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2009-07-07

 

OLIVEIRA E COSTA PODERÁ HOJE DORMIR A CASA



Acabei de ouvir na TVI que Oliveira e Costa, detido nos calabouços da PJ há oito meses (Madoff foi julgado ao fim de 6 meses e apanhou 150 anos) por causa daquela instituição de solidariedade para administradores chamada BPN e que foi nacionalizado levando 2 mil milhões de euros dos contribuintes, graças à boa gestão destes senhores do jacto privado.

Por tudo isto, poderá ainda hoje ser libertado a todo o momento.

O Ministério Público (MP) - aquele Olimpo que defende os interesses do Estado e dos cidadãos, analisou os argumentos da defesa e achou por bem decidir que não havia perigo alteração de prova, nem de fuga do país. Dito de outra forma. Oliveira e Costa nasceu na freguesia de Esgueira, belo nome, e o MP acha que a figura não vai esgueirar-se.

Promessa de Esgueira.

ABRAM-SE AS PRISÕES DESTE PAÍS.

QUE BELA JUSTIÇA!

Estou em pulgas para ouvir as associações de juizes e magistrados sobre este caso.

A lutazinha de classes privilegiadas, chamemos-lhes assim, deve ter rosto quando o país precisa de uma explicação.

Quem me dera desertar!

MAS QUEM FOI OLIVEIRA E COSTA?

Segundo um artigo do Jornal de Notícias:

Antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, José de Oliveira e Costa (de Cavaco Silva e amigo Dias Loureiro) foi durante 10 anos o rosto do Banco Português de Negócios, tendo sido detido aos 73 anos, por suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e burla.

Nascido na freguesia da Esgueira, em Aveiro, em 1935, José de Oliveira e Costa começou a trabalhar aos 15 anos como empregado de escritório na firma Bóia & Irmão. Continuou a estudar, no entanto, licenciando-se pela Faculdade de Economia do Porto.
Após uma passagem pela Companhia Portuguesa de Celulose, Oliveira e Costa entrou para os quadros do Banco de Portugal, dos quais fez parte até 1991.
Tendo aderido ao PSD após o 25 de Abril, foi convidado em 1985 por Cavaco Silva para secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, durante o X Governo Constitucional, trabalhando com o ministro das Finanças Miguel Cadilhe.
Oliveira e Costa saiu do Governo em 1991, passou pelo Banco Europeu de Investimentos, onde representou Portugal, voltando a Portugal em 1994, para exercer a presidência do Finibanco.
Em 1998, deixou o Finibanco e assumiu a presidência do Banco Português de Negócios, pondo em prática uma estratégia de crescimento agressiva, aumentando a rede de balcões da instituição e investindo nos mais diversos sectores de actividade, dos cimentos aos polímeros.
Foi detido por suspeitas de burla, fraude fiscal e branqueamento de capitais, no âmbito das alegadas irregularidades que levaram ao colapso e recente nacionalização do BPN.

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2009-02-15

 

Será que alguém acredita? ...

...Que o dr. Dias Loureiro não se recorda dos negócios graúdos que fez, enquanto Administrador da SLN?

Num negócio de 38 milhões, nunca alguém se esquece que aí colocou a assinatura. Até consta que teve interlocutores amigos que vieram de Marrocos de jacto particular para tudo ser assinado, na santa paz. Não sei se houve brindes, a imprensa não diz, mas mostra o Expresso os documentos comprovativos com assinatura, preto no branco, do Dr. Dias Loureiro.

Juro que não volto mais a este assunto, por uma simples razão. É tão óbvio que é um caso de polícia como todo o processo do BPN como bem disse o Dr. Rui Pedras que chegou a administrador do BPN, pela mão de Miguel Cadilhe.

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2009-02-04

 

Afinal, ainda pouco se sabe do BURACO BPN

Até ao momento Administração apura perdas no BPN de 1800 milhões.

O Administrador actual do BPN, Norberto Rosa, afirmou que "houve um conluio entre administradores, fiscal único e auditores para enganar as autoridades de supervisão" e que, numa primeira linha, todos os Conselhos de Administração anteriores são responsáveis pelos factos ilícitos.

Se se vier a provar esta suspeição, serão todos os administradores ou só alguns? Teremos aqui também uma "questãode Estado"? Houve um actual Conselheiro de Estado em Conselhos de Administração anteriores.

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