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2004-07-12

 

O PR vai vigiar e bater o pé ao Santana e ao Portas

E eles agradecem. Jorge Sampaio ou não faz nada e isso, ainda que os desaponte, deixa-os governar à sua maneira ou manda raspanetes e eles agradecem. Porque "governar" confrontos, isso sim, é a sua especialidade.
Na comunicação ao país em 2004-07-09 o Presidente asseverou:
.....
Justifica-se reiterar aqui que tem de ser rigorosamente respeitada a continuidade das políticas essenciais – repito, a Europa, a política externa, a defesa, a justiça, bem como as políticas de consolidação orçamental.
Fique claro que é por estas vias de continuidade e pelo rigor indispensável que passarão os critérios permanentes da minha avaliação das condições de manutenção da estabilidade governamental; e utilizarei a plenitude dos meus poderes constitucionais para assegurar que esses critérios serão respeitados. Sempre terei por inaceitáveis viragens radicais nestas políticas, pois foram elas as sufragadas pelo eleitorado

Quer-se dizer:
"Tem de ser rigorosamente respeitada a continuidade das políticas..."
Perguntas:
1)política externa - Santana tem de se manter fiel à política de Bush para o Iraque ou pode alterar se Kerry ganhar e mudar?
2)defesa - Portas deverá comprar mais submarinos ou Santana pode arripiar caminho?
3)justiça - Polícia Judiciária deve continuar a sanear os investigadores "inconvenientes" como Maria José Morgado, Teófilo Santiago, João Massano? a PJ deve continuar a desmantelar a investigação do Apito Dourado ou deve desmantelar a rede?
4)políticas de consolidação orçamentalSantana tem de continuar a consolidação orçamental com a venda da Caixa Geral de Depósitos, o Museu de Arte Antiga, a estátua do Marquês de Pombal ou pode, em alternativa, diminuir de forma sustentável as despesas públicas e combater a fuga ao fisco?
Mas...
"Sempre terei por inaceitáveis viragens radicais nestas políticas, pois foram elas as sufragadas pelo eleitorado"

Há ainda esse problema! Que é o de Santana ter de continuar a política que Durão seguiu e ao mesmo tempo ter de seguir a oposta. Porque as políticas que Barroso prometeu na campanha eleitoral, que foi a que foi sufragada, são diferentes das que adoptou chegado ao Governo.
Exemplo? Prometeu choque fiscal e depois fez o contrário.
Comments:
recordo que Sampaio foi há meses à rtp, entrevista com Judite de Sousa, e disse então o que agora disse: saudou a redução do deficit como fundamental, mas com o retoque de não lhe parecer que este estivesse a ser estruturalmente debelado; considerou que não poderia haver um desvio dessa política na segunda metade da legislatura, precavendo um desvio eleitoralista. Os opositores ao governo rejubilaram, pois consideraram críticas e ante-criticas as perspectivas de Sampaio.
E, Raimundo Narciso, once a MP, always a MP. desculpe lá mas um ex-deputado como V. que reduz política externa ao apoio ou não â guerra do Iraque...enfim, pode querer fazer humor (e é de saudar o humor), mas assim não chega. Não chega mesmo. Saudações, boa bloguice
 
O comentário é sempre bem vindo. Começo portanto por agradecer a gentileza a JPT. Podemos concordar ou não com o comentário. Neste caso não me parece pertinente. É que não estava a avaliar TODA a política externa de Barroso. Tal como relativamente às outras políticas do Governo (Defesa, Justiça, orçamento)o que pretendi foi com uma, só uma! pergunta evidenciar o que nelas mais se afasta do que ao PR parece adequado ao país e o caricato que é ele exigir precisamente a sua continuidade. Ora, na política externa, se há matéria importante onde os entendimentos de Barroso e Sampaio divergem é relativamente à invasão do Iraque justificada nas provas da existência de ADM (e parece que algum petróleo)que George segredou a José nos Açores. Apareça e comente.
 
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