.comment-link {margin-left:.6em;}

2017-10-04

 

Ondas Gravitacionais

Para se entender melhor o que ocorre por aí, Einstein, em 1915 "inventou", "descobriu" as ondas gravitacionais. Explicou-nos que para melhor entendermos a realidade, o mundo, o universo, nós próprios, temos de admitir a existência de ondas gravíticas. Isto só não foi um escândalo de todo o tamanho porque era o sábio dos sábios a dizê-lo. Mas muitos físicos mostraram-se cépticos. Nós, o "Zé Povinho", nem sabíamos de que estava ele a falar. Passaram-se anos e anos, 100 anos e a dúvida persistia. Não será apenas um belo conceito necessário numa teoria notabilíssima? 
Ver para crer! como S. Tomé. E pois... estão aí, não apenas um mas três gloriosos físicos, Kip Thorne, Rainer Weiss, Barry C. Barish ganham o prémio Nobel porque pela primeira vez "viram" e comprovaram que afinal essas tão psicadélicas ondas gravitacionais que EINSTEIN, a golpes de prestidigitação, disse existirem existem mesmo. Registaram em sofisticadíssimas aparelhagens um tremelic ou, em conversa de sábios, uma ondulação no espaço-tempo emitido pelo choque e fusão de dois "buracos negros" que estão longe longe, para "além da Taprobana". Estão à distância de 1.300 milhões de anos-luz.  
Mas que distância é esta? É a distância que a luz, que viaja a 300 mil kms por segundo, percorre durante 1.300 milhões de anos. Dá para entender? Fui fazer as contas para saber a quantos kms estão estes "buracos negros".

Em valores aproximados temos: 1 ano= 365 dias= (365*24)h= 8.760 h = 8760*60*60 segundos = 31.536.000 seg. Então a luz durante um ano percorre a distância de 31.536.000 x 300.000 kms e durante mil e trezentos milhões de anos percorre uma distância aproximada de 12.300.000.000.000.000.000.000 ou seja 12,3 x 10 elevado a 21, kms se as contas, feitas no joelho, não estão erradas.  Ou seja 12,3 mil milhões de biliões, na nomenclatura portuguesa e europeia que denomina 1 bilião como 1milhão de milhões.

Etiquetas: ,


 

Trump o evangélico


Trump reza com os líderes evangélicos para mostrar ao "bom povo americano" que é tão crédulo, supersticioso e ignorante quanto ele e que assim, com rezas, está a tentar amansar o furacão Harvey que devasta o Texas, em 26/27 de Agosto de 2017. 
O deus a que o ignorante Trump obedece é o deus Dinheiro mas este aconselha-o a fingir perante o informou-o que junto dos líderes evangélicos não necessita fingir que acredita nas suas patranhas porque eles também não acreditam. É apenas uma necessidade para poder tirar a lã às ovelhas do rebanho mantendo-as mansas.
Dá-nos pena porque a América sede do império e que vive à custa do saque de quase todo o mundo, também contém o que de melhor há entre os homens.
Vemos e desacreditamos. 


Etiquetas: , ,


2017-08-03

 

O futuro da Venezuela está em jogo

A informação que temos sobre o que se passa na Venezuela é na sua quase totalidade a que é determinada pelos interesses imperiais dos EUA e dos governos da UE a eles subordinados. De modo que para contrabalançar, mesmo que minimamente, tanta desinformação interessada ou temerosa, deixo aqui este artigo de Igor Fuser (doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC) e integrante do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI). —                                                                         publicado em 30/07/2017   aqui 
 (Imagens: mapa da Venezuela, Simão Bolívar, manifestação de 3 milhões em Caracas de apoio a Maduro em 11/04/2013 , turbulência nas ruas contra Maduro)
_____________________
"Chega a ser surreal. Em nome da “democracia”, governos de diversos países – entre eles, Estados Unidos, México, Colômbia e Panamá, além, é claro, dos golpistas brasileiros –, acompanhados pelas empresas de comunicação social mais influentes do mundo, se mobilizam contra a eleição de uma Assembleia Constituinte convocada com garantias à ampla participação da cidadania e ao pleno exercício das liberdades políticas, de acordo com a Constituição em vigor.
Esses supostos guardiães da liberdade mantêm silêncio sepulcral diante da ofensiva terrorista das milícias opositoras, que já causaram 110 mortes. Nos últimos dois meses, grupos de jovens sob o comando dos setores mais extremistas da oposição – em especial, o partido Vontade Popular, liderado por Leopoldo Lopez – desfecharam centenas de ataques contra pessoas identificadas como apoiantes do governo e contra o património público, com o objetivo de criar um cenário de caos a ponto de inviabilizar a votação da Constituinte neste dia 30 de julho.
Centenas de prédios e equipamentos públicos foram depredados e, em alguns casos, incendiados. Entre eles estão onibus, centros de abastecimento popular, postos de saúde, delegacias de polícia, escolas, quartéis, escritórios ou agências de instituições estatais como a Misión Vivienda (o equivalente ao programa Minha Casa, Minha Vida).
A divulgação desses factos, presentes na realidade quotidiana da Venezuela desde a convocação da Constituinte pelo presidente Nicolás Maduro, em 1º de maio, é sistematicamente sonegada aos leitores, ouvintes e telespectadores dos media que manipulam a quase totalidade daquilo que se faz passar por informação, no mundo inteiro. Em qualquer outro lugar do planeta, tais ações violentas seriam definidas como terrorismo, mas no caso da Venezuela os responsáveis por esses crimes são louvados pelos jornalistas estrangeiros como se fossem manifestantes “pacíficos”.

As mortes são atribuídas, de forma desonesta, às forças de segurança, quando se sabe perfeitamente, a partir do apuramento das circunstâncias em que morreu cada uma das pessoas atingidas pela onda de violência, que mais de 60% dos casos fatais resultaram da ação dos grupos opositores, que usam armas de fogo e adotaram, entre outras práticas, a de incendiar pessoas identificadas com o chavismo. Nos incidentes em que a ação policial resultou em morte ou ferimentos, os envolvidos estão presos e respondem a processos judiciais (há ainda episódios em que não se conseguiu identificar os responsáveis).
A manipulação da opinião pública pela comunicação social vai muito além da ideologia – o viés classista que impregna permanentemente os conteúdos de modo a conformar uma visão de mundo coerente com os interesses das classes dominantes no capitalismo global. O que está em curso, no tocante à Venezuela, é uma campanha em que as empresas de comunicação se empenham, conscientemente, numa operação política, conduzida a partir de Washington, para depor o governo de Maduro e substituí-lo por autoridades alinhadas com os interesses da burguesia local e do imperialismo dos Estados Unidos.
O sucesso ou fracasso dessa estratégia golpista depende, em grande medida, dos acontecimentos deste domingo e, em particular, da maior ou menor afluência às urnas para a escolha da nova Constituinte. Um índice baixo de votação agravará a crise política, fragilizando o governo diante da campanha desestabilizadora e dos atores internos e externos nela envolvidos. Já uma participação expressiva dos cidadãos reforçará a legitimidade do governo e criará um firme alicerce para a instalação de uma Constituinte capaz de enfrentar o impasse político e as gravíssimas dificuldades económicas.
Não é exagero afirmar que a Venezuela vive um dos dias mais cruciais de sua história. O apelo às urnas para eleger uma Constituinte põe em jogo o futuro da Revolução Bolivariana, como foi chamado o amplo projeto de mudança política e social iniciado com a eleição de Hugo Chávez à presidência da Venezuela, em dezembro de 1998. Em quinze anos à frente do governo, Chávez inverteu as prioridades do Estado, ao afastar do poder as tradicionais elites económicas ligadas aos interesses externos. A maior parte da renda do petróleo passou a ser aplicada em benefício da maioria desfavorecida. Milhões de venezuelanos ganharam acesso a serviços de saúde adequados, por meio de uma rede imensa de postos de atendimento instalados nas áreas mais pobres e operados por médicos e outros profissionais cubanos, a Misión Barrio Adentro.

O analfabetismo foi erradicado e a rede de ensino público em todos os níveis, inclusive o universitário, ampliou-se em tal escala que hoje a Venezuela é o país do mundo com mais estudantes no ensino superior, em proporção ao número de seus habitantesPara enfrentar o défice habitacional, já foram entregues mais de 
1,7 milhão de moradias a famílias de baixa renda, mediante pagamentos simbólicos, compatíveis com sua condição económica.
Os idosos conquistaram o direito a uma reforma digna, os salários reais elevaram-se significativamente e a participação popular nas decisões sobre gastos públicos tornou -se prática quotidiana em milhares de conselhos comunitários espalhados pelo país inteiro. Tudo isso, em um contexto de plena democracia. A imprensa funciona livremente e em nenhum outro país do mundo se realizaram tantas eleições e consultas à população.

Todas essas conquistas (e muitas mais) estão ameaçadas no cenário de incerteza política que envolve a eleição da Constituinte. Em quase duas décadas de chavismo, a Revolução Bolivariana superou todas as tentativas das elites dominantes de recuperar seus privilégios, por meios legais e ilegais.
Nas urnas, o chavismo saiu vencedor em quase todas as ocasiões. A via golpista foi derrotada em 2002, quando a direita política, apoiada por uma parcela das Forças Armadas e pelo aparato mediático, tomou de assalto o palácio de Miraflores, sob a benção dos EUA, e chegou a levar preso o presidente Chávez. Mas o golpe fracassou diante da resistência da população mais pobre e da lealdade da maioria dos militares, e Chávez regressou à presidência em apenas três dias, nos braços do povo.
A morte do presidente, em 2013, e a queda dos preços do petróleo – produto do qual a economia do país é altamente dependente desde o início do século passado – encorajaram os opositores de dentro e de fora da Venezuela. Para a elite dominante dos EUA, é inaceitável a consolidação de um governo de esquerda na América do Sul (seu tradicional “quintal”) comprometido com a soberania nacional, o controle estatal dos recursos naturais e a aplicação de políticas públicas voltadas para a superação das desigualdades sociais, na contramão do neoliberalismo.
Intensificou-se então a chamada “guerra económica”, ou seja, a utilização dos recursos de poder à disposição da burguesia venezuelana para provocar a inflação dos preços, a crise cambial e escassez de mercadorias essenciais, como alimentos, remédios e peças de reposição para automóveis. A sabotagem empresarial somou-se às dificuldades decorrentes da redução da renda do petróleo e aos graves erros de gestão governamental para gerar uma situação de crescente desconforto entre a população, angustiada com a alta dos preços e com as longas horas de fila necessárias para conseguir os produtos básicos do dia a dia.
Nesse cenário, a oposição reunida na Mesa de Unidade Democrática (MUD) alcançou, em dezembro de 2015, a sua primeira vitória eleitoral, ao obter 56% dos votos para a Assembleia Nacional, o parlamento venezuelano, o que (pelo sistema de voto distrital) representou a conquista de quase dois terços das cadeiras. Se os líderes da MUD estivessem dispostos a atuar de acordo com as regras do jogo democrático, usariam o domínio do Legislativo para impulsionar suas próprias propostas de superação da crise, acumulando forças para disputar, com chances, as eleições presidenciais de 2019. Mas, sem nada de concreto a propor, optaram pelo caminho insurrecional, de olho na conquista imediata do poder.
Essa aventura já tinha sido tentada em 2014, com a ofensiva de ações violentas denominada por eles como “A Saída”, que fracassou após deixar o saldo trágico de 43 mortes e danos materiais incalculáveis. Agora, diante do cenário económico desfavorável, a direita se sente mais fortalecida, e a disposição de Washington em intervir na política interna venezuelana mostra-se mais efetiva.
O Legislativo declarou guerra ao Executivo e foi colocado fora da lei pelo Judiciário, diante da recusa da liderança da MUD em aceitar a impugnação de três deputados por conta de fraudes na eleição de 2015. O avanço das forças de direita em dois países vizinhos, Argentina e Brasil, viabilizou uma ofensiva diplomática para isolar a Venezuela e fragilizar ainda mais o seu governo. Enquanto isso, no plano interno, a guerra económica atingiu o auge com a recusa de grande parte das empresas privadas em produzir, o que agravou o problema do abastecimento.
Contra ventos e marés, a Revolução Bolivariana resiste. Uma parcela significativa da população mantém sua fidelidade ao chavismo, consciente do terrível retrocesso político e social que significaria a derrubada do governo de Maduro e a tomada do poder por uma elite fascista, violenta, com sangue nos olhos, sedenta por vingança e pela recuperação dos privilégios perdidos. No plano externo, a ação concertada dos lacaios de Washingtoncomo o argentino Mauricio Macri, o brasileiro Michel Temer e o mexicano Enrique Peña Nieto, fracassou até agora na tentativa de excluir a Venezuela do Mercosul e de aprovar, na Organização dos Estados Americanos (OEA), alguma resolução que signifique carta branca ao golpismo e à intervenção estrangeira.
As bases populares do chavismo estão mobilizadas no enfrentamento à crise econômica, articulando os Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAPs), até agora bem-sucedidos em fornecer a milhões de famílias mais necessitadas uma cesta de alimentos básicos vendidos a preços justos, evitando um colapso humanitário. E as Forças Armadas permanecem leais à Constituição, rejeitando a tentação do golpismo.

proposta da Constituinte surgiu, nesse contexto, como meio de encontrar uma solução pacífica, democrática, em que o verdadeiro soberano – o povo – possa assumir em suas próprias mãos o controle das instituições políticas e definir os caminhos do futuro. É uma tentativa legítima, rigorosamente fundamentada na Constituição, de preservar os avanços sociais da Revolução Bolivariana e de impedir que a atual situação de confronto político degenere em uma guerra civil que, certamente, seria acompanhada de intervenção estrangeira direta. Se vai dar certo, ninguém sabe. "

2017-07-15

 

Tomada da Bastilha - 14 de Julho de 2017



A French army marching band medleys Daft Punk at the end of the Bastille Day parade on Friday. Donald Trump looks somewhat bemused as they perform Get Lucky and some of the group’s other hits. French president Emmanuel Macron smiles as other dignitaries clap and dance along

OU AQUI: https://youtu.be/vhQkku7jLfo 

2017-07-14

 

Paula Rego: Histórias e Segredos de 12 Jul 2017 - RTP Play - RTP

Paula Rego: Histórias e Segredos de 12 Jul 2017 - RTP Play - RTP

2017-07-06

 

Morar em Portugal


http://bit.ly/2tAPt4C

2017-04-20

 

Vou tentar falar sem dizer nada



Vou tentar falar sem dizer nada - canção do Grupo Outubro de crítica ao nacional-cançonetismo festivaleiro para adormecer os ouvintes

VOU TENTAR FALAR SEM DIZER NADA – canção do Grupo Outubro ( do Carlos Alberto Moniz e da Maria do Amparo) que constitui uma crítica irónica às canções típicas dos Festivais, e que passam diariamente nas rádios e Tvs e se destinam a «adormecer» e embrutecer os ouvintes.

VOU TENTAR FALAR SEM DIZER NADA

Eu vou tentar, prometo, que destes versos
Não saia uma canção mal comportada
Eu vou tentar não falar do que acontece     
Eu vou tentar falar sem dizer nada.

Não vou, por isso, falar da exploração     
Nem sequer do amor à Liberdade;
Da luta pela terra e pelo pão
E do apego à Paz da humanidade.

Vou tentar não falar do que acontece        
Vou tentar falar sem dizer nada

Vocês preferem que eu vos fale
De grilos a cantar e gambuzinos?
A vossa vontade será feita
Eu calarei a fome dos meninos.

Vocês preferem que eu vos cante
Sem vos lembrar os tiros e as facas?
A vossa vontade será feita
Eu calarei o frio das barracas.

Vou tentar não falar do que acontece
Vou tentar falar sem dizer nada

Vocês preferem que eu vos fale
Com um sorriso a iluminar-me as trombas?
A vossa vontade será feita
Eu calarei o estilhaçar das bombas.

Vocês vão gostar que eu não cante
A luta de nós todos todo o ano
A vossa vontade será feita
Não falarei do povo alentejano

Vou tentar não falar do que acontece
Vou tentar falar sem dizer nada

Não falarei do luxo e da miséria
Não falarei do vício e da canseira
Não falarei das damas, das mulheres
De tudo o que se passa à nossa beira

Não falarei do Amor, nem da Verdade
Nem do suor deixado no trigal;
Eu não ofenderei vossas excelências
Nem a civilização ocidental!

2017-04-12

 

Vamos atacar 7 países em 5 anos

VAMOS ATACAR 7 PAÍSES EM 5 ANOS !
Iraque, Líbano, Somália, Sudão, Síria, e por fim o Irão.
Corria o ano de 2002 e a decisão do Pentágono e da Casa Branca era Top Secret.:
A revelação é de Wesley Clark, general norte-americano na reserva, comandante supremo da NATO de 1997 a 2000,
A revelação é feita num discurso em 3 de Outubro de 2007 no Commonwealth Club of California, em S. Francisco e em entrevista de que o Youtube oferece vídeos com extractos maiores ou menores legendados em espanhol, francês, alemão, ou em Português como este aqui de apenas de 3 minutos.
Surpreendente e premonitório.
Diz o general Wesley Clark: pouco depois do 11 de Setembro fui ao Pentágono para falar com o Secretário de Estado da Defesa, Rumsfeld e quando descia do gabinete um general com quem trabalhei chamou-me: está com certeza a par dos planos para o Iraque – não estava - puxou de um relatório secreto e disse-me vamos atacar o Iraque. E sabe as razões? Perguntei-lhe. Não. Aqui em baixo não sabemos nada. Mas têm informações que liguem Sadam ao 11 de Setembro? Interroguei. Não. Nenhumas.
Seis semanas depois, noutra ida ao Pentágono, Clark interrogou o colega: - Então mantêm-se o plano de ataque ao Iraque?
 - Sabe!?, É muito pior - e mostra-lhe um documento "Top Secret", do Secretário de Estado da Defesa - vamos no Médio Oriente atacar e derrubar os governos de 7 países em 5 anos. E enumerou-os. (Os acima referidos)
- Andei umas semanas sem conseguir encaixar isto - afirma W.Clark. E lembrei-me então de uma reunião nos anos 90 em que Paul Wolfowitz [ o ideólogo ultra-conservador autor da política externa de W. Bush, e da invasão do Iraque] me afirmara: temos 5 ou 10 anos para tratar de todos estes regimes “devotados” à ex-União Soviética, Síria, Iraque, Irão...
Wesley Clark afirma, no discurso, que um grupo, tomou conta do país [dos EUA] e fez um “golpe de estado político”. Referia-se ao pessoal de W.Bush, ao seu “vice-presidente, Dick Cheney, ao Secretário de Estado da Defesa, Donald Rumsfelf, ao vice- Secretário de Estado da Defesa Wolfowitz e mais meia dúzia” . Concluía "é o petróleo e o gás. Os interesses do império. E indignava-se com W.Bush: “Fez tudo o contrário do que prometera na campanha eleitoral. O país foi informado deste plano? Houve debate público?”
Notas: Ataque ao Iraque 2004, ao Líbano, 2006 (Israel), à Líbia 2011 (EUA, FRança e RU) quanto à Síria os planos estavam para 2013..
Vídeo de 3minutos, legendado em Português: http://youtu.be/sCDRWEpz5d8
O discurso do general Wesley Clark dura cerca de uma hora.
http://library.fora.tv/2007/…/03/Wesley_Clark_A_Time_to_Lead

 

O ataque norte-americano à Síria em 2017-04-04

Artigo de FRANCK MARGAIN  In “TRIBUNE” 
Conselheiro Regional d’Ile-de-France e vice presidente do Partido cristão-democrata, FRANCK MARGAIN trata os últimos acontecimentos que se desenrolaram na Síria. Ele foca a desinformação operada e a imprudência dos países ocidentais.
_______________
Esta semana após um ataque do exército sírio contra uma base islamita, imagens de civis mortos foram difundidas. Disseram-nos que tinham sido vítimas de um bombardeamento de gás de combate sarin. Disseram-nos mesmo que não havia nenhuma dúvida acerca do tipo de gás, e sobre o facto de que ele foi usado pelo exército. Na sequência disto os Estados Unidos desencadearam um bombardeamento sobre uma instalação militar síria com o apoio do governo francês
Tratava-se do cheiro característico do gás sarin. Mas o gás sarin é inodoro.
Hoje em França, somos uma população mais instruída, caracterizada por um espírito cartesiano. Quando nos dão uma informação não a tomamos pelo preço facial sem reflectir sobretudo quando ela pode pela sua natureza afectar o nosso destino nacional. …
Em primeiro lugar as imagens que são difundidas provêm de uma zona controlada pelos Jihadistas. Quem lhas deu e difundiu? Nos diversos testemunhos de socorristas repetiram-nos que se tratava do cheiro característico do gás sarin. Mas o gás sarin é inodoro! Então de que gás se tratava ? O Exército sírio está presentemente numa situação vitoriosa. E no combate em questão não há manifestamente nenhum interesse táctico na utilização de gás de combate. Porque terá ele decidido correr o risco de utilizar uma arma inútil, proibida, que ele mesmo oficialmente abandonou sob controlo internacional?
Actualmente em posição de força, qual seria o interesse do regime?

O governo sírio está em posição política de força. Reganhou o controlo dos principais pontos do seu território. É apoiado pela Rússia e a China. E esta semana as declarações americanas indicavam justamente que o seu derrubamento não era mais uma prioridade. Então porque iria ele fazer precisamente o que poderia enfraquecer na cena internacional? Não nos retruquem que é por estupidez. Quem poderia acreditar nem que por um instante que um sistema político que resistiu a uma guerra tão longa, tão poderosa, internacional, desencadeada contra si, seja estúpido?
Os mesmos que nos falam hoje de ataque químico, falaram-nos também em 2013. Na altura o presidente François Hollande queria também desencadear a sua guerrazinha. Mas os Estados Unidos tinham posto fim às suas veleidades de ir para a guerra revelando ao mundo a sua impotência. Depois, após investigação, revelou-se que eram os mercenários islamitas que tinham utilizado o gás. Então como acreditar neles hoje?
Ataques americanos desencadeados contra o direito internacional
Os ataques americanos tiveram lugar antes que uma investigação determinasse os factos. E foram desencadeados contra o direito internacional. Contudo François Hollande apoia-os e apela mesmo a prolongar esta acção
Na Síria não há senão dois campos os jihdistas e o regime Assad. Todos sabem que os “rebeldes moderados” são uma expressão da propaganda. Então derrubar o regime é colocar no poder o DAESH e similares. Por que apoia o governo socialista colocar os islamitas no poder?
A Síria tem um interesse geoestratégico vital para a Rússia ( base militar virada ao mar Mediterrâneo) É uma linha vermelha  cuja ultrapassagem poderá desencadear um incêndio generalizado. Qual é o interesse da França em atingir os interesses vitais da Rússia? A França e os Estados Unidos tem morto centenas de civis em Mossul. Em quê estas perdas civis são mais aceitáveis quando o alvo é o mesmo e o sofrimento é o mesmo?
Enfim não é estranho de constactar que os mesmo que nos apresentaram Trump como um odioso personagem durante meses, o louvem com uma satisfação mal disfarçada. Para passar do campo do mal para o campo do bem é suficiente lançar alguns mísseis, e matar de caminho alguns civis.

Reflitamos bem a tudo isto. E evitemos que nos façam embarcar nima guerra que nos possa precipitar e o mundo connosco num caos generalizado. Nós que temos a experiência de duas guerras mundiais não deixemos que se repita uma engrenagem do tipo arquiduque Franz Ferdinand. [Incidente que desencadeou a 1ª guerra mundial]

2017-04-05

 

Watch Hannah Arendt | Filme Completo in Entertainment  |  View More Free Videos Online at Veoh.com

2017-03-26

 

Os VISTOS H-1B - legislação laboral à moda do Tio Sam

- Fui chamado ao director e pensei: dada a minha dedicação e alta qualidade do meu trabalho vai promover-me!
- Olhe prepare-se – disse-me o director – o Sr vai ser despedido daqui a 3 meses. Mas neste meio- tempo além do seu trabalho tem de ministrar uma formação a quem o vem substituir de modo a desempenhar as funções com a mesma qualidade. E não me olhe com essa cara porque se não aceitar é despedido na mesma e perde o subsídio de desemprego.
O salário do técnico importado iria ser metade do salário do indignado entrevistado.
- E como reagiu você? - perguntava o entrevistador do canal - Fiquei para morrer. Estava a desempenhar as minhas funções de modo excelente e com o máximo empenho e ia ser corrido mas antes tinha de entregar os meus conhecimentos ao meu substituto, um técnico chegado da India. Senti-me humilhado, abusado!
- E sabia que era legal?
- Já tinha ouvido falar nesses vistos H-1B, achava ignóbil mas era como ouvir falar em raios e agora ser fulminado por um. Nunca pensei que me sucedesse a mim.
Através de outros entrevistados a CBS explicava: as grandes empresas com empregos de alta tecnologia descobriram que poderiam contratar técnicos estrangeiros por metade do salário e exerceram a sua influência no Congresso dos EUA que lhes aprontou esta lei conhecida pela lei dos “ Vistos H – 1 B “.
São passados em média nos EU 85 mil destes “vistos” por ano e cerca de 75% vão para indianos (inf da CBS, como toda a inf aqui expressa)   Foram então criadas empresas com sede nos EU e na Índia e outros países para a selecção de quadros com este fim: Visto H – 1B.
Por exemplo – continuava o entrevistador – a antiga directora de Segurança Nacional Janet Napolitano, agora presidente da universidade da Califórnia, foi alvo de grande protesto público quando “despediu 80 informáticos do centro médico” com base nos Vistos H – 1B.
Também foi entrevistado um estrangeiro empregado na base destes vistos. Ele dizia. Não sou o inimigo. Só procuro trabalho. Inimigo será quem fez a lei e as empresas americanas e indianas e outras que a usam. Vinha mascarado para não sofrer represálias.

Dado a indignação popular com legislação tão abusiva Donald Trump – informa a CBS – denunciou e verberou tal legislação durante a sua campanha eleitoral e terá conseguido com isso mais uns votos. Só não disse é que tinha usado precisamente estes "vistos" para “importar” mulheres modelo, estrangeiras, para a sua agência de modas de Nova York. 
__________________________
Entrevista e informação do canal de TV norte-americano CBS (reproduzido pelo “60 Minutos”, programa da SIC Notícias, de 2017-03-24 das 16,15 às 17h - repete Domingo 24:30Terça-feira 13:00)

Etiquetas:


2017-02-02

 

Assange revela email de Hillary Clinton

Julian Assange diz no vídeo que Hillary Clinton comunica num email que o Estado Islâmico é financiado pela Arábia Saudita e o Qatar (Os seus aliados preferidos na região.)

 

2016-12-28

 

O próximo governo de Trump


- Mike Pence Vice-presidente
 Governador do estado de Indiana é cristão evangélico. Em Março de 2015, assinou uma lei que permitia às empresas rejeitar trabalhadores com base na sua orientação sexual. Em 2000…defendeu a cura de homossexuais. É contra a interrupção voluntária da gravidez.
- Rex Tillerson Secretário de Estado
 De CEO da petrolífera Exxon Mobil, durante uma década vai chefiar a diplomacia norte-americana. Fortuna 365 milhões de dólares.
- Jeff Sessions Procurador-geral
 Racista. Quer medidas duras contra a imigração e rever os tratados comerciais. Património 7,4 milhões de dólares.
 - Steven Mnuchin Secretário do Tesouro
 17 anos de Goldman Sachs. É conhecido como “o rei das falências” e pela expulsão de milhares de proprietários das suas casas. Quer reduzir o IRC das empresas dos EUA de 35% para 15%.  Fortuna: 655 milhões de dólares.
 - Mike Pompeo Director da CIA
Do movimento ultraconservador Tea Party, um dos “falcões” do Partido Republicano. Defende a tortura pela CIA, designadamente o afogamento simulado. É também defensor da reversão do acordo alcançado sobre o programa nuclear iraniano.
 - Wilbur Ross Secretário do Comércio
 Tem 79 anos… Crítico dos acordos comerciais assinados pelos Estados Unidos. Fortuna de 2.900 milhões de dólares.
  - Betsy DeVos Secretária da Educação
 Advogada multimilionária, defensora da privatização do sector educativo, vai liderar a escola pública. O New York Times, diz que é alguém que quer recolocar a religião cristã no centro da actividade escolar. Em 2011, defendeu uma reforma para a educação enquanto forma de “evoluir para o reino de Deus”. Fortuna de 130 milhões de dólares.
- Rick Perry Secretário da Energia
 Ssecretário da Energia que queria extinguir o departamento que vai agora liderar. Fortuna de 1.300 milhões de dólares.
- James Mattis Secretário da Defesa
 Conhecido pelo “Cão raivoso”, alcunha de 2004, na sequência da batalha de Fallujah (uma das que provocou mais mortos e feridos), na sequência da invasão do Iraque em 2003. Em 2005 afirmou que “é divertido disparar contra algumas pessoas”
 - Steve Bannon Estratega-chefe
 John Weaver, escreveu a propósito de Bannon: "A direita racista e fascista está representada a poucos passos da Sala Oval."
O ex-CEO do Breitbart - site que fazia títulos como "Preferia que a sua filha fosse feminista ou tivesse cancro?" … O Klu Klux Klan [organização do crime racista] achou a escolha "excelente". Bannon é uma das caras da "alt-right", um movimento marcado pelo "nacionalismo branco", o racismo, a misoginia e o anti-semitismo. Não quer que as suas filhas andem numa escola com judeus.
- Scott Pruitt Chefe da Agência de Protecção Ambiental
É um homem dos petróleos e não crê que a intervenção humana tenha relação com as alterações climáticas.
Poderá colocar em causa o Acordo Climático alcançado em Paris.

- Tom Price Secretário da Saúde e Serviços Sociais
É contra a reforma de saúde (Obamacare) promovida por Barack Obama. Foi médico-cirurgião tendo defendido posições contra o aborto e o financiamento público de métodos contraceptivos.
Fortuna 18,7 milhões de dólares. 
- John Kelly Secretário do Departamento de Segurança Interna
General de quatro estrelas, retirado foi responsável pelo centro de detenção de Guantanamo e opôs-se ao seu encerramento. 
- Ryan Zinke Secretário do Interior
No Congresso votou sistematicamente contra questões de defesa ambiental em matérias relativas à extracção de carvão ou perfuração de petróleo e gás. 
- Andrew Puzder Secretário do Trabalho
Nas suas empresas seis em cada dez investigações revelou casos de violação de leis laborais.
Contra o aumento do salário mínimo e contra as regras de pagamento de horas extraordinárias, que não são actualizadas desde a década de 70. Inimigo do Obamacare e do subsídio de doença obrigatório, que considera ser um fardo muito grande para as empresas. Fortuna: 110 milhões de dólares. 
- Gary Cohn Presidente do Conselho Económico Nacional
Era director operacional na Goldman Sachs,
- Michael Flynn Conselheiro para a Segurança Nacional
General foi chefe dos serviços secretos (DIA). Pedia a prisão de Hilary Clinton. Islamofóbico, A revista New Yorker refere que o maior feito da sua carreira militar foi sobre a captura e morte de suspeitos de terrorismo em zonas de guerra. 


- Linda McMahon Administração das Pequenas Empresas
Milionária ligada à indústria do entretenimento. Linda McMahon tem uma fortuna avaliada em 1.400 milhões de dólares.


    _________________

              (Fonte aqui: Jornal de Negócios)

Etiquetas: , , ,


2016-12-26

 

VAMOS ATACAR 7 PAÍSES EM 5 ANOS - general ex-comandante Suprema da NATO

VAMOS ATACAR 7 PAÍSES EM 5 ANOS Iraque, Líbano, Somália, Líbia, Sudão, Síria, e por fim o Irão.
Corria o ano de 2002 e a decisão do Pentágono e da Casa Branca era Top Secret.:
A revelação é de Wesley Clark, general norte-americano na reserva, comandante supremo da NATO de 1997 a 2000,
A revelação é feita numa entrevista em 2 de Março ao Democracy Now e num discurso em 3 de Outubro de 2007 no Commonwealth Club of California, em S. Francisco de que o Youtube oferece vídeos com extractos maiores ou menores legendados em espanhol, francês, alemão, ou em Português como este aqui de cerca de 5 minutos.
Surpreendente e premonitório.
Diz o general Wesley Clark: pouco depois do 11 de Setembro fui ao Pentágono para falar com o Secretário de Estado da Defesa, Rumsfeld e quando descia do gabinete um general com quem trabalhei chamou-me: está com certeza a par dos planos para o Iraque – não estava - puxou de um relatório secreto e disse-me: vamos atacar o Iraque. E sabe as razões? Perguntei-lhe. Não. Aqui em baixo não sabemos nada. Mas têm informações que liguem Sadam ao 11 de Setembro? Interroguei. Não. Nenhumas.
Seis semanas depois, noutra ida ao Pentágono, Clark interrogou o colega: - Então mantêm-se o plano de ataque ao Iraque?
 - Sabe!?, É muito pior - e mostra-lhe um documento "Top Secret", do Secretário de Estado da Defesa - vamos no Médio Oriente atacar e derrubar os governos de 7 países em 5 anos. E enumerou-os. (Os acima referidos)
- Andei umas semanas sem conseguir encaixar isto - afirma W. Clark. E lembrei-me então de uma reunião nos anos 90 em que Paul Wolfowitz [ o ideólogo ultra-conservador autor da política externa de W. Bush, e da invasão do Iraque] me afirmara: temos 5 ou 10 anos para tratar de todos estes regimes “devotados” à ex-União Soviética, Síria, Iraque, Irão...
Wesley Clark afirma, no discurso, que um grupo, tomou conta do país [dos EUA] e fez um “golpe de estado político”. Referia-se ao pessoal de W.Bush, ao seu “vice-presidente, Dick Cheney, ao Secretário de Estado da Defesa, Donald Rumsfelf, ao vice- Secretário de Estado da Defesa Wolfowitz e mais meia dúzia” . Concluía "é o petróleo e o gás. Os interesses do império. E indignava-se com W.Bush: “Fez tudo o contrário do que prometera na campanha eleitoral. O país foi informado deste plano? Houve debate público?”
Notas: Ataque ao Afeganistão 7 de Outubro de 2001, Iraque 2004, ao Líbano, 2006 (Israel), à Líbia 2011 (EUA, FRança e RU) quanto à Síria os planos estavam para 2013..
Vídeo de 5 minutos, legendado em Português: https://www.youtube.com/watch?v=P7u_4hSkpO0 
O discurso do general Wesley Clark dura cerca de uma hora. Aqui:
http://library.fora.tv/2007/…/03/Wesley_Clark_A_Time_to_Lead



This page is powered by Blogger. Isn't yours?