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2005-08-09

 

Incêndios.... um fenómeno de lentidão?... um fenómeno de laxismo?

Em Portugal há um fenómeno intrínseco, cultural, do deixa andar.... como se nada de mau daí adviesse para o bem públic. Acontece que este deixa andar... este atrasar sucessivo de decisões (uma cultura de não assumpção de responsabilidade) que agrava e torna inviável quantas vezes projectos com timing específicos, levando à sua não concretização e com isso a efeitos nefastos sobre a economia e o País.
A dimensão dos incêndios que assolam este país, sobretudo nos anos mais recentes, é, em minha opinião, um exemplo de laxismo. Outro será a questão da água.
Não entendo porque há tantos incêndios em Portugal. Só mesmo uma grande desorganização e antes disso um planeamento inexistente pode justificar tamanha calamidade. Estamos a caminhar para um País de pedra e pedregulhos....
Não vou culpar este governo, este ano. Não tem culpa ou se a tem é mínima, alguma falta de descoordenação da acção no terreno. Mas para o ano, este governo não pode ter a mínima desculpa.
A questão dos incêndios exige planificação atempada, exige uma reunião de esforços entre as forças no terreno. Exige uma frente para atacar o problema fundamentalmente no domínio preventivo e isso tem de começar a ser arquitectado logo no período pós incêndios, ou seja, lá para finais de Setembro/Outubro. A florestação adequada é, sem dúvida, um instrumento, mas não basta. Há que mentalizar os agricultores para esta filosofia.
A água é outro domínio que não se percebe. Um país com tantos recursos como pode estar em situação de tanta seca? Só mesmo um deixar há muitos anos explica tamanho desastre. E os efeitos são os que se defrontam. Também aqui este governo tem o dever de começar a dar passos largos e sustentados. Porquê não construir os mecanismos que, com os devidos cuidados, podem transvasar a água que sobra em muitos locais e falta noutros? Não entendo.

Comments:
João Abel!!O que deveria fazer-se era um movimento de pressão, um movimento de cidadania, que levasse este e outros futuros governos a tomar medidas sustentáveis na superação destas duas questões que são estruturantes. Há a Quercus, mas de vez em quando há algum sectarismo, embora haja a registar com agrado um avanço de abordagem. Mas não chega. Deveria criar-se uma frente ampla de pressão. Ana Esteves
 
Um produto à portuguesa...de incompetência no fazer...Só se houver pressão. organizar não é connosco.E de boas intenções...
 
Essas obras de trasvasamento de águas iam ficar muito caras. Apareciam logo 2 ou 4 ladroes interessados e o orçamento da obra triplicava em meses. Nao se pode construir nada no país.
 
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