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2005-03-21

 

Reforçar o combate ao crime com as medidas certas

Várias conclusões se podem tirar da morte de dois jovens agentes na madrugada de Domingo na Falagueira, bairro problemático da Amadora. A primeira é que aquela patrulha (e quantas outras com ela?) não estava preparada para a situação que foi obrigada a enfrentar. E os bandidos sabem-no. Por isso aquele voltou atrás calmamente para abater mais um polícia.
Poucos dias após a morte de outro agente noutro bairro degradado da mesma Amadora enviar para lá polícias tão jovens, tão pouco preparados e mal armados, ou em tão pouco número, é meio caminho para os enviar para a morte e deveriam ser apuradas responsabilidades.
A polícia corre riscos e isso é normal o que não é normal é o que aconteceu na Falagueira.
O Comando da PSP, o Secretário de Estado José Magalhães e o Ministro António Costa têm de estudar a situação e encontrar as soluções adequadas.
Isso poderá implicar melhor preparação profissional, armamento adequado, novos regulamentos e intervenção nas zonas de alto risco com patrulhas de forças especiais, como a Polícia de Intervenção, e eventualmente patrulhas com mais efectivos.
É necessário encontrar as respostas certas, adequadas ao grau de risco de cada zona, endurecer o combate ao crime violento mas simultaneamente contrariar as vozes do costume que aproveitarão a situação para exigir a militarização das polícias e o retorno a métodos inaceitáveis usados por estas no passado, nomeadamente nos conhecidos e impunes "tratamentos" dados nas esquadras a pacíficos cidadãos.
Não é tolerável que os bandidos matem os polícias como quem mata moscas ou que não temam a polícia. São urgentes medidas firmes mas medidas certas. Próprias de um Estado de direito.

Comments:
é incompreensível que os polícias se desloquem a locais potencialmente perigosos sem a protecção de coletes anti-bala. Mais escandolaso é os agentes terem de os pagar com o seu reduzido salário. A falta de meios de que dispõe a PSP é espantosa. Há esquadras que funcionam à noite com 3 (três) agentes (Na Areosa - Porto p. ex.). Há carros patrulha que já passaram a idade para estar ao serviço.
Nada disto se resolve com discursos, nem com medidas cosméticas.
jmpv
 
O problema não se resolve com coletes.
Totalmente de acordo com os dois ultimos parágrafos do RN.
Devemos assumir frontalmente e sem receios ou complexos de que a policia tem de ter meios para uma actuação firme e eficaz na luta contra os criminosos,para também exigirmos da mesma policia, na relação com o cidadão comum ,o respeito e a salvaguarda dos seus direitos.
Penalizando-me por ter acedido tão tardiamente ao vosso BLOG,realço com os meus parabéns a actualidade e qualidade da generalidade das intervenções.
Aproveito para enviar um grande abraço ao Raimundo Narciso.
 
Obrigado pelos comentários. Ao JMPV e ao Gomes de Pina. Enriquecem a informação e o debate. Obrigado ao GP também pelo incentivo a quem retribuo sensibilizado o abraço.
 
Há soluções básicas, primárias mesmo, que até aqui não foram aplicadas, já para não falar do caso de irresponsabilidade particular aos respectivos acidentes. O Homem está habituado a aprender à cabeçada que agora já é dificil de se desabituar...
 
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