionar uma forte mobilização dos atingidos que, pelo menos, poderia e deveria levar a uma mais equitativa distribuição dos sacrifícios.
Uns terão de tirar o filho do infantário e outros" terão de fumar um charuto a menos por semana".
E, é claro, não me estou a referir aos ordenados dos políticos mas às receitas dos que auferem valores incomparávelmente superiores. Refiro-me àquele tipo de gente para a qual Nos EUA havia uma taxa de IRS de 70% desde Franklin D. Roosevelt até aos anos 70 e que Eisenhower, chegou a subir para 90% (sim sim, 90%. Ver Paul Krugman em A Consciência de um Liberal, Ed Presença, pág 256)
Em Portugal é necessário diminuir o fosso entre os mais carenciados e os "barões" do dinheiro o que, em grande medida corresponde a contrariar, em Portugal as políticas do incauto "liberal" Passos Coelho e na UE a Senhora Merkel e a lógica dos mercados.
Em resumo, fazer o contrário do que advoga Cavaco Silva. Não reverenciar a lógica dos mercados mas contrariá-la.
Etiquetas: Cavaco Silva, mercados financeiros., Paul Krugman
2009-11-20
A Consciência de um Liberal
Várias vezes (aqui ou aqui, p.ex.) tenho defendido taxas progressivas de IRS como um, entre outros meios, necessários a uma mais justa redistribuição da riqueza entre nós. Mas deparo frequentemente com argumentos como o da fuga de capitais, o de que contraria o desenvolvimento económico, o de que a riqueza distribui-se e redistribui-se naturalmente com o funcionamento do mercado, etc.
De modo a leitura do livro de Paul Kugman (Nobel da Economia em 2008) publicado em Portugal em 2009 pela Editorial Presença, me pareça ser muito importante para aqueles que queiram uma mais justa distribuição da riqueza mas receiam o poder sobrenatural dos fétiches neoliberais.
The Conscience of a liberal, publicado em 2007, nos EUA, é uma obra de divulgação notável que oferece muitos e muito úteis ensinamentos no actual momento, tidas em conta, naturalmente, as diferentes circunstâncias.
Paul Krugman (PK) conduz-nos numa breve visita guiada à história económica, social e política dos EUA, do inicio do século XX ao estertor da era W.Bush. E desfaz com substantivo fundamento muitos dos mitos neoliberais que hoje ainda, solertes, nos querem impingir mesmo depois da actual Grande Crise, por tais políticas provocada.
As conclusões são tanto mais susceptíveis de impressionar quanto não vem de um radical esquerdista mas de um cientista escrupuloso, um keinesiano a quem a injustiça social repugna e a combate na sua actividade científica e de publicista.
PK divide a história da América que vai de 1900 aos nossos dias, em 3 épocas. Grosso modo as 3 primeiras décadas deste período representam a “Época Dourada”, de profunda desigualdade social. As quatro décadas seguintes (1930 - 1970), representam a época da "compressão", ou da redistribuição da riqueza e a seguir, de forma mais clara a partir dos anos 80 e de Reagan o período até W. Bush, representa a nova época dourada, das grandes desigualdades e injustiça social.
A época da " compressão" - de acordo com as teorias dos neo-liberais e do "deixem o mercado funcionar" deveria ter sido uma época de recessão e de crise. Mas, como dizem os franceses a realidade é "têtue" (teimosa) - e de acordo com PK - o período da "compressão" foi de uma prosperidade sem precedentes, e que nunca mais conseguimos recuperar". E porque deveria ser de crise? Porque segundo os neoliberais, se tinha metido a política na economia, criado mais Estado a perturbar o mercado cujo livre funcionamento é sinónimo de prosperidade e crescimento.
Com as novas condições políticas surgidas nos anos 80, Reagan, a reacção ascendente e os neo-cons conseguiram baixar muito os impostos aos ricos, desmantelar o Estado Social que vinha do New Deal, etc. No auge da sua glória... a grande crise que hoje abala o mundo e cai sobre nós veio desmenti-los. Mas não derrotá-los porque eles continuam aí e na maior parte dos centros de poder.
Eis o que diz PK: a "época dourada" da sociedade norte-americana, as três primeiras décadas do séc XX, caracterizava-se por uma desigualdade social brutal que extremou o povo norte americano entre uma esmagadora maioria de pobres e miseráveis e uma reduzidíssima minoria com fortunas fabulosas. A grande depressão de 1929, e mais tarde a 2ª Guerra Mundial entre outros factores, contribuiram para uma viragem política para a esquerda consubstanciada nas quatro vitórias eleitorais para a presidência de Franklin Delano Roosevelt - FDR - (1933-1944) candidato pelo Partido Democrata.
FDR diminuiu de forma drástica as abissais desigualdades, criou o primeiro Estado Social nos Estados Unidos e redistribuiu a riqueza nacional a golpes de IRS, de imposto sucessório, de imposto empresarial.
Eu que aqui no Puxapalavra tenho contra os actuais 42% de taxa máxima de IRS advogado taxas "escandinavas" (57%) de IRS contra os rendimentos escandalosamente altos, pasmo com a ousadia das taxas roosevelltianas. A taxa máxima do IRS - diz PK (pág. 59) - nos anos 20, nos EUA, era de 24% e o imposto sucessório de 20%. Roosevelt terá concluido que para tirar a grande maioria da população da pobreza, com ela criando a classe média americana, para criar os fundamentos de um Estado Social, segurança social, saúde, subsídio de desemprego (tudo ainda longe do que já havia na Europa) tinha de ir buscar o dinheiro a algum lado e que não poderia ser a pedir licença aos 1% de multibilionários. Para redistribuir a riqueza Roosevelt apoiado num conjunto de circunstâncias político-sociais favoráveis, não impôs taxas "escandinavas" às fortunas douradas. No seu 1º mandato (1933-37) impôs taxas de IRS até ao máximo de 63% às grandes fortunas e no 2º mandato até aos 79% !
"A taxa federal média sobre os lucros empresariais passou de menos de 14% em 1929 para mais de 45% em 1955". "E o imposto sucessório máximo subiu de 20% para 45%, depois para 60%, a seguir para 70% e finalmente para 77%.
0,1% dos americanos mais afortunados que detinha 20% de toda a riqueza da nação em 1929, possuia “apenas” 10% dela em 1955.
A revolução "igualizadora", de esquerda, do New Deal, aguentou-se durante ainda 30 anos, após a morte de Roosevelt em 1944.
FDR tornou-se, justamente, o mais odiado dos presidente americanos aos olhos dos plutocratas da "Época Dourada" e, não por acaso, um dos mais amados presidentes dos pobres, dos negros, dos imigrantes, dos trabalhadores e da classe média criada pelo New Deal.
A História encarregou-se também de desmentir a tese neoliberal que sustenta que mais Estado é igual a mais corrupção. O período do New Deal que se foi mantendo para além da morte de FDR foi o período de maior transparência e menor corrupção. Não por obra e graça do Espírito Santo mas porque o Governo de Roosevelt para se defender de uma oposição aguerrida tomou medidas severíssimas contra a corrupção.
Uma lição também muito actual.
_________
P.S.: Faltou agradecer ao JMCP que teve a boa ideia de me recomendar a leitura deste Krugman. Já o seu Regresso da Economia da Depressão e a Crise Actual também publicado pela Presença em Portugal em 2009 me deixara bem impressionado.
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P.S.: Faltou agradecer ao JMCP que teve a boa ideia de me recomendar a leitura deste Krugman. Já o seu Regresso da Economia da Depressão e a Crise Actual também publicado pela Presença em Portugal em 2009 me deixara bem impressionado.
Etiquetas: New Deal, Paul Krugman, Roosevelt







