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2008-02-19

 

Em leito-de-cheia (1)

Por cima da entrevista do 1º Ministro José Sócrates, e das eleições no Paquistão, e da independência do Kosovo, e das primárias nos EUA, o país grita-nos a partir das urbanizações que parodiam os conhecimentos que os humanos foram acumulando ao longo dos séculos.

Sabe-se que construir, ali, corresponde a uma provável sentença de morte. Pelo menos, a derrocadas certas , a desabamentos em catadupa e a deslizamentos imparáveis.

Vive-se, um dia atrás do outro, à espera de que não aconteça.
Depois, acontece.
E volta a acontecer.















Enterrados os mortos, tratados os sobreviventes, avaliados os estragos, começam as reparações.

Isto é.

Volta tudo ao princípio.

Olhando as 1ªs páginas, percebe-se isso. Num ou noutro caso, tentou-se diminuir a importância das inundações; noutros casos, houve coincidência na escolha da foto principal.

Não há maneira de disfarçar.

Os pobres voltam a enfrentar o perigo de continuarem a viver no mesmo sítio.
Os ricos decidem enfrentar o risco corrido pelos pobres.

Vivemos num país construído em leito-de-cheia.

Comments:
Pois é caro Manuel C. O LUGAR não é tanto o do morto mas, decididamente, o do vivo (ou... a partir de onde se vive).
 
Hoje resolvi dar uma ajuda aqui ao blogue. Se derem uma olhada às manchetes dos jornais de hoje (perdão ontem)saberão que este nosso país comandado por este governo, está em penúltimo no ranking dos países da europa, da qualidade de vida das crianças. Atrás de nós só a Polónia.Aquela que era comunista. E ainda escrevem sobre o gel de banho.Vão dar uma grande volta,vocês
não eram assim tão pequeninos.
 
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