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2004-07-17

 

Mas..., onde está o centro?  ( I )

[William Labbett, Tesselation]
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O centro é uma metáfora política. Tem em comum com as restantes metáforas a compleição quimérica. Algo do espaço e da geometria; uma medida e uma proporção impossíveis, pois "centro" é um conceito distinto de "meio" (onde proverbialmente está a virtude). Até certo ponto, é tão fixável como a linha do horizonte. Esta, por definição, afasta-se de nós à medida que avançamos para ela. O centro (político e eleitoral) avança para nós à medida que nos aproximamos dele. O inverso do que sucede com a linha do horizonte, portanto. Pelo visto, o "centro" começa por ser um equívoco. Deveria, para respeitar a inspiração geométrica, ser equidistante de qualquer ponto do sistema, e não é; deveria possibilitar a localização, tão precisa quanto possível, da esquerda e da direita, e não o permite. Na metáfora do centro, a esquerda e a direita são indiferentes. Deslocam-se em arco e ocupam, a cada passo, diferentes pontos do perímetro.

O centrismo político é uma velha história, colorida e acidentada. As figuras que se reclamaram do centrismo, começaram, quase sempre,  por recusar as posições extremadas da esquerda e da direita, passando, depois, a governar abertamente  à direita.

Se o Governo de PSL, que hoje tomou posse, acentuou ainda mais a viragem à direita que se tinha operado com o Governo anterior, então, como sustenta JPP, o "centro" foi deixado à mercê de quem se esforce por o conquistar.  Tratar-se-á de  lugares do "centro" deixados vagos pela direita?

Às vezes, ser do "centro" quer apenas dizer ser moderado...

Comments:
Espero que, na sua douta exposição, não se esqueça do Eleitorado do Centro, do Governo do Bloco Central, e do Centrão...
 
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