2011-07-23
Liza Minelli no musical "Cabaret"
"O dinheiro faz o mundo girar" era assim que cantava e dançava tão bem a diva Liza Minelli no dito musical.
Um impulso deste género parece ter entusiasmado o Conselho Europeu extraordinário a tentar ensaiar uns passos de dança mais conformes com o tempo presente. Só que lhe faltava a Diva. Nem Merkel é um bom par, nem o Passos presente um grande dançarino. E a dança pouco se recompôs.
Saíram uns passos trémulos muito atrasados no tempo. Dois anos antes, com estes passos talvez até a rota de Portugal tivesse sido outra.
Então, é tudo condenável?
Nada disso. Sem dúvida, é melhor pagar pela dívida recente 3,5% do que 5 e tal e, eventualmente, ter uma distensão no tempo para pagamento da mesma.
Mas os problemas de fundo da UE lá estão. Há uma ruptura a fazer-se, sem a qual a crise irá flutuando.
Atacar a dívida exige uma decisão política dos países membros orientada para outro tipo de orçamento comunitário para desta forma criar margem de manobra para apoiar os países membros.
Uma coordenação orçamental a nível da UE.
Uma assumpção da dívida soberana de forma comunitária, ou seja, a UE tem de assumir títulos da dívida dos Estados da Zona Euro substituindo os títulos nacionais.
Eventualmente a redefinição de uma nova grelha de paridades (entre as antigas moedas e o euro) para restituir aos países a competitividade que perderam com a sua entrada na moeda comum, devido ao modelo imposto pela Alemanha
Uma estratégia de desenvolvimento comunitário, que tenha em conta as singularidades de cada país membro.
Não é fácil. Há uma discussão política de fundo a fazer-se. Surgem novos problemas e há que encará-los de forma nova.
E, sobretudo, tornar a Alemanha que impôs toda a formatação actual da UE mais flexível, e com uma visão de futuro. Estão todos no barco e se houver tragédia os salva vida pouco êxito terão.
Um impulso deste género parece ter entusiasmado o Conselho Europeu extraordinário a tentar ensaiar uns passos de dança mais conformes com o tempo presente. Só que lhe faltava a Diva. Nem Merkel é um bom par, nem o Passos presente um grande dançarino. E a dança pouco se recompôs.
Saíram uns passos trémulos muito atrasados no tempo. Dois anos antes, com estes passos talvez até a rota de Portugal tivesse sido outra.
Então, é tudo condenável?
Nada disso. Sem dúvida, é melhor pagar pela dívida recente 3,5% do que 5 e tal e, eventualmente, ter uma distensão no tempo para pagamento da mesma.
Mas os problemas de fundo da UE lá estão. Há uma ruptura a fazer-se, sem a qual a crise irá flutuando.
Atacar a dívida exige uma decisão política dos países membros orientada para outro tipo de orçamento comunitário para desta forma criar margem de manobra para apoiar os países membros.
Uma coordenação orçamental a nível da UE.
Uma assumpção da dívida soberana de forma comunitária, ou seja, a UE tem de assumir títulos da dívida dos Estados da Zona Euro substituindo os títulos nacionais.
Eventualmente a redefinição de uma nova grelha de paridades (entre as antigas moedas e o euro) para restituir aos países a competitividade que perderam com a sua entrada na moeda comum, devido ao modelo imposto pela Alemanha
Uma estratégia de desenvolvimento comunitário, que tenha em conta as singularidades de cada país membro.
Não é fácil. Há uma discussão política de fundo a fazer-se. Surgem novos problemas e há que encará-los de forma nova.
E, sobretudo, tornar a Alemanha que impôs toda a formatação actual da UE mais flexível, e com uma visão de futuro. Estão todos no barco e se houver tragédia os salva vida pouco êxito terão.
Etiquetas: Alemanha, Ruptura, UE.


