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2017-07-15

 

Tomada da Bastilha - 14 de Julho de 2017



A French army marching band medleys Daft Punk at the end of the Bastille Day parade on Friday. Donald Trump looks somewhat bemused as they perform Get Lucky and some of the group’s other hits. French president Emmanuel Macron smiles as other dignitaries clap and dance along

OU AQUI: https://youtu.be/vhQkku7jLfo 

2017-07-14

 

Paula Rego: Histórias e Segredos de 12 Jul 2017 - RTP Play - RTP

Paula Rego: Histórias e Segredos de 12 Jul 2017 - RTP Play - RTP

2017-07-06

 

Morar em Portugal


http://bit.ly/2tAPt4C

2017-04-20

 

Vou tentar falar sem dizer nada



Vou tentar falar sem dizer nada - canção do Grupo Outubro de crítica ao nacional-cançonetismo festivaleiro para adormecer os ouvintes

VOU TENTAR FALAR SEM DIZER NADA – canção do Grupo Outubro ( do Carlos Alberto Moniz e da Maria do Amparo) que constitui uma crítica irónica às canções típicas dos Festivais, e que passam diariamente nas rádios e Tvs e se destinam a «adormecer» e embrutecer os ouvintes.

VOU TENTAR FALAR SEM DIZER NADA

Eu vou tentar, prometo, que destes versos
Não saia uma canção mal comportada
Eu vou tentar não falar do que acontece     
Eu vou tentar falar sem dizer nada.

Não vou, por isso, falar da exploração     
Nem sequer do amor à Liberdade;
Da luta pela terra e pelo pão
E do apego à Paz da humanidade.

Vou tentar não falar do que acontece        
Vou tentar falar sem dizer nada

Vocês preferem que eu vos fale
De grilos a cantar e gambuzinos?
A vossa vontade será feita
Eu calarei a fome dos meninos.

Vocês preferem que eu vos cante
Sem vos lembrar os tiros e as facas?
A vossa vontade será feita
Eu calarei o frio das barracas.

Vou tentar não falar do que acontece
Vou tentar falar sem dizer nada

Vocês preferem que eu vos fale
Com um sorriso a iluminar-me as trombas?
A vossa vontade será feita
Eu calarei o estilhaçar das bombas.

Vocês vão gostar que eu não cante
A luta de nós todos todo o ano
A vossa vontade será feita
Não falarei do povo alentejano

Vou tentar não falar do que acontece
Vou tentar falar sem dizer nada

Não falarei do luxo e da miséria
Não falarei do vício e da canseira
Não falarei das damas, das mulheres
De tudo o que se passa à nossa beira

Não falarei do Amor, nem da Verdade
Nem do suor deixado no trigal;
Eu não ofenderei vossas excelências
Nem a civilização ocidental!

2017-04-12

 

Vamos atacar 7 países em 5 anos

VAMOS ATACAR 7 PAÍSES EM 5 ANOS !
Iraque, Líbano, Somália, Sudão, Síria, e por fim o Irão.
Corria o ano de 2002 e a decisão do Pentágono e da Casa Branca era Top Secret.:
A revelação é de Wesley Clark, general norte-americano na reserva, comandante supremo da NATO de 1997 a 2000,
A revelação é feita num discurso em 3 de Outubro de 2007 no Commonwealth Club of California, em S. Francisco e em entrevista de que o Youtube oferece vídeos com extractos maiores ou menores legendados em espanhol, francês, alemão, ou em Português como este aqui de apenas de 3 minutos.
Surpreendente e premonitório.
Diz o general Wesley Clark: pouco depois do 11 de Setembro fui ao Pentágono para falar com o Secretário de Estado da Defesa, Rumsfeld e quando descia do gabinete um general com quem trabalhei chamou-me: está com certeza a par dos planos para o Iraque – não estava - puxou de um relatório secreto e disse-me vamos atacar o Iraque. E sabe as razões? Perguntei-lhe. Não. Aqui em baixo não sabemos nada. Mas têm informações que liguem Sadam ao 11 de Setembro? Interroguei. Não. Nenhumas.
Seis semanas depois, noutra ida ao Pentágono, Clark interrogou o colega: - Então mantêm-se o plano de ataque ao Iraque?
 - Sabe!?, É muito pior - e mostra-lhe um documento "Top Secret", do Secretário de Estado da Defesa - vamos no Médio Oriente atacar e derrubar os governos de 7 países em 5 anos. E enumerou-os. (Os acima referidos)
- Andei umas semanas sem conseguir encaixar isto - afirma W.Clark. E lembrei-me então de uma reunião nos anos 90 em que Paul Wolfowitz [ o ideólogo ultra-conservador autor da política externa de W. Bush, e da invasão do Iraque] me afirmara: temos 5 ou 10 anos para tratar de todos estes regimes “devotados” à ex-União Soviética, Síria, Iraque, Irão...
Wesley Clark afirma, no discurso, que um grupo, tomou conta do país [dos EUA] e fez um “golpe de estado político”. Referia-se ao pessoal de W.Bush, ao seu “vice-presidente, Dick Cheney, ao Secretário de Estado da Defesa, Donald Rumsfelf, ao vice- Secretário de Estado da Defesa Wolfowitz e mais meia dúzia” . Concluía "é o petróleo e o gás. Os interesses do império. E indignava-se com W.Bush: “Fez tudo o contrário do que prometera na campanha eleitoral. O país foi informado deste plano? Houve debate público?”
Notas: Ataque ao Iraque 2004, ao Líbano, 2006 (Israel), à Líbia 2011 (EUA, FRança e RU) quanto à Síria os planos estavam para 2013..
Vídeo de 3minutos, legendado em Português: http://youtu.be/sCDRWEpz5d8
O discurso do general Wesley Clark dura cerca de uma hora.
http://library.fora.tv/2007/…/03/Wesley_Clark_A_Time_to_Lead

 

O ataque norte-americano à Síria em 2017-04-04

Artigo de FRANCK MARGAIN  In “TRIBUNE” 
Conselheiro Regional d’Ile-de-France e vice presidente do Partido cristão-democrata, FRANCK MARGAIN trata os últimos acontecimentos que se desenrolaram na Síria. Ele foca a desinformação operada e a imprudência dos países ocidentais.
_______________
Esta semana após um ataque do exército sírio contra uma base islamita, imagens de civis mortos foram difundidas. Disseram-nos que tinham sido vítimas de um bombardeamento de gás de combate sarin. Disseram-nos mesmo que não havia nenhuma dúvida acerca do tipo de gás, e sobre o facto de que ele foi usado pelo exército. Na sequência disto os Estados Unidos desencadearam um bombardeamento sobre uma instalação militar síria com o apoio do governo francês
Tratava-se do cheiro característico do gás sarin. Mas o gás sarin é inodoro.
Hoje em França, somos uma população mais instruída, caracterizada por um espírito cartesiano. Quando nos dão uma informação não a tomamos pelo preço facial sem reflectir sobretudo quando ela pode pela sua natureza afectar o nosso destino nacional. …
Em primeiro lugar as imagens que são difundidas provêm de uma zona controlada pelos Jihadistas. Quem lhas deu e difundiu? Nos diversos testemunhos de socorristas repetiram-nos que se tratava do cheiro característico do gás sarin. Mas o gás sarin é inodoro! Então de que gás se tratava ? O Exército sírio está presentemente numa situação vitoriosa. E no combate em questão não há manifestamente nenhum interesse táctico na utilização de gás de combate. Porque terá ele decidido correr o risco de utilizar uma arma inútil, proibida, que ele mesmo oficialmente abandonou sob controlo internacional?
Actualmente em posição de força, qual seria o interesse do regime?

O governo sírio está em posição política de força. Reganhou o controlo dos principais pontos do seu território. É apoiado pela Rússia e a China. E esta semana as declarações americanas indicavam justamente que o seu derrubamento não era mais uma prioridade. Então porque iria ele fazer precisamente o que poderia enfraquecer na cena internacional? Não nos retruquem que é por estupidez. Quem poderia acreditar nem que por um instante que um sistema político que resistiu a uma guerra tão longa, tão poderosa, internacional, desencadeada contra si, seja estúpido?
Os mesmos que nos falam hoje de ataque químico, falaram-nos também em 2013. Na altura o presidente François Hollande queria também desencadear a sua guerrazinha. Mas os Estados Unidos tinham posto fim às suas veleidades de ir para a guerra revelando ao mundo a sua impotência. Depois, após investigação, revelou-se que eram os mercenários islamitas que tinham utilizado o gás. Então como acreditar neles hoje?
Ataques americanos desencadeados contra o direito internacional
Os ataques americanos tiveram lugar antes que uma investigação determinasse os factos. E foram desencadeados contra o direito internacional. Contudo François Hollande apoia-os e apela mesmo a prolongar esta acção
Na Síria não há senão dois campos os jihdistas e o regime Assad. Todos sabem que os “rebeldes moderados” são uma expressão da propaganda. Então derrubar o regime é colocar no poder o DAESH e similares. Por que apoia o governo socialista colocar os islamitas no poder?
A Síria tem um interesse geoestratégico vital para a Rússia ( base militar virada ao mar Mediterrâneo) É uma linha vermelha  cuja ultrapassagem poderá desencadear um incêndio generalizado. Qual é o interesse da França em atingir os interesses vitais da Rússia? A França e os Estados Unidos tem morto centenas de civis em Mossul. Em quê estas perdas civis são mais aceitáveis quando o alvo é o mesmo e o sofrimento é o mesmo?
Enfim não é estranho de constactar que os mesmo que nos apresentaram Trump como um odioso personagem durante meses, o louvem com uma satisfação mal disfarçada. Para passar do campo do mal para o campo do bem é suficiente lançar alguns mísseis, e matar de caminho alguns civis.

Reflitamos bem a tudo isto. E evitemos que nos façam embarcar nima guerra que nos possa precipitar e o mundo connosco num caos generalizado. Nós que temos a experiência de duas guerras mundiais não deixemos que se repita uma engrenagem do tipo arquiduque Franz Ferdinand. [Incidente que desencadeou a 1ª guerra mundial]

2017-04-05

 

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2017-03-26

 

Os VISTOS H-1B - legislação laboral à moda do Tio Sam

- Fui chamado ao director e pensei: dada a minha dedicação e alta qualidade do meu trabalho vai promover-me!
- Olhe prepare-se – disse-me o director – o Sr vai ser despedido daqui a 3 meses. Mas neste meio- tempo além do seu trabalho tem de ministrar uma formação a quem o vem substituir de modo a desempenhar as funções com a mesma qualidade. E não me olhe com essa cara porque se não aceitar é despedido na mesma e perde o subsídio de desemprego.
O salário do técnico importado iria ser metade do salário do indignado entrevistado.
- E como reagiu você? - perguntava o entrevistador do canal - Fiquei para morrer. Estava a desempenhar as minhas funções de modo excelente e com o máximo empenho e ia ser corrido mas antes tinha de entregar os meus conhecimentos ao meu substituto, um técnico chegado da India. Senti-me humilhado, abusado!
- E sabia que era legal?
- Já tinha ouvido falar nesses vistos H-1B, achava ignóbil mas era como ouvir falar em raios e agora ser fulminado por um. Nunca pensei que me sucedesse a mim.
Através de outros entrevistados a CBS explicava: as grandes empresas com empregos de alta tecnologia descobriram que poderiam contratar técnicos estrangeiros por metade do salário e exerceram a sua influência no Congresso dos EUA que lhes aprontou esta lei conhecida pela lei dos “ Vistos H – 1 B “.
São passados em média nos EU 85 mil destes “vistos” por ano e cerca de 75% vão para indianos (inf da CBS, como toda a inf aqui expressa)   Foram então criadas empresas com sede nos EU e na Índia e outros países para a selecção de quadros com este fim: Visto H – 1B.
Por exemplo – continuava o entrevistador – a antiga directora de Segurança Nacional Janet Napolitano, agora presidente da universidade da Califórnia, foi alvo de grande protesto público quando “despediu 80 informáticos do centro médico” com base nos Vistos H – 1B.
Também foi entrevistado um estrangeiro empregado na base destes vistos. Ele dizia. Não sou o inimigo. Só procuro trabalho. Inimigo será quem fez a lei e as empresas americanas e indianas e outras que a usam. Vinha mascarado para não sofrer represálias.

Dado a indignação popular com legislação tão abusiva Donald Trump – informa a CBS – denunciou e verberou tal legislação durante a sua campanha eleitoral e terá conseguido com isso mais uns votos. Só não disse é que tinha usado precisamente estes "vistos" para “importar” mulheres modelo, estrangeiras, para a sua agência de modas de Nova York. 
__________________________
Entrevista e informação do canal de TV norte-americano CBS (reproduzido pelo “60 Minutos”, programa da SIC Notícias, de 2017-03-24 das 16,15 às 17h - repete Domingo 24:30Terça-feira 13:00)

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2017-02-02

 

Assange revela email de Hillary Clinton

Julian Assange diz no vídeo que Hillary Clinton comunica num email que o Estado Islâmico é financiado pela Arábia Saudita e o Qatar (Os seus aliados preferidos na região.)

 

2016-12-28

 

O próximo governo de Heil Trump


- Mike Pence Vice-presidente
 Governador do estado de Indiana é cristão evangélico. Em Março de 2015, assinou uma lei que permitia às empresas rejeitar trabalhadores com base na sua orientação sexual. Em 2000…defendeu a cura de homossexuais. É contra a interrupção voluntária da gravidez.
- Rex Tillerson Secretário de Estado
 De CEO da petrolífera Exxon Mobil, durante uma década vai chefiar a diplomacia norte-americana. Fortuna 365 milhões de dólares.
- Jeff Sessions Procurador-geral
 Racista. Quer medidas duras contra a imigração e rever os tratados comerciais. Património 7,4 milhões de dólares.
 - Steven Mnuchin Secretário do Tesouro
 17 anos de Goldman Sachs. É conhecido como “o rei das falências” e pela expulsão de milhares de proprietários das suas casas. Quer reduzir o IRC das empresas dos EUA de 35% para 15%.  Fortuna: 655 milhões de dólares.
 - Mike Pompeo Director da CIA
Do movimento ultraconservador Tea Party, um dos “falcões” do Partido Republicano. Defende a tortura pela CIA, designadamente o afogamento simulado. É também defensor da reversão do acordo alcançado sobre o programa nuclear iraniano.
 - Wilbur Ross Secretário do Comércio
 Tem 79 anos… Crítico dos acordos comerciais assinados pelos Estados Unidos. Fortuna de 2.900 milhões de dólares.
  - Betsy DeVos Secretária da Educação
 Advogada multimilionária, defensora da privatização do sector educativo, vai liderar a escola pública. O New York Times, diz que é alguém que quer recolocar a religião cristã no centro da actividade escolar. Em 2011, defendeu uma reforma para a educação enquanto forma de “evoluir para o reino de Deus”. Fortuna de 130 milhões de dólares.
- Rick Perry Secretário da Energia
 Ssecretário da Energia que queria extinguir o departamento que vai agora liderar. Fortuna de 1.300 milhões de dólares.
- James Mattis Secretário da Defesa
 Conhecido pelo “Cão raivoso”, alcunha de 2004, na sequência da batalha de Fallujah (uma das que provocou mais mortos e feridos), na sequência da invasão do Iraque em 2003. Em 2005 afirmou que “é divertido disparar contra algumas pessoas”
 - Steve Bannon Estratega-chefe
 John Weaver, escreveu a propósito de Bannon: "A direita racista e fascista está representada a poucos passos da Sala Oval."
O ex-CEO do Breitbart - site que fazia títulos como "Preferia que a sua filha fosse feminista ou tivesse cancro?" … O Klu Klux Klan [organização do crime racista] achou a escolha "excelente". Bannon é uma das caras da "alt-right", um movimento marcado pelo "nacionalismo branco", o racismo, a misoginia e o anti-semitismo. Não quer que as suas filhas andem numa escola com judeus.
- Scott Pruitt Chefe da Agência de Protecção Ambiental
É um homem dos petróleos e não crê que a intervenção humana tenha relação com as alterações climáticas.
Poderá colocar em causa o Acordo Climático alcançado em Paris.

- Tom Price Secretário da Saúde e Serviços Sociais
É contra a reforma de saúde (Obamacare) promovida por Barack Obama. Foi médico-cirurgião tendo defendido posições contra o aborto e o financiamento público de métodos contraceptivos.
Fortuna 18,7 milhões de dólares. 
- John Kelly Secretário do Departamento de Segurança Interna
General de quatro estrelas, retirado foi responsável pelo centro de detenção de Guantanamo e opôs-se ao seu encerramento. 
- Ryan Zinke Secretário do Interior
No Congresso votou sistematicamente contra questões de defesa ambiental em matérias relativas à extracção de carvão ou perfuração de petróleo e gás. 
- Andrew Puzder Secretário do Trabalho
Nas suas empresas seis em cada dez investigações revelou casos de violação de leis laborais.
Contra o aumento do salário mínimo e contra as regras de pagamento de horas extraordinárias, que não são actualizadas desde a década de 70. Inimigo do Obamacare e do subsídio de doença obrigatório, que considera ser um fardo muito grande para as empresas. Fortuna: 110 milhões de dólares. 
- Gary Cohn Presidente do Conselho Económico Nacional
Era director operacional na Goldman Sachs,
- Michael Flynn Conselheiro para a Segurança Nacional
General foi chefe dos serviços secretos (DIA). Pedia a prisão de Hilary Clinton. Islamofóbico, A revista New Yorker refere que o maior feito da sua carreira militar foi sobre a captura e morte de suspeitos de terrorismo em zonas de guerra. 


- Linda McMahon Administração das Pequenas Empresas
Milionária ligada à indústria do entretenimento. Linda McMahon tem uma fortuna avaliada em 1.400 milhões de dólares.


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              (Fonte aqui: Jornal de Negócios)

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2016-12-26

 

VAMOS ATACAR 7 PAÍSES EM 5 ANOS - general ex-comandante Suprema da NATO

VAMOS ATACAR 7 PAÍSES EM 5 ANOS Iraque, Líbano, Somália, Líbia, Sudão, Síria, e por fim o Irão.
Corria o ano de 2002 e a decisão do Pentágono e da Casa Branca era Top Secret.:
A revelação é de Wesley Clark, general norte-americano na reserva, comandante supremo da NATO de 1997 a 2000,
A revelação é feita numa entrevista em 2 de Março ao Democracy Now e num discurso em 3 de Outubro de 2007 no Commonwealth Club of California, em S. Francisco de que o Youtube oferece vídeos com extractos maiores ou menores legendados em espanhol, francês, alemão, ou em Português como este aqui de cerca de 5 minutos.
Surpreendente e premonitório.
Diz o general Wesley Clark: pouco depois do 11 de Setembro fui ao Pentágono para falar com o Secretário de Estado da Defesa, Rumsfeld e quando descia do gabinete um general com quem trabalhei chamou-me: está com certeza a par dos planos para o Iraque – não estava - puxou de um relatório secreto e disse-me: vamos atacar o Iraque. E sabe as razões? Perguntei-lhe. Não. Aqui em baixo não sabemos nada. Mas têm informações que liguem Sadam ao 11 de Setembro? Interroguei. Não. Nenhumas.
Seis semanas depois, noutra ida ao Pentágono, Clark interrogou o colega: - Então mantêm-se o plano de ataque ao Iraque?
 - Sabe!?, É muito pior - e mostra-lhe um documento "Top Secret", do Secretário de Estado da Defesa - vamos no Médio Oriente atacar e derrubar os governos de 7 países em 5 anos. E enumerou-os. (Os acima referidos)
- Andei umas semanas sem conseguir encaixar isto - afirma W. Clark. E lembrei-me então de uma reunião nos anos 90 em que Paul Wolfowitz [ o ideólogo ultra-conservador autor da política externa de W. Bush, e da invasão do Iraque] me afirmara: temos 5 ou 10 anos para tratar de todos estes regimes “devotados” à ex-União Soviética, Síria, Iraque, Irão...
Wesley Clark afirma, no discurso, que um grupo, tomou conta do país [dos EUA] e fez um “golpe de estado político”. Referia-se ao pessoal de W.Bush, ao seu “vice-presidente, Dick Cheney, ao Secretário de Estado da Defesa, Donald Rumsfelf, ao vice- Secretário de Estado da Defesa Wolfowitz e mais meia dúzia” . Concluía "é o petróleo e o gás. Os interesses do império. E indignava-se com W.Bush: “Fez tudo o contrário do que prometera na campanha eleitoral. O país foi informado deste plano? Houve debate público?”
Notas: Ataque ao Afeganistão 7 de Outubro de 2001, Iraque 2004, ao Líbano, 2006 (Israel), à Líbia 2011 (EUA, FRança e RU) quanto à Síria os planos estavam para 2013..
Vídeo de 5 minutos, legendado em Português: https://www.youtube.com/watch?v=P7u_4hSkpO0 
O discurso do general Wesley Clark dura cerca de uma hora. Aqui:
http://library.fora.tv/2007/…/03/Wesley_Clark_A_Time_to_Lead



2016-12-03

 

O Sr deputado é um homo sapiens

O cómico do vídeo joga com a iliteracia e os preconceitos homofóbicos de uma grande parte dos portugueses. O jornalista aponta o microfone ao transeunte e pergunta-lhe "O sr é homo sapiens?" . Eh lá! o Zé ou a Maria que não suspeita que "homo sapiens" quer simplesmente dizer "ser humano" ou "ser racional" ou "pessoa" e julga que lhe perguntam se é homossexual reage que é bom de ver e de rir.
Se este vídeo de "apanhados" é para rir sabendo-se como é vasta a iliteracia que assola grande parte da população já se o mesmo acontece com deputados o caso é para estarrecer. Ou para rir à gargalhada?

Ora foi o que sucedeu na 6ª feira passada, no Parlamento. O secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Mourinho Félix, em resposta a um deputado do actual PSD, um rapaz sempre muito empertigado na sua flatulência e esquecido do que dizia durante o Governo anterior, disse-lhe ou antes, podia ter-lhe dito "o Sr deputado está muito esquecido", ou  "o Sr deputado teve uma branca" e tudo seguiria o seu curso normal. Mas não, o Sec.Est. foi um pouco mais erudito e disse "o Sr deputado teve uma disfunção cognitiva temporária". 

Ui, ui, ui o que ele foi dizer!!! A bancada do PSD ofendeu-se, supôs que o seu deputado estava a ser insultado e desatou numa berraria histérica acompanhada de bater dos tampos da bancada, a exigir pedido de desculpas. Dois longos minutos a ponto de o presidente da AR ameaçar interromper a sessão. 
A bancada parlamentar do PSD tornou-se assim digna do vídeo " O Sr é homo sapiens?" Eh eh lá!! E espinoteou que foi triste, triste de ver. 

Eis a notícia do expresso :

"O projeto da direita enquanto governo sempre foi de privatização da Caixa. Aquilo que é dito aqui hoje é caso para dizer que o populismo chegou à cidade. O deputado Leitão Amaro, com a sua intervenção, revela uma de duas coisas: ou um profundo desconhecimento do funcionamento do RGIC [Regime Geral das Instituições de Crédito] ou uma disfunção cognitiva temporária", disse Mourinho Félix.
Com estas palavras, o secretário de Estado foi imediatamente interrompido pelos deputados do PSD, que exigiram um pedido de desculpa, naquilo a que o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, qualificou como "um boicote a uma intervenção" no "parlamento democrático".


Eis o "homo sapiens" digno da bancada parlamentar do PSD:

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2016-11-25

 

Maria Guadalupe, missionária católica, denuncia os autores da guerra da Síria

A RTP transmitiu no telejornal de 2016-11-24 uma entrevista* dada por uma missionária católica argentina - a irmã Maria Guadalupe - a viver em Aleppo, aos seus correpondentes na Síria.
Maria GuadalupeA Síria era um país muito tranquilo, muito calmo. Precisava de descansar e pedi aos meus superiores que me enviassem para a Síria para Aleppo. Cheguei lá em Janeiro de 2011 e em Março eclode a guerra.
Comentário da Jornalista - Ao longo de quase quatro anos assistiu a todos os horrores inerentes à guerra numa cidade onde a guerra espreita a cada esquina.
MG - Nas ruas, a todo o momento, caíam projécteis, mísseis, havia tiros, obuses… Tantos feridos, tantos mortos... E é algo quotidiano. Urge pensar que quando há um atentado na Europa, um só, fala-se disso toda a semana.
Comentário da Jornalista-  Podia ter deixado Aleppo mas preferiu ficar. Foram anos de dor que lhe deram outra perspectiva da guerra.
MG - O que acontece na Síria não é uma guerra civil, não é o povo que se levantou contra o governo; isso é uma mentira daquelas que promovem esta guerra e utilizam e manipulam os media e a informação para que no ocidente as pessoas acreditem que isto é o povo sírio a combater nas ruas, não…
Jornalista - Quem é ?
- São grupos armados do exterior da Síria, grupos terroristas, são grupos mercenários, grupos pagos. Ou seja os que estão a financiar esta guerra, países do Médio Oriente como a Arábia Saudita, e os países do ocidente que apoiam os rebeldes. Estão decididamente a apoiar o terrorismo. Por isso, precisamente, basta de vender armas, basta de vender armas à oposição moderada pois esta não existe e nunca existiu.
A única defesa do povo sírio nestes cinco anos, a única defesa foi o seu próprio exército nacional. E agora ultimamente a Rússia.
Jornalista - Seja como for, matam civis… Ou não?
MGO que acontece aqui é que só se divulgam os erros de uma parte, e não os da outra. Eu falo do que vivi, do que vi com estes meus olhos…
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* - Ver a entrevista no vídeo em http://www.rtp.pt/noticias/mundo/missionaria-argentina-em-alepo-desde-2011_v964505.

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2016-09-28

 

Hoje, há 42 anos, o MFA e o povo derrotou o golpe do Gen.Spínola

Hoje, há 42 anos, o Movimento das Forças Armadas (MFA) juntamente com os partidos de esquerda, sindicatos e movimentos populares, derrotou a primeira grande mobilização e tentativa de golpe contra-revolucionário dirigido pelo general Spínola, com o apoio do Banco Espírito Santo, outros banqueiros e muitos outros "donos disto tudo" - os privilegiados e sustentáculo do regime fascista - cujo derrube se iniciara 5 meses antes, em 25 de Abril com o levantamento armado dos capitães, o MFA. 
O movimento dos capitães era constituido por um grupo muito elevado de capitães e outros oficiais de baixa patente, dos três ramos das FFAA. Era politicamente heterogéneo, unia-os em primeiro lugar o desejo de acabar com as guerras coloniais e a consciência de que eram guerras votadas ao fracasso. Havia uma parte muito reduzida com forte consciência política e conhecimento do que era a luta de classes. 
Com o levantamento militar o povo saiu à rua e transformou um golpe militar, ainda que progressista, numa revolução. Revolução interrompida em 25 de Novembro de 1975.
Os capitães não eram generais e a maior parte deles achava necessário ter a seu lado uma ou mais alta patente, para não subverter completamente os deveres de disciplina e submissão à hierarquia militar. E possivelmente todos consideraram que ter do seu lado o General Costa Gomes que foi sempre um apoio efectivo ainda que titubeante e "Rolha" era muito importante assim como importante ter o gen. Spínola porque, reaccionário como era, era um factor desinibidor de resistência armada, mesmo que suicida, das forças militares do salazarismo. Os "poderosos do regime fascista", com Spínola a comandar (simbolicamente) o golpe ficavam esperançados em que o poder efectivo, económico e político voltaria ao bom caminho.

O MFA colocou o Gen. Spínola como Presidente da Junta de Salvação Nacional com funções de PR até às eleições para a Assembleia Constituinte, em 25 de Abril de 1975, e aceitou que o órgão (oficial) máximo do poder tivesse na sua composição contra-revolucionários escolhidos por Spínola. 
Este tentou o golpe contra o MFA logo em 13 de Junho de 1974, numa reunião de militares nas instalações da Manutenção Militar, exigindo plenos poderes. Foi vencido. Depois organizou com mais minúcia e mais tempo o golpe do 28 de Set.  Fez muitas visitas a quartéis "roncando" contra o MFA, verberando os horrores dos movimentos populares que desgovernavam a "boa ordem", levavam o país para o anarquia. Contra o MFA e a escumalha popular que queriam entregar as colónias aos movimentos guerrilheiros subversivos e não aos brancos que lá viviam, como seria justo, ainda que com a participação cordata de africanos respeitadores da "ordem". Spínola organizou com mais apoios (lá aparece o BES entre outros bancos a financiar o plano restauracionista) uma poderosa movimentação que deveria culminar numa grandiosa manifestação nacional da "Maioria Silenciosa" junto do palácio de Belém, pelas 15 horas de 28 de Set, para lhe dar "legitimidade" e força para usurpar o poder. 

O MFA acabou por proibir a manifestação e ela foi inviabilizada também pela acção das célebres barragens populares nas estradas de acesso a Lisboa e a revista às viaturas. Segundo o Relatório do MFA, reproduzido em Textos Históricos da Revolução, de Orlando Neves editorial Diabril (2ª edição Abril 1976), foram apreendidas nestas barragens além de armas brancas perto de mil armas de fogo e 10 mil munições.
Derrotado, Spínola resignou. Foi substituído pelo Gen Costa Gomes na presidência da Junta de Salvação Nacional. Passou a partir daí a organizar o golpe militar que eclodiu em 11 de Março de 1975. Foi derrotado pela 3ª vez, como se sabe.
Seguem-se fotos de algumas páginas do livro indicado linhas atrás:








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MARIANA MORTÁGUA NUNCA DESILUDE!

A Mariana Mortágua é um grande quadro político, e a irmã Joana, que não tem tido tanta visibilidade, dizem-me que também o é. 
Mariana tem intervenções políticas sempre relevantes, no conteúdo e na forma. Tem uma excelente capacidade de comunicação. Não se lhe nota nem vaidade nem arrogância. É simpática e ainda tanto ela como a irmã são bonitas. Arre que é demais!
Encontrei o pai, faz tempo, numa concentração qualquer, no Largo Camões e dei-lhe os parabéns. Olhou-me com ar perscrutador: onde é que este gajo quer chegar. Parabéns pelas filhas que tens, Camilo! Que são grandes quadros políticos e seguramente o orgulho da família!!
Não sou propriamente um íntimo do Camilo Mortágua mas, encontramos-nos por vezes e fomos companheiros de luta. Em exércitos diferentes mas com o mesmo inimigo. Ele na Luar e eu na ARA.
O BE está bem entregue e numa altura em que estive com o Francisco Louçã que várias vezes em que me via me interrogava «mas quando é que te inscreves no Bloco?» ora, dizia eu, encontrei o Louçã e provoquei-o: "desde que entregaste o BE às mulheres aquilo está muito melhor".
Tenho pena que sérios problemas de saúde tenham afastado o meu velhoe querido amigo João Semedo do importante papel que tinha. 
Aconselho-vos este vídeo e verão que não se arrependem.

 

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2016-08-21

 

"O ocidente está reduzido a canibalizar-se"

«O artigo ["O ocidente está reduzido a canibalizar-se"  por Paul Craig Roberts *]  é longo, parece consistente e tem origem verificável. Diz basicamente o que se sabe há muito do FMI: Deixa um rasto de miséria por onde passa. Há fiéis nacionais desta igreja.»
As palavras são de Carlos Matos Gomes, coronel que foi "capitão de Abril" e um  conceituados escritor.
Encontrei o texto no Facebook onde somos "amigos" e trago-o para aqui para estar mais à mão.
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[*] Paul Craig Roberts foi Secretário de Estado Adjunto do Tesouro para a política económica e editor associado do Wall Street Journal. Colunista na Business Week, Scripps Howard News Service e Creators Syndicate. Tem tido muitas intervenções em universidades. Os seus textos na internet são seguidos no mundo inteiro. Os livros mais recentes de Paul Craig Roberts são The Failure of Laissez Faire Capitalism and Economic Dissolution of the West , How America Was Lost e The Neoconservative Threat to World Order.
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O artigo original, em Inglês, encontra-se aqui: http://www.paulcraigroberts.org/2016/01/30/the-west-is-reduced-to-looting-itself-paul-craig-roberts/  "Tradução de DVC."
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" Eu próprio, Michael Hudson, John Perkins e alguns outros, temos relatado os múltiplos saqueios de povos pelas instituições económicas ocidentais, principalmente os grandes bancos de Nova Iorque com a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI). 
Os países do terceiro mundo foram e são saqueados ao serem induzidos em certos planos de desenvolvimento. A governos crédulos e confiantes é-lhes dito que podem tornar os seus países ricos contraindo empréstimos externos para implementarem planos de desenvolvimento que as potências ocidentais apresentam e que teriam em resultado desse desenvolvimento económico suficientes receitas fiscais para pagamentos dos empréstimos externos.
Raramente, se alguma vez, isso acontece. O que acontece é que o país se torna endividado até ao limite, muito para além dos seus ganhos em moeda estrangeira. Quando o país é incapaz de satisfazer o serviço de dívida, os credores enviam o FMI ao governo endividado para dizer que o FMI poderá proteger o rating financeiro do governo emprestando-lhe dinheiro para pagar aos seus credores bancários. No entanto, as condições impostas são que o governo deverá tomar as necessárias medidas de austeridade a fim de poder pagar ao FMI.
Estas medidas consistem em restringir serviços públicos, o sector estatal, pensões de reforma e vender recursos nacionais aos estrangeiros. O dinheiro economizado pela redução de benefícios sociais e o obtido com a venda de activos do país aos estrangeiros serve para pagar ao FMI.
Esta é a maneira pela qual historicamente o Ocidente tem saqueado países do terceiro mundo. Se o presidente de um país estiver relutante em entrar em tal negócio, ele simplesmente é subornado, como governos gregos foram, juntando-se ao saque do país que pretensamente representaria. Quando este método de saque se esgota, o Ocidente compra terras agrícolas forçando países do terceiro mundo a abandonarem uma política de auto-suficiência alimentar, produzindo uma ou duas culturas para exportação.
Esta política tornou populações do terceiro mundo dependentes das importações de alimentos do ocidente. Normalmente as receitas de exportação são captadas por governantes corruptos ou pelos compradores estrangeiros que pagam preços reduzidos pelas exportações enquanto os estrangeiros vendem alimentos demasiado caro. Desta forma, a auto-suficiência é transformada em endividamento.
Com o terceiro mundo explorado até aos limites possíveis, as potências ocidentais resolveram saquear os seus próprios países. A Irlanda tem sido saqueada, o saque da Grécia e de Portugal é tão severo que forçou um grande número de mulheres jovens à prostituição. Mas isso não incomoda a consciência ocidental.
Anteriormente, quando um país soberano se encontrava com endividamento superior ao que poderia suportar, os credores tinham que anular parte da dívida até um montante em que o país pudesse suportar. No século XXI, como relato no meu livro The Failure of Laissez Faire Capitalism, esta regra tradicional foi abandonada.
A nova regra é que a população de um país, até mesmo de países cujos dirigentes de topo aceitaram subornos para endividar o país a estrangeiros, deve ter as pensões de reforma, emprego e serviços sociais reduzido. Além disto, valiosos recursos nacionais como sistemas municipais de água, portos, lotaria nacional e espaços naturais protegidos, tais como as ilhas gregas protegidas, vendidas a estrangeiros, que ficam com a liberdade de aumentar os preços da água, negar ao governo grego as receitas da lotaria nacional e vender a imobiliárias o patrimônio nacional protegido da Grécia.
O que aconteceu à Grécia e a Portugal está em curso em Espanha e Itália. Os povos são impotentes, porque seus governos não os representam. E não se trata apenas de governantes que receberam subornos, os membros dos governos possuem a lavagem cerebral de que os seus países devem pertencer à União Europeia, caso contrário, serão ultrapassados pela história.
Os povos oprimidos e sofredores sofrem o mesmo tipo de lavagem cerebral. Por exemplo, na Grécia o governo eleito para evitar o saque da Grécia estava impotente porque a lavagem cerebral ao povo grego era para que custasse o que custasse deviam permanecer na UE. A junção de propaganda, poder financeiro, estupidez e subornos significa que não há esperança para os povos europeus.
O mesmo é verdade nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Reino Unido. Nos Estados Unidos dezenas de milhões de cidadãos dos EUA aceitaram tranquilamente a ausência de qualquer rendimento de juros sobre suas poupanças durante sete anos. Em vez de levantarem questões e protestarem, os americanos aceitaram sem pensar a propaganda de que a sua existência depende do êxito de um punhado de megabancos artificialmente criados, "grandes demais para falir". Milhões de americanos estão convencidos de que é melhor para eles deixar degradar as suas economias do que um banco corrupto falir.
Para manter os povos ocidentais confusos sobre a real ameaça que enfrentam, é dito às pessoas que há terroristas atrás de cada árvore, de cada passaporte, ou mesmo sob cada cama, e que todos serão mortos a menos que o excessivo poder do governo seja inquestionável. Até agora isso tem funcionado perfeitamente, com falsas palavras de ordem, reforçando falsos ataques terroristas, que servem para evitar a tomada de consciência de que isto não passa de um embuste para acumular todos os rendimentos e riqueza em poucas mãos.
Não contente com sua supremacia sobre os "povos democráticos", o “um por cento” dos mais ricos avançou com as parcerias Transatlântica (TTIP) e Transpacífica. Alegadamente, são "acordos de livre comércio" que beneficiarão a todos. Na verdade, são negociações cuidadosamente escondidas, secretas, que permitem o controlo de empresas privadas sobre as leis de governos soberanos.
Por exemplo, veio a público que no âmbito do TTIP o Serviço Nacional de Saúde no Reino Unido poderia ser regido por tribunais privados, instituídos no âmbito daquele tratado e, constituindo um obstáculo para seguros médicos privados, ser processado por danos a empresas privadas e até mesmo forçado à sua extinção.
O corrupto governo do Reino Unido sob o vassalo de Washington David Cameron bloqueou o acesso aos documentos legais que mostram o impacto da parceria transatlântica no Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha.
www.globalresearch.ca/...
Para qualquer cidadão de um país ocidental, que seja tão estúpido ou tenha o seu cérebro tão lavado para não ter percebido isso, a verdadeira intenção da política do "seu" governo é entregar todos os aspectos das suas vidas ao apoderamento de interesses privados
No Reino Unido, o serviço postal foi vendido a um preço irrealista a interesses privados com ligações políticas. Nos EUA os republicanos e talvez os democratas, pretendem privatizar o Medicare e a Previdência Social, assim como privatizaram muitos aspectos das forças armadas e do sistema prisional. As funções do Estado tornaram-se alvos para o lucro privado.
Uma das razões para a escalada do custo do orçamento militar dos EUA é a sua privatização. A privatização do sistema prisional dos EUA resultou em que grande número de pessoas inocentes é enviada para a prisão e forçada a trabalhar para a Apple Computer, para empresas de vestuário que produzem para as forças armadas e para um grande número de outras empresas privadas. Os trabalhadores da prisão são pagos tão baixo quanto 69 centavos por hora, inferior ao salário chinês.
Isto é a América hoje. Policiais corruptos. Promotores de Justiça corruptos. Juízes corruptos. Mas máximo lucro para os capitalistas dos EUA a partir de trabalho nas prisões. Os economistas do livre mercado glorificaram prisões privadas, alegando que seriam mais eficientes. E na verdade são eficientes em fornecer os lucros do trabalho escravo para os capitalistas.
Mostramos uma reportagem sobre o primeiro-ministro Cameron negando informações sobre o efeito da parceria transatlântica TTIP no Serviço Nacional de Saúde britânico.
www.theguardian.com/...
O jornal britânico Guardian, que várias vezes teve de prostituir-se para manter um pouco de independência, descreve a raiva que sente o povo britânico pelo sigilo do governo sobre uma questão tão fundamental para o seu bem-estar. Contudo, continuam a votar em partidos políticos que têm traído o povo britânico.
Por toda a Europa, governos corruptos controlados por Washington têm distraído as pessoas sobre a forma como são vendidos pelos "seus" governos, concentrando a sua atenção nos imigrantes, cuja presença decorre de governos europeus representarem os interesses de Washington e não os interesses de seus próprios povos.
Algo terrível aconteceu à inteligência e a consciência dos povos ocidentais, que parecem já não ser capazes de compreender as maquinações dos "seus" governos.
Governo responsável nos países ocidentais é história. Apenas fracasso e o colapso aguarda a civilização ocidental.

[*] Foi secretário de Estado Adjunto do Tesouro para a política económica e editor associado do Wall Street Journal. Colunista na Business Week, Scripps Howard News Service e Creators Syndicate. Tem tido muitas intervenções em universidades. Os seus textos na internet são seguidos no mundo inteiro. Os livros mais recentes de Paul Craig Roberts são The Failure of Laissez Faire Capitalism and Economic Dissolution of the West , How America Was Lost e The Neoconservative Threat to World Order .
     O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/ . Tradução de DVC.
 

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