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2006-02-21

 

Bolkestein e a esquerda Francesa

Como explica bem João Abel de Freitas no seu post precedente a directiva Bolkestein, recentemente aprovada pelo Parlamento Europeu graças a um acordo entre o PPE e os socialistas europeus, contribuiu para a rejeição da constituição europeia em França.

Os deputados europeus franceses de esquerda (PS, Verdes e PCF) votaram contra a proposta de liberalização de serviços. É fácil compreender as razões que levam a esquerda francesa a rejeitar a ideia do principio do país de origem, pois é essencialmente disso que se trata e não, como muitas vezes se diz, uma oposição à ideia de liberalização dos serviços. Enquanto não houver regras comunitárias sobre o direito do trabalho e a defesa dos consumidores a directiva abre a porta ao desmantelamento das legislações nacionais por via da concorrência, basta imaginar o que se passará com a lei das 35 horas se empresas estrangeiras puderem aplicar em França horários de trabalho até 48 horas (máximo europeu).

Outro alvo de contestação é a falta de protecção para os serviços de interesse geral (como por exemplo o fornecimento de água potável).

Mais informações aqui.
Comments:
Pois, os franceses e alemães querem manter as suas leis de proteção do trabalho.

Mas dever-se-iam lembrar, não só dos próprios franceses e alemães que estão no desemprego, como também dos polacos e letões na mesma situação.

Os franceses e alemães estão com a economia na merda e, pelos vistos, não querem sair dela.
 
A economia alemã não está na merda coisa nenhuma. As exportações continuam a subir, assim como os lucros das empresas. O que está "na merda" é o desemprego que já vai em 12% e a classe média alemã que se erode de dia para dia. O problema alemão é um problema de redistribuição da riqueza. Para o Estado através dos impostos sonegados pelas "engenharias financeiras" das empresas, e Para os Trabalhadores que recebem uma parcela cada vez menor da riqueza produzida.
 
O estado da economia francesa daria muito para falar. Do meu ponto de vista a situação não sendo famosa também não será tão catastrófica como se diz.
Os dois maiores problemas actuais são: o desemprego e o déficit das contas públicas. As empresas essas vão bem (basta ver os resultados da Total). Mesmo assim o nível de vida médio em França é superior à mádia europeia (a 15 ou 25).

Em resposta ao comentário anónimo diria que os polacos e os letões (tal como os portugueses nos anos 60) não precisam do principio do país de origem para serem competitivos, aliàs os individuos só têm a ganhar com a aplicação do direito local.

Para mais informações sobre o estado da economia francesa podem consultar os indicadores do INSEE.
 
Olá Pedro o post tem muito interesse especialmente o exemplo da jornada de trabalho é muito elucidativo.
 
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