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2011-11-17

 

PS e discussão OE2012

O PS anda muito a navegar nesta discussão sem norte, ou melhor dito com desnorte completo.

Primeiro, apostou numa espécie de perdão do corte de um dos subsídios que o Governo Passos Coelho/Portas vai impor a funcionários públicos e pensionistas/reformados e no IVA da restauração não ser alterado. Esta ideia tinha como base hipotéticas almofadas do OE e não argumentos sólidos de alternativas. Uma posição exotérica no mínimo, para não lhe chamar outras coisas mais tolas.

Não estou a favor dos cortes, mas o PS de facto não se apresentou em público com uma proposta digna.

Não cabe nos estatutos do PS, por exemplo algumas das propostas do PC ou do Bloco como a criação de uma taxa aplicada às transacções financeiras que até na UE se admite ou então a tributação das mais valias urbanísticas, em consequência de investimentos públicos?

Em nenhuma destas e sobretudo na segunda não se trata de um aumento da carga fiscal, mas de favor reverter para o Estado mais valias que resultam pura e simples de investimentos públicos e que, outra forma, é apropriada por privados sem terem investido nada.

Será que isto não cabe na filosofia de um partido socialista?

Estas medidas sim permitiam, pela sua realização, valores suficientes para obviar ao corte dos subsídios e para além disso são medidas justas pois impedem a apropriação por alguém de valores para que nada contribuiu.

Depois, ouviu-se falar ainda de que poderia haver aumentado de salários aos prejudicados pelos cortes. Outra ideia peregrina que logo caiu em desuso.

Agora vagamente ouve-se que deputados e direcção do PS recolheram ao Rato para estudar propostas alternativas.

Pergunta-se só agora?

Peço desculpa pela gralha OE2002 em vez de OE2012

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