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2006-02-22

 

Portos de Nova York a Nova Orleães para os Emiratos Árabes?


Um negócio de 6,8 mil milhões de dólares, a venda pela empresa britânica P&O, da gestão dos portos de Nova York, Nova Jérsia, Baltimore, Filadélfia, Miami e Nova Orleães, à empresa estatal dos Emiratos Árabes Unidos, Dubay Ports World, está a criar um braço de ferro entre a Administração W. Bush que patrocina o negócio e o Congresso, juntando democratas e republicanos, os governadores dos Estados de Nova York, do Maryland e o mayor de Nova York.
A Casa Branca, que procurou que o negócio não desse demasiado nas vistas, diz que não cede pois isso seria a prova de um sentimento anti-árabe. O Congresso pelo seu lado receia que tal negócio abra as portas, no caso abra os portos, à Al-Kaeda, "tendo em conta que são conhecidas as ligações entre esta e os Emiratos". W.Bush desmente e garante que o país é um aliado contra o terrorismo. Mas não só a segurança é questionada pelo Congresso. Também os contornos do negócio que, pelo menos aos olhos dos congressistas, não se apresenta claro. [NYT]
Talvez pesem na desconfiança as alegadas, antigas e turvas ligações da família Bush ao petróleo árabe que muito teriam contribuído para o seu enriquecimento. Alegadas ligações, aos Bin Laden e outras personagens ligadas ao mundo financeiro de má reputação como era o extinto Banco de Crédito e Comércio Internacional (30 mil milhões de dólares) fundado pelo Paquistanês Aga Hassan Abedi, onde estavam depositadas grandes fortunas de Sadan Hussein, do terrorista palestiniano Abu Nidal, dos chefes do cartel da droga de Medellin, do rei do ópio Khun Sa. E por onde passavam dinheiro e operações dos serviços secretos da Arábia Saudita e da CIA. Um banco que o procurador norte-americano Robert Morgenthau considerou ser "a mais espantosa empresa criminosa do século XX". (Eric Laurent "A Guerra dos Bush" edit: Miosótis 2003, Lisboa)

Comments:
Talvez pesem, também, as alegadas ligações da política externa do Reino Unido aos EUA. Vender uma empresa britânica aos Emiratos é uma ofensa maior ao pequeno aliado dos EUA. Os congressistas não podem permitir tal desfeita ao seu fiel aliado.

Luís Lavoura
 
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