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2014-04-07

 

Bronca na RTP: José Rodrigues dos Santos diz-se insultado por Sócrates

José Rodrigues dos Santos voltou, ontem, a estar de serviço ao espaço de comentário  de José Sócrates na RTP.  E... foi a bronca.
Há muitos ex-governantes a fazer comentário político nos vários canais de TV. Mas como se sabe Sócrates é “especial” e como é especial José Rodrigues dos Santos decidiu num anterior programa, sem acordo nem aviso prévio, transformar o espaço de comentário político de José Sócrates que leva o sugestivo título de “Opinião de José Sócrates” numa entrevista em que confrontou o ex-1ºM com o sua  governação.
O incidente causou escândalo, ganhou até o estatuto de cilada jornalística e foi criticado entre os profissionais dos media como uma infração à ética profissional. Em contrapartida o incidente foi muito aplaudido pelos que antipatizam com Sócrates em especial os que entram em transe só ao lhe ouvirem o nome.  
Ontem o "animal feroz" deu resposta a JRS.
Sócrates opinava sobre o ataque de Durão Barroso a Constâncio a propósito do BPN quando dirigindo-se diretamente a JRS comenta o seu comportamento no anterior programa:
 “tem-se comportado de forma adversarial, no sentido de se colocar no papel de advogado do diabo – estou a citá-lo bem? – mas até o advogado do diabo pode ser inteligente e pode perceber que não basta papaguear  tudo aquilo que nos dizem para fazermos uma entrevista  – e Sócrates volta ao comentário sobre DB. Isso que Durão Barroso diz é um fábula e o intento dele é branquear uma burla de uma entidade financeira privada. No BPN é preciso é culpar os ladrões, os que cometeram os crimes, e Durão Barroso se conhecia alguma coisa porque continuou a chamar para o seu governo e para cargos no PSD as pessoas do BPN quando era 1ºM? Porque não fez nada contra essas pessoas? Deve uma explicação ao país, não basta ficar por insinuações. Nisto eu espero que até o José Rodrigues dos Santos me acompanhe. Este que aguentou calado e estoicamente o ataque de Sócrates e por fim respondeu:
Muito bem. Fica registado o insulto, ao qual não vou responder, de resto.

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2014-04-04

 

EDP Conselho Geral e de Supervisão - 6 ex-ministros. Catroga preside a 40.000€ por mês

O Sr Carlos Tavares, um português de sucesso, presidente da construtora francesa da Peugeot/Citroen, queixou-se a propósito da empresa do grupo de Mangualde que a eletricidade em Portugal é muito caro e a título de exemplo informou que é 40% mais cara que em França. Naturalmente preocupa-o o custo da energia elétrica para a industria, mas para si que me está a ler ou para mim que não somos industriais mas consumimos eletricidade se levarmos em conta as diferenças de nível salarial, então o custo real da eletricidade para um português é sem dúvida mais do dobro do que para um francês.
Mas para além do preço que aparece na fatura da EDP não devemos esquecer que pagamos à EDP através dos nossos impostos as rendas obscenas que o Governo em nome do Estado (ou seja do nosso bolso) paga à EDP por cada Watt/hora de eletricidade “limpa” ( eólica ou biomassa) que ela produz. Um escândalo comparado com o que a EDP recebe do Estado espanhol nas mesmas circunstancias ou um escândalo maior se comparado com o que a EDP recebe nos EUA em idênticas circunstâncias. A EDP recebe 101,8 € por cada MWH de eletricidade "limpa" produzido em Portugal. Mas em Espanha onde o seu poder de influência é menor contenta-se com 88 €e nos EUA basta-lhe 35,82 € (ver aqui) e ainda ganha o que deve ganhar, obviamente.

Porque paga então o nosso governo (nosso salvo seja, abrenúncio) tanto à EDP. Ora, ora… é que a EDP, no passado e no presente, mesmo depois de privatizada por Passos/Portas e nacionalizada pelo governo chinês, é amiga dos Srs. que nos governam. No governo os corruptos dão dinheiro (o nosso é claro, não o deles) à EDP em forma de legislação favorável, rendas, etc. e a EDP, amiga, devolve uma centésima parte dos dinheiros de favor do governo aos Srs. governantes quando abandonarem a governação sob a forma de um emprego de luxo. Só uma centésima parte? Claro, os Srs que fazem parte deste clube recreativo da majestática EDP, são uns meros empregados ainda que de luxo. Os lucros… esses têm de ir para os grandes acionistas que pertencem já ao bando dos "donos de Portugal".
Vejamos só a título de curiosidade aqui: link quem são os 23 membros desse órgão, montra honorífica e manjedoura de portugueses dos mais ilustres que não percebem porque o desprezível povão os não reverencia. E se quiser conhecer os curricula destes nobres escudeiros é só um clique no ilustre nome de cada um (no site da EDP. Link umas linhas acima) e lá vêm além dos muitos graus académicos as funções governamentais que exerceram.

Entre os 23 felizes contemplados, orgulho da nação empobrecida, há quatro chineses, um Sr. do Dubai, um da Argélia e dois de Espanha. Os restantes 15 são portugueses dos quais 6 foram ministros (4 de governos do PSD e 2 de governos do PS ainda que um destes tenha sido um ministro emprestado pela direita a Guterres. Há ainda um general e governante em Macau, e vários banqueiros além de pessoal das grandes corporações nacionais.
São portugueses dos melhores e não da canalha que vive acima das suas possibilidades. Estes portugueses nem conseguem por mais que gastem estar à altura das suas possibilidades. Quase todos estes ilustres delapidadores da minguada riqueza nacional têm remunerações de muitas mais origens. Para alguns estes 30 ou 40 mil euros mensais são pouco mais que uns trocos.
Lembram-se daquele Sr. já um pouco confuso que Passos Coelho que faz de 1ºM pôs a MNE que se dizia ter 30 tachos e eu que não acreditei fui à net e encontrei numa das corporações empresariais em que se aboletava e vi que ele declarava no seu currículo 33, sim, 33 empregos simultâneos.

O Presidente desta seita supervisora da EDP é o Sr Eduardo Catroga e é remunerado a 40 mil euros mensais. Dizem os invejosos e detratores que tal se deve à gratidão do CC do PC Chinês pela ajuda que deu, como conselheiro e sponcer de Passos Coelho, à excelente privatização (portuguesa)/nacionalização (chinesa)).
O vice presidente - diz-me aqui o meu vizinho Nicolau que sabe tudo ou quase tudo - que esse fica-se pelos 35 e os outros pelos 30 mil euros mensais 14 vezes por ano. E que ainda há os prémios e os carros e os gabinetes e os cartões de crédito e as viagens de inspeção por esse mundo de Deus, etc, etc. Gastamos – diz-me ele - nas nossas faturas da eletricidade, só com esta rapaziada chique uns 16 milhões em vencimentos e outros 16 milhões nas coisas que têm que gastar para exercerem convenientemente a suas funções patrióticas sinolusitanas.
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Conselho Geral e de Supervisão da EDP - Composição

Eduardo de Almeida Catroga  - Presidente   ex- min de CavacoDingming Zhang
Vice- presidente (em representação da China Three Gorges Corporation)
Guojun Lu - Vogal (em representação da China International Water & Electric Corp.)
Ya Yang - Vogal (em representação da China Three Gorges New Energy Co. Ltd.)
Shengliang Wu - Vogal (em representação da China Three Gorges International - Europe - S.A.)
Felipe Fernández Fernández -Vogal (em representação da Cajastur Inversiones, S.A.)
Luis Filipe da Conceição Pereira  -  Vogal (em representação da José de Mello Energia, S.A.)   ex-min de Barroso
Mohamed Ali Ismaeil Ali Al Fahim Vogal (em representação da Senfora SARL)
Nuno Manuel da Silva Amado    -   Vogal
Harkat Abderrezak - Vogal (em representação da Sonatrach)
José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi - Vogal
Alberto João Coraceiro de Castro-  Vogal
António Sarmento Gomes Mota    -  Vogal
Maria Celeste Ferreira Lopes Cardona  - vogal - Ex- min de Barroso
Fernando Masaveu Herrero  - Vogal
Ilídio da Costa Leite de Pinho  -   Vogal
Jorge Braga de Macedo  - Vogal   -  Min Finanças Cavaco
Manuel Fernando de Macedo Alves Monteiro  - Vogal            
Paulo Jorge de Assunção Rodrigues Teixeira Pinto – Vogal
Vasco Joaquim Rocha Vieira    -  Vogal
Vítor Fernando da Conceição Gonçalves - Vogal
Rui Eduardo Ferreira Rodrigues Pena - Vogal (Presidente da Mesa da Assembleia Geral)  - Min Defesa PS  Guterres
Augusto Carlos Serra Ventura Mateus  - Vogal - ex- min  PS Guterres

2014-04-01

 

A Ucrânia vai provar a receita da "troica"


Superfície: 603,550 Km2 - habitantes 44, 300 milhões. 67% da população tem como 1ª língua o ucraniano (língua oficial), 24% o russo, 9% outras. PIB per capita 7.400 dólares (2013) (Fonte CIA The World Factbook)
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Os EUA e a Alemanha com a UE a reboque, querem conquistar aquele enorme território à influência da Rússia que ameaça voltar, a prazo, a ser uma grande potência. Esta, como é óbvio, quer a todo o custo manter as antigas repúblicas soviéticas na sua órbita e manter a superpotência norte-americana e a NATO o mais longe possível das suas fronteiras.
Este é o grande jogo estratégico em torno da Ucrânia onde o interesse das populações que não os das pequenas tribos oligárquicas que as dominam, são a última coisa a ter em conta, sem perderem de vista, no entanto, a necessidade de anestesiar os povos com a propaganda, a demagogia e a mentira. 
Já se viu que nem a Casa Branca nem os contribuintes norte-americanos  estão dispostos a apostar muito neste poker no qual os interesses do povo ucraniano estão ausentes.
Uma Ucrânia hostil à Rússia traria a esta perdas muito superiores aos ganhos que daí adviessem para Washington ou Berlim por isso todos os “jogadores” tem presente que a Rússia está disposta a aumentar a parada para lá da que é aceitável àquelas capitais.  
Não sendo possível comprar a Ucrânia a baixo preço a normalização por via negocial prevalecerá e já está a fazer o seu caminho.
Nestas “guerras” geoestratégicas,
Receio que a população que acorreu à praça Maidan, justamente descontente com o seu governo corrupto e que viu a sua luta ser aproveitada por grupos terroristas bem organizados da extrema-direita, incluindo nazis, vá sofrer uma grande desilusão com a sua entrada ou aproximação à UE.
O FMI já está a “ajudar” e os EUA, assim como Berlim, levando Bruxelas a reboque, também emprestarão dólares e euros mas com juros e contrapartidas político-sociais, a um preço que nós conhecemos mas os ucranianos nem sonham.  
Na sua crónica “Um mundo de trevas?”, no Público de ontem, António Correia de Campos, oferecia-nos o perfume da ”ajuda” que o FMI, Washington e Berlim (oficialmente a UE) aprontam para “salvar” a Ucrânia. Uma espécie de troica com a conhecida austeridade e correspondente agravamento das assimetrias sociais: privatizações, ricos mais ricos e pobres mais pobres, com a débil classe média a desaparecer .
Diz Correia de Campos:
«A Ucrânia recebeu a promessa de 13 mil milhões de euros do FMI, aos quais se seguirá mais um milhar de milhões dos próprios Americanos, se o Congresso concordar, e mais algum da União Europeia. As condições são ferozes, mas estão em linha com a gravidade do despautério em que a Ucrânia tem vivido.
O preço do gás vai duplicar e o da gasolina quintuplicar. As pensões virão para metade e a frota de viaturas do estado vai ser leiloada. Provavelmente os preços administrados passarão a preços de mercado o que significa que transportes públicos, habitação, aquecimento, água e electricidade, educação e saúde passarão a ser pagas por valores reais. Ou seja, com vinte anos de atraso em relação às restantes repúblicas da antiga URSS, o país fará a sua entrada abrasiva na órbita do capitalismo. Duvido que queira aderir à União Europeia. Os Ucranianos sentirão na pele, além do frio do próximo inverno, a penúria por perda do equilíbrio precário em que viviam. Passarão anos a braços com o FMI e o Banco Mundial. »

2014-03-21

 

Donetsk em ebulição na Ucrânia pró-Rússia

 
Extratos da reportagem de Paulo Moura, em Donetsk, (Ucrânia) no Público de hoje (link):

(Mapas e imagens são da cidade de Donetsk tiradas de aqui )
 
«A população nunca tinha sentido essa necessidade, nem a situação económica justificava agitação social. Mas agora o medo dos“fascistas” de Kiev, em certa medida empolado artificialmente, faz crescer o medo e a divisão. “Tentámos criar um país, mas não foi possível”,dizem os manifestantes na Praça Lenine.

A discussão começa todos os dias a meio da tarde. É uma combinação de tertúlia de reformados com uma acção de agit/prop, ali junto à estátua de Lenine, no centro de Donetsk, sob temperatura negativa. “Há dois meses, eu daria a vida pela Ucrânia”, diz uma mulher, exaltada com as mudanças a que tem assistido em si própria. “Mas o que aconteceu em Maidan matou o meu amor pela Ucrânia.”


 Isto não quer dizer que não seja patriota, explica ainda a mulher, Ana Ivanova, 60 anos, professora primária.“Sou mais patriota do que os fascistas de Maidan.” Para ela, não há incoerência entre patriotismo e o facto de se ter acabado de trocar de pátria. Para Valentina Kavalienka, 50 anos, professora, mas de Matemática, também não.“Já me habituei à ideia de perder a Ucrânia”, diz ela, transformando isso num acto de coragem. “Eu não tenho medo por mim, mas pelos nossos filhos e netos. Todas estas pessoas choram pelo país que perderam. Mas não somos traidores.”

Ana pede para recitar um poema que escreveu sobre a situação: “Maidan roubou a minha boa mãe/ Deu-me uma má madrasta./ Agora quero ir para casa.”

Não há slogans nem cânticos na manifestação dos patriotas sem pátria. O grupo de menos de cem pessoas, na maioria mulheres, nenhuma com menos de 50 anos, discute com raiva, sobrepondo vozes e argumentos. “Os fascistas estão a chegar. Já criaram milícias e começaram a matar as pessoas que falam russo. Cada um de nós pode ser o próximo. Estão a chegar, como em 1933, os fascistas”, diz Valentina Kavalienka. “Em Kiev já estão a ensinar nas escolas que é preciso matar os 'moscal'.”

É um termo pejorativo que designava os ucranianos que traziam o sotaque de Moscovo, por terem servido no Exército do Império Russo. Hoje é o insulto usado para definir os ucranianos do Leste e Sul, de origem e língua russa. Estes chamam “banderas”aos ucranianos do Ocidente, numa referência a Stepan Bandera, o líder nacionalista que colaborou com os nazis, combatendo os russos.
 
 
“Há 24 anos que tentamos construir um país. Mas não foi possível”, diz Valentina. “O problema começou em 1991, com o colapso da União Soviética. Nunca nos perguntaram se concordávamos. Foi ilegal romper o acordo que existia entre as repúblicas.” ......

.... Economicamente, a região do Donbass tem fortes ligações com a Rússia, embora seja fundamental para a Ucrânia. As minas de carvão e as fábricas de aço produzem parte significativa da riqueza da Ucrânia, embora os seus clientes sejam maioritariamente russos. Nem poderá ser de outra forma, uma vez que a sua produção não cumpre os critérios de qualidade da União Europeia, dizem os economistas na região. E reconhecem que, com uma exploração adequada destes argumentos, é provável que tanto russos como industriais e trabalhadores do lado ucraniano venham a considerar a anexação do Donbass na Rússia como do seu interesse.

Alexandra Karabenikova, 28 anos, designer de jardins, vive há cinco anos em Donetsk e nunca foi à Rússia, cuja fronteira fica a cerca de 200 quilómetros. “Nunca senti vontade de ir lá. Para quê?" Donetsk é uma metrópole com mais de um milhão de habitantes, e Alexandra gosta de viver aqui. “Há muitos parques, muita coisa para fazer”, diz ela, sentada num restaurante enorme, repleto de jovens. Os monitores de televisão emitem videoclipsde bandas russas e ucranianas. Alexandra nem sempre distingue uns dos outros.“O que significa isso de ser etnicamente russo? Não sei. Quer dizer que cantam o hino russo? Eu nem sei distinguir os russos dos ucranianos”, diz ela, que tem mãe russa e pai ucraniano.

As questões identitárias só foram exacerbadas nos últimos meses. O cariz nacionalista ou fascista que assumiu a revolução da Maidan de Kiev assustou os russos das regiões de Donetsk, Karkhiv, Dnepropetrovsk, tal como aconteceu com os da Crimeia. Em Donetsk, cerca de 40% da população tem origem russa, mas são mais de 60% os que têm o russo como primeira língua.

As declarações contra os russos, contra os “moscal”,feitas pelas novos governantes de Kiev lançaram o medo nalgumas franjas da população. O fantasma dos “banderas”e dos fascistas foi crescendo, em grande medida empolado artificialmente. Segundo as autoridades de Kiev, por obra dos serviços secretos russos.

As claques de futebol do Shakhtar Donetsk
É difícil distinguir informação e rumor, quando se fala da presença na região de milícias pró-Maidan, constituídas por elementos do Sector Direito e outros grupos radicais. É verdade que os grupos mais visíveis de activistas pró-Ucrânia foram constituídos pelas claques de futebol do clube Shakhtar Donetsk. O seu estilo violento e fascizante não ajudou a dissipar os medos da comunidade russa.
.... »

2014-03-09

 

Agora que há nazis no governo da Ucrânia lembremos BABI YAR

Imagens do massacre de 100.000 ucranianos, judeus, comunistas, ciganos, prisioneiros soviéticos, deficientes, homossexuais) nas ravinas de Babi Yar, em Kiev, em 1941, pelos nazis com colaboraqção de fascistas ucranianos (ampliar com um clique)
 


 
 
Agora que o governo  da Ucrânia tem 5 ministros, incluindo o da defesa e o das polícias, de extrema direita, do partido “Svoboda” e até nazi ( “Sector Direito”), agora que os nazis e afins estão no governo da Ucrânia com o apoio entusiasmado de Durão Barroso, da UE, da Srª. Hillary Clinton e dos EUA, lembremos Babi Yar.
 
Não esqueçamos que o governo que estava tinha sido eleito em 2012, em eleições que foram aceites internacionalmente e, apesar de corrupto como o português, o grego e outros tão do agrado da nossa querida UE foi substituido com o aplauso e apoio de Bruxelas e Washington por um governo eleito por voto de braço no ar, numa praça em tumulto, dominada por grupos armados, de extrema direita e também nazis. O mais conhecido destes o "Sector Direito" para que ninguém se equivocasse  pintou uma cruz gamada gigantesca na fachada da sua nova sede, em instalações da câmara municipal de Kiev, que ocupou.
 
Mas, lembremos BABI YAR.
Em Junho de 1941 as tropas de Hitler invadiram a União Soviética e em 19 de Setembro após uma batalha em torno de Kiev que durou 45 dias, as tropas nazis entraram na cidade.
Cerca 20% dos habitantes da capital da Ucrânia, umas 160.000 pessoas, eram ucranianos de origem judaica. Com a aproximação das tropas alemãs, conhecedores do que os nazis vinham fazendo, perto de cem mil ucranianos de raça judaica, a maioria homens, tinham fugido para leste antes da conquista da cidade.
Deu-se então o início do genocídio. De judeus, comunistas, prisioneiros soviéticos,  ciganos e outros grupos civis. Começou  com o fuzilamento de todos os 700 doentes que se encontravam no hospital psiquiátrico da capital.
Em 28 de Setembro de 1941, os nazis afixaram pelas paredes e postes de Kiev este aviso:
“Ordena-se a todos os judeus residentes em Kiev e arredores que compareçam à esquina das ruas Melnyk e Dokterivsky, às 8 horas da manhã de segunda feira 29 de Setembro de 1941 trazendo consigo documentos, dinheiro, roupa interior, etc. Aqueles que não comparecerem serão fuzilados. Aqueles que entrarem nas casas evacuadas por judeus e roubarem pertences destas casas serão fuzilados.”
É claro, o conteúdo das residências judias, dos comunistas, dos ciganos e dos outros perseguidos era para os nazis não para os eslavos, “povos inferiores”.
Os ucranianos judeus que compareceram, na grande maioria mulheres, crianças e velhos julgavam que iam ser transferidos para qualquer outro lado mas foram levados para a célebre ravina de Babi Yar nos arredores da cidade. A multidão foi obrigada a passar por um longo corredor de soldados armados de metralhadoras. Avançavam em grupos de dez que ao chegarem, lá longe, à beira das ravinas eram fuzilados.
Segundo os relatórios alemães, apanhados depois da guerra, no massacre que durou dois dias, levado a cabo pelas “unidades móveis de fuzilamento”, os Einsatzgruppe, apoiados por um batalhão das Waffen-SS, foram assassinados de uma só vez 33.771 ucranianos judeus e nos meses seguintes mais alguns milhares de judeus. Calcula-se que em Babi Yar terão sido fuzilados mais de 100.000 ucranianos, judeus, comunistas, ciganos, prisioneiros de guerra soviéticos, homosexuais, deficientes.
Nestas operações genocidas de uma inominável crueldade colaboraram algumas unidades de polícia constituídas por ucranianos que apoiaram os nazis e que deram origem a grande confronto político e ideológico após a vitória do exército soviético que expulsou os invasores alemães, em 6 de Novembro de 1943. A Ucrânia assim como a Polónia foi governada, durante o domínio alemão hitleriano, pelo gauleiter nazi, Erich Koch, governador da Prússia Oriental, condenado a prisão perpétua, após o fim da II Guerra Mundial.
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Fontes: Babi Yar de Yevgeny Yevtushenko, Babi Yar de Anatoly Kuznetzov (livros do Brasil 1989) e outras fontes da internet.

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2014-03-06

 

Os snipers que mataram polícias e civis em Kiev estariam por conta do actual poder

 
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Urmas Paet, na sequência da sua visita a Kiev, em 25 de Fevereiro, durante os confrontos da Pçª Maidan, informou Catherine Ashton, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e Vice-Presidente da Comissão Europeia, de que
 
"há agora uma convicção cada vez mais forte de que por detrás dos atiradores furtivos [que mataram polícias e civis] não estava Yanukovich mas alguém da atual coligação". "Toda a evidência mostra que foram os mesmos atiradores furtivos que mataram pessoas de ambos os lados, polícias e civis", da Praça Maidan. Segundo outra fonte, reproduzida a seguir, o MNE da Letónia disse que "é muito preocupante que as novas autoridades não queiram investigar isto"
 
Catherine Ashton reagiu à informação dizendo que "Bem,... isso é, isso é terrível" acrescentando que isso é matéria para investigação"
Este diálogo telefónico entre Paet e Ashton foi objecto de fuga para as redes sociais. Quem ficou incomodado com a fuga desmentiu mas o ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia, confrontado com o texto do telefonema confirmou-o.
 
(Notícia completa,* mais abaixo, neste post em Inglês, obtida aqui: http://rt.com/news/estonia-confirm-leaked-tape-970/ )
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Outra fonte com vários vídeos sobre a situação política na Ucrânia [http://www.larepublica.es] diz sobre o mesmo assunto o seguinte:
 
"Funcionarios del Servicio de Seguridad ucranianos interceptaron la conversación telefónica en la que los políticos intercambiaban sus impresiones sobre los recientes acontecimientos en Ucrania.
Cuando abordaron el uso de la fuerza durante las protestas, Paet [Urmas Paet, MNE da Letónia] ofreció información que confirma los rumores de que los francotiradores fueron contratados por los propios líderes de Maidán.
Según el ministro de Estonia, las pruebas que le mostraron evidencian el hecho de que tanto los manifestantes como los agentes de la Policía fueron asesinados por los mismos francotiradores.
 
“Es preocupante el hecho de que la nueva coalición no quiera investigar el asunto y ahora se hace más evidente que detrás de los francotiradores no estaba [Víktor] Yanukóvich, sino que había personas de la nueva coalición”, agregó.
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* Estonian foreign ministry has confirmed the recording of his conversation with EU foreign policy chief is authentic. Urmas Paet said that snipers who shot at protesters and police in Kiev were hired by Maidan leaders.
Paet told RIA-Novosti news agency that he talked to Catherine Ashton* last week right after retiring from Kiev, but refrained from further comments, saying that he has to “listen to the tape first.”
“It’s very disappointing that such surveillance took place altogether. It’s not a coincidence that this conversation was uploaded [to the web] today,” he stressed.
“My conversation with Ashton took place last week right after I returned from Kiev. At that time I was already in Estonia,” Paet added.
Paet also gave a press conference about the leaked tape on Wednesday, saying that the dramatic events in Kiev, which resulted in people being killed, must become the subject of an independent investigation.
The Estonian Ministry of Foreign Affairs also issued a statement on its website, saying that the recording of the leaked telephone conversation between Paet and Ashton is “authentic.”
The phone call took place on February 26 after Estonia’s FM returned from his visit to Ukraine, which took place soon after the end of street violence in Kiev, the ministry added.

“We reject the claim that Paet was giving an assessment of the opposition’s involvement in the violence,"
the statement stressed, adding that the FM was only providing an overview of what he had heard during his Kiev visit.
RT has contacted Ashton’s spokesperson, Maja Kocijancic, who said “we don’t comment on leaked phone conversations.”
The US government declined to comment on the leaked phone conversation between EU foreign affairs chief Catherine Ashton and the Estonian foreign affairs minister.

State Department spokeswoman Jen Psaki said she had nothing to say on the issue, ITAR-TASS reported. However, she did accuse Russia of leaking the tape, stating that “this was another example of how the Russians work.”
The call took place after Estonia’s Foreign Minister Urmas Paet visited Kiev on February 25, following the peak of clashes between the pro-EU protesters and security forces in the Ukrainian capital.
  It was reportedly uploaded to the web by officers of the Security Service of Ukraine (SBU) loyal to ousted President Viktor Yanukovich who hacked Paet’s and Ashton’s phones.

During the conversation, Paet stressed that “there is now stronger and stronger understanding that behind the snipers, it was not Yanukovich, but it was somebody from the new coalition.”
According to the Estonian FM, “all the evidence shows”that the “same snipers” at Maidan were shooting at people from both sides – the police and the protesters.
Ashton reacted to the information by saying: “Well, yeah…that’s, that’s terrible,” adding that the matter is worth investigating.

94 people were killed and another 900 injured during the standoff between police and protesters at Maidan Saquare in Kiev last month."
 
 

2014-03-05

 

Paulo Moura entrevista os líderes do movimento nazi ucraniano

Artigo de Paulo Moura, em Kiev, no Público de 2014-03-04:
(cores e negrito são deste blog)
"O Sector Direito, cujo líder a Rússia quer julgar por incitamento ao terrorismo, defende uma sociedade em que todos andam armados, decidem tudo a nível local, votando de braço no ar, sem leis escritas nem partidos políticos. Não depõem as armas, enquanto não o conseguirem.
Vários líderes do Sector Direito sentam-se à volta de uma mesa, para explicarem ao PÚBLICO as linhas mestras da sua ideologia e programa. “Até aqui foi a fase dos combates, agora entrámos na fase política”, reconhece um deles, nome de código Lamco, sem um grande entusiasmo. Uma comissão encarregada de redigir o programa político ainda está numa fase muito embrionária. O que não é preocupante porque, para o Sector Direito, quanto menos regras escritas houver, melhor.
À porta da sede do partido, no 7.º andar do edifício da câmara municipal de Kiev, está pintada uma gigantesca cruz suástica. Para que ninguém entre enganado. Depois, por todos os aposentos, há símbolos nacionalistas e nazis pintados nas paredes com spray.
Os activistas do Sector Direito, que é uma confederação reunindo vários movimentos de extrema-direita, andam de um lado para o outro, assistem a reuniões, ou passam horas sentados ou deitados em colchões estendidos no chão, ouvindo música em alemão, sempre de botas militares, coletes à prova de bala, capacetes, balaclavas ou máscaras. Há escudos metálicos empilhados nos corredores, prontos a serem levantados rapidamente, há bandeiras vermelhas e negras, as cores dos nacionalistas ucranianos durante a Segunda Guerra Mundial, comandados por Stepan Bandera.
“Não vamos depor as armas até à vitória final”, declara Lamco, que é comandante de um grupo armado e é advogado. E quando diz “vitória final” refere-se ao regime político defendido pelo Sector Direito, a que ele chama uma “democracia em rede”.
Sentado à luxuosa secretária que terá pertencido a algum alto funcionário municipal, e sempre acariciando um cacetete negro, o comandante Lamco explica: “As comunidades de base é que tomam as decisões. Será um sistema idêntico ao que vigorou durante o Rus de Kiev, no século IX . Nessa altura, éramos um dos países mais poderosos do mundo.” [O Rus de Kiev é o primeiro reino eslavo fundado no espaço que é hoje ocupado pela Ucrânia e a Rússia europeia.]
Esse sistema, a que ele chama “a verdadeira tradição europeia”, é uma espécie de democracia directa e guerreira, que “não tem nada a ver com o fascismo". "É um sistema descentralizado. As comunidades tomam as decisões quanto aos assuntos que lhes dizem respeito, como acontece na Suíça.”
Mecheslav e Granislov (também nomes de guerra) são os coordenadores operacionais a nível nacional do Sector Privado. Deixam Lamco falar porque ele, como advogado, integra a comissão do programa político. Mas por vezes parecem não concordar com ele. “Será um sistema descentralizado, mas com um Estado muito forte”, diz Mecheslav, um jovem muito alto e magro, fardado de preto, de olhos azuis e faces encovadas. “A nossa ideologia é o centrismo ucraniano”, declara. “Não é nazi. Será algo único. Ninguém acredita que a revolução é possível, mas é. A tradição leva à inovação.” E acrescenta: “A Ucrânia tem a oportunidade de fazer a primeira revolução correcta do mundo.”
Granislov, fardado de verde, cabelo rapado e os músculos do rosto ininterruptamente premidos para parecer um duro, lança uma pergunta retórica: “Porque estão todos com medo do nacionalismo? Eu amo o meu país. Têm medo disso? É verdade que eu odeio os meus inimigos, porque amo o meu país.”

Partidos para quê?
Lamco retoma a exposição teórica: “O Governo central só controla a Ciência, a Medicina e o Exército. O resto é decidido a nível local. Tudo o que é política, Justiça.” O sistema tem algumas características que não são negociáveis: “As votações são feitas de braço no ar, não por voto secreto. Para que cada um seja responsável pelo seu voto. Eleições secretas eram necessárias no século XX, porque as pessoas viviam com medo. Agora já não precisamos disso.”
Outro princípio importante: “Não haverá leis escritas. Apenas uma lei geral, uma Constituição. O resto será decidido de acordo com a tradição e o bom senso.”
Mais um ponto importante do programa: “Toda a gente terá o direito de usar armas. Exigimos esse direito. Uma nação sem armas é uma nação escrava. Veja-se o que aconteceu na Ucrânia: o Governo tinha armas, as pessoas não, e deu no que deu.”
Outra regra: “Não haverá partidos políticos.” Os partidos são a fonte de toda a corrupção, representam interesses estranhos à nação… começa Lamco a explicar, mas Granislov puxa-lhe pelo braço. Parece que não há um consenso sobre a tema, no seio da organização. “Não teremos um regime de partido único, como os fascistas”, promete Mecheslav. “Mas não haverá propriamente partidos…” continua Granislov. E perante a insistência para que definissem uma posição, Lamco irrita-se: “Partidos, partidos, porque está tão obcecado com isso? Esse assunto não tem importância. Avance para a próxima pergunta.”
Claramente preocupados em não deixar a impressão de que são fascistas, os coordenadores apressam-se a dizer que defendem uma imprensa livre, e que respeitarão as minorias étnicas da Ucrânia. “Não haverá agressão a outros grupos. Todas as minorias nos apoiam”, diz Mecheslav. “Os conflitos na Ucrânia foram sempre criados artificialmente.”
O líder político do partido, Dmitro Iarosh, foi, no entanto, citado várias vezes como tendo proferido declarações anti-semitas e anti-russas. Já depois desta entrevista, o Comité de Investigação da Rússia, o mais importante organismo de investigação criminal de Moscovo, geralmente chamado "o FBI da Rússia", anunciou que vai acusar Iarosh de ter incitado a actos terroristas na Rússia. O crime pode levar até sete anos de prisão, e, caso o líder da extrema-direita ucraniana seja condenado, num julgamento in absentia, o seu nome será colocado numa lista internacional de procurados pela Justiça.
“Nós estamos em estado de guerra”, diz Granislav. “Temos armas suficientes para tomar o poder, mas não as usamos agora, para que não digam que somos fascistas. Não vamos destruir o sistema num só dia. Vamos mudá-lo aos poucos, enfraquecendo-o, para que os estragos não sejam demasiado elevados.”
Os coordenadores dizem ter realizado sondagens segundo as quais mais de 50% dos ucranianos os apoiam. “Estiveram connosco nas barricadas, acredito que também estarão connosco no projecto político. Foi o Sector Direito que começou a revolução. Estivemos lá desde o princípio. Devemos ser nós a conduzir o país a partir de agora.”
Interrogado sobre o destino da metade da população ucraniana que não os apoia, Granislov respondeu: “Vamos mudando a consciência dos ucranianos. Se agora 50% estão connosco, quando conquistarmos o poder serão 100% a aplaudir a nossa acção.”

2014-03-03

 

Transparência e Integridade: "O poder capturado pelos grandes interesses"

"O presidente do TIAC, [Luís M.M. Pinto de Sousa] explicou no programa Negócios da Semana [30/12/2013], qual é doença terminal que fulmina Portugal. Não há justiça... Não há esperança, não há hipóteses, não há futuro!
Não é a corrupção de luvas e de favores... não é essa a pior chaga e mais dispendiosa forma de corrupção, são sim a nova classe de políticos conhecidos como os políticos homens de negócios, que tomaram para si o poder legislativo, o poder regulador, fiscalizador, o poder de decisão... e possuem agora todo o poder, liberdade e impunidade para por e dispor do dinheiro público, do poder público, da economia, do país e dos cidadãos.
Esta corrupção, por incrível que pareça, permite legalizar o saque.
Genial, qualquer saqueador percebe que não há nada mais eficaz para se proteger, dos que saqueia, do que tornar o saque legal, moldar as leis, e capturar a justiça.
e assim...
Proteger o saqueador... Disfarçar os saques, ...
Falir um país e milhões de famílias, sem que ninguém seja responsabilizado."
 
O vídeo está aqui: http://www.youtube.com/watch?v=DjKyIpWy4ME&feature=share&list=UUakSi4_ei0aVffdQ4GzdYuA&index=32
__________________
 
E o sítio do TIAC está aqui e vale a pena visitá-lo. Abre-nos uma janela para o Portugal escondido, para a corrupção, não aquela pequenina, ao alcance da nossa vista, que não deixando de ser corrupção não é aquela que faz de nós "servos" de quem nos rouba os salários, as reformas, as pensões, a saúde e a esperança. Que corrói o regime democrático e o procura transformar numa farsa que nos anestesie.

2014-03-01

 

Paulo Morais foi à AR e chamou os bois os deputados pelos nomes

 Quem não conhece Paulo Morais esse incansável inimigo da corrupção e a sua militância na denúncia da promiscuidade entre políticos (governantes, deputados, autarcas) e os negócios?  Ele foi ao Parlamento e disse o nome, um por um, dos deputados que estão ligados a empresas ou grandes escritórios de advogados que as defendem nos contenciosos com o Estado e simultaneamente estão ali na AR a fazer leis que dizem respeito aos interesses dessas empresas que lhes pagam. É ouvi-lo desassombradamente na AR através deste vídeo. 



A wikipédia diz-nos que "Paulo Alexandre Batista Teixeira de Morais é um docente universitário e um político português.
É docente do ensino superior nas áreas da Estatística e Matemática e diretor do Instituto de Estudos Eleitorais da Universidade Lusófona do Porto. Foi vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, de 2002 a 2005, tendo sido responsável pelos pelouros do Urbanismo, Ação Social e Habitação. É vice-presidente da Direção da associação cívica Transparência e Integridade. 1
Tem fortemente denunciado em diversos meios de comunicação social, a corrupção e a promiscuidade entre os poderes políticos e os poderes económicos, e a inconstitucionalidade preconizada por alguns escritórios de advogados, ao serem redatores das leis nacionais, e ao mesmo tempo representantes nos meios judiciais de entidades que se deparam com essas mesmas leis.
É colunista do jornal Correio da Manhã.2

2014-02-23

 

A Escória da Sociedade.


- Que gente é essa amigo!
   Que gente é essa amigo
   Que vos governa e vocês consentem? 

- O 1ºM é uma pessoa com passado que dá garantias de que a situação de crise nacional pode ser transformada numa “janela de oportunidades” para a aristocracia do dinheiro.
- Mas que passado é esse que dá garantias à clique arquimilionária?
- Passos Coelho é um ladino da JSD. Ambição, ausência de escrúpulos, esperteza, carácter, razoável dose de ignorância. Excelente currículo. Fizeram-no administrador de uma empresazeca de nome Tecnoforma. A larga lista de amigos e videirinhos garantida pelo ativismo partidário, ambição e fome de dinheiro, permitiu criar uma rede de cumplicidades para o que desse e viesse. E veio. O seu amigo e correligionário, com percurso de vida idêntico, o Dr. Miguel Relvas, colocado na função de Secretário de Estado que geria os fundos europeus, tornou-se um bom parceiro. Atribuiu à empresa gerida pelo amigo Passos Coelho, sem se incomodar com o escândalo, uns milhões de euros de dinheiros públicos para supostamente formar técnicos de aviação de uma lista de aeródromos que não funcionavam, sem aviões e sem aviadores, espalhados pelo país.
- E esse Miguel Relvas também vos governa?
- Governou até há pouco tempo mas como veio a público que o título de Dr. que o adornava era uma fraude foi obrigado a ser dispensado do Governo pelo seu amigo e seu antigo protegido, Passos Coelho.
- Então, vá lá, foi corrido.
- O 1º M não teve outro remédio. Aquele náufrago da decência podia arrastá-lo a ele também para o abismo da insignificância. Mas ontem, no congresso, o chefe do partido e que é 1ºM, recompensou-o. O protegido dos tempos da Tecnoforma faz agora de protetor, e nomeou-o,  para maior desprestígio do seu partido, chefe do principal órgão deste, o Conselho Nacional.
- Salva-se o parceiro de coligação, um tal Portas, não?
- Se de facto se confirma a existência do inferno ele não escapará a uma mortífera dose de enxofre. Está à altura do 1º M. Para mais não para menos. Reúne o que há de mais execrável nos que envergonham a política. A hipocrisia, o cinismo, o populismo, a vigar… a corru…  e mais não é curial dizer. É universalmente apontado como figura central na corrupção da compra dos submarinos mas não há nada provado em tribunal. A Alemanha condenou à prisão os corruptores mas em Portugal não há corrompidos!…

- Resta-vos então o presidente para compensar essa tragédia governativa, não?

- O Presidente que temos foi 1º M nos anos 80 e nessas funções. Fez então a triste figura de se apresentar como “bom aluno” da Europa. É dotado também de uma confrangedora falta de cultura, não é tanto por confundir Thomas More com Thomas Man, o que até, por caridade, se desculpava, mas pelas repetentes provas de incultura que sem dar por isso nos oferece. Tudo isso era, no entanto, compaginável com a nossa vergonha. O que é intolerável é o seu envolvimento nos negócios do BPN, o banco criado pelos seus amigos e ex-colegas de governo, que originou o maior escândalo financeiro de que há memória em Portugal. Um roubo gigantesco da ordem dos 5 ou 7 mil milhões de euros que os governos estão a obrigar o povo a pagar.

Cavaco Silva comprou ao dono do banco, seu ex-colega de governo e atual presidiário, Oliveira e Costa, umas ações de favor do BPN, ele e a filha, que lhes renderam umas centenas de milhar de euros. O Costa vendia as ações do banco, baratinhas, aos apaniguados e passado uns tempinhos em nome do banco, comprava-as por alto preço. Na mesma medida da ruina do banco subiam as fortunas dos amigos do Costa que eram os amigos do Presidente, Duarte Lima, Dias Loureiro e outros do mesmo jaez. Dentro dos 5 ou 7 mil milhões, da fraude do BPN estão também as centenas de milhar de euros de lucro fácil do presidente que temos e de sua filha.

- Então vocês, assim, se não se mexem estão bem, como dizer, estão bem, estão bem… lixados.

2014-01-23

 

A encruzilhada das Europeias nas Esquerdas Portuguesas e não só

Há uma questão prévia. A de saber-se quantas esquerdas irão apresentar-se em Portugal às eleições europeias.

À direita tudo clarinho. Uma coligação dos partidos do Governo e o resto não conta.

Mesmo que Marinho Pinto vá buscar um chapéu a um partido de direita para concorrer, isso nnão tem reflexos na votação à direita.

Apenas complica ainda mais o panorama à esquerda e nomeadamente algumas franjas votantes do PS e até do BLOCO.

Nas esquerdas, amplo senso,  uma concessão de designação, estão em marcha quatro candidaturas: PCP, BLOCO; UMA Miscelânea em torno do Livre e PS.

A Miscelânea que apareceu para não complicar, mas para facilitar alguma reunião de pessoas pode trazer uma grande complicação. Em número potencial representa muita gente, toda aquela mancha que se encontra desiludida com a inoperância das esquerdas em termos de acção e de ideias. Não quero com isto dizer que é esta Miscelânea a causadora de nada. A desilusão e desânimo serão a causa de tudo

É a grande a encruzilhada e temo que seja um momento contra o sentir do país que rejeita este governo mas não se sente reflectido nos movimentos que estão contra, porque estes não lhe oferecem nada de alternativo.

Se as esquerdas não se apresentarem com ideias concretas e lógicas do que querem para a Europa, ou seja que EUROPA QUEREM, correrão muitos riscos.

A direita espreita e começa a sentir-se confortável. Mas ainda há tempo de apagar alguns fogos.



2014-01-12

 

Uma estratégia bem premeditada:REDUZIR o ESTADO ao MÍNIMO

Nicolau Santos levanta neste seu artigo do Expresso aquilo que é a estratégia principal deste governo ao serviço do grande capital internacional.

Avançando/propagandeando que o que está a fazer é equilibrar as contas do país e lançar as bases para o crescimento de Portugal, este governo mente, não é capaz de assumir que o que pretende/deseja é um país onde os ricos tenham o poder absoluto e a democracia seja apenas um simulacro.

O CDS já deu o mote ao defender que o ensino obrigatório até ao 12.º ano tem de recuar porque ofende "a liberdade de cada pessoa querer aprender" e avança mais, ao dizer, aqui reside uma das razões para a elevada taxa de desemprego. Para ler o artigo clique sobre o texto.

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2014-01-10

 

José Luís Arnault da "família" que nos governa e da do Goldaman Sasch


O Goldman Sachs premiou Arnaut com o lugar de membro do conselho de administração do  seu conselho consultivo internacional. Os favores pagam-se. Arnault participou na recente oferta pública de venda dos CTT à Goldman Sachs e este banco agradeceu-lhe, lá saberá porquê.
Arnault faz parte da "família" que nos governa às ordens da ORDEM FINANCEIRA em que o Goldman Sachs é estrela principal.
'' José Luís Arnaut foi quase tudo no PSD: secretário-geral nos consulados de Marcelo e de Barroso (quando foi detectado o pagamento ilícito da Somague ao PSD), ministro de Barroso e deputado. Agora, dedica-se à advocacia. O seu escritório interveio em vários negócios popularizados por Passos Coelho como a “ida ao pote”, designadamente nos seguintes casos:
• Teve intervenção na privatização da REN, tendo sido, após a operação de venda, nomeado administrador não executivo pela República Popular da China;
• Assessorou o grupo Vinci (que não tinha experiência na área dos aeroportos) na privatização da ANA, tendo depois passado a presidir à assembleia geral da empresa;
• Foi nomeado assessor jurídico da TAP na operação de venda do capital do Estado, que, entretanto, borregou (não havendo por isso notícia de ter sido nomeado para os seus órgãos sociais);
Participou na recente oferta pública de venda dos CTT à Goldman Sachs e este banco agradeceu-lhe com um lugar no conselho de administração do conselho consultivo internacional deste banco para “fornecer conselhos estratégicos sobre uma série de negócios, regiões, políticas públicas e questões económicas, em particular sobre Portugal e os países africanos de língua portuguesa”.

Quem diria que este licenciado em Direito pela Universidade Lusíada — conhecido no aparelho laranja por Asnô — se tornaria num alto quadro da finança internacional? Depois venham cá dizer  que a JSD não é uma escola que fabrica grandes quadros.''
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Nota: O post foi alterado. Esta informação obtive-a através de José Curado Gaspar Matias no Facebook.

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2013-12-29

 

Há Coelhos e Coelhos

A propósito de Coelho…
- Já abriu a caça - dizem-me aqui do lado.
Mas... não era isso. É que há Coelho e Coelho. Uns para serem caçados e outros para serem lidos. É que há Coelho que escreve e escreve muito bem. Não perco. Claro que é da Alexandra que estou a falar. A Alexandra Lucas Coelho que escreve na revista do Público com aquele gostinho gostoso que – digo eu - ela aprendeu no Brasil. Uma delícia. E diz coisas que fazem pensar. Olhem só a denúncia que ela faz da legislação brasileira:
«Não é metáfora, é Código Penal de 1940, 1940, 1940.
Carioca é estuprada em ônibus, engravida em criança, é presa por abortar, e se não for gostosa é desleixada e se for estuprada é porque era gostosa. Mas obsceno é ela botar o peitinho de fora, eita. Pedindo, no mínimo, para ser estuprada.»
______________

 
O Sr Antunes vinha entusiasmado do café e não se ficou por aquele bom dia de quem finge que vai com pressa.
- Então o vizinho já viu a revista do Público?
- Por acaso não, levo-a aqui mas fica para depois da bica.
- Então veja - e veja bem que vai gostar. Sei que gosta da Alexandra Lucas Coelho, pois hoje tem surpresa.
- Então assim?
- Oh, oh!! ela hoje mostra o peitinho, e que peitinho senhor santo Deus!
- Hum, não acredito, pode lá ser. Não era nada de mais mas ela é jornalista e não pode ir para ali para o jornal dela mostrar as maminhas.
- Abra, abra lá a revista.
- hum... crisflres bzss rrrssseeiii...
- Oh amigo Antunes, mas que confusão, as maminhas são lindas mas são da atriz brasileira Cristina Flores. Ainda que ela, a Alexandra Lucas Coelho, não perca, com aquele seu sorriso espertinho e a sua escrita deliciosa. Leio-a sempre. O artigo dela… pois… estou já aqui a ver as gordas, pois é como digo, “gostoso”.

2013-12-21

 

"Austeridade": tirar aos pobres e dar aos multimilionários

A política de austeridade imposta na UE pela Alemanha a Portugal, e outros "países do sul" resume-se na essência a salvar os bancos e o sistema financeiro em geral à custa dos cidadãos suas vítimas. Mas não de todos os cidadãos. À custa principalmente dos mais pobres, poupando ou aumentando as fortunas dos mais ricos.
Aconselho-vos o livro de Mark Blyth, "A AUSTERIDADE - A História de uma ideia perigosa"  e como aperitivo o vídeo em http://youtu.be/E1Kzp5EVUWg.
Mark  Blyth calcula em cerca de 3 triliões de euros, à escala global, o buraco gerado pelo sistema financeiro internacional em consequência da sua desenfreada e aventureira ação de agiotagem, com as super alavancagens e a criação de produtos financeiros cada vez mais sofisticados e fora de controlo para sugar dinheiro.
A política de austeridade representa uma monstruosa transferência de riqueza dos que menos têm para os que têm mais e sem que sirva sequer os objetivos que oficialmente se propões atingir, antes agravando-os como se vê em Portugal, com a dívida do Estado a crescer a par do agravamento da austeridade e do empobrecimento.  
A política de austeridade imposta a Portugal pela Alemanha através da União Europeia, que controla, através do Eurogrupo que domina, através do BCE em que manda, está a levar o país aceleradamente ao desastre. Isso não seria possível se o governo de Passos Coelho/Paulo Portas amparado por Cavaco Silva não se tivesse assumido - traindo quem o elegeu - como representante dos credores, como defensor dos interesses dos "mercados". Se este governo legitimado pelo voto não tivesse perdido a legitimidade ao contrariar tudo o que prometeu se este governo não se tivesse revelado uma espécie de capataz de interesses estrangeiros, de Merkel, do FMI, dos credores e agiotas internacionais, a situação seria diferente apesar dos constrangimentos da União Europeia.  Apesar do contexto europeu adverso não é indiferente ter um governo que defenda Portugal e os portugueses ou um governo como o destes "cipaios" que querem ir além da Tróica, cujo sentido da dignidadede nacional é o de se colocarem ao nível dos empregados do BCE, da UE ou do FMI e de possivelmente aspirarem a uma confortável recompensa dos seus tutores logo que corridos pelos portugueses do governo.

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2013-12-13

 

Ainda a respeito das cerimónias do funeral de Mandela ...

As cerimónias do funeral deram origem a muitas atitudes e comportamentos, alguns de grande significado no mundo da política.

Começou logo pelos analistas e comentadores em vários lugares do planeta em querer transformar a vida de Mandela em "Santo". Só faltou mesmo pô-lo no altar de forma a não se mexer. Esqueceram a sua luta de revolucionário contra o appartheid e contra o regime reinante a nível mundial. Um branqueamento da sua vida de revolucionário, tentando encostá-la de um simples pacifista.

Mas indo além disso e olhando para quem se salientou nas cerimónias, vimos que a Europa não "existe".

Falaram Obama, Dilma e Raul de Castro para além da África do Sul.

Aliás, a Europa já há muito que vem saindo da cena política mundial. Cada vez mais na economia o que apesar de tudo tem demorado algumas décadas mas é cada vez mais um facto e agora começa a esvaziar-se na cena política. E na minha perspectiva ou a Europa muda de modelo a todos os níveis ou muito lenatamente desaparecerá. 

O Mundo olha para a Europa e deixou de ver nela aquelas referências de Zona de bem estar, onde se vivia melhor, pois realmente deixou de o ser. 

A imagem real é a de uma Europa em degradação, perdendo características em que já cada vez menos gente acredita que possa ver a ser uma comunidade de aproximação de povos. Cada vez mais está apender para uma "comunidade" de rejeição de povos, onde os confrontos de interesses tendem a aumentar. Dois pólos em confronto (o norte e o sul), um intermédio a ver para onde cai, mas tendem todos a cair, ao longo do tempo, caso nada mude e não se gere outra dinâmica de mais solidariedade e projecto comum.

É esta Europa actual que nada oferece, que perdeu referências positivas vai direita ao charco e caiu no desrespeito do Mundo.

2013-12-10

 

O mundo inteiro inclina-se perante Mandela

Hoje os povos de todo o mundo prestam justa e comovida homenagem a Mandela esse homem singular que conseguiu pôr fim ao apartheid, símbolo da indignidade humana e criar um país e uma nação nova sem a tragédia da guerra civil e da autodestruição.
Neste momento de sentida homenagem a Madiba é oportuno fazer uma aproximação à  situação real deste grande país africano dilacerado por uma profunda desigualdade social geradora de gravíssimos problemas humanos que vão desde uma criminalidade extrema, à terrível propagação da sida e à falta de quase tudo à maioria dos sul-africanos.(Dados obtidos aqui)


  

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2013-12-06

 

Grandes dúvidas sobre a legitimidade da FNE (UGT) acordar com Crato

A FNE - frente sindical da educação acordou com o misistro Crato salvar-lhe a face. Crato estava bem entalado e então tentou negociar com a FNE exame para alguns professores.

Passando ao lado justeza da prova, cuja realização vem desacreditar de uma penada os ensinos, universitário e  politécnico, o acordo gerou a maior injustica entre os professores.

Quais os critérios para esta divisão? Porquê cinco anos como critério? 

Imagine-se um professor que tenha 4 anos e 11 meses de tempo de trabalho? Saberá assim tão menos que aquele que completou 5 anos e 12 meses? è ridículo no mínimo.

É uma falta de tudo, de ética, de moral e de injustiça.

O ministro Crato está feliz porque caçou (a que preço), para a sua ilharga, a FNE.

Interrogo-me se numa situação destas que cheira mais a traição para dar um jeito ao ministro, se a FNE tem legitimidade para assinar este acordo

Não deveria no mínimo ter consultado os professores filiados, sujeitos a exame sobre a esta decisão?

Defendo que este acordo é completamente ilegítimo. que a direcção da FNE não poderia agir desta forma Assim significa trair os seus sindicalizados professores.

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