2010-07-21
Saúde e Educação para quem tem dinheiro
Estas propostas vêm, contudo, embrulhadas em excelente papel celofane. Entre outras embalagens tenta-se fazer passar que não, que não é para tirar nada aos de menores rendimentos, que é para quem tem maiores rendimentos ser obrigado a pagar mais, etc, etc,.
Será que a existência de uma claúsula protectora está na origem do mau funcionamento da saúde e do ensino em Portugal?
Etiquetas: educação, Passos Coelho, saúde
2009-04-16
Mais uma guerra de interesses... eventualmente mais um caso de corrupção
A coroar isto João Cordeiro afirma que vai entregar à Ministra Ana jorge uma carta com os factos da acusação.
Etiquetas: médicos e "corrupção", saúde
2009-03-14
MIOPIAS

As paragens de autocarro são espaços sociais de desabafos de vidas. Ouve-se tudo e mais alguma coisa. Eis um excelente ponto de encontro dos políticos com a população. Em vez da campanha porta-a-porta escolham as paragens do BUS. Hoje, depois de uma ida ao ginásio algo ridícula (já conto) resolvi sentar-me num banco de espera dos "amarelos" da empresa Horários do Funchal.
Saúde era tema de conversa. Um homen falando baixinho dizia: "isto bateu no fundo, enquanto estiver na Madeira...nem digo o resto...é uma". Pois, todos perceberam. Mas a procissão ainda nem saíu da igreja porque só agora o espectáculo começou.
Uma das mulheres reclamava o pagamento de 4 mil euros por uma operação às cataratas numa clínica privada quando, afinal, poderia ter ido ao público, até porque o caso não era urgente e a lista de espera aceitável. Só que a doutora, que faz público e privado, sócia de clínica, pintou o quadro tão negro que isto de poder ficar cego (ou ver em duplicado) não se brinca e lá foram 4 mil.
Só depois é que a mulher percebeu o "negócio". Tarde demais. E parece que continua a ver pouco. Estava furiosa. Pelo menos, isso! Já conta.
Sou míope e gosto. Só vejo quando quero. É uma grande vantagem.
Mas sou um desastre quando resolvo colocar os óculos no alto da cabeça. Tenho uma relação difícil com as lentes. Sempre tive. A culpa foi minha. Aos 11 anos, no liceu, tinhamos inspecção médica e uma turma inteira resolveu dizer ao oftamologista que não via. Foi-nos receitado óculos e escolhemos todas os aros da moda. Enfim, tontices de início da adolescência. Agora, sim, sou verdadeiramente miope mas fiquei com tique. Só tiro os óculos da cabeça quando quero porque acho que conheço os amigos só pelo traços.
Engano. Hoje ao sair da secção feminina do ginásio, deparei-me com um check up masculino. O personnal trainer acabara de medir-lhe a tensão arterial e iniciava outra medição à volta da cintura. Parece que a fita métrica tinha dificuldade em dar a volta. Barrigas. Quando olhei "reconheci" a pessoa. Não! Confundi a pessoa mas era tarde demais pois já lhe tinha dito: "Não te preocupes que ainda chegas a miss".
Só aí percebo que não conheço o homem de parte nenhuma. Peço desculpa...explico a confusão e desato a subir as escadas. Há muito tempo que não ria até às lágrimas.
Bendita miopia.
Etiquetas: campanha eleitoral, saúde
2009-01-05
Criatividade, Auxílios de Estado e Salmonellas

A 7 de Janeiro, a presidência checa da UE e a Comissão Europeia irão proceder ao lançamento oficial, em Praga, do Ano Europeu da Criatividade e da Inovação sob o seguinte lema: “Imaginar – Criar - Inovar”. É tudo muito bonito mas sem "cash" será que a criatividade se esgota? Claro que não. A Comissão acabou de aprovar, ao abrigo das regras dos auxílios estatais previstas no Tratado CE, duas medidas concretas adoptadas pela Alemanha para combater a crise económica. A primeira, um programa alemão de empréstimos no valor de 15 000 milhões de euros ("KfW-Sonderprogramm 2009"), que se destina a fornecer liquidez a empresas afectadas pelas actuais restrições de crédito, prevê bonificações das taxas de juro em empréstimos para financiar investimentos e fundos de maneio até 50 milhões de euros, a conceder a empresas com um volume de negócios inferior a 500 milhões de euros. O programa será administrado pelo Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), o principal banco público de desenvolvimento da Alemanha. A segunda medida, um regime-quadro federal ("Bundesregelung Kleinbeihilfen") prevê que os protagonistas de política económica a nível federal, regional e local concedam ajudas até 500 000 euros por empresa carenciada. Estes são os primeiros casos a serem aprovados ao abrigo do novo enquadramento temporário da Comissão que prevê que os Estados-Membros utilizem novas possibilidades para fazer face aos efeitos das restrições de crédito na economia real. Como última novidade, os ovos de galinhas poedeiras, a partir de 1 de Janeiro, que não tenham sido controlados para apurar a presença de Salmonella ou em que tenham sido detectada a sua presença, não poderão ser vendidos como ovos de mesa, devendo ser tratados como produtos ovícolas e pasteurizados de forma a eliminar eventuais riscos para os consumidores.
Etiquetas: Economia, saúde, UE


