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2013-05-23

 

Catroga quer que os cortes nas pensões sejam permanentes


Vai pelo Facebook uma onda de indignação, bem legítima, com as declarações de Eduardo Catroga em entrevista à Rádio Renascença:
 
“Ainda não foram feitos cortes permanentes e aí foi uma falha do Governo”. "O País não pode suportar estas pensões",  Pelo que, em seu entender "o ajuste de salários e de prestações sociais à despesa que o Estado pode suportar é uma inevitabilidade."
 
Mas quem é o Sr. Catroga? É um antigo Ministro das Finanças de Cavaco Silva, principal obreiro do programa de governo de Passos Coelho, principal negociador pelo PSD do memorando da Troica. Ver aqui.
 
Não, não e não, caro leitor, não é das pensões da clique privilegiada que tem reformas como a dele que Eduardo Catroga fala, pois se fosse falaria muito bem. Eduardo Catroga fala dessas insuportáveis pensões dos 2 ou 3 mil euros para baixo e muito especialmente das pensões da "ralé" que é muita gente, dessa "gentinha" que tem pensões entre os 400 e os 1.500 euros e que é, certamente no seu entender, gente que manifestamente vive acima das suas possibilidades.
 
Quem fala assim sabe do que fala e é, sem dúvida, um Senhor de respeito. E qual é a reforma do senhor de respeito? É de 10.000 euros por mês. Mas continua a trabalhar. A trabalhar é como quem diz... a ganhar. O principal negociador, pelo lado do Governo de Passos Coelho, da privatização da EDP foi recompensado pelos ganhadores do negócio, com o cargo de presidente do Conselho Geral, e 53.250 euros por mês para ir a 1 ou 2 reuniões mensais do Conselho Geral da EDP chinesa. Link .

2013-05-22

 

Cavaco pediu audiência ao Papa


Não era totalmente inesperado este pedido feito através da Casa Civil da Presidência da República a sua Santidade o Papa Francisco.
Em virtude do falhanço escandaloso da reunião do Conselho de Estado, a "alavancar" (uso este termo muito em voga para atrair os mercados) a ideia infeliz de invocar em vão o Santo Nome de Nª Srª de Fátima a des propósito da 7ª avaliação da tróica, Maria Cavaco Silva, depois de consultar a Casa Civil do Presidente (a Casa Militar recusou-se a ser consultada porque está de relações cortadas com Cavaco Silva) decidiu enviar uma embaixada a Roma a pedir uma audiência a sua Santidade para que faça um exorcismo ao Presidente de Portugal e esconjure o maligno que se apoderou de Aníbal Cavaco Silva.
O chefe da Casa Civil da presidência da República está em alerta máximo, em Belém, na expetativa da resposta do Papa Francisco, através da Curia Romana, porque se trata de assunto nacional da máxima urgência visto que o país está prestes a explodir de raiva contra este governo que se julgava ser de Portugal e afinal se descobriu, depois das declarações de Lobo Xavier, na Quadratura do Círculo, apesar de já haver certas desconfianças, que é um governo do invasor.

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2013-05-21

 

Os homens do Goldman Sachs no governo que pediu a intervenção estrangeira


Os portugueses que votaram no PSD/Passos julgaram que estavam a votar no partido de Sá Carneiro e na política que o candidato falsamente anunciava. Afinal votaram na política do Goldman Sachs, do Lehman Bothers, do Morgan Stanley e do BES.
 
Senão vejamos:
Numa entrevista à revista Sábado, esta semana, João Moreira Rato, presidente da Agência de Gestão do Tesouro e da Dívida(IGCP) dá-nos as pistas.
Fez tese de doutoramento em Chicago, na escola do neoliberalismo radical e segundo o próprio, tinha (e suspeito que mantém) uma visão exacerbada desta teoria monetarista cujo mais conhecido guru é Milton Friedman, o Nobel que se prestou a ir a Santiago ajudar Pinochet a aplicá-la no Chile.
E por onde é que andou o Sr João Rato antes de ir para o governo de Vitor Gaspar? Andou pelo Lehman Brothers que faliu e despoletou a grande crise nos EUA e abala a UE, pelo Morgan Stanley, pelo Goldman Sachs o banco através do qual a alta finança internacional mais ostensivamente controla governos nos EUA e na Europa, vide o caso de Mario Monti, ex- primeiro-ministro italiano, e Lucas Papademos, novo primeiro-ministro grego ambos importantes quadros do Goldman Sachs. 
Aqui João Rato relacionou-se com Carlos Moedas e António Borges, outro elemento chave do govermo de Passos Coelho, encarregado de preparar a privatização das empresas essenciais ao funcionamento do país, EDP, REN, TAP, RTP, CTT, CP). Mas João Rato também se relacionou patrioticamente com bancos nacionais. De acordo com a entrevista criou um fundo de investimento a "NAU Capital" com dinheiro do BES, por exemplo.
Com esta rodagem nos "melhores bancos" da grande especulação financeira, com vocação para condicionar e infiltrar governos, João Rato revelou a sua apetência para a política e sacrificou mesmo um salário melhor por uns minguados 10.800 €, quase 2 vezes o ordenado de 1º M, apesar daquela decisão do Governo de limitar ao vencimento do 1ª M os ordenados destes empregados do Estado.

O sr. João Rato iniciou-se na política no Gabinete de Estudos do PSD a convite de Carlos Moedas mas esclareceu, o que julgo ter sido desnecessário, que não era social democra mas liberal.
Tendo dado boas provas, suponho que revelando-se um "exacerbado" fiel da escola de Friedman, Vitor Gaspar que é quem verdadeiramente define a política do governo convidou-o para presidente da IGCP.

Por tudo isto concluo como comecei: os portugueses que votaram no PSD/Passos julgaram que estavam a votar no partido de Sá Carneiro e na política que o candidato falsamente anunciava. Afinal votaram na política do Goldman Sachs, do Lehman Bothers, do Morgan Stanley e do BES.

2013-05-17

 

Entrevista João Abel de Freitas à RTP Madeira

http://www.rtp.pt/play/p202/em-entrevistas%C3%A9

2013-05-16

 

Há os Alemães e os outros Alemães

A Alemanha é, também, um país de contrastes.  É o país de Hitler mas também o país de Marx, é o país de Goebels e de Himmler, mas é também o país de Beethoven e de Einstein. E quanto  à distribuição da riqueza e à sua evolução também há grandes contrastes? Vejamos:
 
1995 - 10% dos alemães mais ricos possuem 45% da riqueza privada do país.
2012 - 10% dos alemães mais ricos possuem 53% da riqueza privada do país.
 
1995 - 50% dos alemães menos favorecidos possuem 4% da riqueza privada do país.
2012 - 50% dos alemães menos favorecidos possuem 1% da riqueza privada do país.
 
Estes dados dão sustentação à tese de que, objetivamente, um operário ou um cidadão da classe média português tem interesses mais próximos dos de um operário alemão ou de um alemão da classe média do que de um banqueiro ou de um  grande empresário português. E vice-versa. Mas frequentemente isso não é assim entendido pelos próprios. E, como se sabe, o nacionalismo, ao contrário do internacionalismo, assim como a demagogia e a mentira sistemática que hoje caracterizam o governo em Portugal tem o objectivo de obnubilar essa realidade.
 
Apesar das vantagens comparativas que a Alemanha tem obtido na gestão da crise desde 2008: taxas de juro baixíssimas e até negativas ou o menor desemprego das últimas décadas, já está a ser atingida pela política austeritária, uma verdadeira tara, que impôs à zona euro pois as suas taxas de crescimento já estão a convergir aceleradamente para zero.
 
Interessante é também constatar que os três estados federados mais ricos da Alemanha Baviera, Hesse e Baden Wurttemberg não querem que a sua riqueza seja compartilhada com o resto da Alemanha e querem que a legislação vigente seja alterada. Egoísmo idêntico ao da Catalunha ou do País Basco em Espanha. Eles são os Estados mais ricos e portanto os outros alemães que se danem.
Não, não estou a dizer bem Baden Wurttemberg não se solidarizou com os outros dois Estados ricaços e apoia a solidariedade nacional. Não por acaso o governo de Baden Wurttemberg é dirigido por um verde numa coligação Verdes/SPD e a Baviera e o Hesse são governados pela CDU da D. Merkel.
_____________
Nota: Fontes: Eurostat, El País e Visão.

2013-05-15

 

As BIG FOUR empregam 700.000 especialistas na fuga ao fisco

Na Alemanha, nas últimas décadas, o número de funcionários das autoridades tributárias (Finanças), mal pagos, diminuiu 5%. Em contrapartida o número de especialistas em otimização fiscal (leia-se fuga legal aos impostos) aumentou 30% e o número de advogados fiscalistas (outro tipo de especialistas na fuga ao fisco) aumentou 60% e são altamente remunerados.
Mesmo que mais nada dissesse bem se percebe para que lado têm andado as coisas.
Há 4 grandes empresas que detêm o grosso da atividade de fuga aos fisco, uma atividade essencial ao mundo da alta finança internacional. São conhecidas pelas BIG FOUR: a Deloitte, a PriceWaterHouseCoopers, a Ernst & Young e a KPMG.
Deloitte
Têm ao seu serviço 700 mil especialistas, trabalham em 150 países e faturam 76,5 mil milhões de euros por ano.

Só no minúsculo Chipre têm ou tinham 2.500 especialistas. São seus clientes as maiores multinacionais. Por exemplo a Deloitte tem a Vodafone ou a Microsoft, a Ernst & Young tem, p.ex. a Google, a Aple, a Amazon, a Coca Cola. 
A fonte é um estudo do alemão Walter Wullenweber que o publicou, em 15 de Março deste ano, na revista Stern, um estudo em parte reproduzido no Courrier Internacional, origem destes dados.
Nesse estudo diz-se que as Finanças de países como a Grécia, Chipre, Portugal ou Irlanda são incapazes de cobrar impostos às grandes fortunas. Mas o exemplo poderia, se este alemão quisesse, alargar-se à Alemanha. De facto um pouco adiante ele refere que na Alemanha desde 1960 os impostos sobre salários, consumos energéticos ou sob a forma de IVA, isto é os que atingem a população em geral, quase duplicou e os impostos sobre lucros, isto é sobre o capital e portanto sobre as grandes fortunas, caíram 75% . É obra!
Todas estas situações parecem paradoxais mas “esmiuçando” percebe-se que não o são assim tanto.
Os estados e os governos querem cobrar o máximo de impostos ou pelo menos todos os impostos que a lei estipula mas…nada se perceberá ou ganhará coerência se não se perceber que a função dos estados e dos governos é disputada e influenciada por forças contraditórias. Por um lado, pelo mundo do trabalho, por forças democráticas, por grande parte do eleitorado e por outro pelo mundo do capital, pelos bancos, gestores de fundos e fortunas, o mundo financeiro em geral. Mas os campos não são perfeitamente delimitados. Os altos salários estão em geral do lado do capital e o pequeno capital está, frequentemente, do lado do trabalho. E quem detém a maior parte da influência, e frequentemente o controlo dos governos salta à vista.  
Aquele exército de 700.000 funcionários da fuga ao fisco e os mil e um paraísos fiscais convivem em perfeita harmonia com os governos e os Estados porque nestes prevalecem os interesses do capital e, em particular, do capital financeiro.

Do ponto de vista ético esta situação é, para os que não conhecem bem as leis que regem a sociedade, profundamente desmoralizadora e obriga a olhar para os governos, especialmente os dos mais fortes países ou para as organizações internacionais, EUA, Alemanha Japão, UE, ONU, etc como entidades profundamente hipócritas, cúmplices dos multimilionários quando não da ilegalidade e do crime.
Todos sabemos que as BIG FOUR e quejandas só existem porque os parlamentos e os governos que fazem as leis fazem-nas frequentemente sob o controlo dos juristas especializados na fuga ao fisco, funcionários daquelas empresas ou de sociedades de advogados especializados no mesmo objeto, como o bastonário da AO, Marinho Pinto ou o vice-presidente da Associação Cívica Transparência e Integridade, Paulo Morais, além de outros, não se cansam de denunciar.
A fuga aos impostos em grande escala pelas grandes empresas, bancos e sociedades é uma forma da concentração da riqueza em cada vez menos cidadãos e uma forma de contrariar a redistribuição da riqueza pelo estado social que assim fica com menos meios para a educação, para a saúde para as reformas e demais medidas sociais.

 

O Milagre de Boliqueime em tempos de auteridade

 A austeridade leva a reduzir o número dos pastorinhos no milagre de Fátima: Um corte fantástico que Gaspar está a tentar aplicar na Função Pública

Revelado o terceiro segredo de Cavaco - Opinião - DN

2013-05-14

 

Este Presidente da República tinha que ser fabricado

 O governo de Passos/Portas está moribundo.

O enfermeiro de serviço anda a aplicar a morfina em doses colossais para que a dor se torne tolerável.

O enfermeiro de piquete sustenta, assim, o doente de forma artificial  tentando dar uma ideia irreal da situação.

PR confia que se fará tudo para evitar TSU dos reformados - Politica - DN

2013-05-12

 

Como evitar o corte nas pensões

Eis um muito oportuno artigo do Professor Valadares Tavares, publicado no Público de 2013-05-12, que oferece ao governo uma alternativa aos cortes nas pensões e revela, de caminho, a sua profunda ignorância e impreparação para governar. Mas não se trata só de ignorância e impreparação. O 1ºM, o MF e outro pessoal da sua entourage são uns crentes nos dogmas neoliberais, gente muito centrada nos seus interesses e que nutre um colossal desprezo pelos seus concidadãos que vivem do seu trabalho.  
É urgente demitir o Governo e se o PR persistir no seu suporte para lá de toda a razoabilidade e decência então há que pressionar Cavaco a ir de B para B. É simples, é mudar-se de B para B. De Belém para Boliqueime. Mas temos que o ajudar. A começar com a manif a 25 de Maio, em Belém.
_____________
 
O Orçamento do Estado é, em qualquer Estado moderno, o seu principal instrumento de governação, pelo que deve ser preparado, verificado, negociado e aprovado antes do início do ano para que possa estruturar as políticas e actuações governativas, inspirar confiança nos mercados e nos agentes económicos, ajudando estes a planear os seus Í investimentos e a programar as suas acções.
...... 
 
Este experimentalismo orçamental, ainda por cima, novamente, baseado em opções com elevada probabilidade de virem a ser consideradas inconstitucionais por quem tem competência para tal juízo - o Tribunal Constitucional -, lança o país em acrescida incerteza, aumentando a sensação de insegurança em todos os agentes económicos, especialmente consumidores e, por consequência, também nos investidores já que estes planeian os seus desenvolvimentos em função da procura.
 
Como exemplo, cenarizar novos cortes nas pensões, neste caso do sistema público, e com efeitos retroactivos (!), agudiza o pânico em centenas de milhares de consumidores que dispendem a quase totalidade do seu baixo rendimento disponível médio e gera imediata retracção no seu consumo. Ou seja, é a melhor forma que o Governo podia encontrar para acelerar a espiral recessiva, aumentar o crescimem do desemprego e retrair possíveis investimentos futuros.
..... 
Ora todas as análises cornparativas feitas mostram que o nosso sistema público é dos mais complexos, pois inclui cinco administrações públicas com histórias, lógicas e quadros legais e regulamentares bem distintos, a Administracção Directa (direcões- gerais), desenhada pela Reforma de 1935, as Administrações Regionais e Autárquicas, surgidas nos anos 1970, a dos Institutos Públicos (servigos e fundos autónornos), muito expandida nos anos 1980, a das Empresas Públicas (década de 1990) e a das parcerias público-privadas, já deste século.
 
Eis por que quem nunca viveu a experiência de administração pública ou não a estudou tende a formar percepções erradas e a não conseguir controlar a própria despesa tal como os factos evidenciam. Talvez o melhor exemplo deste desconhecimento seja pensar que o principal problema da despesa pública seja o montante pago em salários e em pensões quando aqueles já estão aquém da média europeia e abaixo dos 10%. Pelo contrário, toda a soma das despesas contratualizadas com outras entidades (investimentos, bens, serviços e consumos intermédios) totaliza cerca de 17% do PIB, pelo que gerar aí uma poupança de 10% significa poupar quase 2% do PIB.
 
Infelizmente, esta componente da despesa pública não tem vindo a ser analisada ou controlada pois, senão, como compreender que a despesa com aquisições de bens e serviços dos institutos públicos tivesse aumentado mais de 10% em 2012, no ano de todos os cortes em salários e pensões, segundo os próprios dados do Ministério das Finanças? Ou compreender o aumento de mais de 50% desta rubrica na Administração Regional da Madeira? Quais os esclarecimentos do Governo sobre este descontrole?
 .......
Atendendo a que o primeiro- ministro convidou à apresentação de propostas alternativas ao corte das pensões, aqui fica a primeira sugestão: reduzir a despesa nas aquisições de bens e serviços dos institutos públicos, das regiões, das empresas públicas em 10%, o que irá gerar uma poupança superior à necessária, potenciando a contratação electrónicae compensando os aumentos inacreditáveis que ocorreram em 2011 e.2012.
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Professor catedrátioo emérito do IST, ex-presidente do INA e presidente da APMEP.

O artigo completo está aqui: link

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2013-05-11

 

Roubar pensões e salários e dá-los ao BANIF


O BANIF é o banco instrumento de Alberto João Jardim, para financiar campanhas eleitorais e toda a casta de negócios do cacique da Madeira.
Pois bem o Banif, agora liderado por pelo ex-ministro dos NE do PS, Luís Amado,   estava falido mas foi salvo no último momento, em Dezembro, de 2012. Vitor Gaspar/Passos Coelho, o governo ao serviço da Tróica e dos banqueiros, injectou no capital do banco 1.100 milhões de euros e deu garantias do Estado para mais 1.150 milhões. Eis onde já está metade dos 4 mil e tal milhões que estes governantes querem arrecadar através de mais cortes nas pensões (parece que até retroativos), despedimentos na função pública, etc, etc. Tapem o nariz e vejam o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=OcxS1zYWJms 

 



 

Os funcionários públicos mal tratados

Este governo tem um ódio de estimação contra os funcionários públicos, pensionistas e reformados.

Para este governo, racionalizar a despesa de Estado equivale a cortar salários nos funcionários públicos, pensionistas e reformados apenas. Isto não é racionalizar é retirar poder de compra com todos os efeitos nefastos na economia

A dita reforma de Estado também entra na mesma situação, cortes e mais cortes de rendimento.Apesar dos "amuos" Passos/Portas aparentes é só teatro.

Salazar, enquanto ministro das finanças, também equilibrou as contas do país com metodologia algo parecida, mas teve mais ciência económica porque lançou algumas medidas de crescimento.

No entanto, mesmo na afã de cortar há uns corpos especiais, dependentes do Estado com estatuto privilegiado, designadamente na área da justiça e estes corpos especiais têm ministros que, em conselho de governo, se batem duramente na defesa desses estatutos.

Vejamos o artigo de hoje do Expresso sobre isso

Afinal só estes três ministros se batem na defesa dos seus trabalhadores, enquanto os outros ministros se batem pelo afundamento dos restantes. Porque não fui polícia, militar ou juiz?!


2013-05-07

 

Os donos do BPN? Estão bem, obrigado.

 
No post anterior mostra-se algum do património milionário que os donos do BPN mantêm obtido (estudo da revista Visão de 4 de Abril passado) Agora apresentamos aqui os Senhores do BPN e suas fortunas. Mas neste património e nestas fortunas o Governo não pode tocar. Mas porquê? Ora porquê. Porque o governo é o governo destes portugueses. E vocemeçê, que tem uma pensão ou um salário de 300, 600, 1000, 2000 ou 5000 euros acha que é igual aos Senhores que ganham 50.000, 100.000, 200.000 por mês além de prémios anuais de 1 ou mais milhões, e auferem por ano, resultado de muito trabalho e inteligência 10, 20 ou 30 milhões em dividendos?
Vamos ver então a situação de alguma gentinha da SLN/Galilei dona do BPN que fez desaparecer 4 a 5 mil milhões de euros que os Srs Passos, Gaspar, Portas, Cavaco querem que sejamos nós a pagar.
Você caro leitor queixa-se que lhe roubam a pensão e a reforma, que o roubam com impostos e mais impostos, e taxas de solidariedade (solidariedade com os gangsters do BPN) que já o lançaram ou vão lançar no desemprego, na miséria e no desepero? Mas que quer você, este governo é o governo daqueles senhores e a ordem a que obedecem  è à ordem da especulação financeira mundial. Acreditou nas promessas quando lhe pediram o voto? Pois há que tirar lições e vir para a rua. Só a rua pode ajudar a demitir este governo e se o PR o quiser proteger então só a rua pode ajudar à renuncia do PR.
 
 
Nota: Um clique nas imagens torna-as legíveis.

2013-05-06

 

Por onde anda o dinheiro roubado pelo BPN

Cheguei a pensar que o governo, autoridades, em resumo, o poder, protegia os gangsters do BPN mas que disfarçava com a desculpa de que ou tinham posto os bens no nome da mulher (Oliveira e Costa) ou fugiram com a massa para os offshore ou para Cabo Verde (Dias Loureiro). Assim... o que é que o governo, os tribunais, o Presidente da República, podiam fazer?
Mas não. O governo que governa às ordens da alta finança nacional e internacional, às ordens de Merkel e Schauble já nem tenta disfarçar.
Os amigos, colegas e vizinhos (na Coelha) do PR continuam por aí nos grandes negócios. Mas com quem? Ora, ora com o Estado.

Estão recordados que a SLN era a holding proprietária do BPN que roubou e delapidou mais de 3,4 mil milhões de euros que agora todos nós (todos não, é claro), estamos a pagar. A SLN entretanto travestiu-se de Galilei e a Galilei através da sub-holdind Galilei Saúde já cobrou ao Serviço Nacional de Saúde 50 milhões de euros de serviços que o Estado lhe encomendou. Mas a Galilei não deve ao Estado 1.300 milhões de €? Deve e então? Ora são contratos não se pode fazer nada. É o mercado, “stupid”. O Passos, o Gaspar, o Portas, o Moedas e o Borges sob o olhar distraído de Cavaco estão atentos. É preciso não desiludir os mercados. Vão recuperar a massa mas… despedindo 100 mil funcionário públicos na legislatura, roubando as pensões e os salários a quem trabalha.   

"É insustentável o Estado alimentar negócios com empresas alegadamente ligadas a um dos mais gigantescos casos de fraude no País, acarinhando e premiando os seus autores"  comentou José Manuel Silva -Bastonário da Ordem dos Médicos.

A SLN/Galilei deve ao Estado 1.300 milhões que não tem qualquer intenção de pagar tem um valiosíssimo património. Mas este Governo não tem intenção  de lhe exigir o pagamento das dívidas. Está apostado em que lhas paguemos nós em vez deles.

Eis algum do património da Galilei:

 
Notas:1) Fonte Visão de 2013-04-04. 2)Amplie com um clique.

2013-05-04

 

Novas medidas do governo, polícia e segurança das pessoas

Novas medidas criam instabilidade na polícia e comprometem segurança - JN

2013-05-01

 

Cavaco ele mesmo

Baptista Bastos mostra-nos Cavaco. Cavaco por dentro. Cavaco cavaco. Baptista Bastos é um artista da palavra e alia às suas qualidades literárias de grande jornalista e escritor uma larga cultura e uma madura experiência política. Por isso ele lê a alma deste homem que não merecíamos ter por presidente com a mesma facilidade com que eu leio os seus cintilantes artigos.

Como comprei o Público só pude observar este retrato que BB faz do PR por esta oportuna referência que o meu colega de blog (obrigado João Abel) aqui fez no post que antecede este. E para que a opinião de BB não a leve o vento com um previsível delete informático a prazo no DN  aqui a registei.
 

Sobre o discurso de Cavaco Silva - Baptista-Bastos

Um discurso - Opinião - DN

Baptista - Bastos aponta algumas notas biográficas de Cavaco Silva muito pertinentes, porque caracterizam o homem da forma como ele é e sempre foi.

Conheci-o enquanto assistente do ISCEF. Era um autêntico serviçal do então Prof. de Finanças, um prepotente, de que Cavaco era assistente e ainda seu chefe na Gulbenkian.

Gente desta depois quando sobem na vida, querem instituir a matriz a que se sujeitaram. É exactamente o caso.

2013-04-28

 

Potenciais efeitos dos contratos "SWAP"

Mais um caso, tipo BPN pela sua dimensão, em que os responsáveis tenderão a ser branqueados. 

Os gestores destas empresas onde os Metros de Lisboa e Porto se destacam pelos montantes elevados, quase todos do bloco central e de dominância PSD, em teoria deveriam ser investigados para apuramento da sua responsabilidade e até que o poder político neste caso as Finanças são ou não responsáveis também.

Para já são montantes muito elevados que estão em causa e mais uma vez quem paga impostos vão ser chamados a suportar esta má gestão.

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2013-04-26

 

Sou o padrinho do Governo

Aníbal Cavaco Silva foi à sessão comemorativa do 39º aniversário do 25 de Abril, na Assembleia da República,   para pedir consenso aos portugueses e aos partidos da oposição em torno do... programa do Governo. S.EXª quer que os explorados, os desempregados, a classe média a caminho da proletarização, os jovens licenciados em fuga para o estrangeiro, vítimas, todos, da insana política do Governo se juntem no apoio ao seu algoz. O Governo que um carismático intelectual e político do PSD classificou apropriadamente de traidor a Portugal, não se contentando com o brutal programa de austeridade da Troica empenhou-se em ultrapassá-lo e está a conduzir o país à tragédia. Passos Coelho um produto espúrio do aparelhismo partidário e Vitor Gaspar um técnico amamentado pelos bancos com a cegueira filha do fanatismo ideológico estão conscientemente a conduzir um processo de tranferência de riqueza da esmagadora maioria da população não apenas para pagar as dívidas fomentadas pela clique privilegiada de banqueiros, grandes empresários, especuladores, responsáveis pela crise mas também para o seu maior enriquecimento (ainda hoje os jornais informam que o BPI só no 1º trimestre de 2103 teve um lucro de 40,5 milhões de euros.) 
S.Exª o Professor Cavaco Silva, natural de Boliqueime, que se empenhou no derrube do anterior Governo com o pretexto cínico de ter ele conduzido os portugueses ao limite dos sacrifícios, revelou agora, sem sombra de pudicícia, ser o padrinho deste governo que levou os sacrífícios da população a limites estratosféricos e promete aumentá-los.
O PR Cavaco Silva acha que é muito triste mas que não há outro remédio senão ajudar a enriquecer um pouco mais, só um pouco mais, vá lá! os banqueiros sem descurar os patriotas do BPN acoitados no grupo Galilei (ex-SLN) onde prosperam às claras com negócios de muitos milhões, alguns com o Estado, ao qual devem centenas de milhões que não querem pagar nem o Governo exige que eles paguem.
Consenso! Por favor, consenso!! Pede o PR. Entendam, seria horrível uma crise política, quanto mais uma revolução, credo, abrenúncio. Portanto, se fazem favor, consenso. É que não há alternativa. Vá lá. Nada de sectarismos!
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Nota: fiz hoje, 26, algumas pequenas alterações ao post.
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VIVA O 25 DE ABRIL! E CANTEMOS-LHES A GRÂNDOLA.  (Atenção, agora sou eu a dizer não é S.Exª o Sr. Professor!)

2013-04-18

 

CORTES NA DESPESA PÚBLICA?


Poupar na despesa pública não é equivalente a baixar salários e pensões através de cortes. A isto chama-se roubo, ir aos bolsos de quem não se pode defender.

Um exemplo, entre muitos outros, de um corte real, verdadeiro, na despesa pública portuguesa seria reduzir o montante de juros a pagar aos credores ano a ano. E há mecanismos legais para isso que este governo não quer accionar. Basta requerer paridade de tratamento entre Estados membros em crise.

Sabe-se que a taxa média de juros da dívida pública ronda agora 3,6%  e já foi bastante mais alta.


A taxa aplicada ao empréstimo recentemente concedido ao Chipre é de 2,6%. Já nem me refiro à taxa aplicada à Alemanha que ronda 0%, senão o ministro das finanças alemão diz que como cidadão da Europa do Sul estou é com inveja. Ele ( ministro) pertence a um povo superior !!!. Ficou-lhe no ADN.

Ora com a taxa do Chipre e, segundo as contas feitas e apresentadas pelo PS, se Portugal negociasse a taxa concedida ao Chipre, pouparia 700 milhões euros/ano. ...-


Este governo não sabe praticar o básico de qualquer negócio, não sabe negociar. Isto em linguagem comum diz-se; está feito com os credores. E não estará?

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2013-04-16

 

Sobre a reforma das despesas de Estado

O título é propositado e mais correctamente deveria ser a racionalidade das despesas de Estado. Há dias ouvi na TSF umas frases do Prof. Valadares Tavares, pessoa conhecedora da matéria, até por obrigação dos cargos que já desempenhou, sobre as compras de Estado em que diz que não há controlo nem gestão adequada.

A minha experiência nesta matéria é a seguinte. No meu tempo de dirigente da AP havia um central de compras, comandada pelo Ministério das Finanças. A partir de certa altura, tudo ou quase tudo passou a ser adquirido obrigatoriamente por via dessa central de compras.

No caso da minha instituição, o que mais pesava era a aquisição de equipamento de informática e consumíveis. Várias vezes me insurgi porque as aquisições via central ficavam mais elevadas no mínimo 20%. Mas tinha de ser, ponto final

Sou a favor de centrais de compras. Certamente não de uma apenas. Mas MF decide e claro lá está cumpre-se contra toda a lógica. Nenhuma inteligência na decisão, ou melhor falta dela. 

As centrais de compras têm de ser geridas com transparência e competência.

Não tenho presente a quanto montarão as aquisições do Estado no presente. Mas  de certeza a muitos milhares de milhões, o que significa que agindo de forma racional se poupariam uns bons milhares de milhôes. E nos tempos que correm.

A minha inteligência não atinge a razão dos altos cérebros deste governo e já agora de outros anteriores por nunca pegarem nestas coisas tão comezinhas e simples. Ou talvez perceba.

Quem se ri desta situação são os fornecedores.

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A Tróika está em Portugal...

Estamos a ser bombardeados ao segundo com esta visita pouco respeitada.

Deve ser para que ela se torne menos indigesta que a comunicação social nos matraqueia repetidamente com isso porque sabe quanto mais falar mais a indiferença se acentua.

A comunicação social informa que a Tróika vai ao PS. E a pressão sobre o PS é clara. De todos os lados, do PR, dos partidos do governo e do governo, de Durão Barroso e companhia, das instituições internacionais, enfim de tudo quanto cheira a austeridade. Em suma, dos seus defensores, apesar de cada vez ser maior a corrente que identifica a austeridade pouco inteligente (e é o caso) com mais pobreza e enterro do que ainda resta da economia. E mesmo como um recuo civilizacional.

Os meus votos vão no sentido de que o PS na recepção da Tróika se sintonize com os interesses de Portugal.

Em que consiste isso no mínimo?

Que seja pelo menos coerente com o que ultimamente tem vindo a dizer: renegociação profunda do memorando, implicando revisão das metas orçamentais, maiores maturidades para pagamento da dívida e juros muito mais baixos. Por outro lado, a defesa intransigente de mudanças a nível da estratégia de desenvolvimento da UE, de forma a que os interesses de todos países sejam contemplados e da configuração da própria UE nomeadamente do seu Banco Central e do Orçamento.

Certamente, não será suficiente. Mas seria um bom começo. Há que aliviar o peso dos custos da dívida na economia portuguesa com vista a reiniciar o seu desenvolvimento.

Não me parece que o PS vá ter algum sucesso nesta sua conversa, mas muito menos terá e cheirará a traição face ao País se transigir ou mostrar que apoia medidas de austeridade pouco inteligentes.

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2013-04-15

 

Só a rua nos poderá salvar. Sem Costas nem Buiças, é claro

A política, os governos, têm a ver em primeiro lugar e acima de tudo, mas não só, evidentemente, com a gestão da riqueza das nações. Com a sua distribuição pelos diferentes grupos sociais através de quadros legais que favoreçam estes ou aqueles. A onda que varre a Europa e Portugal, a onda da direita radical, a direita neoliberal, é uma onda para uma ainda maior concentração da riqueza num número cada vez menor de privilegiados.
 
Para contrariar esta onda mortífera, que poderá, como alertou Jean-Claude Juncker  Primeiro-ministro do Luxemburgo, conduzir de novo a Europa à guerra,  temos de forçar a demissão do Governo e como este só pode ser afastado pelo PR temos de pressionar Cavaco Silva, responsabilizá-lo, tanto como os seus protegidos Passos e Gaspar por esta política de destruição do regime democrático e social que conquistámos com o 25 de Abril.
Na guerra em que estamos envolvidos, na guerra que nos foi declarada por Passos/Gaspar e Ciª, representantes não dos portugueses mas da tróica, fanáticos mujahedines da "Al Qaeda" sediada em Berlim, a única forma que resta para forçar a demissão do Governo é a arma da rua. A rua contra S. Bento, a rua contra Belém. A rua como alavanca para demitir o Governo que desde a última ida a Belém do 1ºM com o seu min das Finanças passou, explicitamente, a ser um Governo de "iniciativa presidencial". A rua é necessária para ajudar a vencer a crise política por meios institucionais: através da dissolução da AR decidida a gosto ou contragosto pelo PR. Mas é claro que não se trata de soluções com Costas e Buíças


2013-04-14

 

O poder e o dinheiro

Segundo o jornal de escândalos CM o Sr. Francisco Soares dos Santos, dono do Grupo Jerónimo Martins (detém 56,1%) e os seus dois filhos, atribuíram-se, na qualidade de administradores, uma remuneração mensal que foi dos 60 aos 100 mil euros cada um. São remunerações "normais" em pessoas que são os verdadeiros donos do país. Os banqueiros, administradores dos bancos, administradores dos grandes grupos económicos, Amorins, Belmiros, Motas ou os seus principais empregados, os Mexias de vários calibres, andam todos, pelo menos, pelo seu milhãozito anual. É claro que têm um conjunto de remunerações em espécie, que são necessidades da função (como é a esferográfica ou modernamente o computador para um escritor) carros de luxo, ou o seu avião, motoristas, secretárias, seguranças, passeios pelo mundo, sumptuosidades adequadas ao estatuto de "nobreza" que elevam os custos desta fidalguia para duas ou três vezes aqueles salários. Mas atenção isto não é tudo o que ganham os nossos baronetes da finança, seja eles Pingos Doces, ou Ricardos Salgados, ou Ulrichs "aguentam aguentam". O Sr Soares dos Santos, por exemplo, e de acordo com o “jornal de referência” citado, auferiu em 2012 também 104 milhões de euros em dividendos o que dá àqueles salários praticamente o estatuto de salários de miséria.
Como conseguem ganhar assim tanto? Bom, por um lado devem ser bons administradores e por outro… têm a trabalhar para eles, no caso do grupo Jerónimo Martins cerca de 70.000  trabalhadores colaboradores a maior parte dos quais, segundo os patrões, não merece mais do que o salário mínimo. Conheço uma menina que é caixa num dos Pingos Doces e que ganha 485 euros porque, naturalmente, não merece mais. “Foi para isto que andei a tirar um curso” lamenta-se ela, licenciada em História pela universidade do Minho. Para estes ganhos servem as leis que mandam fazer aos “seus” deputados para poderem “legalmente” fugir aos impostos. O Sr. FSS fugiu com a sede do Grupo para a Holanda para não pagar impostos aqui que não são tão baixos como lá. E fogem também aos impostos através dos off shores que é para isso que eles existem. E quando são apanhados como, segundo os jornais, sucedeu ao dono do BES então trazem “voluntariamente” os muitos milhões que tinham expatriado e como prémio pagam um jurozinho pequenino, quase simbólico. Estamos a falar de muitos milhões porque se se tratasse de 50 ou 100 mil euros, dum parvo qualquer, arriscava-se a ir para a cadeia.  
E estes Srs são não apenas grandes patriotas como são grandes amigos do Governo. Ou, dito de forma mais rigorosa, eles não são "amigos" do atual Governo, dos Passos e Gaspares, eles são os patrões, de facto, do Governo ainda que a relação seja muito intermediada e muito "à maneira". Não é uma relação taralhouca do calibre daquela decisão de Passos Coelho/Gaspar/Moedas com a TSU em que disseram abertamente que os descontos para a segurança social que cabia aos patrões pagarem passavam a ser pagos pelos assalariados.

2013-04-13

 

Assim vão os cuidados de saude neste país

Novas camas em cuidados continuados só com visto - Portugal - DN

2013-04-12

 

Dívida de Portugal em boas mãos...Se é a própria troica que avisa!!!

Dívida de Portugal é detida sobretudo por especuladores - Economia - DN

2013-04-10

 

Juízes e Diplomatas

Soube hoje que o governo de Vítor Gaspar isentou os juízes e diplomatas de pagamento da Contribuição Solidária de Solidariedade.

Gostaria que alguém me fornecesse um argumento, só um, porque fiquei perplexo. A minha mente não chega lá. Passei apenas que esta gente teria um ADN diferente do meu comum dos mortais.

Esta decisão deve ser da mais exemplar justiça, mas mente pobre não dá por isso.

Certamente vou meter umas explicaçõezitas.
 

As "verdades" ditas do exterior sobre Portugal


Muitas instituições internacionais têm vindo a pronunciar-se sobre Portugal.

Indirecta ou directamente contra a decisão do TC e quase sempre a rogar pragas contra este e a lamentar a situação incómoda criada a Gaspar e Passos Coelho.

Mal acabara pelo menos uma agência de Notação daquelas ditas muito "independentes" como a Fitch. logo veio o Sr. Comissário Olli Rehn acrescentar e a ameaçar que Portugal tem de arranjar alternativas para cobrir os 0,8% do impacto no potencial défice decorrente dos artigos chumbados para que as metas sejam impreterivelmente cumpridas.

O que o dito Comissário Europeu se esqueceu  de nos dizer foi como têm sido excelentes os desempenhos do ministro Gaspar. Ele é tão esmerado que em 2012 não se desviou 0,8%. Desviou-se apenas 2,4%.


Como os ventos do mundo estão em grande mudança certamente para Olli Rehn 2,4% de desvio é mais confortável que 0,8%. Percebo que estes "democratas de Bruxelas pensem assim. Não bulir com os poderes de um governo que nos dá muito jeito. Eles só sabem pedir com muito jeitinho.

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2013-04-09

 

O Reitor da Universidade de Lisboa contra a chantagem do Governo

Com Passos Coelho, um Jota impreparado e perigoso, alcandorado a 1º Ministro por Miguel Relvas (conforme este publicitou, como uma ameaça, na declaração de despedida do Governo) e Victor Gaspar, um representante dos mercados financeiros, como ministro das Finanças, o inacreditável pode acontecer.
"Estupefactos" por o Tribunal Constitucional não se demitir das suas funções e assim não poderem "governar" sem a chatice da democracia e de constituições, de acordo com a sua fé neoliberal e as orientações do min. das finanças alemão, Sr. Chauble e do FMI, estes governantes, amparados pelo Presidente da República, que até agora só acumularam falhanços, decidiram vingar-se com um despacho do min das Finanças, que se fosse cumprido à risca paralisaria a administração pública.
O Reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa explica o alcance do despacho despautério neste comunicado:

Comunicado do Reitor da Universidade de Lisboa:     
 9 de Abril de 2013

Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país

"1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país.
2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático.
3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal?
4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro.
Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior."
Lisboa, 9 de Abril de 2013
António Sampaio da Nóvoa
Reitor, Universidade de Lisboa

 

Bem avisei. Vinham aí mais impostos

Função Pública e pensionistas vão pagar mais IRS em maio - JN
 

Situação do país - segundo António Arnaut, pai do SNS

"País está em respiração assistida", diz António Arnaut - Portugal - DN

2013-04-07

 

Que mais austeridade andará por aí?

Já não falta muito para saber-se.

Mas tenho cá um feeling que, ontem, em Belém foi urdida uma saída. Mais impostos? Uma qualquer forma capciosa de não cumprir o acordão do TC? Outros cortes no rendimento? É de esperar. Mas mais austeridade aí vem. Está no ADN deste governo. Negociar com a Troika melhores condições é que o ADN não comporta.

Não se percebe tanta histeria com a decisão do TC. Estamos num país democrático ou querem suspender a Constituição?

E os efeitos do acordão são relativamente reduzidos. Apenas 0,8% de aumento do défice. As previsões de Gaspar excederam sempre este limite pela negativa em termos de défice.

Daí que o governo não tenha o mínimo de razão. 

Gostava de ser mosca para ouvir a conversa entre os dois maiores culpados do  país estar neste momento nesta situação. O governo porque fez um mau orçamento, um orçamento de provocação e o PR por falta de acção oportuna a fiscalização preventiva. De qualquer modo, o TC respondeu a algumas dúvidas do PR daí que gostava de ter sido mosca.

2013-04-06

 

O GOVERNO a fazer-se de vítima do TC

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BASTA OLHAR PARA A IMPRENSA E OS TÍTULOS NÃO ENGANAM.

A imprensa esqueceu as aspas. Parece que assume como opinião sua, declarações de ministros. Como pode um jornal dito de referência apresentar um título a toda a 1ª página sem aspas - TC ultrapassou pior cenário do governo - quando ao ler-se, se nota ou pelo menos se fica na dúvida, que a opinião não é do dito jornal mas baseado em dicas de ministros?

É evidente que não foi o pior cenário, pois muitas inconstitucionalidades não foram atendidas, por razões diversas, umas inclusive paras não dar aso a certa demagogia de direita.

Mas está cá fora a decisão e vamos a alguns comentários.

O conhecimento apenas ontem da decisão do TC prejudicou imensamente o país em termos económicos e os cidadãos em particular. E a culpa, como sempre, vai morrer solteira.

Por etapas de quem nos causou prejuízos. Primeiro, a principal culpa coube ao governo de Passos/Gaspar que faz um orçamento cheio de inconstitucionalidades. É a prova da sua incapacidade técnica ou então de provocação aos portugueses. A segunda culpa cabe à maioria na AR que avaliza o dito orçamento. Não consigo abstrair de ver no ecran o deputado Montenegro do PSD a dizer que o orçamento estava correctíssimo do ponto de vista da constituição. A terceira parte da culpa cabe a Aníbal Cavaco Silva, como PR que poderia ter suscitada a sua análise prévia ao TC.

Há aqui três entidades fortemente culpadas que muito contribuíram para o aprofundamento da crise do país e que vão continuar na mesma senda. E o TC? também tem algum poderia ter sido mais célere, mas é de longe a menor.
(Publicado também no face)

2013-04-05

 

Quem traiu quem?

Crato diz que Passos Coelho foi informado "em termos gerais" sobre Relvas - JN
 

Sem honra nem vergonha

Aqui, em Julho de 2012, defendi que face ao escândalo da licenciatura de Relvas “na forma tentada” era melhor o 1º M não afastar Relvas e julgo ter tido razão. Era melhor para o país porque era péssimo para o Governo. Passos Coelho ao qualificar como "uma não notícia" a da burla da licenciatura do seu "braço direito" no Governo revelava ao país que o 1ºM considerava perfeitamente compaginável com a decência exigível a um Governo a presença nele de um burlão e desnudava assim o seu próprio carácter. O escândalo  da continuação de Relvas no Governo revelaria todos os dias a verdadeira imagem deste, a sua falta de idoneidade, a sua desqualificação e assim tornaria mais fácil derrubá-lo.
A declaração de Relvas e as desculpas tolas que apresenta para se demitir do Governo são bem o retrato da pessoa sem honra nem vergonha que nenhum Estado que desejasse ser respeitado toleraria. Um 1º M e um PR que acham normal e aceitável ter como ministro o Sr. Miguel Relvas não podem deixar de estar no mesmo patamar político e ético daquele.
Aliás, segundo o que é público, o passado de negócios da parceria Relvas-Passos na utilização para benefício pessoal dos recursos do Estado, coloca o primeiro, então Secretário de Estado de Durão Barroso, na posição de chefe e o segundo, como gerente da Tecnoforma, na posição de subalterno. As cumplicidades antigas explicam a incapacidade de Passos se poder desembaraçar de Relvas. E revelam que a diferença de estofo moral entre um e outro não é nenhuma. O que os distingue é que um foi mais exposto à execração pública que o outro.

Aliás, na declaração que hoje Relvas  fez a “explicar” o seu pedido de demissão não deixou de sublinhar, despudoradamente, que se Passos Coelho hoje é o presidente do PSD e 1º M a ele o deve e que apresenta a sua demissão por iniciativa própria a sublinhar que de acordo com a hierarquia dos seus valores políticos e partidários o subalterno não é ele.  Vendo o país, até à náusea, os protesto populares que perseguem Relvas por todo o lado, de Gaia ao ISCTE, de França a Timor a ponto de não o deixarem pôr pé na rua é patético ouvi-lo dizer que sai por sua livre vontade por "falta de força anímica", etc.
S. Bento e Belém colocam Portugal no patamar ético e civilizacional do Burkina Fasso - não desfazendo, como se dizia antigamente na minha terra. Link   Link

Apesar de todas as pressões em contrário por parte do Governo espero que o Tribunal Constitucional ponha em causa se não todas pelo menos algumas das medidas inconstitucionais do Orçamento de Estado, como o roubo das pensões e novos impostos. Mas é minha convicção que o Governo não se demitirá. Só cairá se forçado a isso como sucedeu a Relvas. E forçá-lo a cair só com a ajuda da rua, como aqui disse. Continuemos então a "grandolar" este governo ilegítimo, morto mas insepulto, para que não infecte mais ainda a vida dos portugueses.
______________
Video de Relvas enxovalhado/"grandolado" em Gaia: link. 

2013-04-04

 

Contas em off-shore

Identidade de milhares de detentores de contas "offshore" revelada por jornalistas - Impostos - Jornal de Negócios

2013-04-02

 

Somos quantos? E chega para correr com eles?



                                                                               2011                                    2001
População
                                                                        10.562.178
                         10.356.117
Mulheres
5.515.578
5.355.976
Homens
5.046.600
5.000.141
Famílias
4.048.559
3.654.633
Alojamentos
5.878.756
5.054.922
Edifícios
3.544.389
3.160.043
Fonte: INE, Censos 2011
In http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos2011_apresentacao

Que morada tão comprida! Preferia um endereço mais jeitosinho? Por exemplo assim: http://tinyurl.com/3umt3es ? Então fique com este que vai dar ao mesmo!
Não sabe como encolher o dito? Então vá aqui ao http://tinyurl.com/ meta o comprido na janela e o TinyUrl dá-lhe o jeitosinho na outra. Mas não vai sem trabalho. Tem que carregar no botão. Um clique J.

Li aí, num jornal, invocando o INE, que além de toda esta gente que reside cá em Portugal há uma quantidade de portugueses espalhados pelo mundo. Eis as 10 maiores concentrações. 
Portugueses no estrangeiro  (2011)
França
      580.000  
Brasil
     140.000  
EUA
      167.000  
Angola
     100.000  
Suiça
      165.000  
Alemanha
       92.000  
Canadá
      150.000  
Reino Unido
       84.000  
Espanha
      146.000  
 
Venezuela
       53.000  
Residentes vindos do estrangeiro (2011)
       82.000  
Nota: nºs arredondados para o milhar. Fonte: INE
 
Fui contar para ver se há gente suficiente para correr com o governo estrangeiro. E há :)

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