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2011-09-24

 

"É mau, não tem perdão, não deveria ter acontecido".

Estas palavras foram ditas, de facto por Guilherme Silva e ontem várias vezes repetidas na comunicação social, com especial relevo nas TV's. Não se tratou de um lapsus linguae, como Jardim costuma dizer, para tapar o que de inconveniente disse, mas que pretendia dizer.

Um pouco de futurismo.

Hoje, com alguma informação mais, considero que Guilherme Silva pensou nas palavras, enquadrando esta posição naquela linha do PSD defensora de que "o partido deve assumir responsabilidade no erro da Madeira", ou seja, ser absolutamente claro na condenação dos procedimentos de Jardim ao encobrir os montantes da Dívida das entidades a quem os deveria reportar, INE e Banco de Portugal.

Admito com grande probabilidade que Guilherme Silva tenha concertado esta postura com o próprio Dr. Jardim que se vê apertado por todos os lados e está consciente de que vai ter uma governação no próximo mandato muito difícil.

Neste contexto, Guilherme Silva poderá funcionar de homem de transicção, um a dois anos depois de Outubro, na sucessão de Jardim.

Tapar a porta a Miguel Albuquerque, o actual Presidente da Câmara do Funchal, como sucessor na presidência do Governo da RAM, deve ser um dos pensamentos que o Dr. Jardim tem presente a toda a hora.

Se as coisas se complicarem na Madeira e tudo aponta para aí, no período pós eleições, Jardim terá grandes dificuldades em impor Guilherme Silva apesar deste ter as artes da cortiça, navega bem à superfície, "flutua".

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