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2006-12-13

 

A ânsia de aparecer nos ecrãs

Começo por duvidar se escrevi bem "ecrã". Não sendo o tema central - escrever correcto e bem na nossa língua - não deixo de me incomodar por isso.

Mas o tema tem a ver com os primeiros 15 minutos de telejornal das 13 horas da RTP, em que o polónio 210, eventualmente, poderá ter contaminado 3 portugueses!. 15 minutos de Televisão é muito para tão pouco informar.

Às vezes, sinto-me "muito parvo" porque acredito que "a informação" informa, apesar da maioria das vezes nada informar e antes tentar impingir produtos de qualidade duvidosa.Foi o que aconteceu nestes 15 minutos do jornal da 1 hora da RTP.

Mas para dar credibilidade ao caso, levou ao Telejornal o Dr. Francisco George, o Director Geral da Saúde e o Dr. António Osório, médico especialista em oncologia.

Por mais sábios que sejam estes dois senhores/médicos, não era do seu "métier" que se tratava. Eles "deixaram-se levar que nem patos".

A questão reside em saber como é que estes 3 portugueses passaram pelas malhas do ex-agente do KGB, que morreu em Londres, eventualmente espião agora noutro campo.

Estiveram, por acaso, no mesmo hotel, no mesmo avião, nos mesmos restaurantes, etc, ?. E a ser, assim, certamente, muitos mais milhares de outras pessoas, de outros países, também por ali passaram ou tiveram qualquer relação com o ex-agente russo.

Sobre isto, a informação da RTP disse Zero. Foi preencher espaço e 15 minutos, repito, é muito tempo de TV.

Quanto às pessoas que lá foram falar do caso, o mínimo que se pede é que, na próxima vez, se informem em que contexto vão falar. Ou então fica a dúvida, gostam mesmo de dar a carinha a qualquer preço?

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