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2008-02-15

 

O Paradigma do Gel-de-Banho (1)

A inovação, para lá do paleio de conveniência, implica receptividade a novas práticas e adaptação a novos hábitos. Implica, portanto, atitudes, opções, mudanças. Quem estiver interessado em reflectir um pouco acerca disto, encontra nos resultados de um dos estudos divulgados no site da Marktest, um retrato possível da variação dessas atitudes no espaço, no tempo e nalgumas outras características sociais de uma amostra (quase) nacional. Parece que, bem acondicionado teoricamente, se poderia passar a chamar o Paradigma do Gel de Banho.


Repare-se que a penetração do produto no mercado cresce com uma certa regularidade ao longo de 6 anos (de 38,2% em 2001 a 53,7% em 2006). A esse ritmo, a "receptividade" decresce com o envelhecimento (já se estava à espera); fora dos grandes centros urbanos e com a interioridade (não espanta nada); e com os rendimentos mais baixos (quem diria?).

(Click sobre o gráfico para aumentá-lo)

Exceptuando a distribuição pelas posições face ao trabalho (que os inquiridos declararam ter), a observação é útil e conclusiva.

Nalguns aspectos, até, quase tão velha como o próprio banho.

É para esta fotografia em movimento que deverão estar a olhar, neste momento, atentamente, os membros do Governo.

Devem estar a reparar (de novo) que nem todos os portugueses consomem gel de banho...

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