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2018-11-14

 

CUBA ABANDONA O PROGRAMA MAIS MÉDICOS, EM PROTESTO CONTRA BOLSONARO

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2018-11-06

 

MARIA CALLAS - " Norma: Casta Diva"

Farto de Bolsonaros, Trumps e outros que tais, ofereço-vos a insuperável MARIA CALLAS. Sei que houve outras divas do "bel canto" mas Callas... há que ouvi-la.
Deixo-vo-la aqui com esta belíssima ária, CASTA DIVA, da NORMA de Bellini.
" Norma es una de las cumbres del bel canto romántico y uno de los papeles más difíciles de todo el repertorio lírico del belcanto romántico y Casta Diva fue su aria emblemática"

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2018-11-05

 

Empresas pagam campanhas de "fake news" na eleição do PR do Brasil

Segundo a FOLHA de S. Paulo as empresas que foram contratadas para espalhar fake news na campanha eleitoral para PR no Brasil, por milhões de utilizadores das redes sociais e em especial de WatsApp são a Kickmobile Yacows  Croc Services e SMS Market. Toda a informação aqui no link para a Gazetaonline  


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2018-11-02

 

Assine a Petição da AVAAZ - pela LIBERDADE e pela DEMOCRACIA


Um fascista que quer destruir a Amazônia é agora o presidente do Brasil - graças às empresas que gastaram ilegalmente milhões para inundar o WhatsApp com fake news que o beneficiavam. Podemos garantir que isso nunca mais aconteça, nos unindo para exigir que Zuckerberg faça uma faxina nas suas redes sociais antes que políticos desse tipo causem mais danos:
É necessário que   O WhatsApp,   aplicativo de mensagens do Facebook, deixe de ser um perigoso veículo de fake newsao serviço de interesses inconfessáveis, usado impunemente para desinformar. Assinei a petição

Mensagem de Ricken Patel - Avaaz  que recebi hoje. assinam: "Com esperança, Ricken, Christoph, Fadi, Emma, Alice, Rosa, e todo o time da Avaaz."


assine agora

Um fascista que quer destruir a Amazônia é agora o presidente do Brasil - graças às empresas que gastaram ilegalmente milhões para inundar o WhatsApp com fake news que o beneficiavam. Podemos garantir que isso nunca mais aconteça, nos unindo para exigir que Zuckerberg faça uma faxina nas suas redes sociais antes que políticos desse tipo causem mais danos:
Queridos amigos e amigas,

É aterrorizante: o recém-eleito presidente do Brasil quer destruir a Amazônia, ameaçou matar 30 mil "esquerdistas" e elogiou ditaduras. E, a pouco tempo atrás, quase ninguém queria votar nele. Como isso pôde acontecer?!

O WhatsApp, aplicativo de mensagens do Facebook.

O dono dessa ferramenta, Mark Zuckerberg, não fez nada enquanto empresas ricas gastavam ilegalmente milhões para inundar a plataforma de mensagens com fake news e discurso de ódio -- até que o país confiasse mais em um fascista obscuro do que em qualquer outra pessoa.

Zuckerberg poderia ter impedido tudo isso no ínício e informado os usuários. Mas não o fez. Agora, precisamos usar esse momento para expor o Facebook e fazer com que eles assumam a responsabilidade pelas fake news e pela propagação do ódio nas suas plataformas. Precisamos acabar com isso antes que mais políticos como o futuro presidente do Brasil tomem controle das nossas democracias:

Clique para exigir uma limpeza em nossas redes sociais

O WhatsApp é um paraíso para as fake news: é totalmente criptografado e ninguém sabe o que acontece ali. No Brasil, somente depois que milhões de notícias com conteúdo falso se espalharam que os jornalistas começaram a perceber! Mas há uma saída: convencer o WhatsApp a introduzir filtros de fake news que possam ser ativados pelos usuários, alertando-os sobre potenciais fontes de desinformação.

Para que isso funcione, a plataforma vai precisar permitir que os usuários tornem a criptografia opcional, uma solução que poderia proteger tanto as nossas democracias quanto a nossa privacidade.

A quantidade de notícias falsas atualmente se espalhando em todas as nossas redes sociais está criando uma crise global. No Facebook, ainda há milhões de contas falsas. Já o Youtube tem 2 bilhões de usuários que passam quase 1h do dia assistindo vídeos -- mas pesquisadores dizem que o algorítimo do site leva as pessoas a assistir conteúdo extremista, racista e malicioso.

Por isso nosso movimento está contra-atacando e exigindo que as plataformas de redes sociais, começando pelo WhatsApp, se posicionem em defesa dos cidadãos, das democracias e das informações verdadeiras.

Clique abaixo para assinar -- antes que mais fascistas usem as redes sociais para nos colocar uns contra os outros.

Clique para exigir uma limpeza em nossas redes sociais
A Avaaz está lutando contra as notícias falsas e a desinformação em todo o mundo. No Brasil, nosso grupo de combate às fake news expôs uma das maiores redes de desinformação do país e conseguiu derrubá-la. Mas foi muito pouco, e muito tarde. Os algoritmos das redes sociais têm grande poder sobre nossas sociedades, e eles estão nos envenenando à força nesse mesmo instante. Em nome de tudo que amamos, precisamos limpá-los antes que seja tarde demais.

Com esperança,

Ricken, Christoph, Fadi, Emma, Alice, Rosa, e todo o time da Avaaz.

MAIS INFORMAÇÕES:

Maior rede Pró-Bolsonaro do Facebook é excluída após denúncia do Estado (Estadão)
https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,maior-rede-pro-bolsonaro-do-facebook-e-excluida-apos-denuncia-do-estado,70002558430

Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp (Folha de São Paulo)
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/empresarios-bancam-campanha-contra-o-pt-pelo-whatsapp.shtml

PF vai apurar registros de envio por WhatsApp apagados por campanha do PSL (UOL)
https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/10/29/pf-registros-apagados-envio-whatsapp.htm

O governo de Bolsonaro tem tudo para ser uma catástrofe para o meio ambiente (Vice)
https://www.vice.com/pt_br/article/wj938w/o-governo-de-bolsonaro-seria-uma-catastrofe-para-o-meio-ambiente

Os três tipos de usuários do WhatsApp que irão eleger Jair Bolsonaro no Brasil (The Guardian - Em inglês)
https://www.theguardian.com/world/2018/oct/25/brazil-president-jair-bolsonaro-whatsapp-fake-news

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2018-10-21

 

Grandes Empresas investem milhões em Bolsonaro

Empresas investem milhões no apoio a Bolsonaro diz aqui o jornal a FOLHA de S. Paulo -Brasil:

Empresas pagam até R$ 12 milhões por campanha no WhatsApp contra o PT  Mensagens críticas ao PT são enviadas em massa pelo WhatsApp, revelou o jornal "Folha de S. Paulo"

2018-10-20

 

PATRÍCIA JANECKOVA

Patrícia Janeckova tinha 18 anos nesta gravação de 2016 e, como se vê, não só canta maravilhosamente como encanta. Há quem suspeite que vai ser uma das maiores estrelas da ópera do sec.XXI.



Patricia Janečková-official

Johann Strauss II: "Frühlingsstimmen" / "Voices of Spring" for soprano and orchestra Soprano: Patricia JANEČKOVÁ - "New Years Concert in Vienna Style“ Janáček Philharmonic Ostrava, Chief conductor: Heiko Mathias Förster January 7, 2016, Ostrava, Czech Republic
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Wikipédia: Patricia Janečková (18 de junho de 1998),mais conhecida como Patricia Janekova é uma cantora de ópera alemã nascida na Eslováquia. Ela venceu o programa de televisão checoslovaco Talentmania em dezembro de 2010[1] e se tornou famosa mundialmente, após a conquista, graças à cobertura da rede de televisão CNN.

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Luis Pellegrine* diz a propósito desta gravação:

Vozes da primavera. Na voz de anjo de Patricia Janecková

Por essa acho que nem o próprio compositor, Johann Strauss II esperava: Uma voz arrebatadora, afinadíssima, possuidora de um timbre raro, para interpretar sua valsa-emblema “Vozes da Primavera”. A dona dessa voz é a menina-moça Patricia Janecková, soprano coloratura que acaba de completar 18 aninhos, e é de nacionalidade checa. Quem gosta da grande música, fique de olho (e ouvidos) abertos. Já gravando grandíssimos como Mozart, Rossini, Offenbach, Patricia está destinada a ser uma das cantoras líricas mais importantes do século 21. Além do mais, ela é linda!

* - Ex-diretor de redação da revista Planeta, atual diretor da revista digital Oásis, jornalista, escritor, tradutor, autor dos livros “Os pés alados de Mercúrio” e “A Árvore do Tempo”, ambos da Axis Mundi Editora, e “Madame Blavatsky”, da Editora T. A. Queiroz.

2018-10-16

 

A BÍBLIA SAGRADA

Vão aqui imagens da primeira e mais célebre Bíblia em português da autoria de João Ferreira Annes d'Almeida (1628-1691) homem que andou pelas Europas, pelo Oriente, pela Índia, pela actual Indonésia, homem de grandes saberes e muitos mundos, a que se seguem, mais abaixo, imagens da "Bíblia Sagrada - Edição Pastoral " - 1993. 
Sobre estes exemplares há informação nas páginas aqui apresentadas. (Um clique nas imagens amplia-as e depois, um 2º clique mais as aumenta).
Não sou especialista em matéria de religiões, sou apenas um curioso que relê alguns trechos da Bíblia, dezenas de anos após leituras iniciais e dispersas do LIVRO.
Como podereis ler na 2ª e 3ª imagem da "Bíblia Sagrada" o bispo Albino M. Neto, titular de Elvira, Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, informa-nos que 
" Este é um livro de verdades absolutas, de verdades para todas as gerações. É o Livro da Verdade"
Dei uma olhadela por vários capítulos do GÉNESIS, Antigo Testamento.  
"Capítulo I - 27   E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou: Macho e Fêmea os criou."   
Ora aqui está uma informação importante. Esquecido disto sempre imaginava Deus sem forma, algo abstrato, afinal tem a forma de homem, cabeça, tronco e membros.
Capítulo II - 8 - "E o Senhor Deus plantara uma horta no Éden à banda do Oriente; e pôs ali o homem que formara."
Leio estas verdades absolutas e fico sem saber situar esta horta e este primeiro homem. Parece não ser no planeta Terra... mas onde? No sistema solar? Fora da nossa galáxia? A quantos segundos, minutos, horas ou milhares de anos/luz ?
Leio mais adiante que Deus adormeceu Adão o 1º homem, tirou-lhe uma costela e dela fez uma mulher. Parece-me difícil mas para Deus... 
Julgo que é aqui que começa o calvário da mulher a subalternização de género. Um mulher menos que um homem, apenas uma costela de homem. Ao longo de séculos e milénios a mulher tem tentado ficar à altura do homem, mesmos direitos e deveres. Fez um longo caminho e ainda não atingiu a meta. O machismo, a subalternização da mulher vem deste erro de Deus. Erro que tendo talvez sido o primeiro foi seguido de outros, por Si reconhecidos, a ponto de a certa altura, vendo que sobre a Terra, o nosso planeta, portanto,  tudo o que tinha criado estava errado, decidiu matar tudo o que era vivo, homem ou bicho. Parece-me uma crueldade inaudita e nos dias de hoje era crime da máxima gravidade. Mas enfim... isto são coisas de outros tempos. Tempos bíblicos.
Capítulo VI - 12 "E viu Deus a terra e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra." 
Mas dada a boa relação de Deus com um senhor de nome Noé livrou este da morte e aconselhou-o a fazer a tal "Arca de Noé". Deu-lhe instruções precisas, a arca deveria ter 300 côvados de comprido, 50 de largura e 30 de altura, (Cap.VI - 15) e nela meter um casal de cada vivente, cão, gato, vaca, papagaio, rinoceronte, cobra, formiga, pulga, micróbio, etc. Descarregou Deus o dilúvio e matou tudo sobre a terra. Parece que poupou os outros planetas ou esses não existiam então?
Outras coisas extraordinárias sucederam e aqui no Génesis vêm bem descritas como podereis ver nalgumas desta páginas aqui trazidas. Tragédias aterradoras, barbaridades inauditas, próprias de gentinha de há 20 ou 200 mil anos, mas sempre amparada pela mão de Deus, felizmente.
Curiosamente, ao contrário do que se sabe hoje, nesses recuados tempos bíblicos os homens e suspeito que as mulheres, de toda a terra, falavam a mesma língua  e quando quiseram erguer a tal torre de Babel, muito alta para chegar ao céu, Deus trocou-lhes as voltas, isto é, baralhou-lhes os falares e ficaram todos cada um com sua língua. Foi um problema terrível que ainda hoje se mantém. Temos nós portugueses que andar por aí a aprender Inglês, Francês e qualquer dia, quem sabe, até o Chinês.
Gostei de saber que Adão teve um filho de nome Seth aos 130 anos e viveu até aos 930 anos, veja-se capítulo V - 5 "E foram todos os dias que Adão viveu novecentos e trinta anos; e morreu."  
Nos números seguintes, à vossa disposição nas imagens abaixo, podereis ficar a saber que Seth, a mulher de Adão, gerou um filho, Enes, aos 130 anos e viveu até aos 912 anos. E  a mesma vida longa tiveram todos os referidos homens e mulheres daqueles tempos bíblicos em que a ciência ainda não tinha revelado a Deus, nem aos homens que ele criara à sua imagem, a vastidão do universo para lá da nossa galáxia, até onde chegam sondas que vão a milhões de anos de luz, onde descobrem "buracos negros" e outras coisas quase tão exotéricas quão estes factos narrados pela Bíblia.
Enfim a leitura da Bíblia é tão maravilhosa como surpreendente. E como disse o Sr bispo, Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa " Este é um livro de verdades absolutas, de verdades para todas as gerações. É o Livro da Verdade". Por isso aconselho-vos a lê-la mas com todo o cuidado porque o perigo espreita e foi a ler a Bíblia que muitos bons homens e mulheres perderam a crença, se tornaram desavergonhadamente agnósticos ou ateus, hereges e agora com o Inferno à sua espera.
Bem orientado anda o vice-presidente dos EUA, Mike Pence que, tal como Trump que não acredita na origem humana nos desarranjos climáticos, ele não acredita na teoria da evolução das espécies de Darwin e quer impôr nas escolas norte-americanas o ensino do  Criacionismo, tal como a Bíblia Sagrada ensina. É de homem! Apesar de ser da religião evangélica que aliás também se baseia na Bíblia Sagrada. 
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2018-10-15

 

O ISLÂO visto por Wafa Sultan

Wafa Sultan é uma psiquiatra árabe que fugiu do Islão e suas leis, há muitos anos, para os EUA e em conferências e vídeos procura denunciar o Islão como uma religião que considera terrorista e que chegou outrora a seguir, antes de trocar as crenças pela razão. Diz que está contra o ISLÂO e não contra os islamitas e todos os que por fé seguem esta ou outras religiões.

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2018-10-02

 

JAIR BOLSONARO entrevistado e denunciado por Stephen Fry

Stephen Fry, jornalista, apresentador de TV, cineasta e comediante britânico, fala sobre Bolsonaro tendo presente a entrevista quem em 2013 lhe fez e vai aqui mais abaixo.  Sobre Stephen Fry está disponível a sua apresentação na Wikipédia.



A entrevista a Jair Bolsonaro e Angélica Ivo foi feita em 2013. Angélica, brasileira, é a mãe dum jovem adolescente, raptado na rua, torturado e assassinado por um grupo de bandidos apostados em assassinar gays. Consideraram que pelo aspecto o rapaz poderia ser gay e teve o triste destino que também destruiu a vida de sua mãe.
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2018-09-30

 

BOLSONARO E A AUTOVERDADE

O texto é de El País/Brasil e assim... vai em Brasilês :) Link
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A pós-verdade se tornou nos últimos anos um conceito importante para compreender o mundo atual. Mas talvez seja necessário pensar também no que podemos chamar de “autoverdade”. Algo que pode ser entendido como a valorização de uma verdade pessoal e autoproclamada, uma verdade do indivíduo, uma verdade determinada pelo “dizer tudo” da internet. E que é expressa nas redes sociais pela palavra “lacrou”.


O valor dessa verdade não está na sua ligação com os fatos. Nem seu apagamento está na produção de mentiras ou notícias falsas (“fake news”). Essa é uma relação que já não opera no mundo da autoverdade. O valor da autoverdade está em outro lugar e obedece a uma lógica distinta. O valor não está na verdade em si, como não estaria na mentira em si. Não está no que é dito. Ou está muito menos no que é dito.

Assim, a questão da autoverdade também não está na substituição de verdades ancoradas nos fatos por mentiras produzidas para falsificar a realidade. No fenômeno da pós-verdade, as mentiras que falsificam a realidade passam elas mesmas a produzir realidades, como a eleição de Donald Trump ou a aprovação do Brexit. A autoverdade se articula com esse fenômeno, mas segue uma outra lógica.

O valor da autoverdade está muito menos no que é dito e muito mais no ato de dizer

O valor da autoverdade está muito menos no que é dito e muito mais no fato de dizer. “Dizer tudo” é o único fato que importa. Ou, pelo menos, é o fato que mais importa. É esse deslocamento de onde está o valor, do conteúdo do que é dito para o ato de dizer, que também pode nos ajudar a compreender a ressonância de personagens como Jair Bolsonaro e, claro, (sempre), Donald Trump. E como não são eles e outros assemelhados o problema, mas sim o fenômeno que vai muito além deles e do qual são apenas os exemplos mais mal acabados.

Uma pesquisa de junho do Datafolha mostrou, mais uma vez, que a maioria das pessoas que declaram voto em Jair Bolsonaro (PSL) são jovens: seu eleitorado se concentra principalmente na faixa dos 16 aos 34 anos. O capitão do exército também lidera as intenções de voto entre os mais ricos e os mais escolarizados do país. 

O candidato de extrema-direita está em primeiro lugar na disputa presidencial de outubro. Isso num cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com Lula, Bolsonaro cai para o segundo lugar. Mas Lula, como sabemos, está preso e impedido de se manifestar num dos mais controversos episódios da história recente do Brasil, um país hoje assinalado pela politização da justiça.

Em pesquisa recém divulgada, a professora Esther Solano entrevistou pessoas na cidade de São Paulo para compreender o crescimento das novas direitas e especialmente da extrema-direita mais antidemocrática, representada por Jair Bolsonaro. Os selecionados cobrem um amplo espectro de posição econômica, de emprego, de idade e de gênero. Solano é professora da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Mestrado Interuniversitário Internacional de Estudos Contemporâneos de América Latina da Universidad Complutense de Madrid. Ela tem se destacado como uma das principais estudiosas do perfil dos participantes dos protestos no Brasil desde 2013, quando foi uma das poucas a escutar os adeptos da tática black bloc em profundidade.

A pesquisa, financiada pela Fundação Friedrich Ebert, é ótima, importante e deve ser lida na íntegra. Aqui, me limito a reproduzir um trecho que ajuda a iluminar a questão que apresento nessa coluna:
“Ele (Bolsonaro) é um mito porque fala o que pensa e não está nem aí”, diz estudante de 15 anos

“No começo da roda de conversa com os alunos de São Miguel Paulista, assistimos a um vídeo com as frases mais polêmicas de Bolsonaro. No final do vídeo, muitos alunos estavam rindo e aplaudindo. Por quê? Porque ele é legal, porque ele é um mito, porque ele é engraçado, porque ele fala o que pensa e não está nem aí. Com mais de cinco milhões de seguidores no Facebook, o fato é que Bolsonaro representa uma direita que se comunica com os jovens, uma direita que alguns jovens identificam como rebelde, como contraponto ao sistema, como uma proposta diferente e que tem coragem de peitar os caras de Brasília e dizer o que tem de ser dito. Ele é foda.

Na roda de conversa na escola de São Miguel Paulista, na Zona Leste, a mais precarizada de São Paulo, os alunos negam que Bolsonaro faça a difusão de um discurso de ódio. Mas valorizam a sua coragem de dizer coisas fortes. Um garoto de 16 anos resumiu: “Ele não tem discurso de ódio. Tá só expondo a opinião dele, falando a verdade”.
A opinião de Bolsonaro, ou a “verdade” de Bolsonaro, que circula em vídeos de “lacração” do “Bolsomito”, é chamar uma deputada de “vagabunda” e dizer que não a estupraria porque ela não merece por considerá-la “muito feia”; a afirmação de que sua filha, caçula de cinco homens,  é o resultado de uma “fraquejada” a declaração de que seus filhos não namorariam uma negra ou virariam  gays porque foram “muito bem educados”. E, claro, sua performance na votação do impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Ao declarar seu voto pelo afastamento da presidente eleita, Bolsonaro homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. O herói de Bolsonaro, hoje estampado em camisetas de seus apoiadores, é um dos mais notórios torturadores e assassinos da ditadura civil-militar, um sádico que chegou a levar crianças pequenas para ver as mães torturadas, cobertas de hematomas, urinadas, vomitadas e nuas, como forma de pressioná-las. Sobram ainda declarações racistas de Bolsonaro contra índios e quilombolas.

“Ele (Bolsonaro) não está nem aí com o politicamente correto, diz o que pensa e ponto, mas não é homofóbico. Ele gosta dos gays. É o jeitão dele”, diz uma mulher

Uma das entrevistadas por Esther Solano assim justifica as falas de seu escolhido: “É que ele tem esse jeito tosco, bruto de falar, militar mesmo. Mas ele não quis dizer essas coisas. Às vezes exagera, não pensa porque vai no impulso, porque é muito honesto, muito sincero e não mede as palavras como outros políticos, sempre pensando no politicamente correto, no que a imprensa vai falar. Ele não está nem aí com o politicamente correto, diz o que pensa e ponto, mas não é homofóbico. Ele gosta dos gays. É o jeitão dele”.

Na minha própria escuta de pessoas nas periferias de São Paulo e na região do Xingu, no Pará, em diferentes classes sociais e faixas etárias, escuto seguidamente uma variação destas frases: “Ele é honesto porque ele diz o que pensa” ou “Ele não tem medo de dizer a verdade”. Quando questiono o conteúdo do que Bolsonaro pensa, a “verdade” de Bolsonaro, em geral aparece um sorriso divertido, meio carinhoso, meio cúmplice: “Ele é meio exagerado, mas porque é um sincerão”.

Assim, Bolsonaro não seria homofóbico ou misógino ou mesmo racista para aqueles que aderem a ele, mas um “homem de bem” exercendo a “liberdade de expressão”. Estes são os adjetivos que aparecem com frequência colados ao candidato de extrema-direita por seus eleitores: “sincero”, “verdadeiro”, “autêntico”, “honesto” e “politicamente incorreto” (este último também como um elogio).

Embora o conteúdo do que Bolsonaro diz obviamente influencia no apoio do seu eleitorado, me parece que ele é mais beneficiado pelo fenômeno que aqui estou chamando de autoverdade. O ato de dizer “tudo” e o como diz o que diz parece ser mais importante do que o conteúdo. A estética é descodificada como ética. Ou colocada no mesmo lugar. E este não é um dado qualquer.

Por isso também é possível se desconectar do conteúdo real de suas falas, como fazem tantos de seus eleitores. E por isso é tão difícil que a sua desconstrução, por meio do conteúdo, tenha efeito sobre os seus eleitores. Quando a imprensa mostra que Bolsonaro se revelou um deputado medíocre, que ganhou seu salário e benefícios fazendo quase nada no Congresso, quando mostra que ele nada tem de novo, mas sim é um político tão tradicional como outros ou até mais tradicional do que muitos, quando mostra que falta consistência no seu discurso, assim como projeto que justifique seu pleito à presidência, há pouco ou nenhum efeito sobre os seus eleitores. Porque o conteúdo pouco importa. As agências de checagem são um bom instrumento para combater as notícias e as declarações falsas de candidatos, mas têm pouca eficácia para combater a autoverdade.

A lógica em que a imprensa opera, que é a do conteúdo, não atinge Bolsonaro porque seu eleitorado opera em lógica diversa

Simples assim. Complexo demais. A lógica em que a imprensa opera, quando faz jornalismo sério, que é a do conteúdo, não atinge Bolsonaro porque seu eleitorado opera em lógica diversa. Esse é um dado bastante trágico, na medida em que os instrumentos disponíveis para expor verdades que mereçam esse nome, para iluminar fatos que de fato existem, passam a girar em falso.

Se Bolsonaro participar dos debates ao vivo durante a campanha eleitoral, para uma parcela significativa do eleitorado brasileiro o que vai prevalecer é a estética marcada pelo “dizer tudo” e dizer tudo lacrando. Também por isso Ciro Gomes (PDT), por sua própria personalidade mais agressiva e sua falta de freio na língua, é visto por uma parcela preocupada com a ascensão de Bolsonaro como o mais capaz de enfrentá-lo.

Se esse quadro permanecer, a disputa entre testosteronas infláveis – e inflamáveis – será mais importante do que o conteúdo na eleição brasileira, porque mesmo quem tem conteúdo terá que deixá-lo em segundo plano para ganhar a disputa da dramaturgia. Mais um degrau escada abaixo na apoteótica descida do país rumo à irrelevância.

Se este não é um fenômeno exclusivamente brasileiro, no Brasil há uma particularidade que parece impactar de forma decisiva a autoverdade. Essa particularidade é o crescimento das igrejas evangélicas fundamentalistas e sua narrativa do mundo a partir de uma leitura propositalmente tosca da Bíblia. A retórica do bem contra o mal atravessa fenômenos como a “bolsonarização do país”.

A autoverdade atravessa o discurso religioso fundamentalista como conceito e como estética

Embora os pastores fundamentalistas exaltem a perseguição do “povo de Deus”, a prática mostra exatamente o contrário, ao perseguirem os LGBTQs, as mulheres e, em alguns casos de racismo, os negros. Mas a prática são os fatos, e os fatos não importam. O que importa é a retórica e a forma. A autoverdade atravessa o discurso fundamentalista como conceito e como estética. O milagre da transmutação aqui é justamente fazer com que a estética seja convertida em ética.

Formados nessa narrativa, uma geração de brasileiros é capaz de ler ou assistir a uma reportagem da imprensa mostrando verdades que Bolsonaro gostaria que não subissem à superfície não pelo seu conteúdo, mas pela ótica da perseguição. O conteúdo não importa quando quem questiona o inquestionável é automaticamente um inimigo, capaz de usar qualquer “mentira” para atacar um “homem de bem”.Afinal, as imagens de malas de dinheiro (de dízimo, no caso) foram inauguradas por alguns pastores neopentecostais, muito antes do que pela investigação da Lava Jato, e mesmo assim suas igrejas não pararam de crescer. Bolsonaro torna-se o “perseguido” na luta do bem contra o mal, o que faz todo o sentido para quem é bombardeado por uma visão maniqueísta do mundo.

Produtos de entretenimento como as novelas e os filmes supostamente bíblicos de uma rede de TV como a Record, por exemplo, colaboram para formatar um determinado olhar sobre a dinâmica da vida. Se alguém só vê o mundo de um mesmo modo, não consegue mais ver de outro. Não há mais interpretação, a decodificação passa a ser por reflexo.

Este é o mecanismo que tem se alastrado no Brasil. E que é imensamente beneficiado pela tragédia educacional brasileira. Não é por acaso que a escola pública, já tão desvalorizada e desprestigiada, esteja sofrendo o brutal ataque representado pelo movimento político e ideológico nomeado como “Escola Sem Partido”. O pensamento múltiplo e o debate das ideias são os principais instrumentos para devolver importância aos fatos e ao conteúdo, assim como recolocar a questão da verdade.

Não é um risco que os protagonistas das novas direitas queiram correr. No jogo das aparências, seu truque é sempre o mesmo: fazer um movimento ideológico afirmando que é para combater a ideologia, agir politicamente mas afirmar-se antipolítico, apoiar partidos de direita dizendo-se apartidários. Esse mascaramento só funciona se aquele a quem a mensagem se destina abdicar do pensamento em favor da fé.

A adesão à política pela fé é a grande sacada dos protagonistas da articulação religiosa-militarista que disputa o Brasil deste momento

A retórica supostamente bíblica está educando aqueles que não estão sendo educados. Como produto de entretenimento, as novelas e filmes se articulam com os programas policialescos sensacionalistas da TV, muitas vezes na mesma rede de TV, e os ampliam. Já existe uma geração formada tanto na desumanização dos mais pobres e dos negros, tratados como coisas que podem levar bala nas imagens desse tipo de programa, quanto na adesão à política pela fé, a grande sacada dos atuais protagonistas da articulação religiosa-militarista que figuras como Bolsonaro representam.

A personificação, a valorização do indivíduo, do “Um” que é só ele, jamais um+um, garante que personagens como Bolsonaro e até mesmo Sergio Moro possam encarnar como “O Um”. “O Um” contra o mal, ungido pelas “pessoas de bem”, dispostas a linchar quem estiver no caminho. Afinal, se a luta é do bem contra o mal, tudo não só é permitido como abençoado.

Não testemunhamos apenas a politização da justiça, mas algo possivelmente ainda mais perigoso: a “religiosização” da política

Não há nada mais perigoso numa eleição do que o eleitor que acredita ser “um instrumento de Deus”, absolvido previamente por todos os seus atos, mesmo que eles sejam sórdidos ou até criminosos. Como a lei que vale não é a terrena, laica, mas ditada diretamente do alto e, com frequência, diretamente ao indivíduo, tudo é permitido quando supostamente “Deus estaria agindo”. Não testemunhamos apenas a politização da justiça, mas algo possivelmente ainda mais destruidor: a “religiosização” da política. E ela tem como primeiro efeito a política da antipolítica.

Figuras como Bolsonaro se beneficiam da crise econômica, do crescimento da violência e da produção de medo, sim. Mas sua força vem de uma população treinada para aderir pela fé ao que não diz respeito à fé. Por isso é possível até mesmo fazer política e se dizer apolítico. Se o imperativo é crer, a adesão já está garantida não importa o conteúdo do discurso, desde que a dramaturgia garanta entretenimento, espetáculo. Embora pareçam desacreditar de quase tudo em suas manifestações na internet, ninguém se iluda. Uma parte significativa do eleitorado brasileiro é formada por crentes. E ser crente hoje no Brasil tem um sentido e um alcance muito mais amplo do que em qualquer momento da história do país.

A autoverdade desloca o poder para a verdade do um, destruindo a essência da política como mediadora do desejo de muitos. Se o valor está no ato de dizer e não no conteúdo do que é dito, não há como perceber que não há nenhuma verdade no que é dito. Bolsonaro não está dizendo a verdade quando estimula o ódio aos gays, mas sendo homofóbico. Não está dizendo a verdade quando agride negros, mas sendo racista. Não está dizendo a verdade quando diz que não vai estuprar uma mulher porque ela é feia, mas incitando a violência contra as mulheres e sendo misógino. Há nome na língua para tudo isso e também artigos no Código Penal.

Os jovens da periferia que aplaudem Bolsonaro precisam perceber que o discurso da meritocracia é a sacanagem que os cimenta no lugar do qual gostariam de sair

Muitos daqueles que o aplaudem, especialmente os jovens nas periferias, não percebem que o discurso da meritocracia proclamado pela extrema-direita que Bolsonaro representa é justamente a sacanagem que os mantêm no lugar cimentado do qual gostariam de sair. Não existe meritocracia, ascensão apenas por méritos próprios, sem partir de bases minimamente igualitárias.
Jair Bolsonaro é a encarnação de um fenômeno muito maior do que ele, do qual ele se aproveita. Tanto quanto Donald Trump, em nível global. A tragédia é que eles possivelmente sejam só os primeiros.

O desafio imposto tanto pela pós-verdade como pela autoverdade é como devolver a verdade à verdade

O desafio imposto tanto pela pós-verdade quanto pela autoverdade é como devolver a verdade à verdade. Não faremos isso sem tomar partido por escola de qualidade para todos, apoiando aqueles que lutam por isso de maneira muito mais contundente do que fazemos hoje, assim como pressionando por políticas públicas e investimento, e questionando fortemente os candidatos para além da retórica fácil. Nem faremos isso sem a recuperação do sentido de comunidade, o que implica a reapropriação do espaço público para a convivência entre os diferentes, assim como a retomada da cidade. Temos que voltar a conviver com o corpo presente, compartilhando os espaços mesmo e – principalmente – quando as opiniões divergem. Temos que resgatar o hábito tão humano de conversar. E conversar em todas as oportunidades possíveis.

E isso não amanhã. Ontem. A verdade do momento é que estamos ferrados. Outra verdade é que, ainda assim, precisamos nos mover. Juntos. Não por esperança, um luxo que já não temos. Mas por imperativo ético.
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Eliane Brum é escritora, repórter e documentarista. Autora dos livros de não ficção Coluna Prestes - o Avesso da Lenda, A Vida Que Ninguém vê, O Olho da Rua, A Menina Quebrada, Meus Desacontecimentos, e do romance Uma Duas

Site: desacontecimentos.com Email: elianebrum.coluna@gmail.com Twitter: @brumelianebrum/ Facebook: @brumelianebrum

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