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2021-02-06

 

A CHINA luta contra a pobreza

 Mulher rural chinesa supera a pobreza e muda a sua vida


Bamu e sua família na nova aldeia de Taoyuan, que é servida por água, eletricidade, telecomunicações e estradas modernas. | Foto: Xinhua

Em 2010 ela se tornou conhecida graças a uma foto icônica, e 11 anos depois conta como sua vida mudou. 

O fotógrafo Zhou Ke passou 11 anos a procurar uma mulher que fotografou em 30 de janeiro de 2010, durante o período de viagens do Festival da Primavera na China.

Naquele dia ele tirou uma foto que, depois de publicada, tocou o coração de muitas pessoas: uma jovem mãe, chamada Bamu Yubumu, segura um bébé nos braços com a mão direita, enquanto com a esquerda carrega uma mochila e às costas leva um saco enorme.

Ke capturou o momento em que a jovem Yi* da Prefeitura Autónoma de Liangshan Yi (província de Sichuan do sudoeste) estava à espera do seu comboio na cidade de Nanchang para viajar para casa para a reunião de família no feriado.

Depois de muito procurá-la, Ke encontrou Bamu e entendeu que sua descoberta era uma espécie de alegoria às mudanças vividas pelos habitantes rurais da China graças às ações de seu governo no combate à pobreza.

A viagem de Bamu para sua casa pobre em 2010 levou três dias e duas noites. Agora, graças aos comboios de alta velocidade, a viagem entre Nanchang e Chengdu, a capital de Sichuan, leva oito horas, e daqui para a sua casa mais seis.

Com 32 anos de idade, Bamu passou a infância numa montanha alta e nunca pôde ir à escola. Depois de se casar, ela e o marido estabeleceram-se no sopé da montanha numa casa sem eletricidade.

Naquela época, eles tinham apenas 0,4 hectares de terra árida, onde plantavam milho, batata e trigo sarraceno. Graças ao seu primeiro emprego, ele ganhou um salário de 500 yuans (US $ 77) por mês.

Mas sua sorte começou a mudar quando um projeto de redução da pobreza começou a ser implementado em sua aldeia, Taoyuan. Em 2014, a família foi registrada como uma família pobre pelo governo local.

Quatro anos depois, eles receberam um auxílio-moradia de 40.000 yuans (US $ 6.200). Com mais 70.000 yuans (US $ 10.800) em economias, Bamu e sua filha construíram uma casa de concreto e cimento.

Desde 2013, Bamu deu à luz outras três crianças, todas em hospitais locais gratuitos, e recebeu apoio financeiro para cuidar da saúde e da educação de seus filhos.

Durante 2020, sua renda familiar chegou a 100.000 yuans (US $ 15.480) e eles conseguiram sair da pobreza. Seus filhos são educados em uma escola próxima.

Atualmente, os moradores de Taoyuan têm acesso a água canalizada, estradas modernas, eletricidade e telecomunicações.

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Artigo obtido aqui: Link


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