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2006-07-31

 

Onze minutos!... (2)



No princípio, era para ser assim...

Da Tunísia ao Paquistão, a ideia de um Estado Judeu foi deplorada e rejeitada desde o início. Conhecedores da região, ingleses, americanos e franceses, exprimiram sérias dúvidas quanto à viabilidade de um tal Estado, sem o risco de confrontos sangrentos, tensões prolongadas e desestabilização constante.


Apesar de toda essa evidência, a rota do petróleo e a implantação de um representante avançado dos interesses «ocidentais» na região, configuraram a lógica geoestratégica que prevaleceu.


Ao longo de mais de meio século, a situação foi-se agravando.


Hoje, resta-nos apenas lutar pelo favorecimento de políticas de Paz, embora saibamos que a espiral do ódio e do ressentimento esteja continuamente à beira de agudizar ainda mais o conflito.


A impotência da ONU, manietada pelo direito de veto dos EUA; as divergências internas da UE; e a complacência americana perante uma prática de retaliação que sobreleva cinicamente propósitos militares, reeditam uma nota de parcialidade insana que se inscreve cada vez mais profundamente na cultura árabe.

Se viver em Paz na Palestina é ainda um objectivo distante, o cessar fogo imediato é sem dúvida a medida mínima para, depois, tentar estabelecer uma agenda mais esperançosa.

Só que, mais uma vez, o Governo de Israel não quer a Paz. Os EUA fazem-lhe, despudoradamente, o jogo. E os partidos árabes radicalizam-se simetricamente.

Os EUA demoraram onze minutos para reconhecer a declaração unilateral da criação do Estado de Israel. Agora, 58 anos depois, Condoleeza Rice volta de Telavive sem ter conseguido convencer o 1º Ministro Olmert a admitir um cessar-fogo. Seguiu-se, logo esta manhã, o massacre de Canaã!

Onze minutos, em 1948; 10 dias agora.

Decididamente, os EUA e o «Ocidente» perderam todo o sentido de decência!



Comments:
give israel your support in their war of survival
 
In my view, Israel's survival depends on the peace efforts, not on the blind attacks. The cease fire can be a first step. Why is Israel refusing it?
 
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