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2005-08-14

 

Neste País há uma facilidade de embalar...

.... No disparate... Nestes últimos dias, a comunicação social falou do país com mais férias, mais feriados... o país que menos trabalha.

Há qualquer coisa que não joga "neste país que menos trabalha".

Vale a pena ler ler o que nos dizem várias instituições europeias e nacionais sobre esta questão que encheu páginas e primeiras páginas nestes últimos dias.

A DGEP- Direcção Geral de Estudos e Previsão do Ministério das Finanças em estudos vários diz exactamente o contrário. Mas para quem queira entrar no site da DGEP pode ir direitinho ao estudo de 2002 "A economia portuguesa: produtividdade e competitividade" onde lê algures que a taxa de produtividade nacional é relativamente reduzida, apesar de aumentos significativos recentes. E lê também que o grande problema prende-se com a produtividade horária. Na verdade e cito "o número médio de horas de trabalho dos portugueses é superior ao da média dos cidadãos europeus, sem que isso implique ganhos significativos de produtividade". A OCDE, no Economic OutlooK nº 73 e em vários outros dossiers, diz exactamente o mesmo.

Mas folheando as estatísticas da UE sobre produtividade e horas trabalhadas a informação vai no mesmo sentido.

Daí este meu simples comentário. Às vezes ...vale a pena não embalar à primeira. Alguma informação é precisa.


Comments:
Desta vez até encaixava, para dar porrada na Administração pública.
 
...não é às vezes. Nunca se deve embalar à primeira!
 
Concordo. Nunca se deve embalar á primeira. A recolha de informação e a sua assimilação devem ser a base de partida.
 
Já era tempo, de facto, da nossa comunicação social, sempre tão exigente com a maior parte das outras categorias profissionais, saber distinguir produtividade de produção.
 
A nossa comunicação social usa os noticiários como:
-propaganda ou entertenimento.
Em nenhum momento apresentar rigorosamente os factos, e separadamente, eventual comentário opinativo.
 
Dito assim, parece que o problema não está propriamente nos trabalhadores, mas nas estruturas que os rodeiam, ou seja, na Gestão...

Efectivamente, é aqui que se encontra o nosso problema crónico: a má qualidade média dos nossos gestores. Exemplos disto encontramos agora na CGD (Vara) e na Galp Energia onde se escolhem gestores por outras razões que não as do perfil de mérito ou qualidade do gestor.
 
A nossa CS tem tido um comportamento cada vez pior nos últimos anos. As notícias são cada vez mais fabricadas e dadas sem a devida investigação. Este é apenas um exemplo.

Alguém se lembra do tratamento preferencial que foi dado ao Albarran e ao Carlos Cruz quando foram entrevistados na SIC? Outra figura (menos mediática) teria recebido semelhantes favores?
 
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