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2005-08-11

 

Como se perdem projectos estruturantes neste País

Se formos à vizinha Espanha, uma proposta de investimento estrangeiro é acolhida e tratada com todos os cuidados.

Se for um projecto com alguma dimensão essa atenção redobra.

O procedimento usual de tratamento consiste, grosso modo, no seguinte: o Governo ou a Comunidade Autonómica cria uma comissão composta geralmente de três quadros técnicos de elevada experiência que analisa o projecto dos promotores e os ajuda a mover-se nos meandros do Estado/Comunidades com fluidez e rapidez, de forma a que se o projecto é interessante economicamente, não se verifiquem percalços.

Sempre entendi que a API tinha sido criada para esse fim.

A informação de que disponho de casos bem concretos e importantes é de que pura e simplesmente é um flop, não funciona, não dá orientações, não ajuda a desbloquear os processos. É de perguntar para se criou uma entidade com tanta pompa? Para que os entraves ao investimento continuem e o investidor estrangeiro se vá embora? Era melhor não ter mexido em nada. Era mais barato.

Não foi este governo o responsável pela criação da API, mas começa a ser tempo de lhe dar um rumo. É preciso agilizar as decisões sobre os projectos e sobretudo informar dos passos necessários e, finalmente, se se quer, de facto, captar projectos de investimento há que acarinhá-los e acarinhar significa facilitar com responsabilidade e não com a encolha de ombros. Há muitos lugares para onde estes projectos se podem dirigir.

Ainda hoje ouvi de um potencial grande investidor estrangeiro que somos o País pior da Europa em termos de acolhimento e burocracia. Nem a Grécia, foi a expressão final.

Fiquei triste mas não espantado.


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