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2007-12-20

 

Um futuro cada vez mais inseguro

É difícil encontrar outro momento de tanta insegurança no futuro, para muitos portugueses, desde o 25 de Abril, como aquele que vivemos. O desemprego é a chaga social maior. O trabalho precário aumenta. O número de trabalhadores dos serviços (para já não falar desse outro sub-mundo das obras, ou dos imigrantes) empregados em empresas de fornecimento de mão de obra a prestar serviços a outras empresas, a recibo verde, a trabalhar 10 e mais horas por dia, aos Sábados ou ao Domingo se o serviço o exige, sem direito a pagamento de uma única hora extra é o mais corrente.
A jornada de trabalho de 8 horas e descanso ao Sábado e Domingo são conquistas perdidas para dezenas ou centenas de milhar de trabalhadores portugueses.
A classe política que governa o país tem vindo a ficar física, social e emocionalmente cada vez mais longe da vida de alguns milhões de portugueses que se debatem com a falta de trabalho ou a "escravidão" a que têm vindo a ser submetidos no plano laboral. A INSEGURANÇA e o desalento há décadas que não é tão grande.
De modo que os nossos governantes quando rejubilam com alguma pequena melhoria do salário mínimo, por exemplo, que é sem dúvida uma melhoria, devem esforçar-se por conhecer este outro mundo que os rodeia mas principalmente fazer muito mais para o mudar. Não estou a pensar em revoluções mas darmos, a par do esforço por mais e melhor economia, passos sérios na melhor distribuição do produto. Uns passos mais resolutos na direcção da melhor Europa.

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