Catroga quer que os cortes nas pensões sejam permanentes
Vai pelo Facebook uma onda de indignação, bem legítima, com as declarações de Eduardo Catroga em entrevista à Rádio Renascença:
“Ainda não foram feitos cortes permanentes e aí foi uma falha do Governo”. "O País não pode suportar estas pensões", Pelo que, em seu entender "o ajuste de salários e de prestações sociais à despesa que o Estado pode suportar é uma inevitabilidade."
Mas quem é o Sr. Catroga? É um antigo Ministro das Finanças de Cavaco Silva, principal obreiro do programa de governo de Passos Coelho, principal negociador pelo PSD do memorando da Troica. Ver aqui.
Não, não e não, caro leitor, não é das pensões da clique privilegiada que tem reformas como a dele que Eduardo Catroga fala, pois se fosse falaria muito bem. Eduardo Catroga fala dessas insuportáveis pensões dos 2 ou 3 mil euros para baixo e muito especialmente das pensões da "ralé" que é muita gente, dessa "gentinha" que tem pensões entre os 400 e os 1.500 euros e que é, certamente no seu entender, gente que manifestamente vive acima das suas possibilidades.
Quem fala assim sabe do que fala e é, sem dúvida, um Senhor de respeito. E qual é a reforma do senhor de respeito? É de 10.000 euros por mês. Mas continua a trabalhar. A trabalhar é como quem diz... a ganhar. O principal negociador, pelo lado do Governo de Passos Coelho, da privatização da EDP foi recompensado pelos ganhadores do negócio, com o cargo de presidente do Conselho Geral, e 53.250 euros por mês parair a 1 ou 2 reuniões mensais do Conselho Geral da EDP chinesa. Link .
Não
era totalmente inesperado este pedido feito através da Casa Civil da
Presidência da República a sua Santidade o Papa Francisco.
Em virtude do
falhanço escandaloso da reunião do Conselho de Estado, a "alavancar"
(uso este termo muito em voga para atrair os mercados) a ideia infeliz de
invocar em vão o Santo Nome de Nª Srª de Fátima a des propósito da 7ª
avaliação da tróica, Maria Cavaco Silva, depois de consultar a Casa Civil do
Presidente (a Casa Militar recusou-se a ser consultada porque está de relações
cortadas com Cavaco Silva) decidiu enviar uma embaixada a Roma a pedir uma
audiência a sua Santidade para que faça um exorcismo ao Presidente de Portugal
e esconjure o maligno que se apoderou de Aníbal Cavaco Silva.
O chefe da Casa
Civil da presidência da República está em alerta máximo, em Belém, na
expetativa da resposta do Papa Francisco, através da Curia Romana, porque se
trata de assunto nacional da máxima urgência visto que o país está prestes a
explodir de raiva contra este governo que se julgava ser de Portugal e afinal
se descobriu, depois das declarações de Lobo Xavier, na Quadratura do Círculo,
apesar de já haver certas desconfianças, que é um governo do invasor.
Os homens do Goldman Sachs no governo que pediu a intervenção estrangeira
Os portugueses que votaram no PSD/Passos julgaram que estavam a votar no partido de Sá Carneiro e na política que o candidato falsamente anunciava. Afinal votaram na política do Goldman Sachs, do Lehman Bothers, do Morgan Stanley e do BES.
Senão vejamos:
Numa entrevista à revista Sábado, esta semana, João Moreira Rato, presidente da Agência de Gestão do Tesouro e da Dívida(IGCP) dá-nos as pistas.
Fez tese de doutoramento em Chicago, na escola do neoliberalismo radical e segundo o próprio, tinha (e suspeito que mantém) uma visão exacerbada desta teoria monetarista cujo mais conhecido guru é Milton Friedman, o Nobel que se prestou a ir a Santiago ajudar Pinochet a aplicá-la no Chile.
E por onde é que andou o Sr João Rato antes de ir para o governo de Vitor Gaspar? Andou pelo Lehman Brothers que faliu e despoletou a grande crise nos EUA e abala a UE, pelo Morgan Stanley, pelo Goldman Sachs o banco através do qual a alta finança internacional mais ostensivamente controla governos nos EUA e na Europa, vide o caso de Mario Monti, ex- primeiro-ministro italiano, e Lucas Papademos, novo primeiro-ministro grego ambos importantes quadros do Goldman Sachs.
Aqui João Rato relacionou-se com Carlos Moedas e António Borges, outro elemento chave do govermo de Passos Coelho, encarregado de preparar a privatização das empresas essenciais ao funcionamento do país, EDP, REN, TAP, RTP, CTT, CP). Mas João Rato também se relacionou patrioticamente com bancos nacionais. De acordo com a entrevista criou um fundo de investimento a "NAU Capital" com dinheiro do BES, por exemplo.
Com esta rodagem nos "melhores bancos" da grande especulação financeira, com vocação para condicionar e infiltrar governos, João Rato revelou a sua apetência para a política e sacrificou mesmo um salário melhor por uns minguados 10.800 €, quase 2 vezes o ordenado de 1º M, apesar daquela decisão do Governo de limitar ao vencimento do 1ª M os ordenados destes empregados do Estado.
O sr. João Rato iniciou-se na política no Gabinete de Estudos do PSD a convite de Carlos Moedas mas esclareceu, o que julgo ter sido desnecessário, que não era social democra mas liberal.
Tendo dado boas provas, suponho que revelando-se um "exacerbado" fiel da escola de Friedman, Vitor Gaspar que é quem verdadeiramente define a política do governo convidou-o para presidente da IGCP.
Por tudo isto concluo como comecei: os portugueses que votaram no PSD/Passos julgaram que estavam a votar no partido de Sá Carneiro e na política que o candidato falsamente anunciava. Afinal votaram na política do Goldman Sachs, do Lehman Bothers, do Morgan Stanley e do BES.
A Alemanha é, também, um país de contrastes. É o país de Hitler mas também o país de Marx, é o país de Goebels e de Himmler, mas é também o país de Beethoven e de Einstein. E quanto à distribuição da riqueza e à sua evolução também há grandes contrastes? Vejamos:
1995 - 10% dos alemães mais ricos possuem 45% da riqueza privada do país.
2012 - 10% dos alemães mais ricos possuem 53% da riqueza privada do país.
1995 - 50% dos alemães menos favorecidos possuem 4% da riqueza privada do país.
2012 - 50% dos alemães menos favorecidos possuem 1% da riqueza privada do país.
Estes dados dão sustentação à tese de que, objetivamente, um operário ou um cidadão da classe média português tem interesses mais próximos dos de um operário alemão ou de um alemão da classe média do que de um banqueiro ou de um grande empresário português. E vice-versa. Mas frequentemente isso não é assim entendido pelos próprios. E, como se sabe, o nacionalismo, ao contrário do internacionalismo, assim como a demagogia e a mentira sistemática que hoje caracterizam o governo em Portugal tem o objectivo de obnubilar essa realidade.
Apesar das vantagens comparativas que a Alemanha tem obtido na gestão da crise desde 2008: taxas de juro baixíssimas e até negativas ou o menor desemprego das últimas décadas, já está a ser atingida pela política austeritária, uma verdadeira tara, que impôs à zona euro pois as suas taxas de crescimento já estão a convergir aceleradamente para zero.
Interessante é também constatar que os três estados federados mais ricos da Alemanha Baviera, Hesse e Baden Wurttemberg não querem que a sua riqueza seja compartilhada com o resto da Alemanha e querem que a legislação vigente seja alterada. Egoísmo idêntico ao da Catalunha ou do País Basco em Espanha. Eles são os Estados mais ricos e portanto os outros alemães que se danem.
Não, não estou a dizer bem Baden Wurttemberg não se solidarizou com os outros dois Estados ricaços e apoia a solidariedade nacional. Não por acaso o governo de Baden Wurttemberg é dirigido por um verde numa coligação Verdes/SPD e a Baviera e o Hesse são governados pela CDU da D. Merkel.
As BIG FOUR empregam 700.000 especialistas na fuga ao fisco
Na Alemanha, nas últimas décadas, o número de
funcionários das autoridades tributárias (Finanças), mal pagos, diminuiu 5%. Em
contrapartida o número de especialistas em otimização fiscal (leia-se fuga
legal aos impostos) aumentou 30% e o número de advogados fiscalistas (outro
tipo de especialistas na fuga ao fisco) aumentou 60% e são altamente
remunerados.
Mesmo que mais nada dissesse bem se percebe para
que lado têm andado as coisas.
Há 4 grandes empresas que detêm o grosso da atividade
de fuga aos fisco, uma atividade essencial ao mundo da alta finança
internacional. São conhecidas pelas BIG
FOUR: a Deloitte, a PriceWaterHouseCoopers, a Ernst & Young e a KPMG. Deloitte
Têm ao seu
serviço 700 mil especialistas, trabalham em 150 países e faturam 76,5
mil milhões de euros por ano.
Só no minúsculo Chipre têm ou tinham 2.500
especialistas. São seus clientes as maiores multinacionais. Por exemplo a
Deloitte tem a Vodafone ou a Microsoft, a Ernst & Young tem, p.ex. a
Google, a Aple, a Amazon, a Coca Cola.
A fonte é um estudo do alemão Walter Wullenweber que
o publicou, em 15 de Março deste ano, na revista Stern, um estudo em parte reproduzido no Courrier Internacional, origem destes dados.
Nesse estudo diz-se que as Finanças de países
como a Grécia, Chipre, Portugal ou Irlanda são incapazes de cobrar impostos às
grandes fortunas. Mas o exemplo poderia, se este alemão quisesse, alargar-se à
Alemanha. De facto um pouco adiante ele refere que na Alemanha desde 1960 os
impostos sobre salários, consumos energéticos ou sob a forma de IVA, isto é os
que atingem a população em geral, quase duplicou e os impostos sobre lucros,
isto é sobre o capital e portanto sobre as grandes fortunas, caíram 75% . É
obra!
Todas estas situações parecem paradoxais mas “esmiuçando”
percebe-se que não o são assim tanto.
Os estados e os governos querem cobrar o máximo
de impostos ou pelo menos todos os impostos que a lei estipula mas…nada se perceberá ou ganhará coerência se não se
perceber que a função dos estados e dos governos é disputada e influenciada por
forças contraditórias. Por um lado, pelo mundo do trabalho, por forças
democráticas, por grande parte do eleitorado e por outro pelo
mundo do capital, pelos bancos, gestores de fundos e fortunas, o mundo
financeiro em geral. Mas os campos não são perfeitamente delimitados. Os altos
salários estão em geral do lado do capital e o pequeno capital está, frequentemente, do
lado do trabalho. E quem detém a maior parte da influência, e frequentemente o
controlo dos governos salta à vista.
Aquele exército de 700.000 funcionários da fuga
ao fisco e os mil e um paraísos fiscais convivem em perfeita harmonia com os
governos e os Estados porque nestes prevalecem os interesses do capital e, em
particular, do capital financeiro.
Do ponto de vista ético esta situação é, para os
que não conhecem bem as leis que regem a sociedade, profundamente desmoralizadora
e obriga a olhar para os governos, especialmente os dos mais fortes países ou para
as organizações internacionais, EUA, Alemanha Japão, UE, ONU, etc como
entidades profundamente hipócritas, cúmplices dos multimilionários quando não da
ilegalidade e do crime.
Todos sabemos que as BIG FOUR e quejandas só
existem porque os parlamentos e os governos que fazem as leis fazem-nas
frequentemente sob o controlo dos juristas especializados na fuga ao fisco,
funcionários daquelas empresas ou de sociedades de advogados especializados no
mesmo objeto, como o bastonário da AO, Marinho Pinto ou o vice-presidente da Associação
Cívica Transparência e Integridade, Paulo Morais, além de outros, não se cansam de denunciar.
A fuga aos impostos em grande escala pelas grandes empresas, bancos e sociedades é uma forma da concentração da riqueza em cada vez menos cidadãos e uma forma de contrariar a redistribuição da riqueza pelo estado social que assim fica com menos meios para a educação, para a saúde para as reformas e demais medidas sociais.
Eis um muito oportuno artigo do Professor Valadares Tavares, publicado no Público de 2013-05-12, que oferece ao governo uma alternativa aos cortes nas pensões e revela, de caminho, a sua profunda ignorância e impreparação para governar. Mas não se trata só de ignorância e impreparação. O 1ºM, o MF e outro pessoal da sua entourage são uns crentes nos dogmas neoliberais, gente muito centrada nos seus interesses e que nutre um colossal desprezo pelos seus concidadãos que vivem do seu trabalho.
É urgente demitir o Governo e se o PR persistir no seu suporte para lá de toda a razoabilidade e decência então há que pressionar Cavaco a ir de B para B. É simples, é mudar-se de B para B. De Belém para Boliqueime. Mas temos que o ajudar. A começar com a manif a 25 de Maio, em Belém.
_____________
O Orçamento do Estado é, em
qualquer Estado moderno, o
seu principal instrumento de
governação, pelo que deve ser
preparado, verificado, negociado
e aprovado antes do início do
ano para que possa estruturar as
políticas e actuações governativas,
inspirar confiança nos mercados
e nos agentes económicos,
ajudando estes a planear os seus Í
investimentos e a programar as
suas acções.
......
Este
experimentalismo orçamental,
ainda por cima, novamente,
baseado em opções com elevada
probabilidade de virem a ser
consideradas inconstitucionais
por quem tem competência
para tal juízo - o Tribunal
Constitucional -, lança o país em
acrescida incerteza, aumentando
a sensação de insegurança em
todos os agentes económicos,
especialmente consumidores e,
por consequência, também nos
investidores já que estes planeian
os seus desenvolvimentos em
função da procura.
Como exemplo, cenarizar
novos cortes nas pensões, neste
caso do sistema público, e com
efeitos retroactivos (!), agudiza o
pânico em centenas de milhares
de consumidores que dispendem
a quase totalidade do seu baixo
rendimento disponível médio e
gera imediata retracção no seu
consumo. Ou seja, é a melhor
forma que o Governo podia
encontrar para acelerar a espiral
recessiva, aumentar o crescimem
do desemprego e retrair possíveis
investimentos futuros.
.....
Ora todas as análises
cornparativas feitas mostram que
o nosso sistema público é dos
mais complexos, pois inclui cinco
administrações públicas com
histórias, lógicas e quadros legais
e regulamentares bem distintos, a
Administracção Directa (direcões-
gerais), desenhada pela Reforma
de 1935, as Administrações
Regionais e Autárquicas, surgidas
nos anos 1970, a dos Institutos
Públicos (servigos e fundos
autónornos), muito expandida
nos anos 1980, a das Empresas
Públicas (década de 1990) e a das
parcerias público-privadas, já
deste século.
Eis por que quem nunca viveu
a experiência de administração
pública ou não a estudou tende
a formar percepções erradas
e a não conseguir controlar a
própria despesa tal como os factos
evidenciam. Talvez o melhor
exemplo deste desconhecimento
seja pensar que o principal
problema da despesa pública seja
o montante pago em salários e
em pensões quando aqueles já
estão aquém da média europeia
e abaixo dos 10%.Pelo contrário,
toda a soma das despesas
contratualizadas com outras
entidades (investimentos, bens,
serviços e consumos intermédios)
totaliza cerca de 17% do PIB, pelo
que gerar aí uma poupança de 10%
significa poupar quase 2% do PIB.
Infelizmente, esta componente
da despesa pública não tem vindo
a ser analisada ou controlada pois,
senão, como compreender que a
despesa com aquisições de bens
e serviços dos institutos públicos
tivesse aumentado mais de 10%
em 2012, no ano de todos os cortes
em salários e pensões, segundo
os próprios dados do Ministério
das Finanças?Ou compreender
o aumento de mais de 50%
desta rubrica na Administração
Regional da Madeira? Quais os
esclarecimentos do Governo sobre
este descontrole?
.......
Atendendo a que o primeiro-
ministro convidou à apresentação
de propostas alternativas ao corte
das pensões, aqui fica a primeira
sugestão: reduzir a despesa nas
aquisições de bens e serviços dos
institutos públicos, das regiões,
das empresas públicas em 10%,
o que irá gerar uma poupança
superior à necessária, potenciando
a contratação electrónicae
compensando os aumentos
inacreditáveis que ocorreram em
2011 e.2012.
___________________
Professor catedrátioo emérito
do IST, ex-presidente do INA
e presidente da APMEP.
O BANIF é o banco instrumento de Alberto João Jardim, para financiar campanhas eleitorais e toda a casta de negócios do cacique da Madeira.
Pois bem o Banif, agora liderado por pelo ex-ministro dos NE do PS, Luís Amado, estava falido mas foi salvo no último momento, em Dezembro, de 2012. Vitor Gaspar/Passos Coelho, o governo ao serviço da Tróica e dos banqueiros, injectou no capital do banco 1.100 milhões de euros e deu garantias do Estado para mais 1.150 milhões. Eis onde já está metade dos 4 mil e tal milhões que estes governantes querem arrecadar através de mais cortes nas pensões (parece que até retroativos), despedimentos na função pública, etc, etc. Tapem o nariz e vejam o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=OcxS1zYWJms
Este governo tem um ódio de estimação contra os funcionários públicos, pensionistas e reformados.
Para este governo, racionalizar a despesa de Estado equivale a cortar salários nos funcionários públicos, pensionistas e reformados apenas. Isto não é racionalizar é retirar poder de compra com todos os efeitos nefastos na economia
A dita reforma de Estado também entra na mesma situação, cortes e mais cortes de rendimento.Apesar dos "amuos" Passos/Portas aparentes é só teatro.
Salazar, enquanto ministro das finanças, também equilibrou as contas do país com metodologia algo parecida, mas teve mais ciência económica porque lançou algumas medidas de crescimento.
No entanto, mesmo na afã de cortar há uns corpos especiais, dependentes do Estado com estatuto privilegiado, designadamente na área da justiça e estes corpos especiais têm ministros que, em conselho de governo, se batem duramente na defesa desses estatutos.
Vejamos o artigo de hoje do Expresso sobre isso
Afinal só estes três ministros se batem na defesa dos seus trabalhadores, enquanto os outros ministros se batem pelo afundamento dos restantes. Porque não fui polícia, militar ou juiz?!
No post anterior mostra-se algum do património milionário que os donos do BPN mantêm obtido (estudo da revista Visão de 4 de Abril passado) Agora apresentamos aqui os Senhores do BPN e suas fortunas. Mas neste património e nestas fortunas o Governo não pode tocar. Mas porquê? Ora porquê. Porque o governo é o governo destes portugueses. E vocemeçê, que tem uma pensão ou um salário de 300, 600, 1000, 2000 ou 5000 euros acha que é igual aos Senhores que ganham 50.000, 100.000, 200.000 por mês além de prémios anuais de 1 ou mais milhões, e auferem por ano, resultado de muito trabalho e inteligência 10, 20 ou 30 milhões em dividendos?
Vamos ver então a situação de alguma gentinha da SLN/Galilei dona do BPN que fez desaparecer 4 a 5 mil milhões de euros que os Srs Passos, Gaspar, Portas, Cavaco querem que sejamos nós a pagar.
Você caro leitor queixa-se que lhe roubam a pensão e a reforma, que o roubam com impostos e mais impostos, e taxas de solidariedade (solidariedade com os gangsters do BPN) que já o lançaram ou vão lançar no desemprego, na miséria e no desepero? Mas que quer você, este governo é o governo daqueles senhores e a ordem a que obedecem è à ordem da especulação financeira mundial. Acreditou nas promessas quando lhe pediram o voto? Pois há que tirar lições e vir para a rua. Só a rua pode ajudar a demitir este governo e se o PR o quiser proteger então só a rua pode ajudar à renuncia do PR.
Cheguei a
pensar que o governo, autoridades, em resumo, o poder, protegia os gangsters do
BPN mas que disfarçava com a desculpa de que ou tinham posto os bens no nome da
mulher (Oliveira e Costa) ou fugiram com a massa para os offshore ou para Cabo
Verde (Dias Loureiro). Assim... o que é que o governo, os tribunais, o Presidente
da República, podiam fazer? Mas não. O
governo que governa às ordens da alta finança nacional e internacional, às
ordens de Merkel e Schauble já nem tenta disfarçar. Os amigos,
colegas e vizinhos (na Coelha) do PR continuam por aí nos grandes negócios. Mas
com quem? Ora, ora com o Estado.
Estão
recordados que a SLN era a holding proprietária do BPN que roubou e delapidou
mais de 3,4 mil milhões de euros que agora todos nós (todos não, é claro),
estamos a pagar. A SLN entretanto travestiu-se de Galilei e a Galilei através
da sub-holdind Galilei Saúde já cobrou ao Serviço Nacional de Saúde 50 milhões
de euros de serviços que o Estado lhe encomendou. Mas a Galilei não deve ao
Estado 1.300 milhões de €? Deve e então? Ora são contratos não se pode fazer
nada. É o mercado, “stupid”. O Passos, o Gaspar, o Portas, o Moedas e o Borges sob
o olhar distraído de Cavaco estão atentos. É preciso não desiludir os mercados.
Vão recuperar a massa mas… despedindo 100 mil funcionário públicos na
legislatura, roubando as pensões e os salários a quem trabalha.
"É
insustentável o Estado alimentar negócios com empresas alegadamente ligadas a
um dos mais gigantescos casos de fraude no País, acarinhando e premiando os
seus autores" comentouJosé Manuel Silva
-Bastonário da Ordem dos Médicos.
A SLN/Galilei deve ao Estado 1.300 milhões que não
tem qualquer intenção de pagar tem um valiosíssimo património. Mas este Governo
não tem intenção de lhe exigir o
pagamento das dívidas. Está apostado em que lhas paguemos nós em vez deles.
Eis algum do
património da Galilei:
Notas:1) Fonte Visão de 2013-04-04. 2)Amplie com um clique.
Baptista Bastos mostra-nos Cavaco. Cavaco por dentro. Cavaco cavaco. Baptista Bastos é um artista da palavra e alia às suas qualidades literárias de grande jornalista e escritor uma larga cultura e uma madura experiência política. Por isso ele lê a alma deste homem que não merecíamos ter por presidente com a mesma facilidade com que eu leio os seus cintilantes artigos.
Como comprei o Público só pude observar este retrato que BB faz do PR por esta oportuna referência que o meu colega de blog (obrigado João Abel) aqui fez no post que antecede este. E para que a opinião de BB não a leve o vento com um previsível delete informático a prazo no DN aqui a registei.
Baptista - Bastos aponta algumas notas biográficas de Cavaco Silva muito pertinentes, porque caracterizam o homem da forma como ele é e sempre foi.
Conheci-o enquanto assistente do ISCEF. Era um autêntico serviçal do então Prof. de Finanças, um prepotente, de que Cavaco era assistente e ainda seu chefe na Gulbenkian.
Gente desta depois quando sobem na vida, querem instituir a matriz a que se sujeitaram. É exactamente o caso.
Mais um caso, tipo BPN pela sua dimensão, em que os responsáveis tenderão a ser branqueados.
Os gestores destas empresas onde os Metros de Lisboa e Porto se destacam pelos montantes elevados, quase todos do bloco central e de dominância PSD, em teoria deveriam ser investigados para apuramento da sua responsabilidade e até que o poder político neste caso as Finanças são ou não responsáveis também.
Para já são montantes muito elevados que estão em causa e mais uma vez quem paga impostos vão ser chamados a suportar esta má gestão.
Aníbal Cavaco Silva foi à sessão comemorativa do 39º aniversário do 25 de Abril, na Assembleia da República, para pedir consenso aos portugueses e aos partidos da oposição em torno do...
programa do Governo. S.EXª quer que os explorados, os desempregados, a classe média a
caminho da proletarização, os jovens licenciados em fuga para o estrangeiro, vítimas, todos, da insana política do Governo se juntem no apoio ao seu algoz. O Governo que um carismático intelectual e político do PSD classificou apropriadamente de traidor a Portugal, não se contentando com o brutal programa de austeridade da Troica empenhou-se em ultrapassá-lo e está a conduzir o país à tragédia. Passos Coelho um produto espúrio do aparelhismo partidário e Vitor Gaspar um técnico amamentado pelos bancos com a cegueira filha do fanatismo ideológico estão conscientemente a conduzir um processo de tranferência de riqueza da esmagadora maioria da população não apenas para pagar as dívidas fomentadas pela clique privilegiada de banqueiros, grandes empresários, especuladores, responsáveis pela crise mas também para o seu maior enriquecimento (ainda hoje os jornais informam que o BPI só no 1º trimestre de 2103 teve um lucro de 40,5 milhões de euros.)
S.Exª o Professor Cavaco Silva, natural de Boliqueime, que se empenhou no derrube do anterior Governo com o pretexto cínico de ter ele conduzido os portugueses ao limite dos sacrifícios, revelou agora, sem sombra de pudicícia, ser o padrinho deste governo que levou os sacrífícios da população a limites estratosféricos e promete aumentá-los. O PR Cavaco Silva acha que é
muito triste mas que não há outro remédio senão ajudar a enriquecer um pouco mais, só
um pouco mais, vá lá! os banqueiros sem descurar os patriotas do BPN acoitados no
grupo Galilei (ex-SLN) onde prosperam às claras com negócios de muitos milhões,
alguns com o Estado, ao qual devem centenas de milhões que não querem pagar nem
o Governo exige que eles paguem. Consenso! Por
favor, consenso!! Pede o PR. Entendam, seria horrível uma crise política, quanto mais uma
revolução, credo, abrenúncio. Portanto, se fazem favor, consenso. É que não há
alternativa. Vá lá. Nada de sectarismos! ________ Nota: fiz hoje, 26, algumas pequenas alterações ao post. ________
VIVA O 25 DE ABRIL! E CANTEMOS-LHES A GRÂNDOLA. (Atenção, agora sou eu a dizer não é S.Exª o Sr. Professor!)
Poupar na despesa pública não é equivalente a baixar salários e pensões através de cortes. A isto chama-se roubo, ir aos bolsos de quem não se pode defender.
Um exemplo, entre muitos outros, de um corte real, verdadeiro, na
despesa pública portuguesa seria reduzir o montante de juros a pagar aos
credores ano a ano. E há mecanismos legais para isso que este governo não quer accionar. Basta requerer paridade de tratamento entre Estados membros em crise.
Sabe-se que a taxa média de juros da dívida pública ronda agora 3,6% e já foi bastante mais alta. A taxa aplicada ao empréstimo recentemente concedido ao Chipre é de 2,6%. Já nem me refiro à taxa aplicada à Alemanha que ronda 0%, senão o ministro das finanças
alemão diz que como cidadão da Europa do Sul estou é com inveja.
Ele ( ministro) pertence a um povo superior !!!. Ficou-lhe no ADN.
Ora com a taxa do Chipre e,
segundo as contas feitas e apresentadas pelo PS, se Portugal negociasse a taxa concedida ao Chipre, pouparia 700 milhões euros/ano. ...-
Este governo não sabe praticar o básico de qualquer negócio, não sabe negociar. Isto em linguagem comum diz-se; está feito com os credores. E não estará?
O título é propositado e mais correctamente deveria ser a racionalidade das despesas de Estado. Há dias ouvi na TSF umas frases do Prof. Valadares Tavares, pessoa conhecedora da matéria, até por obrigação dos cargos que já desempenhou, sobre as compras de Estado em que diz que não há controlo nem gestão adequada.
A minha experiência nesta matéria é a seguinte. No meu tempo de dirigente da AP havia um central de compras, comandada pelo Ministério das Finanças. A partir de certa altura, tudo ou quase tudo passou a ser adquirido obrigatoriamente por via dessa central de compras.
No caso da minha instituição, o que mais pesava era a aquisição de equipamento de informática e consumíveis. Várias vezes me insurgi porque as aquisições via central ficavam mais elevadas no mínimo 20%. Mas tinha de ser, ponto final
Sou a favor de centrais de compras. Certamente não de uma apenas. Mas MF decide e claro lá está cumpre-se contra toda a lógica. Nenhuma inteligência na decisão, ou melhor falta dela.
As centrais de compras têm de ser geridas com transparência e competência.
Não tenho presente a quanto montarão as aquisições do Estado no presente. Mas de certeza a muitos milhares de milhões, o que significa que agindo de forma racional se poupariam uns bons milhares de milhôes. E nos tempos que correm.
A minha inteligência não atinge a razão dos altos cérebros deste governo e já agora de outros anteriores por nunca pegarem nestas coisas tão comezinhas e simples. Ou talvez perceba.
Estamos a ser bombardeados ao segundo com esta visita pouco respeitada.
Deve ser para que ela se torne menos indigesta que a comunicação social nos matraqueia repetidamente com isso porque sabe quanto mais falar mais a indiferença se acentua.
A comunicação social informa que a Tróika vai ao PS. E a pressão sobre o PS é clara. De todos os lados, do PR, dos partidos do governo e do governo, de Durão Barroso e companhia, das instituições internacionais, enfim de tudo quanto cheira a austeridade. Em suma, dos seus defensores, apesar de cada vez ser maior a corrente que identifica a austeridade pouco inteligente (e é o caso) com mais pobreza e enterro do que ainda resta da economia. E mesmo como um recuo civilizacional.
Os meus votos vão no sentido de que o PS na recepção da Tróika se sintonize com os interesses de Portugal.
Em que consiste isso no mínimo?
Que seja pelo menos coerente com o que ultimamente tem vindo a dizer: renegociação profunda do memorando, implicando revisão das metas orçamentais, maiores maturidades para pagamento da dívida e juros muito mais baixos. Por outro lado, a defesa intransigente de mudanças a nível da estratégia de desenvolvimento da UE, de forma a que os interesses de todos países sejam contemplados e da configuração da própria UE nomeadamente do seu Banco Central e do Orçamento.
Certamente, não será suficiente. Mas seria um bom começo. Há que aliviar o peso dos custos da dívida na economia portuguesa com vista a reiniciar o seu desenvolvimento.
Não me parece que o PS vá ter algum sucesso nesta sua conversa, mas muito menos terá e cheirará a traição face ao País se transigir ou mostrar que apoia medidas de austeridade pouco inteligentes.
Só a rua nos poderá salvar. Sem Costas nem Buiças, é claro
A política, os
governos, têm a ver em primeiro lugar e acima de tudo, mas não só, evidentemente, com a gestão da riqueza
das nações. Com a sua distribuição pelos diferentes grupos sociais através de
quadros legais que favoreçam estes ou aqueles. A onda que varre a Europa e
Portugal, a onda da direita radical, a direita neoliberal, é uma onda para uma ainda
maior concentração da riqueza num número cada vez menor de privilegiados.
Para contrariar
esta onda mortífera, que poderá, como alertou Jean-Claude Juncker Primeiro-ministro do Luxemburgo, conduzir de novo a Europa à guerra, temos de forçar a demissão do Governo e como este só pode
ser afastado pelo PR temos de pressionar Cavaco Silva, responsabilizá-lo, tanto
como os seus protegidos Passos e Gaspar por esta política de
destruição do regime democrático e social que conquistámos com o 25 de Abril.
Na guerra em que
estamos envolvidos, na guerra que nos foi declarada por Passos/Gaspar e Ciª, representantes não dos portugueses mas da tróica, fanáticos mujahedines da "Al Qaeda" sediada em Berlim,
a única forma que resta para forçar a demissão do Governo é a arma da rua. A
rua contra S. Bento, a rua contra Belém. A rua como alavanca para
demitir o Governo que desde a última ida a Belém do 1ºM com o seu min das
Finanças passou, explicitamente, a ser um Governo de "iniciativa presidencial". A rua é
necessária para ajudar a vencer a crise política por meios institucionais: através da
dissolução da AR decidida a gosto ou contragosto pelo PR. Mas é claro que não se trata de soluções com
Costas e Buíças
Segundo o
jornal de escândalos CM o Sr. Francisco Soares dos Santos, dono do Grupo
Jerónimo Martins (detém 56,1%) e os seus dois filhos, atribuíram-se, na
qualidade de administradores, uma remuneração mensal que foi dos 60 aos 100 mil euros
cada um. São remunerações "normais" em pessoas que são os verdadeiros
donos do país. Os banqueiros, administradores dos bancos, administradores dos
grandes grupos económicos, Amorins, Belmiros, Motas ou os seus principais
empregados, os Mexias de vários calibres, andam todos, pelo menos, pelo seu
milhãozito anual. É claro que têm um conjunto de remunerações em espécie, que
são necessidades da função (como é a esferográfica ou modernamente o computador para um escritor) carros de luxo, ou o seu avião, motoristas, secretárias,
seguranças, passeios pelo mundo, sumptuosidades adequadas ao estatuto de
"nobreza" que elevam os custos desta fidalguia para duas ou três
vezes aqueles salários. Mas atenção isto não é tudo o que ganham os nossos baronetes
da finança, seja eles Pingos Doces, ou Ricardos Salgados, ou Ulrichs "aguentam
aguentam". O Sr Soares dos Santos, por exemplo, e de acordo com o “jornal
de referência” citado, auferiu em 2012 também 104 milhões de euros em
dividendos o que dá àqueles salários praticamente o estatuto de salários de
miséria.
Como
conseguem ganhar assim tanto? Bom, por um lado devem ser bons administradores e
por outro… têm a trabalhar para eles, no caso do grupo Jerónimo Martins
cerca de 70.000trabalhadores colaboradores a maior parte dos quais, segundo os
patrões, não merece mais do que o salário mínimo. Conheço uma menina que é caixa
num dos Pingos Doces e que ganha 485 euros porque, naturalmente, não merece
mais. “Foi para isto que andei a tirar um curso” lamenta-se ela, licenciada em História
pela universidade do Minho. Para estes ganhos servem as leis que mandam fazer aos
“seus” deputados para poderem “legalmente” fugir aos impostos. O Sr. FSS fugiu
com a sede do Grupo para a Holanda para não pagar impostos aqui que não são tão
baixos como lá. E fogem também aos impostos através dos off shores que é para
isso que eles existem. E quando são apanhados como, segundo os jornais, sucedeu
ao dono do BES então trazem “voluntariamente” os muitos milhões que tinham
expatriado e como prémio pagam um jurozinho pequenino, quase simbólico. Estamos
a falar de muitos milhões porque se se tratasse de 50 ou 100 mil euros, dum
parvo qualquer, arriscava-se a ir para a cadeia.
E estes Srs
são não apenas grandes patriotas como são grandes amigos do Governo. Ou, dito
de forma mais rigorosa, eles não são "amigos" do atual Governo, dos
Passos e Gaspares, eles são os patrões, de facto, do Governo ainda que a
relação seja muito intermediada e muito "à maneira". Não é uma
relação taralhouca do calibre daquela decisão de Passos Coelho/Gaspar/Moedas com
a TSU em que disseram abertamente que os descontos para a segurança social que
cabia aos patrões pagarem passavam a ser pagos pelos assalariados.
Soube hoje que o governo de Vítor Gaspar isentou os juízes e diplomatas de pagamento da Contribuição Solidária de Solidariedade.
Gostaria que alguém me fornecesse um argumento, só um, porque fiquei perplexo. A minha mente não chega lá. Passei apenas que esta gente teria um ADN diferente do meu comum dos mortais.
Esta decisão deve ser da mais exemplar justiça, mas mente pobre não dá por isso.
Muitas instituições internacionais têm vindo a pronunciar-se sobre Portugal.
Indirecta ou directamente contra a decisão do TC e quase sempre a rogar pragas contra este e a lamentar a situação incómoda criada a Gaspar e Passos Coelho.
Mal acabara pelo menos uma agência de Notação daquelas ditas muito "independentes" como a Fitch. logo veio o Sr. Comissário Olli Rehn acrescentar e a ameaçar que Portugal tem de arranjar alternativas para cobrir os 0,8% do impacto no potencial défice decorrente dos artigos chumbados para que as metas sejam impreterivelmente cumpridas.
O que o dito Comissário Europeu se esqueceu de nos dizer foi como têm sido excelentes os desempenhos do ministro Gaspar. Ele é tão esmerado que em 2012 não se desviou 0,8%. Desviou-se apenas 2,4%.
Como os ventos do mundo estão em grande mudança certamente para Olli Rehn 2,4% de desvio é mais confortável que 0,8%. Percebo que estes "democratas de Bruxelas pensem assim. Não bulir com os poderes de um governo que nos dá muito jeito. Eles só sabem pedir com muito jeitinho.
O Reitor da Universidade de Lisboa contra a chantagem do Governo
Com Passos Coelho, um Jota impreparado e perigoso, alcandorado a 1º Ministro por Miguel Relvas (conforme este publicitou, como uma ameaça, na declaração de despedida do Governo) e Victor Gaspar, um representante dos mercados financeiros, como ministro das Finanças, o inacreditável pode acontecer.
"Estupefactos" por o Tribunal Constitucional não se demitir das suas funções e assim não poderem "governar" sem a chatice da democracia e de constituições, de acordo com a sua fé neoliberal e as orientações do min. das finanças alemão, Sr. Chauble e do FMI, estes governantes, amparados pelo Presidente da República, que até agora só acumularam falhanços, decidiram vingar-se com um despacho do min das Finanças, que se fosse cumprido à risca paralisaria a administração pública.
O Reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa explica o alcance do despacho despautério neste comunicado:
Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país
"1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país.
2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático.
3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal?
4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro.
Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior."
Lisboa, 9 de Abril de 2013
António Sampaio da Nóvoa Reitor, Universidade de Lisboa
Mas tenho cá um feeling que, ontem, em Belém foi urdida uma saída. Mais impostos? Uma qualquer forma capciosa de não cumprir o acordão do TC? Outros cortes no rendimento? É de esperar. Mas mais austeridade aí vem. Está no ADN deste governo. Negociar com a Troika melhores condições é que o ADN não comporta.
Não se percebe tanta histeria com a decisão do TC. Estamos num país democrático ou querem suspender a Constituição?
E os efeitos do acordão são relativamente reduzidos. Apenas 0,8% de aumento do défice. As previsões de Gaspar excederam sempre este limite pela negativa em termos de défice.
Daí que o governo não tenha o mínimo de razão.
Gostava de ser mosca para ouvir a conversa entre os dois maiores culpados do país estar neste momento nesta situação. O governo porque fez um mau orçamento, um orçamento de provocação e o PR por falta de acção oportuna a fiscalização preventiva. De qualquer modo, o TC respondeu a algumas dúvidas do PR daí que gostava de ter sido mosca.
BASTA OLHAR PARA A IMPRENSA E OS TÍTULOS NÃO ENGANAM.
A imprensa esqueceu as aspas. Parece que assume como opinião sua,
declarações de ministros. Como pode um jornal dito de referência
apresentar um título a toda a 1ª página sem aspas - TC ultrapassou pior
cenário do governo - quando ao ler-se, se nota ou pelo menos se fica na
dúvida, que a opinião não é do dito jornal mas baseado em dicas de
ministros? É evidente que não
foi o pior cenário, pois muitas inconstitucionalidades não foram
atendidas, por razões diversas, umas inclusive paras não dar aso a certa
demagogia de direita. Mas está cá fora a decisão e vamos a alguns comentários.
O conhecimento apenas ontem da decisão do TC prejudicou imensamente o
país em termos económicos e os cidadãos em particular. E a culpa, como
sempre, vai morrer solteira. Por etapas de quem nos causou
prejuízos. Primeiro, a principal culpa coube ao governo de Passos/Gaspar
que faz um orçamento cheio de inconstitucionalidades. É a prova da sua
incapacidade técnica ou então de provocação aos portugueses. A segunda
culpa cabe à maioria na AR que avaliza o dito orçamento. Não consigo
abstrair de ver no ecran o deputado Montenegro do PSD a dizer que o
orçamento estava correctíssimo do ponto de vista da constituição. A
terceira parte da culpa cabe a Aníbal Cavaco Silva, como PR que poderia
ter suscitada a sua análise prévia ao TC. Há aqui três
entidades fortemente culpadas que muito contribuíram para o
aprofundamento da crise do país e que vão continuar na mesma senda. E o
TC? também tem algum poderia ter sido mais célere, mas é de longe a
menor.
Aqui, em Julho de 2012, defendi que face ao escândalo
da licenciatura de Relvas “na forma tentada” era melhor o 1º M não afastar
Relvas e julgo ter tido razão. Era melhor para o país porque era péssimo para o
Governo. Passos Coelho ao qualificar como "uma não notícia" a da burla da licenciatura do seu "braço direito" no Governo revelava ao país que o 1ºM considerava perfeitamente compaginável com a decência exigível a um Governo a presença nele de um burlão e desnudava assim o seu próprio carácter. O escândalo da continuação de
Relvas no Governo revelaria todos os dias a verdadeira imagem deste, a sua falta
de idoneidade, a sua desqualificação e assim tornaria mais fácil derrubá-lo.
A declaração de Relvas e as desculpas tolas que apresenta
para se demitir do Governo são bem o retrato da pessoa sem honra nem vergonha
que nenhum Estado que desejasse ser respeitado toleraria. Um 1º M e um PR que acham
normal e aceitável ter como ministro o Sr. Miguel Relvas não podem deixar de
estar no mesmo patamar político e ético daquele.
Aliás, segundo o que é público, o passado de negócios da parceria Relvas-Passos na utilização para benefício pessoal dos recursos do
Estado, coloca o primeiro, então Secretário de Estado de Durão Barroso, na
posição de chefe e o segundo, como gerente da Tecnoforma, na posição de
subalterno. As cumplicidades antigas explicam a incapacidade de Passos se poder
desembaraçar de Relvas. E revelam que a diferença de estofo moral entre um e outro
não é nenhuma. O que os distingue é que um foi mais exposto à execração pública
que o outro.
Aliás, na declaração que hoje Relvas fez a “explicar” o seu pedido de demissão não
deixou de sublinhar, despudoradamente, que se Passos Coelho hoje é o
presidente do PSD e 1º M a ele o deve e que apresenta a sua demissão por iniciativa própria a sublinhar que de acordo com a hierarquia dos seus valores políticos e partidários o subalterno não é ele. Vendo o país, até à náusea, os protesto populares que perseguem Relvas por todo o lado, de Gaia ao ISCTE, de França a Timor a ponto de não o deixarem pôr pé na rua é patético ouvi-lo dizer que sai por sua livre vontade por "falta de força anímica", etc.
S. Bento e Belém colocam Portugal no patamar ético e civilizacional do Burkina
Fasso - não desfazendo, como se dizia antigamente na minha terra. LinkLink
Apesar de todas as pressões em contrário por parte do Governo espero que o Tribunal Constitucional ponha em causa se não todas pelo menos algumas das medidas inconstitucionais do Orçamento de Estado, como o roubo das pensões e novos impostos. Mas é minha convicção que o Governo não se demitirá. Só cairá se forçado a isso como sucedeu a Relvas. E forçá-lo a cair só com a ajuda da rua, como aqui disse. Continuemos então a "grandolar" este governo ilegítimo, morto mas insepulto, para que não infecte mais ainda a vida dos portugueses. ______________ Video de Relvas enxovalhado/"grandolado" em Gaia: link.
Que morada tão comprida!
Preferia um endereço mais jeitosinho? Por exemplo assim: http://tinyurl.com/3umt3es
? Então fique com este que vai dar ao mesmo!
Não sabe como
encolher o dito? Então vá aqui ao http://tinyurl.com/
meta o comprido na janela e o TinyUrl dá-lhe o jeitosinho na outra. Mas não vai sem
trabalho. Tem que carregar no botão. Um clique J.
Li aí, num
jornal, invocando o INE, que além de toda esta gente que reside cá em Portugal
há uma quantidade de portugueses espalhados pelo mundo. Eis as 10 maiores concentrações.
Portugueses no estrangeiro(2011)
França
580.000
Brasil
140.000
EUA
167.000
Angola
100.000
Suiça
165.000
Alemanha
92.000
Canadá
150.000
Reino Unido
84.000
Espanha
146.000
Venezuela
53.000
Residentes vindos do estrangeiro
(2011)
82.000
Nota:
nºs arredondados para o milhar. Fonte: INE
Fui contar para ver se há gente suficiente para correr com o governo estrangeiro. E há :)