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2018-12-02

 

“Marxismo cultural”, obsessão dos bolsonaristas

“Marxismo cultural”, obsessão dos bolsonaristas, foi invocado por neonazi para matar 77 pessoas na Noruega. 

 

Bolsonaro e Rodriguez, novo ministro da Educação
Há uma bandeira que une os mentores intelectuais (sic) do bolsonarismo: a luta contra o chamado “marxismo cultural”.
Essa batalha é travada com força e com vontade pelo futuro chanceler Ernesto Araújo e seu anunciado colega ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez.
Num artigo lelé da cuca intitulado “Trump e o Ocidente”, publicado em seu blog, Araújo jura que o presidente dos EUA está salvando a civilização do “marxismo cultural globalista” ao defender a “identidade nacional, os valores familiares e a fé cristã, enquanto a Europa não o faz”.
Rodriguez não deixa por menos.
Autor de livros contra o PT, ele assina uma postagem com planos para o MEC em sua página na internet — denominada, sugestivamente, “Rocinante”. No caso, o cavalo de Dom Quixote. Ainda assim, um cavalo.
Os brasileiros, segundo Rodriguez, são “reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de ‘revolução cultural gramsciana’, com toda a coorte de invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero” etc etc.
Resenhou o livro “Educação física e regime militar: Uma guerra contra o marxismo cultural”, picaretagem que alega, entre outras coisas, que “o esporte-educacional, como aquele observado nos anos de 1964 a 1985, aparece claramente com o notável intuito de formar a juventude brasileira por meio de valores supremos”.
Ambos são seguidores e indicações do “filósofo” Olavo de Carvalho, general dessa guerra contra o que ele definiu numa coluna seminal (sic) no Globo, de 2002, como “uma nova escola” que quer destruir o Ocidente.
Ela tem “influência predominante nas universidades, na mídia, no show business e nos meios editoriais”. A esquerda, mais especificamente os governos petistas, tornou-se seu arauto.
Tanto Jair quanto seus filhos papagueiam tio Olavo repetindo essa expressão sempre que julgam necessário parecer, inutilmente, inteligentes.
É um bicho papão da extrema direita no mundo.
No New York Times, Samuel Moyn, professor de Direito e História da Universidade de Yale, nos EUA, resumiu o conceito como “um meme de 100 anos de idade”, com “uma história longa e tóxica”.
“Nada disso realmente existe”, afirma, numa excelente análise.
“Mas é cada vez mais popular acusar os efeitos nefastos do marxismo cultural na sociedade – e sonhar com seu violento extermínio.”
Moyn associa essa tese paranoica ao antissemitismo.
Bolsonaro e o futuro chanceler Ernesto Araújo | Sérgio Lima/AFP

Lembra que Anders Breivik, o neonazi terrorista que matou 77 e feriu 51 num acampamento do Partido dos Trabalhadores norueguês, na ilha de Utøya, em 2011, justificou a barbárie mencionando o marxismo cultural, ameaça à “cristandade” moderna.
Destaco alguns trechos para entender em que buraco a inteligentsia bolsonaro-olavista quer atirar o Brasil:
Originalmente uma contribuição americana para a fantasmagoria do alt-right, o medo do “marxismo cultural” vem se infiltrando há anos através de esgotos globais de ódio. (…)
Em junho, Ron Paul tuitou um meme racista que empregou a frase. No Twitter, o filho de Jair Bolsonaro, o recém-eleito homem forte do Brasil, gabou-se de conhecer Steve Bannon e unir forças para derrotar o “marxismo cultural”. (…)
O “marxismo cultural” também é um dos temas favoritos do Gab, a rede de mídia social em que Robert Bowers, o homem acusado de matar 11 pessoas em uma sinagoga em Pittsburgh no mês passado, passou algum tempo. (…)
Em seu manifesto de 1 500 páginas, o norueguês de direita Anders Breivik, que matou 77 pessoas em 2011, invocou o “marxismo cultural”. Repetidamente. “Ele quer mudar o comportamento, o pensamento e até as palavras que usamos”, escreveu. “Até certo ponto, já o fez.”
De acordo com seus oponentes ilusórios, “marxistas culturais” são uma aliança profana de aborteiros, feministas, globalistas, homossexuais, intelectuais e socialistas que traduziram a velha campanha esquerdista para levar os privilégios das pessoas da “luta de classes” à “política de identidade”. (…)
Alguns dos teóricos da conspiração que traçam as origens do “marxismo cultural” atribuem um significado desproporcional à Escola de Frankfurt. (…)
Muitos membros da Escola de Frankfurt fugiram do nazismo e foram para os Estados Unidos, onde supostamente carregavam o vírus do marxismo cultural para a América.
O discurso mais amplo em torno do marxismo cultural hoje se assemelha a uma versão do mito do “bolchevismo judeu” atualizada para uma nova era.
Nos anos após a Revolução Russa, os fantasistas aproveitaram o fato de que muitos dos seus instigadores eram judeus para sugerir que as pessoas poderiam economizar tempo equiparando o judaísmo ao comunismo – e matar ambos com um único golpe. (…)
A defesa do Ocidente em nome da “ordem” e contra o “caos” é um assunto antigo que se apresenta como um novo insight. Isso levou a danos graves no último século. (…)
Esse “marxismo cultural” é uma calúnia grosseira, referindo-se a algo que não existe, mas infelizmente não significa que pessoas reais não vão pagar o preço, como bodes expiatórios para apaziguar um sentimento crescente de raiva e ansiedade.
E, por essa razão, o “marxismo cultural” não é apenas um desvio triste de enquadrar queixas legítimas, mas também uma atração perigosa em um momento cada vez mais desequilibrado.

 
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3. 3.
4. 4.
5. 5. As Prisões Politicas do Regime 6. 6. Prisão do Aljube Prisão de Caxias Prisão de Peniche Prisão da PIDE no Porto 7. 7. A Prisão de Peniche
8. 8. Presos de Peniche
Francisco Martins Rodrigues Álvaro Cunhal Jaime Serra Joaquim Gomes 9. 9. A Fuga de Peniche – episódio insólito
10. 10.
Desenho de Álvaro Cunhal 11. 11.
12. 12.
13. 14. Álvaro Cunhal
14. 15.
15. 16. Desenhos da prisão de Álvaro Cunhal 16. 17. Peniche no dia da Libertação
17. 18. A prisão de Aljube
18. 19. Presos do Aljube António Borges Coelho José Manuel Tengarrinha Urbano Tavares Rodrigues Miguel Torga 19. 20. José Medeiros Ferreira Vasco Granja Carlos Brito Luís de Sttau Monteiro 20. 21.
Miguel Torga 21. 22.
Luís de Sttau Monteiro 22. 23.
23. 24. A prisão de Caxias
24. 25. Presos de Caxias
25. 26. «Podem traçar meu corpo à chicotada Podem calar meu grito enrouquecido Para viver de alma ajoelhada Vale bem mais morrer de rosto erguido.» 26. 27. Fuga de Caxias
27. 28.
28. 29. Presa em Caxias … 29. 30. Maria Eugénia Varela Gomes
1950 - Faz serviço social no Bairro da Boavista, em Lisboa, onde contacta com os meios mais miseráveis dos bairros de lata. 30. 31.
31. 32.
32. 33.
revolta contra o regime salazarista. As reuniões conspiratórias ocorriam na Sé de Lisboa, com o conhecimento do pároco, o padre Perestrelo de Vasconcelos. Depois de julgados e presos, os implicados são repartidos por Caxias, Aljube, Trafaria e Elvas. 33. 34. 1962 - É raptada e presa pela PIDE, por alegado envolvimento no golpe de Beja . Nova revolta, visando o derrube de Salazar, dirigido pelo Capitão Varela Gomes (sector militar) e por Manuel Serra (sector civil). Tentativa frustrada de tomada do Quartel de Beja 34. 35. É mantida isolada desde Janeiro até Abril, na prisão de Caxias. É submetida à tortura do sono. 35. 36.
36. 37. « Não participei nem na preparação nem no assalto ao Quartel de Beja, mas estou de alma e coração com o meu marido e os companheiros dele». 37. 38.
38. 39. 1974 - Após o 25 de Abril, trabalha com advogados e membros da CNSPP na libertação dos presos políticos, bem como na posterior remodelação desta organização. 39. 40. 2003 – É publicada a obra: M. Eugénia Varela Gomes - Contra Ventos e Marés , uma biografia sob a forma de entrevista, conduzida por Maria Manuela Cruzeiro, do Centro de Documentação 25 de Abril da U. de Coimbra 40. 41. Caxias no dia da libertação 41. 43. O Campo da Morte do Tarrafal 42. 45.
43. 46.
44. 47.
Grupo de prisioneiros do Tarrafal 45. 48.
46. 49. Cela da Morte Lenta Posto de socorros
47. 50. Vista aérea do Campo do Tarrafal 48. 51.
49. 52. Testemunhos do Tarrafal
50. 53.
«E muitos morreram e lá ficaram no cemitério que tão perto estava do Campo» 51. 54.
52. 55. Presos do Tarrafal
53. 56. Bento Gonçalves
54. 57. Sérgio Vilarigues
55. 58. A “Frigideira”
56. 59.
57. 60.
58. 61. Presos Políticos que morreram no Tarrafal
59. 62.
60. 63. Extinção do Tarrafal
61. 64. O Museu da Resistência
62. 65. O Fim da Ditadura
63. 66. A Revolução de Abril 64. 67. Bibliografia
65. 68. Bibliografia
66. 69.
67. 70.
68. 71. Trabalho Realizado por:
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