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2006-12-11

 

O Relatório Baker-Hamilton - (1)

O relatório do Grupo de Estudo do Iraque faz um diagnóstico profundo do estado da guerra e apresenta uma estratégia para a saída da gravíssima crise criada no Iraque e em todo o Médio Oriente.
Muito bem fundamentado, com a colaboração dos mais capacitados peritos e autoridades norte-americanas, apoiado na deslocação ao teatro de guerra e a muitos países estrangeiros, na audição abrangente de aliados, "amigos" e "inimigos", na Europa, no Iraque e no Médio Oriente o relatório faz uma análise realista e sem contemplações da situação e faz propostas tão ousadas que já tiveram o repúdio óbvio dos pais e teóricos da guerra, dos sectores mais conservadores do partido Republicano e da opinião pública, de Israel e do Governo do Iraque.
O relatório conclui o óbvio para quem está minimamente informado e não está comprometido com a decisão da guerra ou cego pela pouco avisada colagem à Administração norte-americana. O Relatório propõe passos firmes na resolução do conflito Israelo-Árabe, no diálogo com os países e forças relevantes para a paz, incluindo a Síria e o Irão. No não desmembramento do Iraque, no reequilíbrio de poder e posições entre xiitas, sunitas e curdos, em petróleo para todos e não apenas para curdos e xiitas.
W. Bush reserva a sua decisão para mais tarde e faz bem. Mas dificilmente pode admitir o contrário de tudo o que defendeu "guiado pelo Além". No entanto o agravamento da guerra civil, a impotência dos EUA para a resolver, o perigo do seu alastramento a outros países do Médio Oriente, o Congresso agora maioritariamente democrata e a viragem da opinião pública norte-americana vão obrigar a Administração a dar passos, provavelmente não todos nem de repente, no sentido indicado pelo Grupo de Estudo Republicano/Democrata.

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