.comment-link {margin-left:.6em;}

2019-01-15

 

RODRIGO TAVARES : Manual de Instruções para Entender o Governo Bolsonaro

Artigo de Rodrigo Tavares* original aqui: link
14 DE JANEIRO DE 2019 - 13:19

O problema do novo governo brasileiro não é a ideologia de extrema-direita mas a falta de uma ideologia.

A embalagem diz que o governo de Jair Bolsonaro é de extrema-direita, antissistema, tecnocrata e formado pelos mais resilientes à corrupção. Porém, as primeiras semanas de administração destapam um cenário diferente, que vai ficando cada vez mais ostensivo à medida que o tempo passa.
Sem experiência executiva e, por isso, sem acesso a uma equipe de trabalho lubrificada e preestabelecida, Bolsonaro não conseguiu compor um governo conexo.
Na verdade existem pelo menos três governos dentro do governo Federal, com vasos comunicantes coagulados entre eles.
O primeiro é o dogmático. É a concessão de Bolsonaro às suas inquietações néscias e às igrejas evangélicas dos subúrbios das grandes cidades. É o regresso ao julgamento de Galileu pela Inquisição. Sem eloquência nem 
ciência,  defende-se o fim do "globalismo" e do "marxismo cultural" (Ministro das Relações Exteriores), creem ter tido visões de Jesus Cristo em cima de uma goiabeira (Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos) ou acreditam que "Deus está de volta ao Brasil" (Ministro da Educação). É o grupo dos despreparados e dos que gerarão a matéria-prima para o escárnio internacional.
Mas serão úteis também. Servirão para desviar as atenções das medidas impopulares aplicadas por outros grupos, darão conforto emocional aos brasileiros que verdadeiramente acreditam que o criacionismo deve ser ensinado nas escolas e o socialismo abolido dos livros, e ajudarão a cultivar bodes expiatórios. Se alguma coisa der errado, a culpa será dos opositores do regime: os defensores dos direitos humanos, a esquerda que "propaga que um feto humano é um amontoado de células descartável," ou os intelectuais e artistas "que vivem à custa de subsídios públicos."
É um grupo que idolatra Bolsonaro.
O segundo é o jurídico-militar-policial. É quem gosta de dar um murro na mesa e pôr ordem na casa. São os tratores que passam por cima do cereal para cortar caminho. Se for necessário dar ordens ao presidente, darão. Dos 22 ministros, sete são militares. É o grupo responsável pela coordenação estratégica, infraestrutura, segurança e defesa nacional, ciência, e minas e energia. Controlam os temas ligados à soberania nacional. Têm destaque o Vice-Presidente Hamilton Mourão, o Ministro da Justiça Sérgio Moro, o chefe da Secretaria de Governo (ministério que faz a ponte com o Congresso) Carlos Alberto dos Santos Cruz e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (responsável pelos serviços de inteligência), Augusto Heleno. Participam no governo com régua e esquadro. Encaram-no como uma missão de paz no Congo ou no Haiti.
É um grupo que mantém uma relação meramente institucional com Bolsonaro.
O terceiro grupo é o económico. Aqui o interesse é monetário. Liderado pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, é composto por pessoas de ideias liberais que fazem uma incursão rápida pelo governo para vitaminar as suas carreiras e garantir o enxugamento da máquina do estado. Conhecem-se todos há muito tempo, partilharam universidades no estrangeiro, palestras em São Paulo e dividendos anuais em fundos de investimento. É por causa deste grupo que a elite brasileira votou em Bolsonaro. Marcarão o governo pelo pragmatismo. Tanto farão alianças com a China quanto com os EUA, cortarão dinheiro para a segurança social, apoios culturais e programas sociais até que o Excel fique no azul. Direitos trabalhistas, interesses indígenas e vontades da população negra não fazem parte do algoritmo. Mudança da Embaixada para Jerusalém? É um cataclismo irrelevante, desde que não afete as contas públicas.

O Ministro do Meio Ambiente, que em entrevista exclusiva à TSF , deixou claro que a sua prioridade é garantir a eficiência da máquina pública, diminuir o assistencialismo do estado às ONGs ambientalistas e cimentar uma aliança entre a sustentabilidade e o desenvolvimento económico, também faz parte deste grupo.
Quando a faca bater no osso, os integrantes deverão começar a sair do governo e a reocupar cargos no mercado financeiro. É um grupo que abomina os seus colegas dogmáticos, inquieta-se com o peso que o grupo militar possa vir a ter e que não nutre um particular respeito por Bolsonaro. Se conseguirem concluir o trabalho no primeiro mandato, vão torcer para que o presidente não se recandidate. Preferirão apoiar um republicano em sentido americano e alguém menos constrangedor. Um Sebastián Piñera brasileiro.
É por isso que o governo Bolsonaro, contrariamente ao que indica o anúncio, está longe de ser um governo ideologicamente homogéneo e mais longe ainda de ser um governo de extrema-direita. A maioria dos seus membros é simplesmente uma massa utilitarista e pragmática - seguem o poder. Também está longe de ser um governo antissistema. A maioria passou por governos anteriores, pelo Congresso Nacional ou por Assembleias Estaduais e quase todos são filiados a partidos políticos. O novo presidente do banco estatal de desenvolvimento BNDES, a joia da coroa da economia brasileira, foi ministro das Finanças da petista Dilma Rousseff.
Também não é um governo tecnocrata, que conseguiu atrair as melhores cabeças. 

Com meia dúzia de exceções, a qualidade técnica das pessoas é baixa. O Ministério da Educação, por exemplo, foi ocupado por educadores que se destacaram nas redes sociais e em blogues pelas suas teses radicais e autodidatas. O novo responsável pelo ENEM, a prova que dá acesso ao ensino superior, já defendeu publicamente que os professores no Brasil "pregam o aborto, incesto e pedofilia."
Finalmente, está muito longe de ser um governo dos puros. Alguns ministros e pessoas próximas a Bolsonaro, incluindo a própria família, ocuparam as manchetes dos jornais nas últimas semanas com suspeitas de corrupção e casos de improbidade administrativa e de fraude. E em nenhuma destas situações Bolsonaro tomou uma posição de força, de líder, ao afastá-las enquanto estivessem a ser investigadas.
E Agora?
Nos primeiros meses o Governo deverá anunciar medidas significativas, algumas delas durante o Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, ligadas à reforma da segurança social e do sistema tributário, à manutenção (ou não) do subsídio ao óleo diesel para os camionistas ou à privatização de empresas e infraestruturas públicas. Gerarão alguma empolgação.
Mas estes anúncios não deverão conseguir mascarar os riscos inerentes a este governo.
A comunicação entre os três grupos é gaguejante, como se viu logo na primeira semana quando Bolsonaro anunciou um conjunto de novas medidas económicos e foi humilhado por um secretário de estado que, a pedido do Ministro da Economia, desmentiu-as todas em público no mesmo dia. É como António Costa apresentar, de manhã, o novo aeroporto do Montijo e o Secretário de Estado das Infraestruturas dizer, à tarde, que afinal vai ser na Ota.
Por isso, os maiores riscos deste governo não advêm do tamanho de criança do vocabulário de Bolsonaro nem da sua feição intolerante. O presidente é apenas um ser "ignorante, abanando com a cabeça que sim" (como Eça de Queiroz descreveu a Assembleia da República). Alguém que preza o escapismo e a desconversa para disfarçar as suas ignorâncias. A maior ameaça é a possibilidade do governo começar a esfarelar-se por dentro - conflitos internos, duplicação de funções, falta de comunicação, adoção de medidas inoperantes, casos de corrupção.
Se a sua 8.ª maior economia tornar-se ingovernável, o mundo será afetado. E Portugal necessariamente também.
* Rodrigo Tavares é fundador e presidente do Granito Group. A sua trajetória académica inclui as universidades de Harvard, Columbia, Gotemburgo e California-Berkeley. Foi nomeado Young Global Leader pelo Fórum Económico Mundial.

Etiquetas: , , ,


2019-01-10

 

ADIS ABEBA - ETIÓPIA -1977

Em Setembro de 1977, de 10 a 14, estive em Adis Abeba nos festejos comemorativos do 3º aniversário da revolução etíope, em representação do PCP e a convite do Governo Militar Provisório.
Um grupo de militares jovens de tendência marxista - uma espécie de MFA da Etiópia - que ganhou grande apoio popular ao derrubar o imperador Hailé Selassié no poder desde 1916 e imperador e encarnação de Deus, desde 1930.


Em recepções e encontros tive oportunidade de conversar com vários desses oficiais alguns bastante jovens, de modo informal e em ambiente muito descontraído. Falávamos em Francês já que Português eles não conheciam e eu não dominava nenhuma das línguas locais.


A revolução etíope ocorreu cinco meses depois da portuguesa e não sei se apenas para serem simpáticos comigo me disseram que ela lhes serviu de inspiração. Queriam que lhes falasse de Portugal e eu interrogava-os sobre a Etiópia.

A Etiópia é o país independente mais antigo de África e um dos mais antigos do mundo. Ainda que com fronteira variável as origens remontam segundo certas fontes a 3 mil anos. E estudos recentes indicam aquela região como o local mais antigo com vestígios do "homo sapiens".


Estava, com outras delegações, hospedado no Hotel Ghion. (na foto acima por trás de mim)


Na capital ora fazia um sol quente e radioso ora desabava chuva torrencial.
Quando saí do hotel a pé, para o local da tribuna, nas proximidades, de onde assistiríamos ao desfile popular, o sol brilhava mas, mal nada, vindas não sei de onde, apareceram umas nuvens que se desfizeram-se em torrente de água que me entrava pelo colarinho e saia aos pés pela boca das calças. Percebi então porque toda a gente andava com grandiosos chapéu de chuva ou de sol quando nada o justificava. Achava eu! Felizmente seguiu-se um sol abrasador que ainda na tribuna me enxugou.
Na tribuna estavam todos armados de chapéu para a chuva ou para o sol menos eu e um ou outro incauto estrangeiro. Foi assim que vendo-me indefeso perante os caprichos da natureza o representante da Igreja Ortodoxa, a meu lado, bispo, cardeal ou coisa que o valha, me chamou para debaixo do seu largo chapéu e me abrigou do sol que faiscava em brasa.

Sobre a Etiópia ver aqui na Wikipédia    

As fotos, tiradas por mim, excepto as duas em
que estou, mostram a zona do Hotel Ghion, no centro de Adis Abeba.

  


Na viagem de regresso o avião sobrevoou as célebres pirâmides de Gizé, no Egipto e da janela do avião consegui delas esta imagem.

Etiquetas: , ,


2019-01-03

 

Bolsonaro quer despedir funcionários com "ideias socialistas e comunistas"

Com Bolsonaro o Fascismo Anuncia-se SEM DISFARCE, Impante e brutal  O texto que se segue foi obtido em 2009-01-03 TSF online   aqui

Intenções do governo liderado por Bolsonaro foram dadas a conhecer por Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil.
Lorenzoni explicou que esta questão foi abordada na reunião que Bolsonaro teve esta quinta-feira com seu Conselho de Governo, que inclui os titulares dos 22 ministérios, e que será aplicado em todos os setores da administração pública.
Lorenzoni destacou ainda que os "critérios" para decidir sobre a situação dos funcionários também serão "técnicos" e que ainda irão definir se os cargos dos funcionários demitidos serão preenchidos novamente ou se serão extintos.
Na reunião, Bolsonaro e os seus ministros decidiram que cada área do Governo brasileiro vai fazer um inventário de imóveis para realizar uma futura venda dos que não são necessários.
"A primeira informação diz que o Estado tem cerca de 700 mil propriedades em todo o país, o que causa imensos custos de manutenção", afirmou Lorenzoni.
O ministro da Casa Civil acrescentou que o novo Governo identificou que há ministérios que, apesar de terem os seus próprios imóveis, ainda "alugam outros espaços", o que "não faz sentido", aumentando desta forma o gasto público "que o Presidente Bolsonaro está determinado a reduzir". 
Lorenzoni insistiu que todas essas decisões serão tomadas com critérios "absolutamente técnicos", como Bolsonaro defendeu durante a campanha eleitoral.
"Como diz o capitão [Bolsonaro], estamos aqui para servir a sociedade e não as ideologias", concluiu o ministro da Casa Civil.

Etiquetas: , ,


2018-12-02

 

“Marxismo cultural”, obsessão dos bolsonaristas

“Marxismo cultural”, obsessão dos bolsonaristas, foi invocado por neonazi para matar 77 pessoas na Noruega. 

 

Bolsonaro e Rodriguez, novo ministro da Educação
Há uma bandeira que une os mentores intelectuais (sic) do bolsonarismo: a luta contra o chamado “marxismo cultural”.
Essa batalha é travada com força e com vontade pelo futuro chanceler Ernesto Araújo e seu anunciado colega ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez.
Num artigo lelé da cuca intitulado “Trump e o Ocidente”, publicado em seu blog, Araújo jura que o presidente dos EUA está salvando a civilização do “marxismo cultural globalista” ao defender a “identidade nacional, os valores familiares e a fé cristã, enquanto a Europa não o faz”.
Rodriguez não deixa por menos.
Autor de livros contra o PT, ele assina uma postagem com planos para o MEC em sua página na internet — denominada, sugestivamente, “Rocinante”. No caso, o cavalo de Dom Quixote. Ainda assim, um cavalo.
Os brasileiros, segundo Rodriguez, são “reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de ‘revolução cultural gramsciana’, com toda a coorte de invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero” etc etc.
Resenhou o livro “Educação física e regime militar: Uma guerra contra o marxismo cultural”, picaretagem que alega, entre outras coisas, que “o esporte-educacional, como aquele observado nos anos de 1964 a 1985, aparece claramente com o notável intuito de formar a juventude brasileira por meio de valores supremos”.
Ambos são seguidores e indicações do “filósofo” Olavo de Carvalho, general dessa guerra contra o que ele definiu numa coluna seminal (sic) no Globo, de 2002, como “uma nova escola” que quer destruir o Ocidente.
Ela tem “influência predominante nas universidades, na mídia, no show business e nos meios editoriais”. A esquerda, mais especificamente os governos petistas, tornou-se seu arauto.
Tanto Jair quanto seus filhos papagueiam tio Olavo repetindo essa expressão sempre que julgam necessário parecer, inutilmente, inteligentes.
É um bicho papão da extrema direita no mundo.
No New York Times, Samuel Moyn, professor de Direito e História da Universidade de Yale, nos EUA, resumiu o conceito como “um meme de 100 anos de idade”, com “uma história longa e tóxica”.
“Nada disso realmente existe”, afirma, numa excelente análise.
“Mas é cada vez mais popular acusar os efeitos nefastos do marxismo cultural na sociedade – e sonhar com seu violento extermínio.”
Moyn associa essa tese paranoica ao antissemitismo.
Bolsonaro e o futuro chanceler Ernesto Araújo | Sérgio Lima/AFP

Lembra que Anders Breivik, o neonazi terrorista que matou 77 e feriu 51 num acampamento do Partido dos Trabalhadores norueguês, na ilha de Utøya, em 2011, justificou a barbárie mencionando o marxismo cultural, ameaça à “cristandade” moderna.
Destaco alguns trechos para entender em que buraco a inteligentsia bolsonaro-olavista quer atirar o Brasil:
Originalmente uma contribuição americana para a fantasmagoria do alt-right, o medo do “marxismo cultural” vem se infiltrando há anos através de esgotos globais de ódio. (…)
Em junho, Ron Paul tuitou um meme racista que empregou a frase. No Twitter, o filho de Jair Bolsonaro, o recém-eleito homem forte do Brasil, gabou-se de conhecer Steve Bannon e unir forças para derrotar o “marxismo cultural”. (…)
O “marxismo cultural” também é um dos temas favoritos do Gab, a rede de mídia social em que Robert Bowers, o homem acusado de matar 11 pessoas em uma sinagoga em Pittsburgh no mês passado, passou algum tempo. (…)
Em seu manifesto de 1 500 páginas, o norueguês de direita Anders Breivik, que matou 77 pessoas em 2011, invocou o “marxismo cultural”. Repetidamente. “Ele quer mudar o comportamento, o pensamento e até as palavras que usamos”, escreveu. “Até certo ponto, já o fez.”
De acordo com seus oponentes ilusórios, “marxistas culturais” são uma aliança profana de aborteiros, feministas, globalistas, homossexuais, intelectuais e socialistas que traduziram a velha campanha esquerdista para levar os privilégios das pessoas da “luta de classes” à “política de identidade”. (…)
Alguns dos teóricos da conspiração que traçam as origens do “marxismo cultural” atribuem um significado desproporcional à Escola de Frankfurt. (…)
Muitos membros da Escola de Frankfurt fugiram do nazismo e foram para os Estados Unidos, onde supostamente carregavam o vírus do marxismo cultural para a América.
O discurso mais amplo em torno do marxismo cultural hoje se assemelha a uma versão do mito do “bolchevismo judeu” atualizada para uma nova era.
Nos anos após a Revolução Russa, os fantasistas aproveitaram o fato de que muitos dos seus instigadores eram judeus para sugerir que as pessoas poderiam economizar tempo equiparando o judaísmo ao comunismo – e matar ambos com um único golpe. (…)
A defesa do Ocidente em nome da “ordem” e contra o “caos” é um assunto antigo que se apresenta como um novo insight. Isso levou a danos graves no último século. (…)
Esse “marxismo cultural” é uma calúnia grosseira, referindo-se a algo que não existe, mas infelizmente não significa que pessoas reais não vão pagar o preço, como bodes expiatórios para apaziguar um sentimento crescente de raiva e ansiedade.
E, por essa razão, o “marxismo cultural” não é apenas um desvio triste de enquadrar queixas legítimas, mas também uma atração perigosa em um momento cada vez mais desequilibrado.

 
SlideShare Explorar Pesquisar Você • • Carregar • Entrar • Cadastre-se • • • Início • Tecnologia • Educação • Mais tópicos • Para carregadores • Introdução • • Dicas e truques • • Ferramentas Nenhuma nota no slide Prisões Políticas Do Estado Novo 1. 1. As prisões políticas do Estado Novo 2. 2. O Carácter Repressivo do Estado Novo
3. 3.
4. 4.
5. 5. As Prisões Politicas do Regime 6. 6. Prisão do Aljube Prisão de Caxias Prisão de Peniche Prisão da PIDE no Porto 7. 7. A Prisão de Peniche
8. 8. Presos de Peniche
Francisco Martins Rodrigues Álvaro Cunhal Jaime Serra Joaquim Gomes 9. 9. A Fuga de Peniche – episódio insólito
10. 10.
Desenho de Álvaro Cunhal 11. 11.
12. 12.
13. 14. Álvaro Cunhal
14. 15.
15. 16. Desenhos da prisão de Álvaro Cunhal 16. 17. Peniche no dia da Libertação
17. 18. A prisão de Aljube
18. 19. Presos do Aljube António Borges Coelho José Manuel Tengarrinha Urbano Tavares Rodrigues Miguel Torga 19. 20. José Medeiros Ferreira Vasco Granja Carlos Brito Luís de Sttau Monteiro 20. 21.
Miguel Torga 21. 22.
Luís de Sttau Monteiro 22. 23.
23. 24. A prisão de Caxias
24. 25. Presos de Caxias
25. 26. «Podem traçar meu corpo à chicotada Podem calar meu grito enrouquecido Para viver de alma ajoelhada Vale bem mais morrer de rosto erguido.» 26. 27. Fuga de Caxias
27. 28.
28. 29. Presa em Caxias … 29. 30. Maria Eugénia Varela Gomes
1950 - Faz serviço social no Bairro da Boavista, em Lisboa, onde contacta com os meios mais miseráveis dos bairros de lata. 30. 31.
31. 32.
32. 33.
revolta contra o regime salazarista. As reuniões conspiratórias ocorriam na Sé de Lisboa, com o conhecimento do pároco, o padre Perestrelo de Vasconcelos. Depois de julgados e presos, os implicados são repartidos por Caxias, Aljube, Trafaria e Elvas. 33. 34. 1962 - É raptada e presa pela PIDE, por alegado envolvimento no golpe de Beja . Nova revolta, visando o derrube de Salazar, dirigido pelo Capitão Varela Gomes (sector militar) e por Manuel Serra (sector civil). Tentativa frustrada de tomada do Quartel de Beja 34. 35. É mantida isolada desde Janeiro até Abril, na prisão de Caxias. É submetida à tortura do sono. 35. 36.
36. 37. « Não participei nem na preparação nem no assalto ao Quartel de Beja, mas estou de alma e coração com o meu marido e os companheiros dele». 37. 38.
38. 39. 1974 - Após o 25 de Abril, trabalha com advogados e membros da CNSPP na libertação dos presos políticos, bem como na posterior remodelação desta organização. 39. 40. 2003 – É publicada a obra: M. Eugénia Varela Gomes - Contra Ventos e Marés , uma biografia sob a forma de entrevista, conduzida por Maria Manuela Cruzeiro, do Centro de Documentação 25 de Abril da U. de Coimbra 40. 41. Caxias no dia da libertação 41. 43. O Campo da Morte do Tarrafal 42. 45.
43. 46.
44. 47.
Grupo de prisioneiros do Tarrafal 45. 48.
46. 49. Cela da Morte Lenta Posto de socorros
47. 50. Vista aérea do Campo do Tarrafal 48. 51.
49. 52. Testemunhos do Tarrafal
50. 53.
«E muitos morreram e lá ficaram no cemitério que tão perto estava do Campo» 51. 54.
52. 55. Presos do Tarrafal
53. 56. Bento Gonçalves
54. 57. Sérgio Vilarigues
55. 58. A “Frigideira”
56. 59.
57. 60.
58. 61. Presos Políticos que morreram no Tarrafal
59. 62.
60. 63. Extinção do Tarrafal
61. 64. O Museu da Resistência
62. 65. O Fim da Ditadura
63. 66. A Revolução de Abril 64. 67. Bibliografia
65. 68. Bibliografia
66. 69.
67. 70.
68. 71. Trabalho Realizado por:
Recomendadas • Entrepreneurship Fundamentals • Coaching and Developing Employees • Leadership Fundamentals • O aparelho repressivo do Estado Novo Laboratório de História • Salazar e o Estado- Novo bandeirolas • O Estado Novo Rainha Maga • Presos políticos João Camacho • Pide Sílvia Mendonça • O Estado Novo Rui Neto • Oposiçao a ditadura Frederico • English • Español • Português • Français • Deutsch • Sobre nós • Desenvolvedores e API • Blog • Termos • Privacidade • Direitos Autorais • Suporte

2018-11-20

 

Bolsonaro, o submisso - perante Trump


Artigo de Gleisi Hoffmann, senadora e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores no jornal digital brasileiro BRASIL 247 em 19 de Novembro de 2018  
****
O governo de Jair Bolsonaro ainda nem começou e o povo brasileiro já está sentindo os efeitos de sua total subserviência aos Estados Unidos. Foi de lá, do Conselho de Segurança Nacional, presidido pelo ultrarreacionário John Bolton, que partiu o único elogio oficial ao rompimento do acordo para a participação de médicos cubanos no programa Mais Médicos. 

Bolsonaro praticamente expulsou os 8.500 médicos cubanos, que atendem quase 30 milhões de brasileiros em localidades mais pobres e remotas, fazendo exigências descabidas e ofendendo esses colaboradores voluntários, que vão aonde os médicos brasileiros não estão presentes. São quase 3 mil municípios prejudicados pela arrogância, pela ignorância e pelo preconceito ideológico. 

A crise do Mais Médicos é o primeiro sintoma do que pode acontecer ao Brasil em um governo totalmente submisso ao Departamento de Estado dos EUA. Por trás de sua retórica falsamente nacionalista está um “entreguismo” nunca visto na história do Brasil. Esse agachamento do país se revela nas escolhas que ele faz para postos estratégicos do futuro governo. O futuro chanceler Ernesto Araújo é um adorador de Donald Trump, sem nenhum preparo para conduzir nossa política externa. Foi uma escolha que contraria a rica tradição diplomática do Itamaraty. A exemplo de seu chefe, Araújo não desceu do palanque. Ao invés de cuidar do país, faz ataques levianos ao PT nas redes sociais, ofendendo diplomatas de estatura mundial, como o ex-chanceler Celso Amorim. Só um irresponsável diria que vai investigar “possíveis falcatruas” que ele sabe que não existem. 

Mas não é só no Itamaraty que as escolhas de Bolsonaro colocam o Brasil em posição humilhante. O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, operou a Lava Jato com procuradores aliciados pelo Departamento de Justiça dos EUA, com claros interesses sobre o mercado e a economia do Brasil. 

O futuro presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, defende a privatização da estatal, o que só interessa aos estrangeiros. Sem falar do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que pensa até em vender o Banco do Brasil ao Bank of America. Faz jus aos Chicago Boys. 

Nos governos do PT, construímos uma política externa ativa e altiva, que levou o Brasil a ser respeitado mundialmente. Multiplicámos por quatro o comércio exterior, ampliando as transações com a América Latina, com os BRICS, com o Oriente Médio e a África, sem reduzir o volume de comércio com a Europa e os EUA. E isso foi possível porque não falávamos grosso com a Bolívia nem falávamos fino com os Estados Unidos. Como diz o presidente Lula, ninguém respeita quem não se dá ao respeito. 

Diferentemente de Bolsonaro, que nos acusa de ter ideologizado a política externa, nenhum presidente ou chanceler do PT beijou a bandeira dos Estados Unidos como fez o candidato eleito. Nossa bandeira é a do Brasil, de um Brasil de todos e para todos, que defende a democracia, a convivência pacífica entre os povos, a integração latino-americana, a cooperação com a África e o diálogo multilateral entre os países. E é, principalmente, a bandeira de um Brasil soberano, trabalhando pelo nosso povo e pela paz mundial.

Etiquetas: , ,


2018-11-14

 

CUBA ABANDONA O PROGRAMA MAIS MÉDICOS, EM PROTESTO CONTRA BOLSONARO

Etiquetas: , ,


2018-11-06

 

MARIA CALLAS - " Norma: Casta Diva"

Farto de Bolsonaros, Trumps e outros que tais, ofereço-vos a insuperável MARIA CALLAS. Sei que houve outras divas do "bel canto" mas Callas... há que ouvi-la.
Deixo-vo-la aqui com esta belíssima ária, CASTA DIVA, da NORMA de Bellini.
" Norma es una de las cumbres del bel canto romántico y uno de los papeles más difíciles de todo el repertorio lírico del belcanto romántico y Casta Diva fue su aria emblemática"

Etiquetas: , , ,


2018-11-05

 

Empresas pagam campanhas de "fake news" na eleição do PR do Brasil

Segundo a FOLHA de S. Paulo as empresas que foram contratadas para espalhar fake news na campanha eleitoral para PR no Brasil, por milhões de utilizadores das redes sociais e em especial de WatsApp são a Kickmobile Yacows  Croc Services e SMS Market. Toda a informação aqui no link para a Gazetaonline  


Etiquetas: , ,


2018-11-02

 

Assine a Petição da AVAAZ - pela LIBERDADE e pela DEMOCRACIA


Um fascista que quer destruir a Amazônia é agora o presidente do Brasil - graças às empresas que gastaram ilegalmente milhões para inundar o WhatsApp com fake news que o beneficiavam. Podemos garantir que isso nunca mais aconteça, nos unindo para exigir que Zuckerberg faça uma faxina nas suas redes sociais antes que políticos desse tipo causem mais danos:
É necessário que   O WhatsApp,   aplicativo de mensagens do Facebook, deixe de ser um perigoso veículo de fake newsao serviço de interesses inconfessáveis, usado impunemente para desinformar. Assinei a petição

Mensagem de Ricken Patel - Avaaz  que recebi hoje. assinam: "Com esperança, Ricken, Christoph, Fadi, Emma, Alice, Rosa, e todo o time da Avaaz."


assine agora

Um fascista que quer destruir a Amazônia é agora o presidente do Brasil - graças às empresas que gastaram ilegalmente milhões para inundar o WhatsApp com fake news que o beneficiavam. Podemos garantir que isso nunca mais aconteça, nos unindo para exigir que Zuckerberg faça uma faxina nas suas redes sociais antes que políticos desse tipo causem mais danos:
Queridos amigos e amigas,

É aterrorizante: o recém-eleito presidente do Brasil quer destruir a Amazônia, ameaçou matar 30 mil "esquerdistas" e elogiou ditaduras. E, a pouco tempo atrás, quase ninguém queria votar nele. Como isso pôde acontecer?!

O WhatsApp, aplicativo de mensagens do Facebook.

O dono dessa ferramenta, Mark Zuckerberg, não fez nada enquanto empresas ricas gastavam ilegalmente milhões para inundar a plataforma de mensagens com fake news e discurso de ódio -- até que o país confiasse mais em um fascista obscuro do que em qualquer outra pessoa.

Zuckerberg poderia ter impedido tudo isso no ínício e informado os usuários. Mas não o fez. Agora, precisamos usar esse momento para expor o Facebook e fazer com que eles assumam a responsabilidade pelas fake news e pela propagação do ódio nas suas plataformas. Precisamos acabar com isso antes que mais políticos como o futuro presidente do Brasil tomem controle das nossas democracias:

Clique para exigir uma limpeza em nossas redes sociais

O WhatsApp é um paraíso para as fake news: é totalmente criptografado e ninguém sabe o que acontece ali. No Brasil, somente depois que milhões de notícias com conteúdo falso se espalharam que os jornalistas começaram a perceber! Mas há uma saída: convencer o WhatsApp a introduzir filtros de fake news que possam ser ativados pelos usuários, alertando-os sobre potenciais fontes de desinformação.

Para que isso funcione, a plataforma vai precisar permitir que os usuários tornem a criptografia opcional, uma solução que poderia proteger tanto as nossas democracias quanto a nossa privacidade.

A quantidade de notícias falsas atualmente se espalhando em todas as nossas redes sociais está criando uma crise global. No Facebook, ainda há milhões de contas falsas. Já o Youtube tem 2 bilhões de usuários que passam quase 1h do dia assistindo vídeos -- mas pesquisadores dizem que o algorítimo do site leva as pessoas a assistir conteúdo extremista, racista e malicioso.

Por isso nosso movimento está contra-atacando e exigindo que as plataformas de redes sociais, começando pelo WhatsApp, se posicionem em defesa dos cidadãos, das democracias e das informações verdadeiras.

Clique abaixo para assinar -- antes que mais fascistas usem as redes sociais para nos colocar uns contra os outros.

Clique para exigir uma limpeza em nossas redes sociais
A Avaaz está lutando contra as notícias falsas e a desinformação em todo o mundo. No Brasil, nosso grupo de combate às fake news expôs uma das maiores redes de desinformação do país e conseguiu derrubá-la. Mas foi muito pouco, e muito tarde. Os algoritmos das redes sociais têm grande poder sobre nossas sociedades, e eles estão nos envenenando à força nesse mesmo instante. Em nome de tudo que amamos, precisamos limpá-los antes que seja tarde demais.

Com esperança,

Ricken, Christoph, Fadi, Emma, Alice, Rosa, e todo o time da Avaaz.

MAIS INFORMAÇÕES:

Maior rede Pró-Bolsonaro do Facebook é excluída após denúncia do Estado (Estadão)
https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,maior-rede-pro-bolsonaro-do-facebook-e-excluida-apos-denuncia-do-estado,70002558430

Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp (Folha de São Paulo)
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/empresarios-bancam-campanha-contra-o-pt-pelo-whatsapp.shtml

PF vai apurar registros de envio por WhatsApp apagados por campanha do PSL (UOL)
https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/10/29/pf-registros-apagados-envio-whatsapp.htm

O governo de Bolsonaro tem tudo para ser uma catástrofe para o meio ambiente (Vice)
https://www.vice.com/pt_br/article/wj938w/o-governo-de-bolsonaro-seria-uma-catastrofe-para-o-meio-ambiente

Os três tipos de usuários do WhatsApp que irão eleger Jair Bolsonaro no Brasil (The Guardian - Em inglês)
https://www.theguardian.com/world/2018/oct/25/brazil-president-jair-bolsonaro-whatsapp-fake-news

Etiquetas: , , ,


This page is powered by Blogger. Isn't yours?