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2005-11-27

 

O 25 de Novembro revisitado (2)

A entrevista que no post ali em baixo prometi reproduzir, encontra-se no Memórias. Como anteriormente disse, a interessante e certeira! interpretação do 25 de Novembro, do historiador catalão Cervelló, na entrevista ao DN ( e no seu livro), está muito próxima daquela que ali há dez anos fiz.


Comments:
Afinal ficamos na mesma sem saber quem mandou sair os "páras".

Sobre os acontecimentos do 25 Nov. quase não há duas versões coincidentes.

José Manuel
 
Caro José Manuel na realidade pouca gente sabe quem deu a ordem de saída dos «páras». Enquanto quem a deu ou a recebeu não quiser contar, provavelmente não se saberá. Versões do 25 de Novembro cada cabeça sua sentença! Como em muitas outras coisas. Instrumentos de análise diferentes, interesses, ideológicos ou outros, compromissos, conhecimento parcial dos factos. A vida!!
Se sabe algo que ajude a compreender ponha aí!
 
Eu à data dos acontecimentos só tinha 9 anos de idade e vivia longe do palco principal dos acontecimentos (no Porto). Portanto tudo o que sei decorre apenas de algumas leituras e de vagas recordações.
O meu interesse é essencialmente a curiosidade histórica, tanto mais que penso que continua a ser um dos acontecimentos mais enigmáticos da história contemporânea de Portugal, embora não seja o único. Há outros enigmas que também ocorreram há muito tempo e que nunca se explicaram convenientemente como p. ex. o atentado ao Rei D. José I ou a Noite Sangrenta de 1920.
Mas sobre o 25 de Nov. em que a maioria dos protagonistas ainda estão vivos dá ideia que se fez uma espécie de "pacto de silêncio" sobre o assunto.
A multiplicidade de versões não é apenas uma questão de diferentes interpretações (o que é normal). Mesmo sobre os factos históricos propriamente ditos não existe um consenso, quer tal se deva a um mero conhecimento parcial ou a um processo mais selectivo de destaque de alguns factos e de ocultação de outros.
Mas não há dúvida que temos aqui excelente matéria para futuras teses de doutoramento em história contemporânea.

José Manuel
 
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