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2005-07-10

 

A reunião do G8 e as suas decisões

A reunião do G8 em Gleneagles na Escócia foi muito publicitada graças a uma campanha de mobilização da opinião pública mundial, através sobretudo da música que ecoou em vários cantos do mundo.

Nesta fase de mobilização, Portugal esteve informado com transmissões directas em vários canais até porque a Marisa, era uma das convidadas para actuar e actuou muito bem e o público gostou.

A campanha de mobilização ia no sentido de pressionar o G8 a tomar decisões sobre "o combate à pobreza em África".

A barbárie dos acontecimentos em Londres e a situação interna criada pelos sucessivos debates no Parlamento fizeram que pouco se tenha falado das decisões deste G8, que, desta vez, não foram tão despeciendas como era prevísivel. Aqui mesmo escrevi sobre isso exactamente nesta linha. Pouco esperava deste G8.

No entanto, há a registar conclusões com algum "eventual" impacte, de que refiro:

Acrescento que o desmantelamento previsto das ajudas à exportação dos bens agrícolas da UE e EUA até 2010, discutido nesta cimeira e a realizar-se, é de facto uma medida estruturante e que exigirá mudanças profundas na PAC.

Acima referi o "eventual impacte" destas medidas por duas razões: elas não são a solução para os problemas em África apesar de poderem constituir uma boa ajuda. Os problemas em África são endógenos, estão sobretudo nos seus dirigentes e na falta de Estado/governação. Segundo, da declaração de intenções à acção vai sempre uma grande distância.

Duvido por exemplo, muito de que o desmantelamento dos apoios à exportação agrícola se efective, pelo menos, no prazo previsto.>/P>


Comments:
Admito que este G8 "produziu" mais que antes. Mas será para se realizar? Não seria este G8 uma confabulação Blairista que deu mais uns pós, apenas devido a tudo quanto aconteceu? Numa coisa estou de acordo: sem governos capazes e não corruptos pelas multinacionais, África não chega a lado nenhum, por muitos apoios que nominalmente possa ter. Ana Esteves
 
Há razões de sobra para pôr em causa as "boas" intenções do G8.Tudo bem. Não é possível formas de pressão para que estas intenções minimamente se realizem?
Desde já no parlamento europeu os deputados têm obrigação de saber e de nos informar sobre o seu curso porque a UE esteve no G8 e é corresponsável.
 
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