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2005-08-18

 

Afinal o brasileiro morto

pela Scotland Yard, no Metro de Londres, não foi morto. Foi assassinado.

A ITV e a imprensa britânica publicou os resultados da investigação de comissão independente, a pedido do Governo, sobre a morte do brasileiro Jean Charles de Meneses, na estação do metro de Stockwell, em Londres, a 22 de Julho passado, um dia depois dos falhados atentados bombistas.
O que Ian Blair, chefe da polícia britânica e Tony Blair 1º Ministro explicaram:
Homem suspeito saiu de um prédio vigiado que poderia albergar terroristas. Dia quente e o homem com um estranho casaco de inverno almofadado. Mochila às costas. Ao encaminhar-se para a estação do metro foi mandado parar. Resistiu e correu para a estação, saltou por cima da barreira de controlo dos bilhetes e entrou a correr no Metro. Aí e para não ter tempo de fazer explodir eventual bomba a polícia de acordo com os novos regulamentos matou-o com um tiro na cabeça.
Resultados da comissão de inquérito (testemunhas e circuito de televisão):
o polícia que devia identificar quem saia do prédio, ausentou-se e não identificou a pessoa que saiu do prédio e apanhou um autocarro para a estação do metro. Mesmo sem nenhum dado suspeito o comando da polícia acciona o alerta vermelho. O homem vestia um blusão de ganga leve e não levava qualquer mochila. Não resistiu a qualquer ordem nem teve qualquer conduta suspeita e não saltou por cima de nenhuma barreira de controlo de bilhetes. Sem se aperceber que estava a ser seguido, já dentro da estação, apressou o passo para apanhar a carruagem que entrara na plataforma.
Já sentado, no metro, um membro do comando especial da polícia agarra-o e imobiliza-o, um segundo aponta-lhe uma pistola (à distância de 20 cm da cabeça, diz o passageiro testemunha, que estava sentado a seu lado) enquanto, sem mais, em poucos segundos, um terceiro lhe dispara um tiro na cabeça.
É isto o perigo do securitarismo! Assim os terroristas não só matam com bombas como também com as armas da polícia.
E isto na Inglaterra não é nada comparado com os EUA e onde o "Patriot Act" infecta o Estado democrático com o vírus do Estado terrorista e que, por exemplo, permite a prisão arbitrária e indefinida, além da tortura, pela polícia, a qualquer um dos milhões de residentes nos EUA que não gozem da sua cidadania.

Comments:
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Parabéns pelo Poste. Estou de acordo com essa ideia de que o fundamentalismo securitário se torna no prolongamento das acções terroristas.
 
Ái bush e Blair, em que vespeiro nos meteram!
 
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