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2007-01-13

 

SIM OU NÃO

A pergunta é:

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"

Se o SIM ganhar o que acontece?
As mulheres que fizerem aborto, naquelas condições, não vão para a cadeia nem são consideradas criminosas.
Se o NÃO ganhar que resulta: que, com excepção das situações já hoje previstas na lei, são consideradas criminosas e vão para a prisão.
- Resume-se tudo a isto?
Não. Em termos práticos a questão principal resume-se àquela alternativa mas sobre o assunto há uma infinidade de questões: de saúde pública, de carácter psicológico, de direito, de carácter religioso, de grau civilizacional, de retórica.
- Actualmente, relativamente a esta matéria, estamos mais atrasados ou mais avançados, em termos civilizacionais, do que a a maioria dos países ocidentais?
O que sei é que esses países, que estavam como nós hoje estamos, despenalizaram há muitos anos a interrupção voluntária da gravidez.
- As mulheres (e os maridos) que defendem o NÃO se forem confrontadas com uma gravidez indesejada o que fazem?
Estou certo que, tendo em conta o ênfase "moral" de uma grande parte da campanha do NÃO, 99 % não interrompem a gravidez.
(Resposta alternativa: Boa pergunta. Tente responder você mesma (o).

Comments:
Olá!
Eu estou com uma dúvida. De certo modo, sou a favor da despenalização do aborto, mas a questão que se colocará no referendo será a seguinte: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
Se tal se tornar possível, como fica o homem nesta posição? Ele ficará desresponsabilizado dos seus deveres como pai, caso a criança nasça? A mulher tem direito a optar se quer ou não ter a criança, se ela optar por querer ter a criança e o pai for contra isso, ele poderá fugir aos seus actuais deveres de pai? A criança ficará sem pai?
 
Se no referndo o Sim ganhar isso não muda nenhuma lei e tudo continua como hoje. Se o PS, (ou outro partido que apoia o sim)como prometeu, aprovar na AR uma lei contemplando a pergunta do referendo então a lei muda e então o que muda é a mulher poder fazer aborto, nas condições da pergunta do referendo, sem ser considerada criminosa nem ir presa.
Nada mais muda nem os direitos da mãe ou do pai ou os da criança.
Quando nasce uma criança, desejada ou não, pelo pai, ou pela mãe, ou pelos dois, todos (pai, mãe e filho) têm os direitos e deveres que hoje a lei consagra.
 
A minha dúvida era mesmo essa, a de saber se havia perda de direitos e se o pai podia fugir à sua orbigação de ser pai e dar um nome ao filho.
Obrigada, fiquei esclarecida quanto a essa dúvida :)
Espero que assim seja mesmo...
 
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