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2007-05-31

 

A Greve de ONTEM

Não vou perder tempo (porque leva a pouco) sobre se a greve é geral ou parcial, nem sobre as Percentagens, embora neste aspecto haja uma questão de fundo. É preciso que quem decide fazer greve assuma isso mesmo. E não é o caso em termos de descontos reais. Há uma elevada percentagem que não vai ao trabalho em dia de greve arranja mil e uma maneira para a posteriori justificar a falta. Isto é grave. Admito muitas razões para esta atitude sendo, penso eu, determinante a necessidade de não DESCONTAR o dia de greve.

Nesta greve o objectivo essencial consistia na contestação ao governo das suas políticas económicas e sociais.

Muitas "classes" sociais têm múltiplas razões para estar descontentes com muitas das medidas deste governo: estão a perder poder de compra, estão em perda de regalias adquiridas no passado, independentemente da sua adequação às condições do País, a saúde está mais cara e não mais eficiente, a educação caminhe para melhor, embora com medidas como os exames de aferição que não se percebem... e tudo isto leva a um grande descontentamento. ...

Se juntarmos ainda essa "qualidade intrínseca" deste governo, que é a de não nos passar cartão, ficam reunidas as condições para esta "revolta". Por outro lado, há quem sustente que este governo é reformista, quer mudar o país ainda em rampa descendente economicamente. E assim temos um país em dois, ou dois em um. "Bem" dividido.

E desta greve saiu o quê?

Alguma proposta válida? Alguma alternativa?

Não vislumbro. O que significa que hoje acordamos exactamente no ponto de partida de anteontem. Governo e CGTP de costas um para o outro.

E o Zé povo?

Em situação pior, sem expectativas. E a culpa?!

Comments:
E a Culpa?

Das costas voltadas. Mas a CGTP está numa de não colaboração. E agora com as eleições de Lisboa o inimigo é A.Costa. Daí contestar e sempre o governo PS. Até Marques Mendes apoiou a greve. É a maior frente "unida".
 
Para que serviu a greve?

Para nada. Só para complicar.
A questão fundamental é que não há, neste país, riqueza para distribuir, embora haja sempre uns tantos que mesmo sem haver recebem sempre.É do sistema.
E então? Vamos acabar com o sistema - capitalismo? Mas o dito socialismo foi à vida e o desequilíbrio distributivo também era aí muito forte. Então construir outra coisa: Sim. Mas com quem? Com O PC? Não vamos lá. Com o Bloco vamos um pouco mais. Mas o Bloco quer ainda tudo muito igualitário e como o PC defende os incompetentes e as coisas não vão assim.Com o PS? Também não. Há então que fazer uma "outra esquerda", mas onde iniciativa pessoal e as diferenças sociais sejam salvaguardadas na base de quem mais "dá" mais recebe.
 
Existe realmente muita gente que em dia de greve arranja forma de não ir ao trabalho e de não fazer greve.

No entanto, e na empresa pública onde trabalho, a questão não tem a ver com descontos, mas sim com coacção, feita quer pela empresa, quer (e muito mais pesada) pelos sindicatos.

A melhor forma de não arranjar inimizades é abster-se, é assim que a maioria faz.
 
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