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2013-07-05

 

Os coveiros de Portugal

Iniciou-se um mês de Julho quentíssimo no tempo e na política. E com acontecimentos inéditos na vida portuguesa.

Um governo "cai" de incompetência, com um ministro das finanças na carta de demissão a reconhecer que as suas medidas de austeridade não resultaram, trouxeram resultados desastrosos porque insuficientes. Havia mais, mas não teve mandato atempado, para as aplicar. Demite-se. Mais um em fuga.

Um Ministro, Paulo Portas, doutoradíssimo em fugas estratégicas habéis quando as coisas apertam. Talvez desta vez saia chamuscado.

Um Presidente da República a intrometer-se na vida interna de um partido da coligação, o CDS, certamente para preservar o seu partido de origem no poder, o PSD. 

Onde se viu tamanha desfaçatez?. O Presidente da República Cavaco Silva, ao dizer que não defende a pemanência de Paulo Portas  no governo, mas exige o Presidente do CDS no governo, diz pura e simplesmente ao CDS: Vocês ou obrigam Paulo Portas a integrar o governo ou correm com ele de presidente. E vai conseguir.

Um Presidente, ao não dissolver a AR, "constata", pois, que as instituições estão a funcionar bem. Ora este funcionar "regularmente" significa que avalisa os acontecimentos mais hilariantes. Uma excelente imagem externa de Portugal!!.

É a incompetência provada a todos os níveis. Mas uma coisa é certa a demissão virtual de PP fez esquecer a saída de Vítor Gaspar do governo. Já ninguém fala dele.
Passos Coelho, Paulo Portas e Cavaco Silva os coveiros deste país.

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2012-10-31

 

Há país explorador ou não?

Portugal e a Alemanha são países membros da UE, ditos de pleno direito. Com uma moeda comum, o euro.

Quem recolhe os benefícios desta situação?

Comparem-se as taxas de juro e logo as dúvidas desaparecem. 

Na realidade, estes dois países membros não usufruem das mesmas condições no acesso ao crédito quando dele precisam. 
 
Efectivamente um funciona como explorador e outro de explorado. É esta a realidade pura e dura. Veja-se o exemplo do resgate. Emprestam a Portugal 78 mil milhões de euros e de juros cobram uma maquia equivalente a cerca de metade. Insisto só de juros.

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2012-04-28

 

Documentário "Os donos de Portugal"

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2012-03-17

 

Informação sobre a justiça Portugal-Finlândia


O tempo médio para a resolução de um processo em Portugal é de 925 dias. Na Finlândia 58 dias.

Será que a Finlândia dispõe de mais meios?

Vejamos
Juízes por 100 000 habitantes (2008): Portugal 18, Finlândia 17,4.
Procuradores por 100 000 habitantes (2008): Portugal 12,6 Finlândia 6,2.
Advogados por 100 000 habitantes (2008): Portugal 260,2 Finlândia 34,4.
Agentes da polícia por 100 000 habitantes (2008): Portugal 5,2 Finlândia 1,5.
Reclusos por 100 000 habitantes (2008): Portugal 192 Finlândia 64.
Tempo para resolução de processo em dias: Portugal 925 Finlândia 58. (processos administrativos, civis e comerciais)
Taxa de resolução de processos em %: Portugal 90-100 Finlândia 90-100.

Fonte: Expresso de 17 de Março de 2012

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2012-03-09

 

Portugal e a Grécia com muito de comum a analisar

"É de loucos que Portugal não estude as opções que a Grécia teve" afirma Mitu Gulati.

Quem é este senhor?

Se a resposta vier do campo do governo actual, este académico reputado como um dos especialistas mundiais de reestruturações de dívidas de países não passaria de um "perigoso comunista" porque aquela velha táctica de quem não tem as nossas ideias, durante 50 anos tão solidificada em Portugal com Salazar e Caetano, ainda pega.

Este académico dá uma entrevista ao DN de hoje e hoje também fala na U.Católica desdiz que não é pelo facto de um País reestruturar a dívida que fica afastado dos mercados financeiros e dá dois exemplos de sucesso. O Uruguai que voltou aos mercados menos de um ano depois de reestruturar a sua dívida e a Argentina.

Por conseguinte, mais uma vez, os defensores da não reestruturação da dívida portuguesa não têm razão em querer resolver os problemas da dívida pela austeridade que em nada resolve e o caso da Grécia ensina-nos bem isso e tentam enganar-nos com falsos argumentos como o afastamento dos mercados.

Agora que o processo de reestruturação é complexo e a exigir muitos punhos de renda e firmeza é um facto.

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2011-12-26

 

Vamos todos emigrar

Como o grande problema deste país é ter portugueses, o governo unido encontrou a solução ideal.

Em uníssono gritará: emigrem portugueses e depressa.

Os portugueses tão obedientes que são, curvam-se, agradecem e saem.

Eis todos os problemas resolvidos e ainda o governo pode devolver a massa à Troika.

A receita governamental vai funcionar bem.

Há um ditado bem nosso: o último a sair apaga a luz.

E não é que este ditado dito e redito quase sempre de forma brejeira e sarcástica, agora até encaixa neste ambicioso programa governamental?!

O país deixa de importar petróleo porque não precisa deste produto para produzir electricidade. Vai gastar apenas mais uns litritos de carburante pois toda a gente opta por encher o carro depois de se apanhar em terras de Espanha.

Não precisa de importar mais bens alimentares os portugueses emigraram não comem nem precisa de equipamentos. As empresas fecham porque os portugueses emigram.

Aluga-se a exploração hoteleira a estrangeiros para usufruirem do nosso sol e belezas naturais.

O Governo fica reduzido a 3 ministros.

Como é chato não ter um Primeiro fica e pode acumular com a representação externa. Um país também tem de ter um Negócios estrangeiro mesmo sem negócios

Fundamental no entanto é o da finanças para cobrar as rendas da exploração turística. Montar a máquina da cobrança , reunir o dinheirinho e enviá-lo para o BCE.

O da economia também é necessário porque tem tido um desempenho excelente e agora precisa lá de vez em quando mandar pintar um hotel e de colocar umas portagens.

Seis meses levou este governo a conceber tamanha linha estratégica. Está no Guiness.

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2011-11-27

 

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2011-11-25

 

A Europa aproxima-se da bancarrota?

A situação na Europa começa a ficar muito complexa, agora juntando a Espanha em pane, face aos ditos mercados e a uma ausência de resposta por parte da UE, que estanque/pare com o eufemismo, muito usado por "analistas" dos fenómenos da economia, o nervosismo dos mercados.

Sente-se. Os mercados estão mesmo muito nervosos. Já não têm bolsos para guardar as somas colossais que estão a arrecadar, em processo contínuo com a especulação mundial, somas essas que se concentram em número muito reduzido de mãos, as mãos dos senhores que mandam no capital financeiro.

Veja-se a Tróika. "Brincando", melhor dito, apoiando Portugal com 78 mil milhões de euros, vai arrecadar dos cofres de Portugal em juros e comissões apenas 34,4 mil milhões, como informou hoje o Ministério das Finanças.

Imagine-se, acho que é inimaginável, o montante cumulativo que gera a especulação.


Sobre o que vamos pagar. Acho que há aqui um grande equívoco. Face a tamanho montante, nós é que estamos a apoiar as entidades da Tróika. Temos de brevemente corrigir a nossa linguagem ou então chamar-lhe outro nome.

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2011-11-24

 

Homenagem aos portugueses dos bidonvilles, 1971, quando Joe Dassin cantava a nossa pobreza

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2011-11-23

 

Reflexões sobre a crise na Europa... que veio por longo prazo

Natixis: Portugal e Grécia precisam de solidariedade


"O que deve ser feito com a Grécia e Portugal?" É este o título de um trabalho de análise económica do Natixis, que sublinha que as políticas correctivas aplicadas em Dublin, Paris, Madrid e Roma não funcionam em Atenas e Lisboa e que tem de se aceitar a ideia de federalismo - leia-se "solidariedade".
“Quanto maior é a espera pelo efeito das políticas correctivas de redução dos défices orçamental e externo na Irlanda, Espanha, Itália e França, maior é a dificuldade de acreditar que a Grécia e Portugal possam conseguir o mesmo”, sublinha uma nota de “research” do banco Natixis.

Segundo a análise, assinada por Patrick Artus, estes dois países têm um problema estrutural que existe há muito tempo, nomeadamente a incapacidade para equilibrarem o seu comércio externo devido à pequena dimensão do sector da exportação (mesmo incluindo os serviços ligados ao turismo e ao imobiliário). Esta situação, sublinha o estudo, levou ao endividamento privado e ao actual excessivo endividamento público.

A análise sublinha que os “remédios” propostos não são eficientes: o cancelamento de parte da dívida não evita que se acumule de imediato mais dívida; além disso, reduzir a procura interna (através de políticas orçamentais restritivas e corte de salários) de modo a eliminar a necessidade de empréstimos externos também seria, muito provavelmente, insustentável.

“A União Europeia terá de acabar por aceitar a ideia de que apoiar os Estados-membros através da transferência de rendimentos – ou seja, federalismo ou solidariedade – é a única solução”, defende Patrick Artus nesta sua análise económica.

Ao passo que se prevê que França, Espanha, Itália e Irlanda consigam reduzir ou eliminar os seus défices externos, o mesmo não se pode esperar da Grécia e de Portugal, salienta o “research” do Natixis.

“Há muito tempo que a Grécia e Portugal têm um problema com os seus défices externos e orçamentais, sendo que o problema fundamental é o do défice externo”, lê-se no estudo, que acrescenta que o défice externo surgiu nos dois países na segunda metade da década de 90 e que este se tem, tendencialmente, deteriorado desde então.

“O problema de base destes dois países é que o sector exportador (no sentido lato: indústria, turismo, serviços exportáveis) é demasiado diminuto em comparação com as suas necessidades de importação. Os excedentes no turismo ou noutros serviços estão muito longe de compensarem o défice de bens”, salienta a nota de análise.

Dado os juros pagos sobre a dívida externa, “podemos ver que a balança de transacções correntes deverá deteriorar-se tanto quanto a balança comercial”.

A condição de “periferia geográfica” destes dois países face ao centro da Zona Euro, a crónica escassez de inovação e a abundância de trabalhadores não qualificados, bem como o fraco nível de capital produtivo, não lhes permite equilibrar o comércio externo, refere o estudo.

Europa mantém "a ilusão de que a Grécia e Portugal conseguirão solucionar os seus problemas"

“Os líderes da União Europeia continuam a manter a ilusão de que a Grécia e Portugal conseguirão solucionar os seus problemas. Trata-se de uma ilusão. Os remédios apresentados não funcionam”, sublinha o autor do “research”.

Para Patrick Artus, a saída do euro por parte destes dois países e a desvalorização das suas novas moedas nacionais só iria agravar os seus problemas em matéria de défice externo. A procura interna nestes países teria de ser reduzida. “Atendendo ao peso das importações, o consumo interno teria de diminuir mais 30% na Grécia e 26% em Portugal, o que teria, obviamente, efeitos insustentáveis sobre o emprego”.

O estudo critica assim esta abordagem – como a procura nestes países supera a sua produção interna, devem reduzir essa procura para o nível da produção para eliminarem o défice externo - que tem vindo a ser sugerida pelas autoridades europeias e economistas alemães. “O custo social desta política seria inaceitável”, garante.

“Espanha, França, Itália e Irlanda têm de eliminar os seus défices excessivos e dispõem de meios para o fazerem. Mas é muito difícil imaginar que esse seja o caso na Grécia e em Portugal, atendendo à estrutura das suas economias. Os remédios habitualmente referidos (“haircut” sobre a dívida, desvalorização, melhoria da competitividade, redução da procura) não são suficientes e não permitirão que estes países se financiem”.

Qual poderá ser, então, a solução? O Natixis diz: “atendendo aos modestos requisitos para empréstimos nestes países, uma pequena dose de federalismo (solidariedade) seria suficiente para evitar uma materialização” da diminuição do poder de compra e dos subsequentes riscos políticos. “Esta é a solução usada para as regiões pobres e desindustrializadas em todos os países”, remata a análise.

Transcrito do "Jornal de Negócios"

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2011-11-11

 

A FALÁCIA DOS "MAUS ALUNOS" - Fonte: DECO - Revista Dinheiro & Direitos, Nov/Dez 2011

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2011-10-19

 

hoje no talho

Cheguei ao talho logo pela manhã e na Televisão estava o Ministro da Economia a falar da energia e das taxas.

Os talhantes comentavam entre si, com um certo gozo, o que dizia o Álvaro, dizendo: este é que a sabe toda, deixou a ciência lá pelo Canadá, nunca geriu nem uma cantina, anda o prometer tudo e o seu contrário, (ouviram o que ele disse em Viseu, a minha terra) mas não faz nada como governante. Assim é porreiro. Pelo menos, dizia um, aqui tenho de saber cortar a carne senão os clientes vão-se para outro talho

A conversa foi animando, entrei nela, pois não estava mais ninguém era cedo e falou-se da Grécia e a conclusão dos talhantes foi esta: os gregos é que a sabem toda. O povo até está a dar uma grande ajuda ao Governo indo para a rua. Assustaram tanto a Europa que lhes vai perdoar 50% da dívida.

Se o povo português agir como os gregos, também ainda nos pagam e isto depois volta tudo ao mesmo.

Enfim, se esta ideia pega, a rua vai ser um sucesso!!

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2011-09-27

 

Se a Grécia entrar en défaut ...

Cada vez mais a Grécia apresenta sintomas de não poder reembolsar os seus credores e os juros devidos.

Se esta situação se verificar que impactos terá em Portugal?

Muitos. Quais? Não sei ver toda a dimensão. Mas uma é certa. Pela orientação deste Governo e da política da União, de certeza, o poder de compra da população portuguesa irá ser ainda mais reduzido: mais impostos, subidas de preços e cortes nos salários e subsídios.

Tem razão o Ministro das Finanças quando afirma que anos mais difíceis virão ainda para os portugueses, pois as medidas do governo não vão no sentido de superar a crise. Sem crescer, a economia portuguesa não sai do buraco em que caiu.

Mas convém olhar um pouco mais longe.

A União Europeia não vai ficar imune. A União, no seu conjunto, vai ficar muito debilitada. Vai perder peso político e económico mundial rapidamente. Até Obama já veio mostrar grande apreensão pela situação na Europa.

Até a Alemanha, apesar de não ter rasgos para propor medidas de fundo que façam a Europa sair do pântano em que se atolou, não tem interesse numa Europa frágil, sem peso, nem que se inicie a desagregação da Europa, pois perde posição Global. De país grande e dominador num ajuntamento de Países, caso a Europa se desagregue, passa a ser um país como muitos outros e com perda de influência e de mercados.

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2011-07-03

 

Lena d'Água - Demagogia - anos 80

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2011-06-25

 

A situação preocupante na Grécia





A comunicação social está a divulgar desde ontem que o Conselho da Europa não poderia ter corrido melhor para Portugal.

Que a estreia de Passos Coelho foi um êxito, certamente porque não apostou na presença de nenhum nobre companheiro.

Tudo vai correr às mil maravilhas!!.

O Governo antecipa cortes no Estado (três meses e teremos identificados os organismos públicos a extinguir - o problema é extingui-los) e as privatizações a avançar de forma célere.

Passos Coelho vai ter a hipótese de reprogramar os fundos comunitários, mas foi pena que nem uma ideiazinha avançasse sobre o que fará com essa reprogramação, ou seja, que linhas de condução lhe servirão de suporte: Projectos de exportação? De substituição de importações? Que projectos agrícolas tanto do agrado do seu parceiro de governo e agora do recém convertido à agricultura Presidente Cavaco Silva vai incentivar? Que apoios ao turismo e ao mar? À construção e reparação naval que anteriores governos do PSD desmantelaram ou então não souberam enquadrar numa política ampla de desenvolvimento? etc, etc.

Só se pedia uma luzinha, tanto mais que o programa de governo certamente deverá trazer indicações precisas dessa reprogramação.

Mas ao lado destas considerações sobre o que se espera do nosso país, junto um dos quatro cenários apontados hoje no DN, trabalho de Eduarda Frommhold (com algum humor negro) com base num outro trabalho de Harvard, para que se possa ir formando uma visão mais precisa das consequências inevitáveis para um país que abandone o euro ou seja forçado a tal, ou mais grave se o euro "explodisse", o que não está fora de hipótese, caso a UE não encontre saída para conter a crise e fazer a UE ressurgir do atoleiro em que se precipitou.

Não é com as medidas de orientação até à data tomadas que a Europa ressurgirá.

(clicar sobre a foto para ampliar)



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2010-12-12

 

De Bruxelas para Pequim

O Ministro das Finanças de Portugal, Dr. Teixeira dos Santos encontra-se em Pequim com uma pequena equipa do seu ministério, para negociações com o Governo Chinês sobre a eventualidade de venda de parte da Dívida pública portuguesa.

Francamente espero que Teixeira dos Santos seja bem sucedido.

Não deixa, no entanto, de suscitar alguma curiosidade esta situação. Bater à porta da China, quando "Bruxelas /UE" deveria ser o caminho.

Não podemos, porém, ser ingénuos. O negócio com a China só terá viabilidade se dele houver interesse para a China.

Nunca se saberá bem as verdadeiras razões desta abertura da China à dívida soberana portuguesa, mas certamente a posição de Portugal no mundo lusófono não será um factor de pouca monta, bem como a diversificação das aplicações financeiras da China No exterior muito centradas no dólar.

Que venha a China já que a UE continua ausente.

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2010-10-22

 

PORTUGAL EM CRISE DESDE ???????


VALE A PENA LER OU RELER A NOTICIA DE 1ª PAG DO DIARIO DE LISBOA, JANEIRO 1985, MENSAGEM PRESIDENTE DA REPÙBLICA, RAMALHO EANES

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2010-01-28

 

COMISSÂO EUROPEIA PUBLICA RELATÓRIO SOBRE PORTUGAL


A Representação da Comissão Europeia em Portugal publicou hoje o Relatório Nacional sobre Portugal elaborado a partir de dados do Eurobarómetro 72, estudo da opinião pública realizado pela Comissão Europeia entre os dias 23 de Outubro e 18 de Novembro de 2009.
O relatório está disponível na página Web da Representação da Comissão Europeia em Portugal, no seguinte endereço electrónico:
http://ec.europa.eu/portugal/
Elaborado por especialistas nacionais, o Relatório Nacional sobre Portugal analisa o actual clima da opinião pública portuguesa relativamente à situação a nível nacional e europeu, à economia e ao mercado laboral e às perspectivas de desenvolvimento futuro da União Europeia.

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2009-12-13

 

EUROPA A MURRO

Berlusconi foi atingido na cara com um murro que lhe partiu os dentes. Tudo aconteceu depois de um comício na praça do Duomo (Milão). Durante uma sessão de autógrafos, o agressor quebrou o cordão de segurança e aproximou-se demasiado do primeiro ministro de Itália acabando um serviço há muito anunciado, basta ler a blogosfera e acompanhar o movimento "No Berlusconi Day" que desde Outubro pede a demissão do PM.
"Anomalia italiana" é a justificação para a vitória de Berlusconi nas eleições de Abril de 2008. Mais uma, diga-se.
Temo que o que se passa em Itália, um país com a comunicação social controlada e uma Justiça de rastos, atinga proporções maiores. Pode ser que a Europa acorde e não precise de abrir os olhos a murro. O desemprego, o aumento da pobreza, as clivagens sociais cada vez mais vincadas, o sentimento de que tudo está errado, a crise do capitalismo, a ausência de ideologias para se agarrar, deixa-nos à deriva.
E há um pormenor que nos atinge. Há quatro países com economias preocupantes e que viveram ditaduras -Grécia, Espanha, Portugal e Itália.
Arrepia-me quando ouço, e cada vez mais, que é preciso "meter este país (Portugal) nos eixos".
Num cenário de ingovernabilidade, é bom que ninguém se esqueça que o povo de barriga vazia não pensa e, normalmente, abre portas a um pai tirano.
Às vezes, julgo que é isso que muita gente anda a querer para Portugal. Mas tomem juízo. Há histórias que não se repetem.

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Fechar Portugal e abrir ao lado

Falido por falido apetece emigrar para a Grécia. Os clássicos sempre me fascinaram, sobretudo o teatro helénico. E não há nada melhor do que um arquipélago. Gosto do conceito inter-ilhas e de insularidade. Os continentes são demasiado monótonos. Muito interior. Antes estradas de água do que vias de asfalto, sempre em frente, povoadas por loucos suicidas em bólides irresponsáveis. Não quero transformar-me num Bandarra (o primeiro que teve uma visão profética dos destinos deste país), figura que ganhou significado colectivo e que, em minha opinião (desculpem os literatos), se pode incluir os comentadores, autores de profecias, tais como Medina Carreira, Marcelo Rebelo de Sousa, e muitos jornalistas de serviço à previsão. É um modismo. Enfim. Tenho a minha interpretação do futuro mas não a levo a sério. Brinco com ela. Nunca digo "acho" mas "julgo". É mais assertivo e impressiona. Não me interessa a compreensão da hermenêutica. Gosto mesmo é do sebastianismo, tão nosso como o mistério dos pastéis de Belém, e do PSD. Aliás, somos um povo que tem saudades de tudo. O PSD continua com saudades de Sá Carneiro. O PCP de Cunhal, o PS ainda não sabe mas tem saudades de qualquer coisa. O que não falta são exemplos. Nós, povo, temos saudades de um bom bife (aceitável, coisa terrena, conhece-lhe o gosto) ao mesmo tempo que sentimos saudades do céu (que desconhecemos mas imaginamos e vivemo-lo para além da razão).
Entre o naco de carne e o divino alimentamo-nos de uma alma lusitana (de luz) grávida de saudosismo.
Por isso, somos assim. Meio falidos. Nem tanto ao mar, nem tanto à serra. Meio alegres e meio tristes. Lembro-me de o actual Presidente da República, algures em Trancoso, já não sei quando, citar Bandarra e apresentar-se como uma espécie de mensageiro do poeta popular do séc. XVI, sapateiro de profissão. Ou seja, temos outro messiânico. E andamos nisto.
Por mim, fechava isto e abria ao lado. Mas ao lado, é Espanha. E do outro? O Mar.
É o nosso destino. "Quanto do teu sal são lágrimas de Portugal". Valeu a pena? Não sei. Escrevo com teclado.

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