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2006-01-17

 

Investimentos importantes

Ontem por razões múltiplas estive no acto de lançamento de dois grandes projectos turísticos na zona de Melides.

Ontem e hoje estive atento à contestação dos mesmos pelas associações ambientalistas, entre as quais a Quercus. Respeito a posição dessas associações e abstenho-me de entrar em domínios que não domino.

Entro, contudo, na área da economia e na sua qualificação de projectos de interesse público, para refutar uma intervenção do representante da Quercus do concelho que ouvi na TSF. A questão que colocou resumia-se a: como pode um investimento privado ser qualificado de interesse público?

O simples colocar da questão foi pergunta e resposta, pois o representante da Quercus não avançou mais argumentos em defesa da sua tese implícita: privado não tem à partida interesse público.

É uma visão pobre em demasia. O interesse público de um projecto não decorre da natureza da propriedade do projecto. Esta não constitui o elemento diferenciador para que um projecto assuma a condição de interesse público.

Outros critérios, entre eles, a qualidade e o contributo para o desenvolvimento económico e social sustentados é que devem ser o factor decisivo na atribuição desta qualificação.

A aceitar esta visão de que só o público é bom corresponde a uma perspectiva limitadora do papel dos diferentes actores económicos no processo de desenvolvimento de um país.

Hoje foi anunciado também um investimento significativo da IKEA em Ponte de Lima.

Parece que começamos a ter investimentos, o que pode significar o regresso de alguma confiança na economia portuguesa. Ninguém arrisca em investimentos de dimensão sem ter confiança de que estão em curso melhorias a vários níveis.

Comments:
Infelizmente, os ecologistas exageram por vezes no seu purismo... Este parece ser um caso. Daquilo que sei do caso (que não é muito, admito), não vejo grande impacte negativo do projecto. E a afirmação para que chama a atenção é de facto muito infeliz. Pena é que estas posições extremadas prejuiquem outras posições mais razoáveis que os ecologistas têm...
 
Não é a primeira vez que as associações ecologistas me parecem de uma grande pobreza de espirito. Outro exemplo foi na discussão em torno da co-incineração, onde na verdade o projecto foi parado e o lixo limitou-se a não ser tratado.

Um bom investimento turístico até pode fazer muito pela preservação do meio ambiente.
 
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