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2005-01-28

 

As eleições no Iraque


As zonas cinzentas são as mais seguras e as castanhas as menos seguras. Castanho mais escuro representa mais de 45 ataques por cem mil habitantes que decresce para 15-30 no castanho mais claro.

As “eleições” no Iraque têm lugar já no próximo Domingo mas o local das urnas ainda é secreto. Os jornalistas estão no hotel donde não podem sair por razões de segurança. Poderão no Domingo ir apenas a quatro mesas de voto, em Bagdad, em bairros chiitas bem enquadrados por forças militares.
As tropas norte-americanas só se deslocam em alta velocidade nas ruas da capital, disparam a qualquer veículo que se aproxime a menos de 50 metros e criam o caos no trânsito que é fechado para a sua passagem.
Na cidade continua a falta de água, de electricidade. De tudo. Nos bairros sunitas quem queira furar o boicote declarado pelas autoridades religiosas e ir votar corre o risco de ser denunciado e sofrer represálias. Escolas e presumíveis locais de voto têm sido alvo de ataques.
Segunda-feira Bush anunciará em Washington o triunfo da democracia no Iraque e na Lusa e no DN, Luís Delgado, traduzirá para Português os méritos da liberdade enfim triunfante no Iraque.
Entretanto os EUA tiveram anteontem o dia com maior número de baixas desde o início da invasão. 37 militares mortos.
Bush gostaria de sair depressa do caos que criou mas não pode. A guerra está condicionada não só pelo número de militares americanos mortos mas pelo objectivo da invasão, o controlo do petróleo, do país e da região.

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