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2005-07-11

 

Pagamos ao "director dos Impostos" 7 vezes mais

Afinal Paulo Macedo, "director dos impostos" (DGI) emprestado pelo BCP a Manuela Ferreira Leite por sugestão do ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, Eduardo Catroga (confidência sua ontem no canal 2) e confirmado pelo actual Ministro das Finanças não ganha "apenas" 21.236 €. Ganha também, mais 3.706 € que o Estado mensalmente entrega ao BCP para o respectivo fundo de pensões. Em resumo este DGI emprestado pelo BCP ganha cerca de 7 vezes mais que um verdadeiro DGI do Estado Português. (DN 2005-07-09)
Várias questões se colocam. Fica bem ao Estado esta promiscuidade de ter como Director Geral dos Impostos um empregado de um banco privado. É que PM não é um ex-empregado do banco que veio para o Estado. É um empregado do banco que está ali emprestado ao Ministério das Finanças. Não poderá haver conflito de interesses? Consideremos, ainda que só em teoria, que o DGI descobre uma tramóia fiscal do BCP, a quem deve ele fidelidade?
Concordo que se pague muito a alguém cuja prestação traga benefícios que o justifique. É o caso, por exemplo, do brasileiro Fernando Pinto que governa a TAP e que ganhará várias vezes o que Paulo Macedo ganha.
Mas ainda estou para ser convencido que não há ninguém na Administração Pública capaz de fazer o que este Senhor faz e a ganhar o respectivo vencimento.
Não é isto gestão danosa dos dinheiros públicos? Ou facilitismo? Ou magnanidade? Própria de quem paga com o dinheiro dos outros?

Comments:
Este post contém muitas confusões. Porquê o Sr. Fernando Pinto pode ganhar o que ganha e o Paulo Macedo não? Já alguém avaliou o desempenho comparado dos dois? Quem deve avaliar? Não haverá à partida um preconceito, dado o sítio de exercício? Função pública (ss) vs. empresa pública?
Na base disto está em que não há regras estabelecidas, nem o nível de desempenho entra como um dos critérios. O outro deveria ser a responsabilidade e o grau de dificuldade do cargo.
Ana Esteves
 
Em Portugal de certeza há que saiba de Impostos, na Admnit. Publica, como o Macedo.
Agora, de Aviação comercial, como é agora o mercado mundiaL, ACHO QUE NEM um!!
 
Só agora agradeço aos meus estimados e frequentes colaboradores/comentaristas do Puxa Palavra porque parti de férias. De férias em especial do blog. Aproveito a breve interrupção para vos responder.
À Ana. Haverá confusões? Vejamos. Se para a TAP deixar de perder muitos milhões de euros não houver solução mais barata do que pagar, por exemplo, 1 milhão de euros por ano, ao gestor que faz o "milagre" eu pago de bom modo e ainda lhe agradeço. Se na Administração Pública onde há excelentes quadros preteridos e emprateleirados, por partidarismo, por inimizades pessoais, por vezes por mera desatenção ou para empregar um afilhado ou alguém na moda, se contrata um bom quadro por 350 mil €/ano, eu condeno. Por desnecessário, por representar delapidação de dinheiros públicos. Tão públicos como os da TAP.
Não está em causa o Sr. Paulo Macedo que não tem culpa de lhe terem pedido para vir ocupar o lugar de DGI.
O meu artigo acenta num "preconceito", ou se quiser em dois, Ana. Não o que indica mas 1º- o da convicção de que o homem da TAP tem poupado muito dinheiro ao Estado Português e não se vislumbra por aí ninguém mais barato com as suas valências e 2º -o de que Paulo Macedo, que parece estar a fazer um bom trabalho e consta ser um técnico de alto nível, teria quem o substituísse com igual capacidade na Administração Pública por 7 vezes menos dinheiro.
É minha convicção que há encomendas milionárias de "estudos" desnecessários, que ninguém lerá e remunerações de Administradores de empresas de capitais públicos escandalosamente altas, dadas a quadros medianos, que são exemplos de descarada corrupção e tráfico de influências.
Ao C. Indico resta-me verificar que está de acordo comigo. Assim entendi.
Aos dois obrigado.
 
Raimundo, a sua resposta não me convenceu de todo, embora o que nisto tudo falta são algumas normas de "ética política", definidas a nível de Estado/governo, com orientações para gerir esta situação. Mais, sou assídua leitora do vosso blog, porque o acho interessante. Mas nisto há muito de subjectivismo consoante a inclinação política. Imagine-se que era a esquerda que fazia uma coisa destas? E olhe que é o meu espaço, de certeza que haveria mais contemplação. Certamente que há mais Fernandos Pintos na AP, mas toda a gente concorda que o PMacedo tem feito bom trabalho. E nisto tudo porque razão Sócrates ainda não o correu? Será porque o MFinanças se fragilizou com a história da reforma? Ana Esteves
 
Este post é muito pertinente. Eu dou um defensor de que sai mais baratos pagarmos principescamente a alguém que no fim apresenta resultados do que pagarmos o narmal e no fim é só prejuízos, e o caso do Fernando Pinto é o mais evidente.
No caso do Paulo Macedo, é perfeitamente legítimo que nos questionemos sobre a hipótese de haver um conflito de interesses.
Devo dizer no entanto que até à data, e mediante também a apreciação que é feita por toda a gente (políticos, empresários, etc.), temos razões para estar satisfeitos com a escolha.
 
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