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2010-03-19

 

[1956] Prof. Martelo diz que é ao acusado que cabe provar que está inocente!


Foi ali, há pouco, no telejornal. Judite de Sousa interrogava o professor Marcelo:
- Que acha desta ideia de o PS chamar a Drª Manuela Ferreira Leite à Comissão Parlamentar de Inquérito para provar a acusação que faz de que o Primeiro Ministro mentiu?
- É uma estratégia para desgastar a Drª Manuela Ferreira Leite e para desgastar o PSD !- esclareceu, e bem, o professor que logo acrescentou "Agora acho que é o mundo de pernas para o ar"
E eu que estava tranquilo no sofá entretido a saborear o último golo de café ( uma mistura deliciosa e secreta de robusta com café da Colômbia)  ora eu logo arrebitei a orelha e dei-lhe toda, mas mesmo toda, a razão:  "é o mundo de pernas para o ar, sim Sr.", pois se a Comissão Parlamentar de Inquérito foi criada para desgastar Sócrates e o Governo... vai o PS quer agora desgastar a drª Manuela e o PSD ?
Mas o professor (de direito, dizem) saiu-se ainda melhor a seguir pois garantiu: « porque quem tem de demonstrar que não sabia do acordo [para a compra da TVI] é o primeiro ministro».
É a tão injustamente caluniada inversão do ónus da prova. E se digo "injustamente" é porque, como bem disse o professor Martelo, em certos casos é assim mesmo que deve ser. É o caso da excepção que comprova a regra.

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2009-09-04

 

Saiu a sorte grande ao PSD

A administração da TVI decidiu suspender a polémica emissão do Jornal Nacional de 6ª feira, aquele em que Manuela Moura Guedes esforçadamente pedia meças aos tablóides do mundo civilizado.
A três semanas das eleições o momento não podia ser mais azado à direita.
Manuela Moura Guedes exultava com o seu jornalismo de sarjeta contra o 1º M, contra o Governo, contra o PS. E o 1ºM, o Governo e o PS bravejavam contra o Jornal das sextas.
A Media Capital, a empresa espanhola dona da TVI que pertence ao grupo Prisa decidiu proibir a Moura Guedes e o Jornal das sextas. Ora todos sabem que a Prisa é ideologicamente (ideologia de negócios, creio) do PSOE “irmão” de credo do nosso PS. Ainda que, segundo Alfredo Barroso hoje, em debate na televisão do Crespo com Luís Filipe Meneses tenha dito que a dita Prisa anda de candeias às avessas com o PSOE (guerras de grupos editoriais - aperfeiçoou Menezes a informação).
Cosendo todos estas dados fica claro, preto no branco, o que Paulo Portas, todo lampeiro, logo explicou: que Sócrates telefonou a Zapatero, Zapatero à Prisa, a Prisa à Media Capital e… PUM… o jornal da sextas da nossa Manuela Moura Guedes… PUM, PUM, foi proibido.
Não é este interdito ao Jornal da Manuela Moura Guedes a prova provada do que Manuela Ferreira Leite e os seus esforçados próceres se têm fartado de avisar os Portugueses? Da situação de asfixia democrática a que Sócrates conduziu a ditosa Pátria? Situação sufocante para as liberdades bem pior que um inofensivo entre-parêntesis de apenas 6 meses na democracia para arrumar a casa, como Manuela Ferreira Leite, meio a brincar, explicou ao povo.
Bem pode vir esse sabidão do ministro Santos Silva e Sócrates, agora só falinhas mansas, negar tudo que, obviamente, como Portas e Manuela bem repetiram hoje, isto é a Censura, é a asfixia da Democracia em que o Governo do PS mergulhou o país !
Saiu a sorte grande à Manuela Ferreira Leite. Sorte ampliada porque o assunto está bem apimentado com a “fuga de informação” de que o Jornal tinha dados novos sobre o caso FREEPORT !!! Atenção… FREEPORT!!! FREEPORT, hein!! A direita lançou o tema e o mote para a discussão dos problemas do país, até às eleições.
Até que se esclareçam as razões da proibição do Jornal da Manuela Moura Guedes (esclarecimento aliás já exigido pelo Governo) guio os meus palpites assim:
a quem interessa a má acção? A Manuela Ferreira Leite, a Paulo Portas e outros. Não vou, estulto, ao ponto de pensar que a administração da TVI se bandeou com o PSD mas até que tudo se esclareça, tenho para mim que nem Sócrates nem a sua gente está metida no assunto. Porquê? Porque podem ser muita coisa mas não são estúpidos. Uma estupidez tão primária que nem o gato da minha vizinha que é miupe e desdenha orgulhosamente telejornais caía dessa abaixo. Até me piscou o olho com um cúmplice rom rom e um convencido alçar de rabo.

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2009-03-31

 

Freeport na tablóide TVI

A TVI passou no Jornal da noite com a máxima publicidade e escândalo, como convinha, uma gravação de uma conversa em que Charles Smith acusa José Sócrates, de “corrupto” e de ter (ele C. Smith) entregue uns milhões de euros em envelopes com 3 ou 4.000 de cada vez a “um homem” do 1º M, ao longo de 2 anos. A conversa gravada foi feita na presença de outros personagens ligados ao Freeport e perante um solicitador inglês que gravou a conversa sem o conhecimento dos presentes.
O mesmo Charles Smith veio a seguir dizer que a gravação é verdadeira mas as declarações são falsas e que foi a forma de ele justificar o desaparecimento do dinheiro.
O crédito que este Charles Smith goza já era o que agora ficou aos olhos de todos. Quando falou verdade? Na conversa gravada ou quando a desmentiu?
A peça passada pela TVI não é um mero, justificado e idóneo trabalho informativo. É o exemplo típico de uma estação de TV que se transformou no ícone nacional do tablóide .
No caso concreto a oposição ao Governo que encontra dificuldades no terreno político agradece esta transferência de arena de combate, do território da política para o campo difuso da insinuação moral. A oposição agradece… se a melhor interpretação do caso não for mesmo a de se tratar, pura e simplesmente, de mais uma peça do puzzle Freeport que renasce e se serve frio, com “fugas” do processo judicial, a compasso eleitoral.
Mas não é um dever o de um órgão de comunicação social dar a conhecer coisas como esta? Obviamente que não do modo como o fez. Se se tratasse de informação e comportamento idóneo o assunto teria sido apresentado de modo distinto e isento, ouvindo várias fontes e partes interessadas. Porque o que se passou foi o anúncio de crimes, de consequências graves para o governo do país com base não em factos mas numa montagem inconcludente, de duvidosa idoneidade, que parasita uma investigação a que o acesso ilegal é fácil e oportuno e serve claramente objectivos políticos.

A peça da TVI é tudo menos informação isenta. É a gravação de uma conversa que não tem imagens mas que para ter o impacte necessário ao fim em vista a TVI apimentou com imagens impressivas do 1ºM rindo, cumprimentando, conversando, num ambiente “Freeport”, com alguns personagens que bem poderíamos imaginar ser os Charles Smithes da escuta e os comparsas que trariam (semanalmente?) o tal envelopezinho. Com as imagens álacres e airosas em pano de fundo, a conversa em inglês e as legendas em Português que mais seria necessário para comprovar o corrupção e o envolvimento do 1ºM?
Muito mais grave que as declarações de um personagem desqualificado e pouco fiável que diz hoje uma coisa e a seguir o seu contrário me parece ser o comportamento da TVI.

É óbvio que nada se sabe, de fidedigno a respeito de qualquer eventual envolvimento de Sócrates no nebuloso caso do Freeport. Mas não é ao acusado que cabe o ónus da prova.
A Justiça se funcionar talvez consiga esclarecer o caso, e é importante que o faça, rapidamente como conviria mas o que qualquer observador percebe é que o DVD sobre o Freeport é tudo menos informação e o programa da TVI uma peça tablóide que não prima pelo são critério da isenção.

O objectivo é a audiência e o lucro a qualquer preço ou o ataque político sujo? Será um deles ou os dois? Cada um tire as suas conclusões.

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2009-02-04

 

SIC e TVI na Madeira e nos Açores? Só vê quem paga


Sei que no território nacional estão, neste momento, a ver os jogos para a Taça de Portugal (acho que é assim que se chama) na SIC generalista. Pois daqui se informa que nas regiões autónomas esse privilégio não é para todos. Só a RTP1 e RTP2 se encontram em sinal aberto. Uma decisão de serviço público aplaudida mas que não tem assim tantos anos.

Mas verdade, verdadinha, é que os madeirenses e açorianos (porque raio nasci e vivo numa ilha) que queiram aceder aos restantes canais nacionais (em sinal aberto no território continental) como a SIC e a TVI têm de pagar obrigatoriamente uma assinatura na TV Cabo, ou seja, comprar um pacote.

É esta coisa que me irrita. Assim se dá trunfos desnecessários. E não vale a pena responderem-me com as frases feitas de sempre em que mete, SEMPRE, o eterno Alberto João Jardim. Já o disse, e repito, quem o alimentou estes anos todos foi o poder central. Entendam como quiserem. Mas eu quero ver a SIC e a TVI de borla como portuguesa que sou.

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