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2016-12-03

 

O Sr deputado é um homo sapiens

O cómico do vídeo joga com a iliteracia e os preconceitos homofóbicos de uma grande parte dos portugueses. O jornalista aponta o microfone ao transeunte e pergunta-lhe "O sr é homo sapiens?" . Eh lá! o Zé ou a Maria que não suspeita que "homo sapiens" quer simplesmente dizer "ser humano" ou "ser racional" ou "pessoa" e julga que lhe perguntam se é homossexual reage que é bom de ver e de rir.
Se este vídeo de "apanhados" é para rir sabendo-se como é vasta a iliteracia que assola grande parte da população já se o mesmo acontece com deputados o caso é para estarrecer. Ou para rir à gargalhada?

Ora foi o que sucedeu na 6ª feira passada, no Parlamento. O secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Mourinho Félix, em resposta a um deputado do actual PSD, um rapaz sempre muito empertigado na sua flatulência e esquecido do que dizia durante o Governo anterior, disse-lhe ou antes, podia ter-lhe dito "o Sr deputado está muito esquecido", ou  "o Sr deputado teve uma branca" e tudo seguiria o seu curso normal. Mas não, o Sec.Est. foi um pouco mais erudito e disse "o Sr deputado teve uma disfunção cognitiva temporária". 

Ui, ui, ui o que ele foi dizer!!! A bancada do PSD ofendeu-se, supôs que o seu deputado estava a ser insultado e desatou numa berraria histérica acompanhada de bater dos tampos da bancada, a exigir pedido de desculpas. Dois longos minutos a ponto de o presidente da AR ameaçar interromper a sessão. 
A bancada parlamentar do PSD tornou-se assim digna do vídeo " O Sr é homo sapiens?" Eh eh lá!! E espinoteou que foi triste, triste de ver. 

Eis a notícia do expresso :

"O projeto da direita enquanto governo sempre foi de privatização da Caixa. Aquilo que é dito aqui hoje é caso para dizer que o populismo chegou à cidade. O deputado Leitão Amaro, com a sua intervenção, revela uma de duas coisas: ou um profundo desconhecimento do funcionamento do RGIC [Regime Geral das Instituições de Crédito] ou uma disfunção cognitiva temporária", disse Mourinho Félix.
Com estas palavras, o secretário de Estado foi imediatamente interrompido pelos deputados do PSD, que exigiram um pedido de desculpa, naquilo a que o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, qualificou como "um boicote a uma intervenção" no "parlamento democrático".


Eis o "homo sapiens" digno da bancada parlamentar do PSD:

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2016-11-25

 

Maria Guadalupe, missionária católica, denuncia os autores da guerra da Síria

A RTP transmitiu no telejornal de 2016-11-24 uma entrevista* dada por uma missionária católica argentina - a irmã Maria Guadalupe - a viver em Aleppo, aos seus correpondentes na Síria.
Maria GuadalupeA Síria era um país muito tranquilo, muito calmo. Precisava de descansar e pedi aos meus superiores que me enviassem para a Síria para Aleppo. Cheguei lá em Janeiro de 2011 e em Março eclode a guerra.
Comentário da Jornalista - Ao longo de quase quatro anos assistiu a todos os horrores inerentes à guerra numa cidade onde a guerra espreita a cada esquina.
MG - Nas ruas, a todo o momento, caíam projécteis, mísseis, havia tiros, obuses… Tantos feridos, tantos mortos... E é algo quotidiano. Urge pensar que quando há um atentado na Europa, um só, fala-se disso toda a semana.
Comentário da Jornalista-  Podia ter deixado Aleppo mas preferiu ficar. Foram anos de dor que lhe deram outra perspectiva da guerra.
MG - O que acontece na Síria não é uma guerra civil, não é o povo que se levantou contra o governo; isso é uma mentira daquelas que promovem esta guerra e utilizam e manipulam os media e a informação para que no ocidente as pessoas acreditem que isto é o povo sírio a combater nas ruas, não…
Jornalista - Quem é ?
- São grupos armados do exterior da Síria, grupos terroristas, são grupos mercenários, grupos pagos. Ou seja os que estão a financiar esta guerra, países do Médio Oriente como a Arábia Saudita, e os países do ocidente que apoiam os rebeldes. Estão decididamente a apoiar o terrorismo. Por isso, precisamente, basta de vender armas, basta de vender armas à oposição moderada pois esta não existe e nunca existiu.
A única defesa do povo sírio nestes cinco anos, a única defesa foi o seu próprio exército nacional. E agora ultimamente a Rússia.
Jornalista - Seja como for, matam civis… Ou não?
MGO que acontece aqui é que só se divulgam os erros de uma parte, e não os da outra. Eu falo do que vivi, do que vi com estes meus olhos…
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* - Ver a entrevista no vídeo em http://www.rtp.pt/noticias/mundo/missionaria-argentina-em-alepo-desde-2011_v964505.

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2016-09-28

 

Hoje, há 42 anos, o MFA e o povo derrotou o golpe do Gen.Spínola

Hoje, há 42 anos, o Movimento das Forças Armadas (MFA) juntamente com os partidos de esquerda, sindicatos e movimentos populares, derrotou a primeira grande mobilização e tentativa de golpe contra-revolucionário dirigido pelo general Spínola, com o apoio do Banco Espírito Santo, outros banqueiros e muitos outros "donos disto tudo" - os privilegiados e sustentáculo do regime fascista - cujo derrube se iniciara 5 meses antes, em 25 de Abril com o levantamento armado dos capitães, o MFA. 
O movimento dos capitães era constituido por um grupo muito elevado de capitães e outros oficiais de baixa patente, dos três ramos das FFAA. Era politicamente heterogéneo, unia-os em primeiro lugar o desejo de acabar com as guerras coloniais e a consciência de que eram guerras votadas ao fracasso. Havia uma parte muito reduzida com forte consciência política e conhecimento do que era a luta de classes. 
Com o levantamento militar o povo saiu à rua e transformou um golpe militar, ainda que progressista, numa revolução. Revolução interrompida em 25 de Novembro de 1975.
Os capitães não eram generais e a maior parte deles achava necessário ter a seu lado uma ou mais alta patente, para não subverter completamente os deveres de disciplina e submissão à hierarquia militar. E possivelmente todos consideraram que ter do seu lado o General Costa Gomes que foi sempre um apoio efectivo ainda que titubeante e "Rolha" era muito importante assim como importante ter o gen. Spínola porque, reaccionário como era, era um factor desinibidor de resistência armada, mesmo que suicida, das forças militares do salazarismo. Os "poderosos do regime fascista", com Spínola a comandar (simbolicamente) o golpe ficavam esperançados em que o poder efectivo, económico e político voltaria ao bom caminho.

O MFA colocou o Gen. Spínola como Presidente da Junta de Salvação Nacional com funções de PR até às eleições para a Assembleia Constituinte, em 25 de Abril de 1975, e aceitou que o órgão (oficial) máximo do poder tivesse na sua composição contra-revolucionários escolhidos por Spínola. 
Este tentou o golpe contra o MFA logo em 13 de Junho de 1974, numa reunião de militares nas instalações da Manutenção Militar, exigindo plenos poderes. Foi vencido. Depois organizou com mais minúcia e mais tempo o golpe do 28 de Set.  Fez muitas visitas a quartéis "roncando" contra o MFA, verberando os horrores dos movimentos populares que desgovernavam a "boa ordem", levavam o país para o anarquia. Contra o MFA e a escumalha popular que queriam entregar as colónias aos movimentos guerrilheiros subversivos e não aos brancos que lá viviam, como seria justo, ainda que com a participação cordata de africanos respeitadores da "ordem". Spínola organizou com mais apoios (lá aparece o BES entre outros bancos a financiar o plano restauracionista) uma poderosa movimentação que deveria culminar numa grandiosa manifestação nacional da "Maioria Silenciosa" junto do palácio de Belém, pelas 15 horas de 28 de Set, para lhe dar "legitimidade" e força para usurpar o poder. 

O MFA acabou por proibir a manifestação e ela foi inviabilizada também pela acção das célebres barragens populares nas estradas de acesso a Lisboa e a revista às viaturas. Segundo o Relatório do MFA, reproduzido em Textos Históricos da Revolução, de Orlando Neves editorial Diabril (2ª edição Abril 1976), foram apreendidas nestas barragens além de armas brancas perto de mil armas de fogo e 10 mil munições.
Derrotado, Spínola resignou. Foi substituído pelo Gen Costa Gomes na presidência da Junta de Salvação Nacional. Passou a partir daí a organizar o golpe militar que eclodiu em 11 de Março de 1975. Foi derrotado pela 3ª vez, como se sabe.
Seguem-se fotos de algumas páginas do livro indicado linhas atrás:








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MARIANA MORTÁGUA NUNCA DESILUDE!

A Mariana Mortágua é um grande quadro político, e a irmã Joana, que não tem tido tanta visibilidade, dizem-me que também o é. 
Mariana tem intervenções políticas sempre relevantes, no conteúdo e na forma. Tem uma excelente capacidade de comunicação. Não se lhe nota nem vaidade nem arrogância. É simpática e ainda tanto ela como a irmã são bonitas. Arre que é demais!
Encontrei o pai, faz tempo, numa concentração qualquer, no Largo Camões e dei-lhe os parabéns. Olhou-me com ar perscrutador: onde é que este gajo quer chegar. Parabéns pelas filhas que tens, Camilo! Que são grandes quadros políticos e seguramente o orgulho da família!!
Não sou propriamente um íntimo do Camilo Mortágua mas, encontramos-nos por vezes e fomos companheiros de luta. Em exércitos diferentes mas com o mesmo inimigo. Ele na Luar e eu na ARA.
O BE está bem entregue e numa altura em que estive com o Francisco Louçã que várias vezes em que me via me interrogava «mas quando é que te inscreves no Bloco?» ora, dizia eu, encontrei o Louçã e provoquei-o: "desde que entregaste o BE às mulheres aquilo está muito melhor".
Tenho pena que sérios problemas de saúde tenham afastado o meu velhoe querido amigo João Semedo do importante papel que tinha. 
Aconselho-vos este vídeo e verão que não se arrependem.

 

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2016-08-21

 

"O ocidente está reduzido a canibalizar-se"

«O artigo ["O ocidente está reduzido a canibalizar-se"  por Paul Craig Roberts *]  é longo, parece consistente e tem origem verificável. Diz basicamente o que se sabe há muito do FMI: Deixa um rasto de miséria por onde passa. Há fiéis nacionais desta igreja.»
As palavras são de Carlos Matos Gomes, coronel que foi "capitão de Abril" e um  conceituados escritor.
Encontrei o texto no Facebook onde somos "amigos" e trago-o para aqui para estar mais à mão.
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[*] Paul Craig Roberts foi Secretário de Estado Adjunto do Tesouro para a política económica e editor associado do Wall Street Journal. Colunista na Business Week, Scripps Howard News Service e Creators Syndicate. Tem tido muitas intervenções em universidades. Os seus textos na internet são seguidos no mundo inteiro. Os livros mais recentes de Paul Craig Roberts são The Failure of Laissez Faire Capitalism and Economic Dissolution of the West , How America Was Lost e The Neoconservative Threat to World Order.
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O artigo original, em Inglês, encontra-se aqui: http://www.paulcraigroberts.org/2016/01/30/the-west-is-reduced-to-looting-itself-paul-craig-roberts/  "Tradução de DVC."
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" Eu próprio, Michael Hudson, John Perkins e alguns outros, temos relatado os múltiplos saqueios de povos pelas instituições económicas ocidentais, principalmente os grandes bancos de Nova Iorque com a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI). 
Os países do terceiro mundo foram e são saqueados ao serem induzidos em certos planos de desenvolvimento. A governos crédulos e confiantes é-lhes dito que podem tornar os seus países ricos contraindo empréstimos externos para implementarem planos de desenvolvimento que as potências ocidentais apresentam e que teriam em resultado desse desenvolvimento económico suficientes receitas fiscais para pagamentos dos empréstimos externos.
Raramente, se alguma vez, isso acontece. O que acontece é que o país se torna endividado até ao limite, muito para além dos seus ganhos em moeda estrangeira. Quando o país é incapaz de satisfazer o serviço de dívida, os credores enviam o FMI ao governo endividado para dizer que o FMI poderá proteger o rating financeiro do governo emprestando-lhe dinheiro para pagar aos seus credores bancários. No entanto, as condições impostas são que o governo deverá tomar as necessárias medidas de austeridade a fim de poder pagar ao FMI.
Estas medidas consistem em restringir serviços públicos, o sector estatal, pensões de reforma e vender recursos nacionais aos estrangeiros. O dinheiro economizado pela redução de benefícios sociais e o obtido com a venda de activos do país aos estrangeiros serve para pagar ao FMI.
Esta é a maneira pela qual historicamente o Ocidente tem saqueado países do terceiro mundo. Se o presidente de um país estiver relutante em entrar em tal negócio, ele simplesmente é subornado, como governos gregos foram, juntando-se ao saque do país que pretensamente representaria. Quando este método de saque se esgota, o Ocidente compra terras agrícolas forçando países do terceiro mundo a abandonarem uma política de auto-suficiência alimentar, produzindo uma ou duas culturas para exportação.
Esta política tornou populações do terceiro mundo dependentes das importações de alimentos do ocidente. Normalmente as receitas de exportação são captadas por governantes corruptos ou pelos compradores estrangeiros que pagam preços reduzidos pelas exportações enquanto os estrangeiros vendem alimentos demasiado caro. Desta forma, a auto-suficiência é transformada em endividamento.
Com o terceiro mundo explorado até aos limites possíveis, as potências ocidentais resolveram saquear os seus próprios países. A Irlanda tem sido saqueada, o saque da Grécia e de Portugal é tão severo que forçou um grande número de mulheres jovens à prostituição. Mas isso não incomoda a consciência ocidental.
Anteriormente, quando um país soberano se encontrava com endividamento superior ao que poderia suportar, os credores tinham que anular parte da dívida até um montante em que o país pudesse suportar. No século XXI, como relato no meu livro The Failure of Laissez Faire Capitalism, esta regra tradicional foi abandonada.
A nova regra é que a população de um país, até mesmo de países cujos dirigentes de topo aceitaram subornos para endividar o país a estrangeiros, deve ter as pensões de reforma, emprego e serviços sociais reduzido. Além disto, valiosos recursos nacionais como sistemas municipais de água, portos, lotaria nacional e espaços naturais protegidos, tais como as ilhas gregas protegidas, vendidas a estrangeiros, que ficam com a liberdade de aumentar os preços da água, negar ao governo grego as receitas da lotaria nacional e vender a imobiliárias o patrimônio nacional protegido da Grécia.
O que aconteceu à Grécia e a Portugal está em curso em Espanha e Itália. Os povos são impotentes, porque seus governos não os representam. E não se trata apenas de governantes que receberam subornos, os membros dos governos possuem a lavagem cerebral de que os seus países devem pertencer à União Europeia, caso contrário, serão ultrapassados pela história.
Os povos oprimidos e sofredores sofrem o mesmo tipo de lavagem cerebral. Por exemplo, na Grécia o governo eleito para evitar o saque da Grécia estava impotente porque a lavagem cerebral ao povo grego era para que custasse o que custasse deviam permanecer na UE. A junção de propaganda, poder financeiro, estupidez e subornos significa que não há esperança para os povos europeus.
O mesmo é verdade nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Reino Unido. Nos Estados Unidos dezenas de milhões de cidadãos dos EUA aceitaram tranquilamente a ausência de qualquer rendimento de juros sobre suas poupanças durante sete anos. Em vez de levantarem questões e protestarem, os americanos aceitaram sem pensar a propaganda de que a sua existência depende do êxito de um punhado de megabancos artificialmente criados, "grandes demais para falir". Milhões de americanos estão convencidos de que é melhor para eles deixar degradar as suas economias do que um banco corrupto falir.
Para manter os povos ocidentais confusos sobre a real ameaça que enfrentam, é dito às pessoas que há terroristas atrás de cada árvore, de cada passaporte, ou mesmo sob cada cama, e que todos serão mortos a menos que o excessivo poder do governo seja inquestionável. Até agora isso tem funcionado perfeitamente, com falsas palavras de ordem, reforçando falsos ataques terroristas, que servem para evitar a tomada de consciência de que isto não passa de um embuste para acumular todos os rendimentos e riqueza em poucas mãos.
Não contente com sua supremacia sobre os "povos democráticos", o “um por cento” dos mais ricos avançou com as parcerias Transatlântica (TTIP) e Transpacífica. Alegadamente, são "acordos de livre comércio" que beneficiarão a todos. Na verdade, são negociações cuidadosamente escondidas, secretas, que permitem o controlo de empresas privadas sobre as leis de governos soberanos.
Por exemplo, veio a público que no âmbito do TTIP o Serviço Nacional de Saúde no Reino Unido poderia ser regido por tribunais privados, instituídos no âmbito daquele tratado e, constituindo um obstáculo para seguros médicos privados, ser processado por danos a empresas privadas e até mesmo forçado à sua extinção.
O corrupto governo do Reino Unido sob o vassalo de Washington David Cameron bloqueou o acesso aos documentos legais que mostram o impacto da parceria transatlântica no Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha.
www.globalresearch.ca/...
Para qualquer cidadão de um país ocidental, que seja tão estúpido ou tenha o seu cérebro tão lavado para não ter percebido isso, a verdadeira intenção da política do "seu" governo é entregar todos os aspectos das suas vidas ao apoderamento de interesses privados
No Reino Unido, o serviço postal foi vendido a um preço irrealista a interesses privados com ligações políticas. Nos EUA os republicanos e talvez os democratas, pretendem privatizar o Medicare e a Previdência Social, assim como privatizaram muitos aspectos das forças armadas e do sistema prisional. As funções do Estado tornaram-se alvos para o lucro privado.
Uma das razões para a escalada do custo do orçamento militar dos EUA é a sua privatização. A privatização do sistema prisional dos EUA resultou em que grande número de pessoas inocentes é enviada para a prisão e forçada a trabalhar para a Apple Computer, para empresas de vestuário que produzem para as forças armadas e para um grande número de outras empresas privadas. Os trabalhadores da prisão são pagos tão baixo quanto 69 centavos por hora, inferior ao salário chinês.
Isto é a América hoje. Policiais corruptos. Promotores de Justiça corruptos. Juízes corruptos. Mas máximo lucro para os capitalistas dos EUA a partir de trabalho nas prisões. Os economistas do livre mercado glorificaram prisões privadas, alegando que seriam mais eficientes. E na verdade são eficientes em fornecer os lucros do trabalho escravo para os capitalistas.
Mostramos uma reportagem sobre o primeiro-ministro Cameron negando informações sobre o efeito da parceria transatlântica TTIP no Serviço Nacional de Saúde britânico.
www.theguardian.com/...
O jornal britânico Guardian, que várias vezes teve de prostituir-se para manter um pouco de independência, descreve a raiva que sente o povo britânico pelo sigilo do governo sobre uma questão tão fundamental para o seu bem-estar. Contudo, continuam a votar em partidos políticos que têm traído o povo britânico.
Por toda a Europa, governos corruptos controlados por Washington têm distraído as pessoas sobre a forma como são vendidos pelos "seus" governos, concentrando a sua atenção nos imigrantes, cuja presença decorre de governos europeus representarem os interesses de Washington e não os interesses de seus próprios povos.
Algo terrível aconteceu à inteligência e a consciência dos povos ocidentais, que parecem já não ser capazes de compreender as maquinações dos "seus" governos.
Governo responsável nos países ocidentais é história. Apenas fracasso e o colapso aguarda a civilização ocidental.

[*] Foi secretário de Estado Adjunto do Tesouro para a política económica e editor associado do Wall Street Journal. Colunista na Business Week, Scripps Howard News Service e Creators Syndicate. Tem tido muitas intervenções em universidades. Os seus textos na internet são seguidos no mundo inteiro. Os livros mais recentes de Paul Craig Roberts são The Failure of Laissez Faire Capitalism and Economic Dissolution of the West , How America Was Lost e The Neoconservative Threat to World Order .
     O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/ . Tradução de DVC.
 

2016-06-28

 

O BREXIT e o mais que adiante se verá

"Os Prós e os Contras". Quiçá por masoquismo fiquei por ali um pouco. Logo havia de aparecer a perorar o gnomo Moedas que agora é comissário europeu. O Moedinhas "explicou" como devemos entender os resultados do referendo do Reino (des) Unido. "Que o mundo mudou muito! Há 30 anos a Europa representava 30% do PIB mundial e a China 2% e agora a UE 20% e a China 14% e portanto coisas destas, como o Brexit não admira que aconteçam e tudo se resolverá como deve ser" e tal. Que ele está bem e os seus patrões ainda melhor e a "arraia miúda" não se deve meter onde não é chamada porque só tornaria as coisas piores. etc.

Os países, os respectivos governos, é óbvio, que contam alguma coisa para a condução da ALTA POLÍTICA mas quem efectivamente a comanda é o poder globalizado do, chamemos-lhe assim, SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL que mais ou menos directamente controla os governos ou estes são a sua expressão, através de eleições "bem conduzidas" pelas suas máquinas de propaganda globais.

Mas em que consiste essa tal alta política? É uma coisa simples, velha como a humanidade: COMO VAMOS REPARTIR A RIQUEZA CRIADA? Sem retirar importância a «COMO criá-la».

A guerra é menos entre nações do que entre classes sociais dentro de cada nação e, com o mundo globalizado, entre os despossuídos do meu e do teu país, à escala europeia e à escala mundial e os 0,1% "donos disto tudo". É uma guerra internacional..

A saída do RU da UE vai colocar a burocracia de Bruxelas, os Moedas e Ciª, os Schauble's, as Merkel's ou o lambreta-Holande, em estado de choque? Só um pouco. Vão então transformar a UE dos mercados financeiros na Europa dos Cidadãos? Obviamente NÃO e NÂO. Mas  perturbará, o Brexit, a maquinaria de Bruxelas/Berlim/Frankfurt e incendiará a mente do "povão" europeu a ponto de a obrigar a inverter o rumo político? Isto é, a redistribuir a riqueza? A canalizá-la para o investimento produtivo em vez da especulação financeira, para a criação de emprego, para a educação, a saúde, os apoios sociais? Talvez um pouco. talvez crie algum sobressalto mas só e só a elevação do grau de consciência, de organização e de luta das vítimas de Bruxelas/Berlim/Frankfurt, isto é, dos "MERCADOS" poderá encaminhar ou refundar esta UE, cada vez menos democrática, menos social, menos solidária para a tão sonhada Europa dos Cidadãos.

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2016-06-03

 

Queremos democracia? Então temos de controlar a comunicação social!

A DEMOCRACIA está, em elevado grau, dependente da comunicação social. Como esta é dominada pela “ultra-riqueza” a democracia que temos é apenas a democracia dos “ultra-ricos”. Assim um dos problemas cruciais dos regimes democráticos na actualidade é o do controlo dos media que é necessário tirar do controlo de meia dúzia de magnates e colocá-lo na mão de um regulador que respeite uma informação plural e efectivamente represente a maioria do povo .  
Com a comunicação social na sua mão os 0,1% dos ultra-ricos, em Portugal, na Europa e no mundo, controla em grande parte não apenas a sua riqueza mas a economia, a política e as nossas vidas. 
A vida de grande parte da população dos tempos modernos não é a escravidão dos servos da gleba ou dos camponeses dos tempos dourados da nobreza europeia porque muita luta e muito sangue correu em prol de uma vida melhor mas a actual “nobreza” do dinheiro, principalmente através do controlo dos media, consegue através de eleições aparentemente livres e democráticas levar a maior parte da população a viver resignada com a sua “servidão” julgando-a consequência das “leis da vida”, de forças abstratas sem rosto inerentes ao ser humano ou da vontade de Deus.
 
Eis aqui, no extracto de um artigo que Dan Baum publicou na revista Harper’s Magazin de NY e reproduzido no COURRIER INTERNACIONAL de Jun 2016, um exemplo bastante elucidativo. Neste artigo Dan Baum interroga Ehrlichman, ex-conselheiro do ex-presidente Nixon dos EUA sobre a repressão por este desencadeada contra os consumidores de estupefacientes:
“Quer mesmo saber o que aconteceu? – diz Ehrlichman - Nixon tinha dois inimigos: a esquerda pacifista e os negros. Sabíamos que não podíamos perseguir nem as pessoas que se manifestavam contra a guerra do Vietname nem os negros. Mas quando conseguimos que os cidadãos associassem os hippies à marijuana e os negros à heroína, e os apresentámos como perigosos delinquentes, foi possível desestabilizar essas comunidades, deter dirigentes, fazer buscas domiciliárias, interromper as reuniões, denegri-los sistematicamente nos telejornais. Sabíamos que estávamos a mentir quanto à relação desses grupos com as drogas. Claro que sabíamos."

«A invenção da guerra à droga foi uma cínica manobra de Nixon, - diz Dan Baum –  mas, desde então, todos os presidentes, republicanos ou democratas, a mantiveram, embora por razões diversas. Não é possível ignorar o colossal custo dessa guerra: milhões de dólares desperdiçados, um banho de sangue na América Latina, assim como nalgumas ruas de cidades americanas, e milhões de vidas destruídas por penas draconianas de prisão.  (O artigo é extenso e é dedicado à avaliação da repressão no combate à droga).

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2016-05-26

 

Os contratos de associação, o Presidente, o Cardeal e, já agora, o Papa


O artigo é de SANTANA CASTILHO * 18/05/2016 e  foi publicado aqui

O artigo desmonta a hipocrisia, as mentiras conscientes, os interesses inconfessáveis que escondem os injustos e ilegais subsídios do Estado ao negócio dos donos dos colégios privados onde há vagas na escola pública. Desmascara a política venal do anterior governo de Passos Coelho/Paulo Portas e de alguma alta hierarquia da Igreja Católica.

(As imagens são do blog)


 Colégio Didáxis 

O artigo de Santana Castilho:


"Toda a polémica respeita a 3% de toda a rede de ensino privado, mas rápida e maliciosamente foi apresentada como um ataque a todo o ensino privado.

Existem problemas bem mais graves que aquele que ocupa a actualidade política há quase um mês: porque o Governo decidiu (e bem) não continuar a financiar alunos de colégios privados que operem em zonas onde existam vagas em escolas públicas, criou-se um alarme social que já mereceu referências (particularmente significativas e nada inocentes) do Cardeal Patriarca e do Presidente da República.
Toda a polémica respeita a 3% (79 escolas, para ser exacto) de toda a rede de ensino privado, composta por 2.628 escolas. Mas rápida e maliciosamente foi apresentada omo um ataque a todo o ensino privado. Estas 79 escolas propalaram a probabilidade falsa de virem a ser despedidos cerca de quatro mil professores, quando esse número representa a totalidade do seu corpo docente e o Estado já garantiu, reiteradamente, que nenhum aluno, de nenhum ciclo de estudos em curso, deixará de ser financiado.

                                                Colégio Infante D. Henrique                                                        

Sendo certo que os contratos de associação sempre foram instrumentos sujeitos à verificação da necessidade de recorrer a privados para assegurar o ensino obrigatório, é igualmente certo e óbvio que sempre foram marcados pela possibilidade de cessarem, logo que desaparecesse a necessidade. Porquê, então, tanta agitação, apesar do senso comum apoiar a decisão e a Constituição e a Lei de Bases do Sistema Educativo a protegerem? Porque o corte futuro de cada turma significa 80.500 euros  a abater ao apetecível bolo anual de 139 milhões; porque, a curto prazo, ficarão inviáveis os colégios que vivem, em exclusivo, da renda do Estado
e dos benefícios fiscais decorrentes do estatuto de utilidade pública; porque, dor maior, muitos desses colégios têm projectos educativos de índole confessional católica.

Com este cenário por fundo, não retomo argumentos que estão mais que expostos. Prefiro recordar intervenções de diferentes protagonistas e, com elas, afirmar que será politicamente curioso seguir os próximos desenvolvimentos.
1. Atribuindo aos autores da medida “interesses alheios aos da comunidade”, dir-se-ia que Passos Coelho se viu retroactivamente ao espelho: quando administrou a Tecnoforma; quando se esqueceu de pagar à Segurança Social; quando violou continuadamente a Constituição, carta magna da comunidade que agora o preocupa; quando, por uma vez, quiçá a única, desobedeceu à Troika, que mandou, logo em 2011, reduzir os contratos de associação; quando promoveu políticas desfavoráveis aos interesses da comunidade, mas altamente convenientes aos interesses de alguns empresários do ensino, a quem, sem escrúpulos, anulou os riscos e engordou os proventos.

2. Conhecendo a hiperactividade do Presidente da República, olhando para a influência que exerceu no caso do novo modelo de avaliação, só os que acreditam no Pai Natal pensarão que Marcelo Rebelo de Sousa se contenta com um inocente desejo de diálogo frutuoso nos próximos dias.
Esperemos que tenha agora a contenção a que o cargo o obriga e que não teve quando comentava, com erro, na televisão. Esperemos que saiba agora que 25% de todos os alunos do privado são subsidiados pelo Estado e que a rede pública reduziu 47%, no mesmo período em que a privada cresceu quase 10%.

3. O padre Manuel Barbosa, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, mostrou-se preocupado com a revisão dos contratos de associação (/1731128) e apelou à luta contra a medida que, segundo ele (mal informado) poderá significar o despedimento de 4.000 docentes.
Idêntica preocupação, pelo mesmo motivo, exprimiu o Cardeal Patriarca, D. Manuel 


Colégio de Nª Srª dos Remédios - Tortosendo

Clemente. Estranho não ter ouvido (admito que tenha sido distracção minha) nem um nem outro pronunciarem-se quando medidas do anterior Governo atiraram para o desemprego 28.000 professores do ensino público. Mas estranho mais que D. Manuel Clemente tenha amputado a dimensão espiritual da solidariedade quando afirmou que solidariedade sem subsidiariedade, não o é de facto” ou, como diria qualquer laico menos erudito, “honraria sem comedoria é gaita que não assobia”. Já tínhamos políticos defensores do liberalismo subsidiado.
Temos agora um dignitário da Igreja defensor da solidariedade, desde que subsidiada. E porque Sua Reverência citou o Papa, dizendo que ele disse que o Estado deve ser subsidiário do direito e da responsabilidade dos pais, relativamente à educação dos filhos, considerando que esse ponto é que é principal, permito-me ver de modo diverso e considerar, reverentemente, que o principal é o que o Papa recomendou às escolas católicas, aquando do seu último Congresso Internacional, depois de se ter afirmado envergonhado perante uma educação elitista e selectiva: 
Saiam para as periferias. Aproximaivos dos pobres porque eles têm a experiência da sobrevivência, da crueldade, da fome e da injustiça… O desafio é andar pelas periferias …
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*Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt )

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2016-05-16

 

O Estado do mundo


São religiões. Umas mais elaboradas que outras. Peregrinações e auto-flagelações. Em Portugal, no Tibete, na Coreia do Norte chorando a morte do deus Kim Un Dois ou Três, na India, no Afeganistão, nos EUA. Temos católicos, budistas, induistas, evangélicos, murmons, xiitas, iurdes, sunitas. Temos  bispos, sacerdotes, videntes, feiticeiros, bruxas e cartomantes.
Cansado já não tive coragem para a religião dos futebóis. Também é boa, dá quase tanto dinheiro, como as outras.
Na penúltima imagem temos sacerdotes indus de santo pilau à mostra a guiar centenas de milhar de peregrinos para as águas poluidíssimas do rio Ganges que pode matar o corpo mas purifica as almas.
Meus amigos a fé é que nos salva, portanto... não façam cerimónia se não têm e querem uma religião escolham uma desta grande variedade. Não estão todas. Nem cabiam aqui. São milhares!  Escolham a vossa crença na certeza de que o Deus único e verdadeiro é só o da "nossa religião". Os outros são todos falsos. A fé é que nos salva! Ou pelo menos salva os que através dela controlam as nossas cabeças e assim as nossas carteiras.
Haja Deus. Deus é Grande. E o desafio é este: identificar a religião em cada imagem!
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