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2007-01-06

 

Sarsfield Cabral, antiamericano?

Ao analisar, hoje, no DN, a situação dos Estados Unidos decorrente da sua irresponsável aventura iraquiana, Sarsfield Cabral, mostra-se decidido a entrar no subversivo clube dos antiamericanos:

"Impressiona a inconsciência face ao desastre anunciado. Mas quem falava de desastre era considerado traidor ou, se fosse estrangeiro, antiamericano. Esta espantosa irresponsabilidade levou à maior derrota do Ocidente depois do triunfo na Guerra Fria, com o colapso do comunismo. Uma derrota de consequências mais graves para os EUA e para todos nós do que a debandada do Vietname.

A invasão do Iraque foi uma resposta ao 11 de Setembro. Os americanos queriam desforrar-se, humilhando os islâmicos radicais e mostrando que não são impunemente atacados no seu território. Tratava-se de restabelecer o prestígio e a credibilidade dos EUA com uma afirmação de força. Saddam estava a jeito. Quase quatro anos depois da invasão, os EUA estão enfraquecidos e sem credibilidade. Arriscam-se a deixar no Iraque um Estado falhado, viveiro de terroristas e factor de desestabilização em todo o Médio Oriente. E Washington perdeu autoridade moral em matéria de direitos humanos, desde logo na tortura."

A primeira eleição de W. Bush, assente em golpes fraudulentos, mostrou logo o que aí vinha: uma Administração corrupta e aventureira com tiques confessionais e de cowboy do Texas. Uma catástrofe para o Ocidente que os EUA, pelo seu poderio, lidera.

No Iraque arrisca-se não apenas a não conseguir nenhum dos objectivos proclamados mas a conseguir o contrário deles.


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