.comment-link {margin-left:.6em;}

2005-02-16

 

A "fuga" do PS


Estou farto de ouvir a direita (mas não só) referir-se ao pedido de demissão de António Guterres em 2001 como "a fuga do PS face às dificuldades do País". Ora a verdade é que tal afirmação constitui uma autêntica falácia que, infelizmente, na minha opinião, o PS nunca rebateu com clareza.

Pode-se discordar da decisão de António Guterres, como é o meu caso. Embora compreenda que, face à falta de maioria absoluta na AR e face aos resultados das eleições autárquicas, Guterres tenha considerado não possuir ondições necessárias para governar e ser mais útil para o País ir-se a votos para clarificar a situação, julgo que estas razões não justificam a interrupção da legislatura, que é um acto que só deveria ter lugar em casos muito excepcionais. Na realidade, não só o PS dispunha de metade dos deputados da AR, como os resultados das autárquicas, não sendo brilhantes, também não foram desastrosos. Justificava-se, por isso, quanto a mim, que o PS traçasse e desenvolvesse uma estratégia adequada para ultrapassar as dificuldades face à situação existente e assumisse a responsabilidade da governação até ao fim da legislatura.

Mas daí afirmar-se que o PS o que quis foi "fugir às dificuldades" é atirar areia para os olhos das pessoas. Então o PS não concorreu às eleições legislativas intercalares e não se bateu bravamente para as ganhar e voltar a governar? Infelizmente para o País, como se viu, o PS perdeu, embora por uma pequena diferença.

Comments: Enviar um comentário



<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?