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2007-06-13

 

TRANSPARÊNCIAS

Afinal o estudo sobre a Carreira de Tiro de Alcochete, em alternativa à Ota, entregue ao PR e ao Governo não é da CIP como se julgava e foi anunciado. A direcção da confederação soube dos estudos pelos jornais e rebelou-se.

"O estudo foi feito a título pessoal pelo presidente da CIP e não é uma posição da Confederação Industrial Portuguesa", disse à agência Lusa o vice-presidente, Armindo Monteiro" ao que outro vice-presidente, Reis Campos, acrescentou: "Não compete à CIP patrocinar ou financiar qualquer estudo que aponte para um determinado sítio".

Por seu lado Van Zeller explicou às televisões que queria guadar segredo do estudo até à entrega dele ao PR e não podia comunicar isso a um grupo de 18 pessoas (creio que disse 18) porque 18 pessoas não podem guardar um segredo. Informou só alguns membros da direcção. Mas afinal o segredo não era só até à entrega a Cavaco Silva. O segredo que, como se sabe, é a alma do negócio, veio para ficar.

O estudo pode ser óptimo e oxalá seja para bem do país e não perde por não se saber quem o pagou (Van Zeller declarou aos media que é um segredo que não será desvendado) mas lá que a coisa assim fica menos transparente fica.

Com certeza que o estudo foi pago por quem põe o bem da Pátria acima de tudo mas, por modéstia, não quer rubescer com os elogios do povo - digo eu mas não é o que diz o meu vizinho, o Sr. Antunes:

-Estou mesmo a ver que foi o Belmiro de Azevedo ou o Espírito Santo por causa dos seus empreendimentos turísticos a Sul. E o Van Zeller - enxofrava-se ele - está-se mesmo a ver que não podia apresentar o caso à direcção da CIP porque aí há muitos representantes da pequena e média indústria da cintura de lisboa a Torres Vedras, Caldas da Rainha, Santarém e Leiria interessada na Ota. Se fosse ao ministro encomendava agora um estudo ao bispo de Leiria-Fátima que afinal, com o santuário, é um dos maiores operadores turísticos do país.[Links: DN, Jornal de Negócios ]

Comments:
Sei lá! quando se poem com falatórios de transparências dá-me logo um arrepio e lembro-me de "paredes de vidro" ( e uma certa imagem aqui mesmo ao lado, tb. ajuda!).

Eu já só quero é apanhar o avião ( na Ota ou em ALLcochete ) para Beja e depois ir até Moura de barco, já que o caminho de ferro lá continua a enferrujar.

Transparentemente.
 
De facto, este estudo suscita a maior perplexidade, não apenas pelas razões indicadas no texto, mas também por outras que a estas se opõem diametralmente. Num jogo onde não há transparência, ou melhor, onde a que houve foi por pressão da opinião pública, todas as desconfianças, para não dizer suspeições, são admissíveis. Com esta "história" do estudo do Sr. Van Zeller, na qual o PR "embarcou" com alguma leviandade, uma questão fica desde já arrumada: a Portela. Com o tempo, o resto resolver-se-á também, principalmente depois de eleito o executivo municipal de Lisboa e decorrida a presidência de turno na UE.
De tudo o que se passou fica, porém, uma nota que muito me sensibilizou: a preocupação manifestada pelo presidente da CIP em matéria de gastos públicos, exactamente num tipo de despesa onde quanto mais se gastar mais ganham os confrades que ele representa!
JMCorreiaPinto
 
Há um elemento que não aparece ponderado por aqui (porque será?)e que tem um peso específico para a análise política: O presidente da CIP manteve o 1º Ministro ao corrente deste lance. Informou-o, desde o início, e manteve-o ao corrente.
Este tipo de análise que deixa entre parêntesis o Governo é compreensível mas, com o devido respeito, curtinha. Não há, por agora, nenhuma razão, para supor que o Governo está fora desta jogada.
Por outro lado, a "confiança" técnica num eventual parecer do LNEC é estranha. Que independência pode ter um Laboratório do Estado relativamente ao Estado?
 
E enquanto Alcochete aparece como solução milagrosa, vamos esquecendo da solução "Portela+1".

Sempre gostava de saber porque é que a Portela tem de fechar. Só para viabilizar o novo aeroporto? Parece qua andamos a brincar às obras em vez de desenvolver infra-estruturas...
 
Como é que 114 professores do Departamento de Engenharia Civil do IST conseguiram guardar segredo até divulgarem o abaixo assinado contra a OTA?
Mistério...
 
No Montijo existe uma base aérea poderia ser transferida para Beja ou para a Ota;

2.º) Lisboa ficaria assim com dois aeroportos civis, à imagem de muitas outras cidades do mundo;

3.º) Julgo que a questão do novo aeroporto deve ser decidida tendo em atenção a solução para o caso do TGV;

4.º) Para já, só vejo a necessidade da ligação por TGV de Lisboa a Madrid. Quanto à ligação por TGV de Lisboa – Porto acho-a ridícula; melhore-se a actual linha e aproveite-se as potencialidades do Alfa Pendular. Mais tarde teria interesse, também o TGV: Aveiro – Salamanca – França;

5.º) A ligação Lisboa – Madrid far-se-ia melhoramento da linha já existente entre o Barreiro, Caia e Badajoz;

6.º) O terminal do TGV poderia ficar junto ao Aeroporto no Montijo;

7.º) Em vez de ser o TGV a atravessar o rio Tejo (a 350 Km/h ???) até à gare do Oriente, seria o metropolitano de Lisboa a chegar à Gare do TGV e ao Aeroporto no Montijo;

8.º) A extensão do metro de Lisboa à outra margem permitiria aos passageiros do TGV, do Aeroporto do Montijo e de muitos dos habitantes do Montijo e do Barreiro a sua distribuição pela capital, aproveitando-se com isso para retirar de Lisboa milhares de automóveis;

9,º) A margem sul é uma zona plana e é por isso o local de excelência para a expansão de Lisboa, limitada que está a Norte por uma cadeia de serranias;

10.º) O Montijo permitiria captar passageiros da raia espanhola, que, sendo servido pelo TGV, fica a cerca de 200 Km, enquanto que Madrid está a mais de 300 Km e o respectivo Aeroporto está ainda do lado oposto;

11.º) A OTA por ser mais longe de Lisboa também deve ser pior para o turismo da capital.

Porém, no caso de se pretender acabar com o aeroporto na Portela, então concordo que a melhor solução seria: Alcochete, que poderia recolher algumas das vantagens do Montijo, adaptando-as a Alcochete.

Zé da Burra o Alentejano
 
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