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2005-07-21

 

A Demissão de Campos e Cunha

É minha convicção que Campos e Cunha foi convidado a sair, independentemente depois do que é dito para o público, "razões pessoais, familiares e cansaço". Alguma justificação tinha de ser dada e esta é uma atitude de cavalheiros.

Campos e Cunha ambicionou ser Ministro e lá chegou. Mas ser Ministro ainda por cima de Estado e das Finanças, num período crítico, não é para quem quer mas para quem sabe. E acho que Campos e Cunha sempre mostrou ser um erro de casting deste governo. Não está em causa a sua capacidade técnica, apesar de....melhores as expectativas de partida.

Em minha opinião, Campos e Cunha entrou logo fragilizado, falando a destempo do aumento de impostos. Na pensão de reforma saiu-se mal. Olhou para o caso como um ataque pessoal, só mesmo faltando-lhe chorar na TV....e depois é todo este último processo, artigo, Parlamento, etc. Não estou a dizer que ele tenha neste último processo dito algo chocante, em teoria, mas ministro é ministro e há uma atitude de postura política que é a solidariedade e aqui há muita gente para quem este valor pesa de menos.

Campos e Cunha demonstrou neste curto tempo de poder, que voou alto de mais sem ter feito as horas para tamanho voo, ou então como diz a sabedoria popular "com mais olhos que barriga".

Neste contexto, José Sócrates agiu muito bem e atacou a questão de forma exemplar. Hoje já há ministro de novo. Sobre este novo aguarde-se....

Agora se isto foi bom para a equipa, não foi...é uma prova de alguma fragilidade que não ajuda interna e externamente a situção que é grave e o país está a correr o risco de entrar num processo de empobrecimento relativo. Espera-se que seja exemplo para toda a equipa. Há que falar menos, fundamentar mais as decisões a apresentar nesta situação de dificuldade em que se encontra o paísl e a prudência é preferível à tentativa dos ecrans da televisão.


Comments:
Um futuro sombrio pode não ser um futuro sem brio.
Mas há vozes que se ouvem e que passaram já do verde para o amarelo. Desvanece-se o brio. Outras, fragilizadas, não resistiram. Entraram no vermelho.
As Finanças mudaram de mão.
Nos Negócios Estranhos, o Professor Freitas faz uma intricada jogada de cintura. Agora subentende a possibilidade de uma demissão. Joga no verde, no amarelo e dá laivos de vermelho.
Na Saúde outra desistência por motivos vários.
Que a equipa dá claros indícios de que nem tudo vai bem no Reino da Rosa parece evidente.
Tudo se encaminha para que o cinto no Outono venha a ter mais uns furitos.
O Inverno, por natureza, é sempre uma estação sombria. O que se aproxima vai ser realmente muito sombrio. Não é preciso ir à bruxa!
Como já vem sendo hábito, os novos designados para as Pastas primeiro aceitam as nomeações e quando abrirem os “dossiers” vão dizer que nunca imaginaram que a situação das mesmas fosse tão má.
Em casa onde não há pão todos vão começar a ralhar porque julgam que tem razão!
Não haverá erros, acertos, revisões, rectificações, apuramentos, ajustamentos que nos valham!
Pelo menos da maneira como querem tratar do doente.

Kalonge
 
ridiculo.
 
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